The Fairy and The Dragon

6 Seus lábios nos meus


Notas iniciais
Enton, aproveitem o capítulo, espero realmente que gostem, eu particularmente gosti o3o Mais um coisa que vocês vão perceber, em alguns momentos está em 1ª pessoa (relaxem que eu aviso quem está falando hahahaha) eu amo escrever em 1ª pessoa e o momento chegou, vou usar isso quando se tratar dos sentimentos dos personagens que forem muito íntimos... ops, parei ou então vou falar demais Beijos e aproveitem a leitura :3

"Acceptance is the key to be

To be truly free

Will you do the same for me?"

Unconditionally — Katy Perry

Levy e Lucy olhavam assustadas enquanto Laxus partia para cima de Gajeel, elas acharam que o moreno revidaria em algum momento, mas a única coisa que ele fez foi ficar parado recebendo os socos e chutes desferidos pelo loiro.

_Lucy temos que procurar ajuda! – Levy segurou o braço da amiga com força – Laxus vai acabar o matando!

_Vamos seu merda! Não vai reagir?! – Laxus gritava enquanto parecia determinado a quebrar no mínimo alguns ossos do moreno estendido no chão – Você tem coragem para lutar contra garotinhas, mas não contra um cara do seu tamanho?!

Gajeel não retrucou em momento nenhum, mas a cada vez que Laxus o derrubava ele se levantava. “Por ela, para me punir pelo que fiz”, era no que pensava e no seu rosto se formou um sorriso que o loiro interpretou como uma afronta.

_IDIOTA! – Laxus chutou Gajeel para longe e sem seguida pisou em seu abdômen – Vermes como você devem ficar assim, no chão para que eu pise e destrua!

_Lu-chan – Levy tinha lágrimas nos olhos – Não podemos deixar Laxus fazer isso – Apesar do moreno tê-la machucado e parecer tão assustador, Levy se lembrou do toque gentil de suas mãos em seus cabelos, Gajeel não podia ser tão ruim quanto falavam – Temos que ajudá-lo!

_Não! – Lucy segurou Levy pelos punhos – Você não vai mais se meter em confusão ou brigas!

_Mas... – torceu para que alguém aparecesse para ajudar – Tudo bem.

_ARRRGHHH! – Laxus urrou chateado por o moreno não revidar – Chega disso, você deve ter aprendido – deu um último chute que lançou Gajeel longe – Agora saia daqui e nunca mais sequer chegue perto da minha sombra, escória!

Dito isto Laxus se virou e caminhou na direção oposta ao jardim, Gajeel gemeu e sentou-se no chão, tinha um pouco de sangue saindo do seu nariz, as roupas estavam sujas de terra e a manga do seu uniforme estava rasgada.

~~Gajeell~~

_Merda – murmurei enquanto cambaleava para ficar de pé – Riquinho idiota, destruiu meu único uniforme de verão! – Basicamente teria que trabalhar dobrado para comprar outro.

_V-você está bem? – Uma voz macia e tímida perguntou – Quer ir para a enfermaria?

Me virou para dar de cara com aquele anjo de cabelos azuis e olhos castanhos brilhantes me encarando, agora ela já não tinha medo, mas um certo tipo de preocupação. Passei a mão por minhas calças tentando limpar um pouco a bagunça que estava e passei de leve as mãos nos meus cabelos compridos, certo, eu estava tentando de alguma maneira mostrar que ao menos o meu físico valia a pena, sorri por dentro.

_Estou bem fadinha – ela pareceu ficar irritada com o apelido – Não é uma surra mal dada dessas que vai me machucar.

_Seu nariz, está sangrando... – A loira apontou para mim.

_Oh, isso – droga, não tinha percebido, teria que ir direto para casa limpar aquilo, por causa dos piercings, eles poderiam me causar um grande problema – Não parece muito.

Caminhei na direção das duas lentamente, e instintivamente elas se encolheram, o medo tinha voltado a face delas. Me aproximei sem desviar o olhar da azulada e quando estava próximo o suficiente toquei seu rosto da maneira mais gentil que consegui e a loira tentou afastar minha mão.

_Quieta aí loirinha – olhei para ela pelo canto dos olhos, mas ainda assim ela parecia determinada – Não vou machucar sua amiga, okay? – Depois de segundos de hesitação ela abaixou a mão – Como se chama fadinha?

