The Figther
4 Capítulo 4
Notas iniciais
A imagem de Stefan morto, todo ensanguentado, no chão daquele escritório, me atormentava todas as noites, nos meus pesadelos. Eu evitava pensar nisso durante o dia, me mantendo ocupado com todo tipo de coisa; Na prisão, eu fazia todo tipo de curso, ou trabalho que nos fosse oferecido, isso, de certa forma, foi bom, pois saí da prisão falando alemão fluente, tenho um certificado de técnico em informática, aprendi a cozinhar trabalhando na cozinha e ganhava uma pequena quantia em dinheiro ao fim de cada semana; também ganhava consertando os computadores da prisão, fiz também cursos de encanador e jardinagem; também praticava esportes, eles tinham uma quadra onde jogávamos todo tipo de jogo, como futebol, vôlei, basquete, etc. Tudo isso me mantinha ocupado demais pra pensar em coisas dolorosas. Mas agora eu estava justamente onde não esqueceria nem que quisesse; para onde quer que meus olhos se voltassem, estava uma lembrança, algumas indistintas, felizes, até mesmo bobas, momentos da minha infância e adolescência, porém isso tudo vinha em segundo plano, o que eu via claramente eram as cenas daquela noite, que se repetiam a todo momento, perturbando meus sentidos e me provocando náuseas; não percebi que estava tonto até ter de me apoiar em alguma coisa pra conseguir ficar de pé.
– John, o que você tem? Está pálido e suando – disse a sra. Fisher, com preocupação – venha, vamos até a cozinha você precisa se alimentar.
Deixei-me guiar pela sra. Fisher até a cozinha; me joguei sobre uma cadeira próxima a bancada e repousei minha cabeça sobre o mármore frio; a sensação era boa, e ajudava a diminuir a náusea.
– Sra. Fisher, comprei tudo que a senhora pediu e... Mãe de Deus! – exclamou alguém atrás de mim, me virei para ver quem era, e para a minha surpresa, me deparei com a sra. Winstley, ou Carmy, que era como eu sempre chamei a governanta da minha casa, seu nome era Carmine Winstley, e ela tinha tomado conta de mim, e muitas vezes de Stefan também, durante toda a minha infância, era como uma segunda mãe pra mim, e até esse momento eu não tinha notado o quanto senti sua falta esse tempo todo.
Dei a ela um enorme sorriso, e abracei forte, me lembrando de como eu pulava em seus braços quando era pequeno:
– Mãe de Deus! – ela exclamou de novo, sorrindo enquanto me abraçava de volta.
– Carmy! Como senti sua falta! Está trabalhando com a sra. Fisher agora? Tem noticias dos meus pais? Oh e Mel? Como ela está? – eu estava enchendo Carmy de perguntas, mas não conseguia me conter, ela até agora, tinha sido a causa do meu único sorriso sincero, só agora tinha realmente ficado feliz desde que pus meus pés fora da cadeia.
Carmy sorriu pra mim, era o mesmo sorriso que eu lembrava de quando era pequeno e fazia o interrogatório sobre o meu presente de natal:
– Você mudou bastante em todos esses anos, é um homem agora, mas vejo que por dentro você ainda é aquele menininho impaciente, que tentava abrir os presentes antes da hora no natal! – ela disse, soltando-se de mim – Bem e respondendo as suas perguntas, sim, eu trabalho para a Sra. Keira, e já faz um bom tempo, eu saí da casa de seus pais três meses depois do seu julgamento, e seis meses antes deles se mudarem para Londres, desde então não tenho mais contato com eles – ela me olhou com um olhar de compaixão. Eu já devia saber que o Sr. Alex Bailey, grande executivo de uma das maiores redes bancárias do país, não aguentaria a pressão de ter um filho assassino, que não suportaria o peso do julgamento de todos os “milhões de habitantes” de St. Vervelleen; se ele ao menos tivesse acreditado em mim, se tivesse tentado me ajudar, tentado provar a todos que eu era inocente, mas não, meu pai sempre foi um fraco, o típico burguês de cidade pequena, que vive da opinião dos outros, mas eu vou provar pra ele, pra ele e pra todo mundo que eu não sou culpado.
– Ah, e a Mel está ótima, não sei se você se lembra, mas ela tinha acabado de entrar em Yale, quando tudo aconteceu, ela cursou a faculdade de arquitetura, e assim que concluiu o curso ela foi contratada por uma influente rede de restaurantes, eles têm restaurantes em todo o mundo, e inauguram uma filial nova por mês, e é a Mel quem desenha os ambientes dos restaurantes, então ela está sempre viajando, mas me visita sempre que pode, e acho que ela virá ainda esse ano, mas não se preocupe, se você realmente ficar aqui em Vervellen, vai poder revê-la! – disse Carmy, eu pude notar o orgulho que sentia da filha a cada palavra que ela pronunciava. Eu sorri, ao me lembrar de Mel, eu costumava provocá-la o tempo todo, pra dizer a verdade eu cheguei a ter uma quedinha por ela, ela era bem bonita, não sei como está agora, mas certamente era uma garota bonita quando adolescente, e ela sempre foi inteligente, não me surpreendi em saber que ela atingiu o sucesso profissional.
– Podemos deixar o resto das novidades para mais tarde? Agora você precisa se alimentar, e depois Carmine te levará até seu quarto, para que você possa descansar, e se quiser tomar um banho, pedi para que colocassem toalhas novas no banheiro, ah, e não se preocupe com roupas, pois comprei algumas peças para você antes de voltar de Nova York – disse a Sra. Fisher – agora, peço que me dê licença, tenho que visitar algumas pessoas na cidade – disse ela me deixando na companhia de Carmy.
– Você ainda gosta daquele lanche de presunto e queijo que você me pedia sempre pra fazer, quando eu trabalhava na sua casa? – perguntou-me Carmy.
– É claro! Venho sonhando com esse lanche há mais ou menos dezessete anos! – eu disse quase babando ao lembrar do simples pão com presunto e queijo tostado na frigideira, que parecia apenas Carmy sabia fazer.
Depois de que acabei de comer, Carmy me levou até o quarto que agora seria meu, ficava no segundo andar, e era bem ao lado do quarto que antes pertencia a Stefan, o quarto era grande, tinha uma varanda que dava para a entrada da casa, tinha uma enorme cama de casal, uma escrivaninha, com computador, uma estante com vários livros, havia também uma TV dessas fininhas e modernas, presa á parede oposta a cama; havia também um closet, e eu devia saber que quando a Sra. Fisher disse que tinha me comprado “algumas peças” de roupa para mim, isso significava que eu poderia montar uma rede de lojas com filiais por toda a Inglaterra; ao lado do closet, ficava o banheiro; decidi tomar um banho para relaxar um pouco, não tinha percebido que estava tão cansado, depois do banho vesti uma calça de um pijama e uma camiseta confortável que encontrei no closet, e resolvi deitar e dormir, eram apenas três da tarde, mas eu realmente me sentia exausto. Assim que deitei adormeci rapidamente, pensando em por onde começaria a procurar o assassino de Stefan.
Notas finais
Bom até mais então, e me digam o que vocês acham ok!
XOXO
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