The Fairy and The Dragon
12 Acampamento (Bôus) ~~Tão quente quanto o fogo
Notas iniciais
"When I lay, with you
I could stay there, close my eyes
Feel you here forever
You and me together, nothing gets better!"
Set fire to the rain — Adele
~~Lucy~~
—Oh merda – Gemi ou me bater em mais um galho de árvore – Não imaginei que esse lugar fosse tão complicado de encontrar. Devia ter esperado o Natsu no píer como combinamos.
Suspirei com alívio quando finalmente avistei as luzes de uma pequena cabana numa clareira, o sol já tinha praticamente se posto, eu só estava um pouco preocupada em alguém sentir a minha falta na festa que devia estar acontecendo naquele momento.
Já havia alcançado os primeiros degraus e nada especial parecia ter ali, era apenas uma cabana no meio do nada, longe do acampamento... deserta... ‘Onde você estava com a cabeça Lucy?!’ Praguejei mentalmente, toda essa história acabaria mal, eu não devia ter aceitado nada daquilo, aquele rosado me pegou em um momento de fraqueza!
—Acho melhor sair daqui antes que ele apareça, depois eu explico tudo... sim, é isso.
Comecei a me afastar seguindo o mesmo caminho, mas não dei muitos passos, logo senti alguém me segurar e um grito assustado escapou por meus lábios.
—Calma Lucy! Sou eu!
—Natsu seu imbecil! – Eu me afastei dele tentando respirar novamente – Qualquer dia desses você vai me matar do coração.
—Eu disse para você me esperar no píer não foi?
—Desculpe – Ele tinha razão, eu devia ter feito da maneira que combinamos – Eu estava nervosa, se ficasse lá Levy com certeza acabaria desconfiando... – Olhei para baixo, não queria encará-lo naquele momento, já sentia minhas bochechas ficando vermelhas.
—Então foi isso, já estou aqui faz um bom tempo, vem, quero te mostrar uma coisa – Então ele deu aquele sorriso torto para mim enquanto me puxava pela mão.
—Tem certeza que ninguém vai nos encontrar aqui? Sabe o que aconteceria, não é?
—Sei, você se preocupa demais, ninguém conhece esse lugar.
Em poucos segundos já estávamos na porta da cabana e com um suspiro animado ele me encarou.
—Preparada?
—S-sim – eu gaguejei sem querer – Estou.
E então Natsu abriu a porta e eu pude ver o interior da cabana, tão aconchegante, entramos na sala e ouvi quando ele bateu a porta atrás de mim.
—Então, o que achou? – Ele mantinha distância, talvez esperando que eu me acostumasse ao ambiente – Eu fiz tudo da melhor maneira que pude.
Eu realmente não sabia como aquele rosado tinha conseguido, mas ele conseguiu transformar aquela sala em um lugar maravilhoso, a lareira estava acesa, então ali dentro estava aconchegante e quente ao contrário da brisa fria que vinha do mar do lado de fora, tinha flores espalhadas por todos os lugares e velas que desprendiam um aroma adocicado maravilhoso, inalei aquilo por alguns segundos para tentar guardar para sempre em minhas memórias, ao que parece, ali era uma cabana de apoio ao acampamento, então era mobiliada e organizada, mas próximo a lareira eu percebi um tapete que aparentava ser bem macio e muitas almofadas convidativas, meu coração estava extremamente acelerado e por mais que eu tentasse engolir a saliva era difícil, foi quando eu senti Natsu se aproximando por trás e me entrelaçando pela cintura, logo senti sua respiração quente no meu pescoço.
—Ainda quer continuar Lucy? Se não quiser voltamos para o acampamento, sem problema.
—Natsu...
Eu o encarei por alguns segundos, o sorriso no rosto dele, os olhos tão verdadeiros, me lembrando de que desde a primeira vez que o vi quase três anos atrás tive a certeza que fomos feitos um para o outro e da mesma maneira, apesar de no início ele implicar e me provocar tanto, sabia que sentia o mesmo. Eu estava agora com dezesseis e sentia que precisava de algo mais dele, sabia que ainda poderia ser cedo, mas no ritmo que as coisas estavam acontecendo com meu pai eu acabaria casada com Loki quando menos percebesse...
—Lucy? – Natsu me despertou dos meus pensamentos.
—Eu quero, quero sentir você completamente comigo – Fiquei na ponta dos pés para alcançar seus lábios e lhe dei um selinho – Quero ser sua Natsu, para sempre.