_Não me chame de fadinha! – Ela tentou afastar minhas mãos do seu rosto, mas não teve sucesso – Arrgh! – Soltou um gritinho fofo de frustração que me fez rir.

_Não posso de chamar pelo nome se não sei qual é, meu nome é Gajeel RedFox, acho que não nos conhecemos da maneira apropriada. Desculpe por ter machucado você – evitei seu olhar por alguns instantes – Mas eu prometo que vou pagar por isso, essa surra desse metidinho foi o início, mas um dia eu vou ter você, você será minha – Olhei profundamente nos seus olhos e vi um brilho estranho que parecia ser se excitação – Acho que você gosta do perigo, isso é bom. Nos vemos depois, loirinha – Disse acenando para a garota – E você também, fadinha – sorri quando finalmente soltei minhas mãos dos seus cabelos e percebi ela estremecer por alguns instantes.

Enquanto me distanciava ouvi ela falar baixinho ‘Meu nome é Levy McGarden!”, música para os meus ouvidos, essa fada com certeza seria desse dragão.

~~Gajeel finish~~

Levy e Lucy permaneceram caladas enquanto Gajeel se afastava mancando, a surra que levou de Laxus realmente deve tê-lo machucado muito.

_Nossa, isso realmente me assustou – Lucy soltou todo o ar contido nos pulmões – Eu pensei que veria uma guerra entre esses dois, mas o Laxus praticamente fez carne moída desse cara.

_Ele disse que estava se redimindo? – Levy franziu o cenho – Acha que Gajeel é realmente mal Lu-chan?

­_Hum... – Lucy ficou pensativa por alguns instantes – Não sei Levy, mas não vamos esquecer o que ele fez com você, agora vamos procurar aquelas duas, Elfman está esperando a Mira na saída, mas antes, o que houve com Mira? Ela surtou de repente.

_Ah sim, tem haver com Lisanna a irmã de Mira, ela morreu pouco antes de você vir morar aqui na cidade, mas... É uma história triste, depois falamos sobre isso.

As duas caminharam apressadamente em direção aos vestiários, mas no semblante de Levy ainda existia preocupação em relação a Gajeel, o que ele quis dizer com ‘Você será minha”? Aliás que tipo de frase possessiva era aquela?! Balançou a cabeça tentando afastar esses pensamentos de sua mente.

***

Erza não se moveu até que sentiu a amiga relaxar nos seus braços, só então a soltou e fez sinal para que ficasse calada, Mira sem entender absolutamente nada apenas assentiu.

_Quem está aí? Aposto que estão aprontando algo.

_Sou eu, Erza Scarlet, só estou tomando um banho. A aula de Educação Física acabou a poucos minutos, então não se preocupe, vou me secar e já volto para a sala.

Só quando ouviu os passos se afastando desligou o chuveiro e abriu a porta do box, a neblina da água quente já estava deixando ela tonta. Ajudou Mirajane a se levantar e fez com que ela sentasse no banco, correu em direção ao armário e voltou com duas toalhas, devagar começou a secar os fios prateados da amiga.

_Erza... – Mirajane sussurrou – o que foi aquilo?

_A única forma que encontrei de te deixar calada. – Se Mira pudesse olhar veria que o rosto de Erza estava da mesma cor que seus cabelos – Agora fique quieta, precisamos nos trocar rápido antes que alguém apareça.

_Você me beijou... – Mira estava extremamente corada. – Por que fez isso?

Mirajane sentiu a ruiva suspirar e parar de enxugar seus cabelos por um momento. Erza sentou-se no banco ao seu lado com o semblante sério.

_Não queria que pegassem você chorando, sabe que chamariam seus pais não é mesmo? – Mira concordou com a cabeça – Não quero nunca mais te ver naquele estado. Mira, se você pudesse me entender, foi dolorido demais ver minha melhor amiga na minha frente daquele jeito, parecia que a cada dia você morria um pouco! Então por favor... Só tenta dessa vez ficar bem, se quiser conversar eu estou aqui, mas não se afunde novamente nesse mundo obscuro.

_Vou tentar...

_Não é tentar, é conseguir! Agora rápido, o Elfman vai te levar em casa e pelo amor de Deus Mira! Não faça nenhum tipo de besteira – ela olhou discretamente para os pulsos da amiga – Assim que chegar em casa me mande uma mensagem dizendo que está tudo bem, quando sair do colégio vou até lá conferir se realmente está.

