The Final Plan - TINP
21 That is not possible – O plano de fuga.
Ela não terminou a frase, pois assim que viraram o corredor, o corpo de uma garota colidiu com o de Dan que a segurou, se não, ela teria caído.
– Isso, lindo Victória Black, mas chega ao colégio e já sai esbarrando em todo mundo – a garota resmungou, fazendo os dois arregalarem os olhos.
Capítulo 19 – O plano de fuga.
A Black se levantou rapidamente, olhando para os dois garotos que estavam em sua frente, olhando-a de modo engraçado. Surpresa, sim, era isso que ela conseguia identificar nos olhos dos dois. Claro, quem não ficaria surpreso ao esbarrar com uma garota louca que fala sozinha? Isso se eu não falei meu nome em voz alta, pensou.
– Você está bem? – perguntou Daniel preocupado.
– Ah, claro. Já estou acostumada com esses tombos. Victória Black, prazer – sorriu para os dois alunos.
– Daniel Evans – Dan se apresentou.
– Anne Carter – disse a garota sorrindo – você é uma Black – acusou o obvio.
– Sou – confirmou Victória.
– Mas... Os Black...
– Ah, é uma longa história. Minha avó teve meu pai antes de se casar então eu nasci, um pouco atrasada, mas nasci.
– Você é neta de Bellatrix Lestrange? – Anne perguntou com os olhos arregalados.
– Exato, mas, por favor, não pensem que eu sou como minha vovó. Bem pelo contrario. Vim a Hogwarts por um motivo “do bem”.
– Que motivo? – Daniel perguntou interessado.
– Motivos – falou simplesmente.
– Vamos tomar café? De que casa você é? – perguntou Anne sendo simpática.
– Grifinória – respondeu Victória orgulhosa – A segunda Black nessa casa.
[...]
– Todos os alunos devem voltar aos dormitórios imediatamente – a voz de vice-diretor anunciou – Professores, se encaminhem para a sala da Diretora.
Os alunos, mesmo sem entender seguiram seu caminho. Eles estavam na última aula do dia, de modo que os professores dispensaram os alunos, que correram para os dormitórios. Alvo e Anne seguiram para a Sala Comunal da Grifinória, mas antes de entrar, a garota parou.
– Traga os Potter e os Weasley.
Ela abriu os olhos, arregalando-os logo em seguida. Olhou para até onde, há segundos atrás, Alvo estava. Ele já tinha entrado. Porém, sem sinal dos outros.
Correu por entre os alunos apressados tentando entrar na Sala Comunal sem se importar com mais nada. No meio do caminho encontrou Eric, que voltava das suas aulas.
– O que faz aqui? – ele perguntou preocupado.
– Eu estava vindo da sala de História da Magia – mentiu.
– Ok, agora volte para a Sala Comunal antes que aconteça algo realmente preocupante.
Anne assentiu, esperou o irmão sumir por entre os corredores e voltou a correr, antes do que ela imaginava começaram os ruídos típicos de batalha. Virando o corredor encontrou Daniel, com a varinha em mãos olhando por uma das janelas do castelo.
– Dan! – a garota gritou, sem ar.
– Você está bem? Alguém te machucou? – perguntou preocupado.
– Não. Eles querem os Potter e os Weasley. Precisamos tirar eles daqui. Agora.
– Você vai ir para o seu dormitório. Eu cuido disso.
– Não! Eu não vou ficar lá enquanto Tiago corre perigo.
– Você corre mais perigo que todos eles juntos e sabe disso – falou a encarando.
– Não sei o que você sabe, Dan, mas eles não sabem quem eu sou. E você não vai me parar, nem ninguém – disse decidida, empunhando a varinha mais para o alto.
– Droga. E eu aqui tentando te proteger. Vamos – Daniel pegou na mão da garota e saiu correndo por entre os corredores.
Os Comensais da Morte atacavam os professores e aurores que estavam ali para defender Hogwarts, os corredores não tinham quase nenhum aluno, em compensação os Comensais, aurores e professores corriam de um lado para o outro, duelando.
Anne e Daniel passavam por entre eles, desviando de feitiços e protegendo os aliados quando esses precisavam de ajuda. Sabia que não demoraria muito até algum Comensal se encaminhar até a Sala Comunal.
No meio do caminho, eles esbarraram em Victória, que parecia extremamente preocupada.
– Merlin! Finalmente achei você – ela disse, olhando para Anne. Eles estavam atrás de uma estatua grande o bastante para esconder os três, de modo que quem passava por ali, teria grande dificuldade em vê-los – Você não estava na Sala Comunal, nem no dormitório, fiquei preocupada que algum deles pudesse ter te capturado.
