The Eye of Blood

6 Os Poderes se libertam


Acordar num lugar estranho, em um mundo que você não conhece parece coisa de louco, mas não é impossível. Á alguns meses diria que isso era impossível, mas hoje eu posso dizer que é possível sim, tanto que estou passando por isso neste momento. Tudo está escuro e mesmo que não pareça nem para mim sei que estou de olhos abertos e se não vejo nada é porque não há como, mas porque me trariam até aqui para me deixarem neste lugar e fora que estou presa sem poder me mover, não posso fugir e não conheço ninguém então gritar seria inútil e só chamaria a atenção de quem me prendeu aqui. Pelo ar fraco e ser um local úmido e escuro posso deduzir que estou numa espécie de porão. Eu poderia estar vivendo em paz se não tivesse essa droga de poder e esses olhos, eu jamais os quis e mesmo assim não consigo evitar ver as pessoas morrer sem que eu possa fazer nada, do que adianta ver a morte e não poder evita-la, saber que vai perder uma pessoa especial e deixar tudo acontecer sem poder mudar nada, tudo bem diante dos seus olhos e você não sabe se deve avisa-la ou deixar tudo seguir seu curso naturalmente e depois acabar sentindo-se culpada pela sua escolha qualquer que seja ela não fará diferença porque no final você perderá esta pessoa e ficará sozinha. Eu o perdi e não pude fazer nada para evitar e hoje sinto falta dele eu realmente gostaria de mudar tudo o que foi feito, trocaria meus poderes para telo de volta. O destino nos ligou e quando estávamos juntos sentia que nada poderia nos ferir ou separar, mas acho que isso foi apenas uma ilusão porque hoje apenas posso lembrar-me de tudo o que ele significou para mim.

Escuto um ranger de porta abrindo-se e, uma linha reta de luz surge atravessando o local. Observo enquanto a luz se alarga e ouço vozes conversando do outro lado da porta. Por fim vejo uma silhueta máscula aparece tampando quando que completamente a luz já completamente extensa, já com a porta totalmente aberta. Ele desce as escadas enquanto a porta se fecha atrás dele, ele desce as escadas lentamente, a escada rangia a cada degrau que ele descia. Ele ascende à luz, perguntando:

– Você sabe por que está aqui?

– Não! — Respondo-lhe

– Entendo... Então não lhe contaram...

– QUEM É VOCÊ? Interrompo-o gritando

– Eu?! Isso não importa agora o mais importante é você saber que seus poderes precisam ser controlados, mas quando estiverem completamente libertados. Para libertar seus poderes, preciso desfazer o selo que o lacara dentro de você.

– Eu não quero mais nada disso, não quero libertar nada e nem controlar nada essa coisa de poderes já me encheu, estou muito cansada disso eu prefiro morrer a ter de continuar com essa besteira.

– Sinto em informa-la que no momento em que fez sua escolha você deveria saber que não teria mais volta. Eu libertarei seus poderes, você sentira seu corpo mais poderoso e talvez vá sentir uma queimação, mas fique tranquila que isso é comum quando se liberta os poderes e ainda mais os seus que são extremamente fortes.

– Mas...

– Itsutsu no hinto o shīru: Muryō

–Aah! Para, para, por favor, isso dói. – Grito olhando para ele

– Não posso parar, quando o selo é feito não há nada que possa convertê-lo.

Sinto meu corpo queimando como ele disse, vou perdendo a consciência aos poucos enquanto ele libera meus poderes. Vou perdendo a consciência aos poucos, ele tira a mão de minha barriga e de minha testa, meu corpo fica leve e eu flutuo, mas caiu no chão, ele se aproxima, mas três círculos de fogo surgem no chão e o impende, o fogo se alastra e destrói algumas coisas perto dali. Ele corre para a escada e tenta subir, mas o fogo a destrói, fogo alcança a porta e a faz ficar em chamas. Ele clama por socorro, mas ninguém aparece, ele corre para um canto onde pensa estar protegido do fogo. As chamas queimam tudo em volta e o alcança ele pede que eu pare, mas eu não consigo controlar, ele pede desculpas e implora que eu o perdoe e não o queime, mas já é tarde e eu não consigo controlar mais nada e nem se eu conseguisse o faria. – Agora clama por perdão e chora implorando para não morrer, mas eu tenho algo a lhe dizer, “quando o selo é feito não há nada que possa convertê-lo”.

O Fogo o alcança e o queima aos poucos, invade seu corpo a partir das pernas, ele esperneia e grita ainda implorando por perdão, mas isso acaba quando o fogo chega aos joelhos ele grita insultando-me com um linguajar inapropriado, ele rola no chão tentando se livrar do fogo, o fogo em suas pernas apaga, mas elas estão completamente queimadas, perda total, ele me ameaça dizendo que vai me matar. Coloca a mão no bolso com calma e dificuldade sentindo muita dor em suas pernas até a coxa e liga para uma mulher:

– Socorro, me ajude, por favor, está tudo pegando fogo, ela destruiu minhas pernas até o joelho.