A ruiva mais uma vez foi até o armário e pegou o uniforme de Mira e o dela também, como já estava seca retirou o short e a camisa da ginástica ficando somente de calcinha e sutiã.

_E-Erza, o que você está fazendo?! – Mira escondeu o rosto com a toalha.

_Ora Mira, nos trocamos inúmeras vezes nesse mesmo vestiário, agora venha cá, não queremos que Elfman espere uma eternidade – Erza levou as mãos a camisa de Mira para tentar levantá-la, mas a albina impediu – Okay, você faz isso, mas espero que as coisas não fiquem estranhas entre nós, eu só fiz aquilo porquê você realmente não queria calar a boca. – Terminou de abotoar sua camisa e suspirou – Está melhor?

_S-sim, Erza – Mira olhou para a ruiva – Me desculpe.

_Oi? Pelo quê?

_Esse beijo deveria ter sido no Jellal, seu primeiro beijo – Mirajane abaixou a cabeça, era a única que sabia que a ruiva ainda não tinha beijado ninguém – Me desculpe mesmo Erza, eu sou uma idiota.

_Hey, você não é idiota. Não vamos considerar isso meu primeiro beijo, o idiota do Jellal podia ter feito isso diversas vezes, mas não foi corajoso o suficiente para isso. Então vamos fazer uma promessa – Erza estendeu mão para que Mirajane segurasse – Ninguém vai ficar sabendo do que aconteceu aqui, foi algo necessário, mas somos melhores amigas e eu faria qualquer coisa para te proteger, está bem?

Mira olhou para Erza, naquele momento ela estava com aquele sorriso confiante que sempre dava, pensou por alguns segundos e em seguida estendeu a mão.

_Está bem – Foi um acaso e não iria se repetir ela falou mentalmente.

Se vestiram o mais rápido que conseguiram, mas antes que saíssem Lucy e Levy entraram no vestiário, pareciam assustadas e estavam um pouco ofegantes.

_Mira – Levy entregou a bolsa a albina – Elfman está te esperando no jardim.

_Eu estou bem pessoal – Mira tentou sorrir – Posso ficar aqui até as aulas terminarem, além do mais, meus pais descobririam se eu saísse mais cedo.

_Resolveremos isso – Erza segurou Mira pelos ombros – Você ainda está tremendo Mira e eu te conheço, sei que não está bem. Agora vá antes que Elfman apareça aqui e te carregue no colo. Vamos te acompanhar até lá e depois corremos para a sala. Quando seus pais chegarem diga apenas que estava com cólica ou algo do tipo okay? Mais tarde nos falamos.

_Certo — Mirajane segurou a bolsa com força – Obrigada Erza... – Ela viu a ruiva corar e sorriu – Por tudo.

_O que deu em vocês duas? – Lucy aproximou seu rosto do de Mira – Estão vermelhas.

_N-nada! – Erza empurrou a loira para que saísse do caminho – Vamos sair logo daqui.

***

_Ahhh, ainda bem que já é hora do almoço! – Natsu se espreguiçou na carteira – Nossa, estou morrendo de fome.

_E quando você não está com fome seu idiota? – Gray se aproximou – Vamos almoçar.

_Lucy... – Natsu se aproximou da mesa da colega – Quer almoçar comigo?

_N-não... – Lucy abaixou a cabeça e fingiu estar lendo algo – Podem ir, vou almoçar com a Levy-chan.

Ela observou enquanto ele suspirava e fazia um sinal para Gray que respondeu com um ‘Tanto faz’, mesmo sendo tratado daquela maneira por Aquarius, mesmo Lucy tentando ao máximo não dar atenção, ele continuava com aquele sorriso no rosto e o coração dela parava por alguns segundos a cada vez que isso acontecia.

_Erza – Uma voz conhecida chamou – Quero te apresentar alguém.

Quando a ruiva virou-se deu de cara com o azulado, Jellal conseguia em todos os aspectos tirar o fôlego de Erza. Mas dessa vez ele não estava sozinho, tinha uma morena do lado dele, longos cabelos negros e um corpo perfeito mesmo com o uniforme escolar dava para perceber isso, mas o que chamou a atenção de Erza foi que ela estava de mãos dadas com Jellal.

_Apresentar? – Erza falou em tom irônico – Quem ?