Então ele me beijou, mas dessa vez não foi um daqueles beijos apressados que trocávamos imaginando que a qualquer momento seriamos pegos, foi um beijo lento, mas não deixava de ser quente, assim como tudo nele na verdade, ele se aproximou mais de mim me segurando pela cintura e a apertando contra ele, suas mãos desceram lentamente e foram parar em meu bumbum, ele apertou levemente ali e eu senti minha nuca eriçar, a sensação era maravilhosa, então ele aprofundou nosso beijo sugando meus lábios em seguida, quando ele me puxou pelos quadris para ainda mais próximo eu senti um volume contra minha pélvis e me afastei um pouco dos nossos beijos.
—N-Natsu... – Era estranho como minha voz soava rouca – Isso é...
—Shiu... – Ele sorriu para mim – Está tudo bem Lucy, vem aqui.
Se aproximando mais uma vez de mim ele foi lentamente me colocando no tapete, era bastante macio e as almofadas também, Natsu estava por cima de mim e apesar de estar um pouco constrangida não deixava de ser bom, ele se afastou um pouco e tocou meu rosto com delicadeza.
—Você é tão linda Lucy – Se inclinou e cheirou mês cabelos – Amo seu cheiro, e a textura da sua pele – Desceu as mãos pelos meus ombros e se deteve nos botões da minha blusa – Posso?
—S-sim... – Eu sentia toda minha face arder.
Quando terminou de desabotoar todos os botões Natsu tocou meus seios por cima do sutiã rendado branco que eu estava usando, não pude conter um gemido abafado que saiu dos meus lábios, eu simplesmente não conseguia controlar e aquilo me deixava constrangida e excitada ao mesmo tempo, sem tirar os olhos de mim ele desceu as mãos pelo meu abdômen, mas deteve-se quando chegou próximo ao meu short.
—Vamos deixar as coisas mais equilibradas – E então ele tirou a camisa e voltou para mim – Não precisa ficar assim Lucy – Ele se aproximou e sussurrou no meu ouvido – Eu amo você, para sempre.
—Ah Natsu – Eu não pude conter as lágrimas que saíram por meus olhos, aquele momento estava sendo maravilhoso para mim e eu queria que continuasse.
Abracei Natsu colando nossos corpos e me entreguei totalmente aquele momento, sem me preocupar com as coisas que poderiam acontecer, ou com o fato de estar envergonhada, apenas queria senti-lo o máximo que pudesse, enquanto ainda nos beijávamos ele conseguiu abrir os botões do meu short e se livrar dele se posicionando sobre o meu corpo, levou as mãos até minhas costas e desceu com suavidade até encontrar o fecho do sutiã, quando o abriu e liberou meus seios eu arfei e pude ouvir um gemido saindo de sua boca também.
—Tão lindos... – Ele os olhava com desejo e eu sentia a cada segundo meu corpo se aquecer ainda mais.
Ele levou as mãos até os meus seios devagar, parecia ter receio de algo, notei ele engolir a saliva antes de tocá-los. Primeiro ele começou com um leve toque nas laterais que logo se intensificaram e transformou em uma massagem deliciosa, a cada vez que ele apertava-os eu gemia em resposta e aquilo parecia deixa-lo ainda mais excitado, eu tentava suprimir meus gemidos em vão.
—Deixe vir Lucy, aproveite – Ele me dizia enquanto circundava minha auréola com o polegar – Vai se sentir bem, prometo.
Então ele levou a boca ao meu seio direito e o lambeu, sentir o toque quente da língua dele fez com que eu sentisse uma corrente por todo o meu corpo indo parar na minha intimidade, eu estava derretendo... Ele agora sugava meu seio com mais força enquanto descia com a outra mão para o meio das minhas pernas, eu instintivamente as fechei.
—Lucy... – ouvi ele me chamar, mas estava tão inebriada em prazer que só me dei conta do que tinha feito alguns segundos depois – Tem certeza que quer continuar?
—Sim...Por favor.
Então ele retirou o próprio shorts ficando apenas de cueca, agora eu podia visualizar ainda mais o quanto ele estava excitado, devagar ele tirou a minha última peça de roupa e em seguida jogou minha calcinha branca no canto da sala, desceu as mãos por minhas coxas e quanto chegou próximo a base as afastou lentamente sem desviar os olhos de mim, eu queria deixar de olhá-lo aquilo me deixava ainda mais constrangida, mas não conseguia desviar, cada movimento que ele fazia apenas me deixava ainda mais arrepiada, então ele passou a mão por minha vagina, mesmo de leve eu não contive um gemido alto que saiu por minha garganta.