– Tiago? – ela perguntou preocupada, sem ligar para o pequeno discurso da Black.
– Está andando pelas paredes porque você ainda não apareceu. Ele tentou sair de lá, mas alguém o azarou. Agora ele está amarrado em um canto gritando, como um idiota.
– Ok. Eu preciso tirar eles daqui.
– Você precisa? Você precisa mesmo é torcer que ninguém descubra quem você é – disse Victória séria.
– Eu não sei como vocês sabem quem ou o que eu sou, mas eu preciso tirar eles daqui.
– Ok, precisamos de um plano – meditou Victória.
– Nós três vamos até a sala Comunal. Depois pegamos os Potter e os Weasley e os levamos até a Sala Precisa, chamamos Monstro e ele leva todos para a Mansão Potter – diz Anne.
– Ótimo plano – diz Daniel – Mas a Sala Precisa é o lugar mais obvio.
– Não se usarmos uma distração – diz a Black sorrindo – Ok, Evans, você é a nossa melhor distração aqui.
– Eu? Não sei como.
– Sabe sim. Agora você vá até a Sala Precisa e se faça de um filho querido e diga que cuidara dela. Se alguém perguntar eles não passaram por lá.
– Se não der certo? Você sabe...
– Os enfeitice, não deve ter mais que três cuidando das portas.
– Ok. Cuidem-se vocês, por favor, Victória, cuide dela – implorou.
– Eu vou cuidar, Evans, se cuide também.
Daniel saiu correndo, com a varinha em mãos, desviando de estilhaços de parede e de feitiços. Não demorou a sumir entre os corredores e destroços de batalha. Assim que Victória julgou seguro ou o máximo de segurança que poderia ter uma batalha, pegou o pulso de Anne e as duas correram até a Sala Comunal.
Como imaginado, dois Comensais de aproximavam do quadro da mulher gorda, que não estavam os deixando entrar, Anne e Victória os atacaram por trás e ambos caíram desacordados.
Entraram rapidamente na Sala e na porta já era possível ouvir os gritos de Tiago, ordenando que o soltasse dali, que cessaram ao ver a Carter entrando correndo pelo retrato.
Ela correu até ele, se ajoelhando para soltar as cordas que o prendiam.
– Tudo bem? – ela perguntou o ajudando a levantar.
– Você pergunta se eu estou bem? O que estava fazendo lá fora? – diz a abraçando.
– Precisamos tirar vocês daqui – falou séria.
– Você está brincando, não está? Você é quem tem que sair daqui.
– Se eu for eles saberão. Eles estão atrás de você, seus irmãos e seus primos. Acham que se o capturassem vocês, seus pais se renderiam. Temos que levar todos até a Sala Precisa, Dan está nos esperando lá.
Antes que Tiago pudesse falar alguma coisa, Eric entrou correndo na sala, com a varinha em mãos e alguns hematomas no rosto.
– Ainda bem que você está aqui. Procurei-te por todo o castelo. Não fazia muito tempo que você tinha ido embora quando a batalha começou. Fiquei preocupado – o garoto disse para a irmã.
– Eric, precisamos de sua ajuda – Anne falou apenas.
– Eu sei, encontrei o Evans no corredor, ele disse que eu deveria te ajudar a levar os Potter e o Weasley para a Sala Precisa. Ele disse algo sobre você ficar aqui e eu concordo com ele.
– Eu também – se manifestou Tiago.
– E eu também – concordou Victória.
– Pois eu não vou ficar.
– Ok. Eu não vou discutir com você porque sei que isso não vale a pena. Tiago, chame seus irmãos e seus primos enquanto nos resolvemos as coisas aqui.
O Potter assentiu e subiu as escadas correndo.
– Victória vai com Lily, Hugo e Fred. Eu levo Alvo, Rose e Roxanne. Você vai com Tiago, menos gente com você é melhor, chama menos atenção – Eric disse rapidamente, as duas garotas assentiram e Victória completou.
– Nos encontramos com Dan na frente da Sala Precisa, ok? Ele vai saber o que o primeiro que entrar falar. Só peçam para um Potter chamar o elfo quando todos estiverem lá. E... Anne, não deixe eles pegarem vocês dois por nada desse mundo, ok?
– Eu sei.
Não demorou a Tiago voltar com os irmãos e primos. Eles se separavam nos grupos ditos por Eric, os dois grupos foram na frente, restando apenas Anne e Tiago.
O Potter tirou a Capa da Invisibilidade herdada por seu pai de dentro das vestes e passou por cima dos dois, segurou a mão da garota e saíram assim que passou o tempo dito por Eric.
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