_Minha amiga Ultear – Jellal disse soltando suas mãos e segurando a morena pelos ombros – Lembra que te falei? Ela ainda estava ocupada arrumando suas coisas e ajudando a família, lembra?

_Ahhh, sim – Erza esqueceu por um momento sua antipatia pela morena que ela não conhecia – Olá Ultear, não pensei que você fosse estudar na Fairy Tail.

_Ah sim, Jellal insistiu – Ela disse com um sorriso no rosto enquanto voltava a segurar a mão do azulado – Afinal, não quer ficar longe da namorada dele.

_N-Namorada?! – Erza cuspiu as palavras e sentiu queimar de raiva – Jellal o quê?!

_N-não, Erza, nós não...

_Chega! Você já me apresentou sua amiga, agora pode ir.

_Deixa eu explicar Erza – Jellal tentou se aproximar, mas a ruiva fez sinal para que ele se afastasse.

_Jellal, ela ficou com algum tipo de transtorno depois do ocorrido? – Ultear falou com cara de inocente.

_Você contou para ela?! – Erza levou as mãos ao rosto – Contou para ela o que aconteceu comigo? Jellal , você não tinha o direito!

_Erza, calma. Ultear precisava de ajuda – Jellal suspirou – Ela precisava de ajuda.

_Claro, você ajudou de todas as formas possíveis não é mesmo – A ruiva ergueu uma sobrancelha – Agora saia daqui, não quero mais conversar.

_Tudo bem – o azulado suspirou – Depois conversamos então. Vamos Ultear, tenho que te mostrar o restante da escola – Parou por um minuto – E Erza, falar sobre você com Ultear me ajudou a superar tudo aquilo e também a ajudou, espero que quando conversarmos você esteja mais calma.

Quando os dois saiam da sala Ultear esbarrou em alguém e os dois caíram no chão.

_Oh merda! Por que diabos não olha por onde anda?! – Ele massageava as costelas.

_D-desculpe, eu não vi você.

Quando Gray abriu os olhos não pôde acreditar, ele devia estar delirando, a garota que estava a sua frente era idêntica à sua mãe quando jovem.

_Você está bem? – Ela tocou no seu rosto, mas Gray se afastou assustado – O que deu nele?

_Quem é você? – Gray conseguiu falar finalmente.

_Ultear, me desculpe por isso.

_N-não foi nada, só tenha mais cuidado da próxima vez, está bem?

_Certo, vamos Jellal, quero ver o restante das coisas antes que o intervalo para o almoço termine.

“Ultear” o nome ecoava na cabeça de Gray, não, isso era basicamente impossível. Mas em todos os aspectos ela lembrava sua mãe Ur, balançou a cabeça tentando tirar as ideias da mente, sua mãe já tinha sofrido muito no passado e ele não traria aqueles sentimentos à tona novamente.

_O que houve? – Natsu perguntou quando viu Erza amuada no canto – Erza parece ainda mais assustadora que normalmente.

_Jellal, aquele idiota – Erza disse e com isso franziu o cenho avisando que não falaria mais nada.

Antes que pudessem contestar um professor entrou na sala, Natsu soltou um suspiro de frustração ao ver quem era.

_Lucy, Aquarius está lhe esperando na sala do diretor — Gildarts disse – Algo sobre seu pai, vá antes que o horário de almoço termine.

_Certo – Lucy levantou.

_Lu-chan, quer que vá com você? – Levy parecia preocupada.

_Não Levy, está tudo bem, acho que já sei do que se trata – Finalmente estava chegando, a data da morte de sua mãe – Será rápido.

_E Natsu, hoje à noite pegue suas coisas daquela casa e venha para a minha, se não fizer isso vou ter que te levar à força – Ele segurou o rosado pelos ombros – E não adianta reclamar, está na hora de seguir em frente, você não tem idade para cuidar de si mesmo e eu não posso mais ficar me desdobrando para cuidar da minha casa e da sua.

_É a casa do meu pai, é a casa de Igneel!!

Apesar de tudo Natsu amava o tio Gildarts, mas ele não conseguia entender que continuando naquele lugar, mesmo frio, mesmo sozinho... era o mais próximo que conseguia ficar do seu pai.

