The Fallow Chronicles - White
3 Chapter II - Damage
Notas iniciais
Chapter II — Damage
Hazel percebeu que estava acordada. Foi facil, na verdade. Afinal, seu corpo doia como se ela tivesse atravessado o inferno. Tendo acordado dessa forma varias vezes, a pequena menina logo notou a diferença entre essa e as outras vezes.
Ela estava deitada em algo macio... Bem, mais macio que o chão, pelo menos.
Uma... Cama? Pensou ela, grogue de sono.
A sensação de algo por cima dela era agradavel... Não era algo ruim como as vezes que algo havia caido/empurrado e a machucou... Era agradavel...
Cobertor?
Aquilo era estranho. Quantos anos haviam se passado desde que ela sentiu aquela sensação?
–-Acordou? -perguntou uma voz baixa, perto de seu ouvido.
Ela estremesseu e se encolheu.
–-N... Não... Eu... Me... Me deixe sozinha... Por favor... Não me machuque... -implorou ela.
–-Acalme-se. -ordenou a voz. -E abra os olhos.
Hazel achou dificil obedecer, mas o fez. Sentia seu coração bater furiosamente. Sua visão era turva, mas em alguns segundos, ela começou a clarear.
Logo, viu um homem de cabelos pretos. Ele era alto, magro, tinha olhos verdes brilhantes. Usava óculos e roupas simples. Levou um segundo para reconhecer o homem que viu em sua casa, aquele que falava do colégio que ela havia sido convidada a estudar.
–-Bom dia. -cumprimentou ele, com um sorriso leve. Satisfeito.
Hazel deu um gemido fraco em resposta. Sua garganta doia.
–-É, deve ser doloroso. -falou ele, erguendo a mão e, ignorando como a menina se encolheu aterrorizada, passando-a por entre os cabelos dela. -Mas ok. Logo, logo Poppy vai acordar e vai trazer uma poção para te ajudar. Logo você vai ser curada, ok?
A menina tinha um olhar medroso, mas assentiu, timidamente.
–-Meu nome é Harry Potter. -falou ele, novamente, não deixando o silêncio prosseguir desconfortavel. -O seu é Hazel, não é? Hazel Fallow?
Novamente a menina assentiu, intrigada. Ele já sabia disso, certo? Ele tinha ido a sua casa, e a convidado para a escola. Ele já sabia seu nome, não é? Por que ele estava perguntando?
"Acalme-se"... A voz dele se repetiu em sua cabeça. Oh... Ele está tentando me acalmar. Ele está tentando me fazer confortavel. Notou ela.
–-Bem, Hazel, você acredita em magia? -perguntou ele.
Os olhos de Hazel se estreitaram e ela assentiu.
–-Poções. -falou ela, baixo. -Meu pai fazia Poções.
–-Sim, Poções é um tipo de magia. -falou Harry, a voz endurecendo a mensão do pai da menina. -Embora não precise ser realmente mágico para poder faze-las. Mas tem outros tipos de magia, você sabe...
–-Você matou meu pai? -perguntou ela, antes que pudesse se conter.
Harry se calou com essa pergunta e eles passaram bons dois minutos sem se pronunciar.
–-Não. -finalmente ele respondeu. -Mas quase. Rony... Um amigo Auror meu, me parou. Ele percebeu minha explosão de mágia e conseguiu me impedir de matar o desgraçado. -a voz dele era raivosa.
Hazel assentiu, sem nenhum comentario.
–-Está brava por eu ter tentado mata-lo? -perguntou Harry.
A menina o olhou por um segundo.
–-N.. Não. -respondeu, a garganta arranhando com o esforço. -Eu sou uma pessoa ruim... Eu... Eu... Eu não me sinto mal por meus pais terem quase morrido... Mãe... Pai... Dylan... Eu sou uma menina muito má... Eu estou sempre fazendo as coisas errado... E agora eu estou quase... Aliviada... Eu sou tão ruim.
Ela começou a chorar.
–-Shhhhh... Shhhhhh... -Harry acariciou as costas dela em circulos, com preocupação. -Você não é uma menina ruim. Você não é uma menina ruim. Você tem todo o direito de estar se sentindo assim. Ele ia te estuprar...