—A-Ahhnn! N-Natsu – Eu tentava falar, mas a cada vez que ele deslizava os dedos por ali meu controle sumia um pouco – Não...pare...
Ele movia seus dedos mais rápido e voltou ao meus lábios num beijo de tirar o fôlego, desceu seus lábios por meu corpo sem parar de movimentar seus dedos por minha intimidade, cada lugar que sua boca tocava parecia pegar fogo e eu sentia as ondas de prazer inundarem todo o meu corpo, Natsu afastou um pouco as pernas apenas para ter espaço para se livrar da cueca sem deixar de me beijar um segundo, beijava cada parte do meu corpo descendo mais e mais até que chegou a minha intimidade.
Mais um vez gemi alto quando sentir a língua quente dele me tocando ali, minhas mãos por instinto se fecharam em seus cabelos, eu podia imaginar o quanto estava corada, mas aquela sensação era maravilhosa... Após mais alguns minutos de exploração por ali e quando meus gemidos já haviam enchido a sala ele saiu e se aproximou dos meus lábios ofegantes.
—Lucy... por favor... – Ele me pediu e eu já sabia o que queria.
—S-sim... – Eu disse desviando o meu olhar do dele.
—Lucy – Ele segurou meu rosto entre suas mãos – Olha para mim, quero que você se sinta bem okay?
Eu balancei a cabeça em sinal afirmativo, então ele se ajeitou entre minhas pernas e ainda sem desviar os olhos de mim ele me penetrou, eu cravei minhas unhas em seus braços, era um pouco doloroso, pude sentir algumas lágrimas se formando no canto dos meus olhos. Após alguns segundos parado Natsu começou a se mover vagarosamente e a dor se intensificou, algo parecia estar me cortando.
—Dói? – Ele novamente parou. Eu assenti, não conseguia falar – Quer que eu pare?
—N-não... Ah! – Eu gemi quando senti que havia me penetrado completamente – Continue...
Então ele começou a se mover dentro de mim e em pouco tempo a dor inicial se transformou em prazer, não sei explicar de qual forma, mas sentia que precisava de mais e mais daquilo então comecei a me mover por instinto junto com ele o puxando para mim e agarrando-o enquanto cravava minhas unhas em suas costas, entrelacei minhas pernas em sua cintura para senti-lo ainda mais próximo e gritos de prazer escaparam de nossas bocas.
—Ahhhnn! Natsu... Natsu... – eu gemia seu some a todo momento enquanto ele continuava com seus movimentos.
Ele estava sério, mas o prazer estava estampado em seu rosto, então ele tomou meus lábios mais uma vez enquanto massageava meus seios, aquilo era demais, as ondas de prazer percorriam todo o meu corpo e eu já não sabia o que fazer, como controlar, apenas deixava que me dominasse e recebia tudo, seus lábios por todo o meu corpo, suas mãos explorando cada curva minha e as estocadas que recebia me deixavam ainda mais atiçada, quando senti que já não ia suportar mais, meu corpo parecia derreter embaixo dele Natsu colou ainda mais nossos corpos e começou a espasmar, ao que parece estamos atingindo o mesmo ponto.
—Lu-Lucy! – Ele disse antes de se inclinar para mim e me beijar mais uma vez.
—Ahhhhhhwnnnnnnnhggg! – Com um grito abafado nos lábios de Natsu eu atingi o clímax, não sabia onde estava, apenas que era a sensação mais perfeita, me sentia plena, como se nada faltasse.
Respirava ofegante tendo Natsu ainda por cima de mim suado e tentando controlar sua respiração, após alguns segundos assim e enquanto eu passava as mãos delicadamente por seus cabelos deixei que toda a felicidade que sentia transbordasse em lágrimas, ter o amor da minha vida em meus braços daquela forma me fazia a pessoa mais feliz do mundo.
—Lucy? Você está horando, eu te machuquei? – Não contive meu riso com essa pergunta dele.
—Não meu bem, estou feliz – O beijei – Você me completou, tudo o que mais amo no mundo está bem aqui.
Então ele girou para o lado e me trouxe para perto beijando meus cabelos.
—Também estou feliz , por você pertencer a mim – ficou em silencio por alguns segundos – Você é a pessoa mais importante para mim, você é meu mundo Lucy e eu sei que não seria nada se não te tivesse ao meu lado.
Dizendo isso mais uma vez ele me beijou e assim após alguns segundos caímos no sono, exaustos, meu corpo estava totalmente dolorido, mas era uma sensação de cansaço ótima, a única coisa que me importava eram os braços quentes que me mantinham segura naquele momento, o que viria daqui para frene não importava no momento.
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