_Eu sei Natsu, olha – Ele fez com que o garoto o encarasse – Você é idêntico ao meu irmão, cabeça-quente e descontrolado, mas sempre com um sorriso no rosto. A casa vai continuar lá até que você tenha condições de cuidar dela adequadamente, Igneel deixou um patrimônio para você, e outras pessoas estão cuidando dele no momento, mas não será assim para sempre, então você vem morar comigo e daqui a algum tempo resolvemos o que fazer, está bem?

_Certo... – Natsu parou por um minuto – Mas e Cana?

_Hum, Cana vai ficar bem com isso, você fará companhia a ela. – Gildarts soltou o ar dos pulmões – Ela ainda não me perdoou por tudo, mas estamos tentando nos entender, semana que vem ela já vai estar pronta para voltar ao colégio. Então pegue suas coisas e vá para minha casa.

Gildarts olhou mais uma vez para o sobrinho e bagunçou seus cabelos. Quando o professor saiu todos olhavam para Natsu.

_Igneel deixou um patrimônio para você?! – Gray parecia perplexo – Que patrimônio?!

_A empresa dela, vocês não conhecem por que fica na Irlanda – Natsu falou como se aquilo não importasse realmente – Igneel era irlandês, minha mãe era japonesa, então ele decidiu morar aqui.

_Empresa de quê? – Erza parecia interessada no assunto.

_Não sei ao certo, eu não me importo realmente, mas acho que eles fabricam tecnologia para segurança em geral, algo assim. – Natsu olhou para a acara de espanto de todos – Qual é? Vocês acharam que eu pagava a Fairy Tail como? O pai de todos aqui tem algum tipo de negócio.

_N-nossa – Levy falou – Nunca imaginei que você teria uma empresa – Levy pensou por alguns instantes – Isso é engraçado, a empresa de programação do meu pai já trabalhou para uma empresa de segurança irlandesa, será a do seu pai? Mas já faz tanto tempo...

_Bem, chega de falar disso – Erza sentiu no seu lugar – O horário da festa acabou.

E assim Gildarts mais uma vez entrou na sala.

***

As aulas do dia já haviam acabado, mas Levy não quis ir para casa, antes de mais nada resolveu passar na biblioteca. Realmente a Fairy Tail era um colégio acima dos outros, tinham tantos livros que possivelmente Levy passaria os três anos ali lendo sem parar e ainda assim não conseguiria ler todos.

Com delicadeza pegou os dos livros e o abriu numa pagina aleatória, sentiu a textura das páginas em seus dedos, o cheiro que a fazia recordar coisas boas e a felicidade de estar de volta ao lugar que mais amava, se existia realmente magia no mundo ela estava ali. Seus pensamentos foram interrompidos por um barulho vindo do corredor próximo.

_Oi, ainda estou no biblioteca.

Levy se aproximou e ficou parada quando viu do outro lado das prateleiras Gajeel com uma enorme pilha de livros.

_O que você está fazendo aqui? – Ela questionou.

_O que VOCÊ está fazendo aqui? – Gajeel apoiou os livros em uma das prateleiras – A biblioteca já está fechada para limpeza, você devia ir para casa.

_M-me desculpe, eu só queria... só queria vir aqui antes de ir para casa. Já estou de saída, só vou colocar esse livro no lugar.

_Espera, eu coloco para você – Gajeel se aproximou, mas sentiu que a garota se afastar um pouco – Olha, eu já fiz muitas coisas erradas, estou na Fairy Tail porque Makarov permitiu, eu machuquei você e me arrependo disso, mas aqueles seus amiguinhos estavam claramente tentando me tirar do sério – ele suspirou e levou as mãos a testa – Eu também não queria machucá-los, mas não gosto quando falam de onde eu vim, ou das pessoas com quem me importo.

_Me desculpe, já sei o que aconteceu... – Levy havia conversado com Jet e Droy naquele dia e eles contaram que tinham errado com Gajeel – Só fico assustada com você ainda, espero que entenda, talvez um dia eu perca esse medo.

_P-posso te tocar? Prometo que não vou machucar você – Esperou Levy fazer sinal positivo e tocou de leve suas bochechas – Nunca mais.

~~Gajeel~~

Toquei o seu rosto e a senti estremecer, sua pele era tão macia e quente em contraste com minhas mãos ásperas. Ela ficou com os olhos fechados por alguns segundos, mas em seguida abriu-os bem devagar e me encarou. Eram os olhos castanhos mais lindos que eu já vi e tinha um brilho naquele momento que fazia meu coração se aquecer de uma forma assustadora.