Ele teve que parar de falar quando a menina se encolheu e tremeu violentamente, soluçando.
O rosto de Harry virou giz.
–-Ele... Ele já... Ele... -engasgou. As janelas começaram a tremer, um copo próximo explodiu e derramou toda a água.
–-SR. POTTER!
Tudo parou de repente quando o homem se virou para ver Madame Pomfrey, segurando a varinha e um calice com uma poção.
–-Acalme-se, Sr. Potter. -falou ela, e, com um aceno de varinha, conjurou mais dois calices, entregando um a ele e um a Hazel, que pegou tremula. -É uma Poção Calmante. Beba, querida. Não vai te machucar.
A voz suave da mulher mais velha convenceu Hazel, que balançou a cabeça tremula e bebeu. Seu corpo relaxou aos poucos e ela não tremia mais tanto. Harry também bebeu o dele, parando por completo sua explosão de magia.
–-Muito bem. -elogiou Poppy. -Agora beba esse. -ela entregou outra poção para Hazel. A poção era azul ciano brilhante.
–-O... O que é isso? -perguntou a menina, com a voz tremendo um pouco.
–-É uma poção diagnostico, querida. -falou a mulher, delicadamente. -É uma forma de saber seu ferimentos... Normalmente eu usaria o Feitiço Diagnostico, mas seu corpo é fraco... E se for fraco demais, o feitiço pode ser prejudicial a saude.
A menina assentiu. Fazia sentido. Logo em seguida ficou pálida. Ela iria saber TODOS os seus ferimentos? Engoliu em seco e abaixou os olhos. Sentia a cabeça rodar. Todas as coisas que ela escondeu dos professores e das pessoas nos ultimos onze anos?
Sentindo o olhar de ambos os adultos em si, ela suspirou e engoliu a poção, fazendo um careta com o gosto.
No minuto seguinte, um pegaminho surgiu, junto com uma pena que começou a escrever rapidamente.
Quanto mais tempo se passava, mais a carranca de Madame Pomfrey aumentava.
–-Isso normalmente não dura mais de dois minutos... -murmurou para si mesma.
No entanto, logo se passavam dez minutos e a pena não tinha parado de escrever.
A testa de Harry vincou e Hazel já havia desistido de observar, deitando na cama e respirava suavemente, semi-dormindo.
Mais cinco minutos e finalmente a pena parou de escrever. Poppy então pegou o pergaminho e passou os olhos pelas lezões mais recentes. Os dedos dela tremiam e seu rosto era pálido.
–-Poção Cruciatus... -falou ela, em voz baixa.
–-Poção Cruciatus? -perguntou Harry confuso.
–-A Poção Cruciatus é uma poção criada com objetivo de destruir a mente ou torturar... Foi criada durante a guerra contra Gridelwald, pelo próprio, com o intuito de torturar os inimigos para conseguir a informação e depois leva-los a loucura. As receitas da poção deviam ter sido destruidas...
–-Bem... -Harry ainda estava confuso. -O que ela faz?
–-A Poção Cruciatus é muito perigosa. Uma gota e você sente a dor de uma cruciatus, por um minuto. A dor vai dobrando a cada gota, e com um dez gotas, a pessoa é levada a loucura. -explicou Poppy. -A poção também causa letargia e destroi os neuronios...
O rosto de Harry era pálido. Mas Poppy ainda não tinha terminado.
–-Srta. Fallow... Tem sido alimentada com essa poção gradualmente e repetidamente desde que tinha dois anos. Só noite passada, ela bebeu três copos. É um milagre que ela ainda não tenha tido uma morte cerebral.
Harry olhou para o rosto pacifico de Hazel, que dormira esperando.
–-Ela também tem hemorragia interna, varios ossos quebrados, e... Ferimentos... Em... -ela parou e respirou fundo. -Ela não é virgem desde que tinha cinco anos.
Mesmo ainda sobre o efeito da poção calmante, a magia de Harry explodiu uma das janelas, enquanto todo o castelo tremia.
–-Aquele... Homem...
Mesmo sendo errado... Mesmo que Harry soubesse que era algo horrivel de se pensar...
Ele queria ver Robert Fallow morto.
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