– Oque? Onde você está? Diga-me e eu vou até ai. – Disse a mulher pelo telefone

– Eu estou no...

O celular dele se destrói em fogo em suas mãos, ele olha para mim seus olhos se enchem de medo perante meu olhar frio. Um contorno de fogo se forma em volta dele. Olho em volta e vejo um material de tortura completo, entre os materiais percebo que há algemas e granadas, pego uma granada e uma algema prendo sua mão a algema e a algema a uma barra de ferro, coloco a granada em sua mão a ativo. – Para o seu bem é melhor não se mexer e nem deixa-la cair.

Ele fica me olhando parado e então lagrimas escorrem pelo seu rosto, ele desvia seu olhar para a bomba e a observa já pensando no fim de sua vida, numa reação de medo ele grita e pede socorro. Eu flutuo até a porta em chamas visto que a escada havia sido destruída pelo fogo. Alcanço a porta e abro-a saindo daquele lugar.

A porta dava direto para o saguão que mais parecia um palácio, o fogo se espalha por ele devastando tudo conforme eu me aproximo da porta de saída da escola, mas antes de chegar até a porta uma mulher aprece e me barra e nota que o fogo está vindo da porta que levará a o porão e que eu sou a causadora de tudo aquilo.

– Então foi você que causou tudo isso? Cadê o Jason? Disse a mulher

– Jason? Ah! Refere-se aquele inútil que me libertou?! Está no porão.

A mulher corre até lá quando chega até aporta que estava aberta a granada explode matando-a e destruindo a estrutura do prédio que continua em chamas. Apresso-me em sair dali, chego ao jardim no meio do lado de fora do prédio e ele desaba os alunos e professores são soterrados, mas alguns ainda sobrevivem uns presos nas ferragens e outros conseguem escapar dos entulhos, mas o fogo volta a queimar ainda mais forte e rápido e em segundos mata todos os alunos que estavam no prédio. Vejo que um aluno escapa por trás dos entulhos, mas noto que sua perna está ferida.

– Ei você, eu já te vi, a menos que queira ser morto é melhor para e se virar. Disse eu

– Se eu parar e me virar ai sim você me matará. – Ele responde

– Quer mesmo apostar nisso?

Ele para e se vira. – Não. Ele murmura.

– Então faça o que eu digo e não me questione que eu o deixarei viver.

– Estou de acordo se for realmente me deixar vivo, mas o que você quer?

– Eu o deixarei, confie em mim. Eu quero que você abra o portal para o mundo dos humanos.

– Sim, claro! — 3 Sekai no shīrupōtaru: Ōpun

Assim que ele termina de dizer as palavras o portal se abre, mas neste portal há dois caminhos.

– Têm dois caminhos, você está me enganando?

– Não!

– Então qual eu devo seguir, para chegar ao mundo dos humanos?

– Você deve seguir o da direita, mas o dos humanos e muito grande por isso exige muito poder, a instabilidade dele pode gerar a morte então sugiro que seja rápida por sua sorte eu recarreguei na aula de concentração e controle então posso manter até dois minutos este portal então vá logo.

– Obrigado por isso, qual é o seu nome?

– É Yuri, Yuri Takehiro.

– Yuri Takehiro, considere-se o ultimo Tenshi vivo.

Entro no portal para o mundo dos humanos deixando-o vido no mundo dos tenshi

Apareço na estação do metro Tatuapé em São Paulo, por sorte ainda estou vestida, mas sem dinheiro e para a minha felicidade não precisarei pagar, pois estou além das bilheterias. Vou até o bloco e o trem estava lá sentido Guaianazes, eu embarco no trem.

Aparentemente a viajem até este mundo fez com que os meus poderes ficassem controlados. Mas isso era apenas mais um engano, assim que o trem chega a Guaianazes meus poderes explodem no meu corpo e o trem pega fogo, o fogo se alastra com velocidade ainda maior do que no mundo dos tenshi e invade a estação inteira, inclusive as linhas onde o trem estava às pessoas que conseguem sair do trem correm para o outro que leva para Mogi das Cruzes, mas são queimas no meio do caminho. Eu caminho em direção ao trem e embarco nele, as portas se fecham e ele segue para Mogi das Cruzes vazio apenas eu e o trem. Desembarco na estação Mogi onde sigo até terminal Central de ônibus, pego o ônibus que leva até a entrada do condomínio New Light onde eu moro atualmente. Entro no condomínio e sigo em direção a minha casa onde entro e vou até meu quarto, completamente exausta deito em minha cama e adormeço.