_Obrigado – eu disse enquanto sorria para ela – Um dia você vai entender o que isso significa para mim.

_C-certo, agora eu realmente tenho que ir – ela disse, mas não se afastou do meu toque.

Após alguns segundos eu não sabia o que falar, meu desejo por beijá-la só aumentava, quando a vi se afastando segurou em seu pulso o que fez com que derrubasse o livro que segurava.

_Me desculpe – eu disse me abaixando para pegar o livro – Não foi minha intenção.

Antes que eu alcançasse o livro ela também tentou pegá-lo o que fez com que nossas mãos se chocassem, a encarei por alguns instantes, Levy estava tão próxima de mim que se eu me inclinasse alguns centímetros poderia tocar sua boca e ela não teria como fugir pois em suas costas estava uma enorme prateleira repleta de livros.

Me aproximei um pouco e toquei seus cabelos, e para minha surpresa ela não fugiu do me toque, apesar de parecer um pouco assustada, eu podia ouvir seu coração batendo rápido, mas ainda assim me aproximei um pouco mais.

_Levy, me desculpe – Sussurrei seu nome, mas o momento era perfeito e eu não perderia aquela oportunidade.

Deslizei minhas mãos para sua nuca e me inclinei até alcançar seus lábios, de início apenas os selei sem me mover até esperar a reação dela, com aquelas mãos pequenas tentou me afastar, mas eu continuei firme e em poucos segundos ela já correspondia, levei minha outra mão até sua cintura apertando levemente, ela arfou e abriu a boca pedindo por um contato maior comigo.

Nossos corpos pareciam se conhecer, nossas línguas agiam em sincronia como se estivessem acostumadas uma com a outra, e cada vez que eu passava minhas mãos por suas costas e cabelo ela respondia com um gemido abafado em meus lábios, esquecemos completamente que estávamos no biblioteca do colégio, que poderíamos ser pegos a qualquer momento e teríamos problemas, tudo o que ouvíamos eram as batidas descompassadas dos nossos corações e nossa respiração pesada de excitação.

Estávamos ajoelhados no chão, apoiei ela contra a prateleira de livros e me afastei por alguns segundos para olhá-la. Estava de olhos fechados e com os lábios semiabertos, tão rosados que não resisti e mais uma vez me aproximei, dessa vez mordiscando levemente, sem força para não a machucar e então quando senti ela começar a corresponder passei minha língua de leve por seus lábios intercalando com mordidas em seguida a beijei de verdade imprensando seu pequeno corpo contra o meu, não teria como ela fugir.

Ela tremeu em meus braços quando sentiu o contato da minha língua com a sua, quente.... Então para minha surpresa ela levou as mãos ao meu rosto e segurou-o com delicadeza aprofundando nosso beijo, ela soltou um gemidinho fofo e melodioso entre um beijo e outro e eu sorri ainda a beijando, só quando percebi que já estava ficando sem ar nos afastei, mas continuei segurando sua nuca.

_Me desculpe de verdade – Falei após alguns minutos levando minha mão aos seus lábios macios e os enxugando, estavam vermelhos e um pouco inchados – Não deveria ter feito isso.

_T-tudo bem – Ela parecia agitada e se levantou rápido – E-eu estou indo agora, agradeceria se pudesse guardar esse livro para mim.

Sem dizer mais nada ela correu em direção a saída me deixando sozinho em meio a todos aqueles livros, mas ainda assim eu me sentia a pessoa mais feliz e realizada de todo mundo. A Fada pertencia ao Dragão finalmente.

~~Gajeel finish~~

Levy parou no corredor e se apoiou na parede, estava suando e extremamente vermelha, não era um dia quente, mas naquele momento todo seu corpo parecia queimar e tinha sido apenas um beijo. Não um beijo qualquer, mas o melhor que alguém já tinha lhe dado, ela ainda sentia os lábios de Gajeel nos seus, as mãos que apesar de grandes a seguraram com tanta delicadeza. Agora ela havia entendido o que ele quis dizer com pertencer a ele, na cabeça de Levy por mais que ela tentasse afastar tudo o que vinha era que deseja aqueles lábios, aquelas mãos e sentir Gajeel mais uma vez.

Notas finais
Então o que acharam? Gostaram? OMG, deixem seus comentários XD Postarei com mais frequência essa semana :3 Torçam por mim TuT