The Evil Within

17 O Efeito do Álcool


Notas iniciais
Oiê :3 Só pra avisar que é um capitulo um pouco mais saliente rsrsrs, não é um hot, mas é quase :)

O clima entre Taehyung e Yoongi não era dos melhores. Desde o dia em que se beijaram, mal trocaram uma palavra. Yoongi insistia em manter o foco na missão, temendo que seus sentimentos por “Victor” prejudicassem tudo. Ao mesmo tempo, Taehyung se martirizava por manter aquela farsa; desejava apenas que o irmão se recuperasse logo, para então poder ficar junto da mãe e contar toda a verdade para Yoongi. Porém, tudo o que podiam fazer era tentar se afastar, mesmo que a vontade de correr para os braços um do outro crescesse a cada instante de silêncio compartilhado.

Yoongi entregou seu relatório a Namjoon todos os dias, sem qualquer novidade digna de nota. Taehyung não fazia nem recebia chamadas em sua presença e, quando o fazia, era sempre no escritório, frustrando os esforços de Yoongi em captar algo relevante com sua escuta.

Todas as noites, antes de dormir, Yoongi permanecia diante de seu notebook, observando Taehyung através da câmera. Seu desejo mais profundo era estar ao lado dele, abraçando-o.

Numa certa noite, Taehyung se remexia inquieto na cama, como se enfrentasse mais um de seus pesadelos angustiantes. Yoongi assistia a tudo aflito, incapaz de ajudar. Então, os gemidos de Taehyung se transformaram em soluços; ele chorava enquanto dormia, e a dor em sua expressão era palpável, como se estivesse enfrentando algo insuportável.

Incapaz de continuar assistindo aquela cena sem agir, Yoongi fechou o notebook e foi até o quarto de Taehyung. Abriu a porta com cuidado, movendo-se devagar para não fazer barulho. As luzes do quarto estavam apagadas, mas a iluminação fraca do corredor permitia que ele enxergasse parcialmente o rosto contorcido de Taehyung, ainda preso em seu tormento.

Yoongi aproximou-se da cama em silêncio, seu coração apertado pela aflição. Com delicadeza, levantou a coberta e deitou-se ao lado dele. Sua mão tocou suavemente o rosto de Taehyung, na tentativa de confortá-lo. O contato arrependido fez Taehyung estremecer e abrir os olhos assustados, a respiração ofegante, enquanto tentava entender o que estava acontecendo.

— Yoon? — Sua voz estava trêmula e fraca — Por que está aqui?

— Senti que precisava ficar com você.

— Obrigado, Yoon — Taehyung beijou sua mão.

— Vamos fazer uma trégua, pelo menos hoje?

Taehyung não disse nada, apenas o abraçou, um abraço apertado e caloroso, como se Yoongi fosse seu mundo inteiro, como se ele fosse seu porto seguro e sua alma gêmea que estava tanto tempo separada.

...

Uma das coisas que Jimin mais amava era a hora da leitura. As aulas básicas de escrita e leitura com Jungkook estavam dando resultado, e ele já conseguia ler algumas palavras com facilidade. Sua evolução foi rápida, algo que encantava tanto ele quanto Jungkook.

Entre os pequenos textos que escrevia, havia um que ele adorava repetir: “Jeon Jungkook e Park Jimin se amam” . Com um sorriso satisfeito, Jimin escreveu essa frase em um pedaço de papel e colou na porta da geladeira, como se fosse um troféu. Sentia-se extremamente orgulhoso, não apenas pelo significado das palavras, mas também pelo progresso evidente em sua caligrafia, que ficava cada vez mais bonita.

— O que vamos ler hoje, Kookie?

— Um livro que você vai gostar muito, comprei de presente pra você.

— Sempre mimando o Jimin. Obrigado, muito obrigado mesmo — Jimin o abraçou com entusiasmo, um sorriso iluminando seu rosto. Ansioso pelo novo presente, rapidamente abriu o livro, passando os dedos pelas páginas enquanto sentia o cheiro fresco e agradável do papel recém-impresso. Seus olhos fixaram-se no desenho da capa, examinando cada detalhe com fascínio.

Depois, ele voltou sua atenção para o título do livro. Apertando os lábios em concentração, começou a decifrar cada palavra, lendo-as silenciosamente. Estudou-as com cuidado, até que, finalmente, consegui compreendê-las por completo. Um brilho de orgulho tomou conta de seu olhar, enquanto um sorriso suave se formou em seus lábios.

— O Pequeno Príncipe?

— Isso é uma pergunta?

— Não — Corrigiu-se — O título do livro é “O Pequeno Príncipe”. O Jimin tem certeza.

— Isso mesmo, Jimin! Isso mesmo! — Jungkook sorriu com orgulho — Está ficando muito bom na leitura.

— Obrigado, Kookie — Jimin abriu o livro na primeira página — Agora vamos ler. Você lê um pouco e depois o Jimin lê um pouco.

Jungkook leu o livro com carinho, sua voz suave preenchendo o ambiente. Jimin ouvia atento, completamente imerso na história, enquanto sua imaginação dava vida às aventuras do pequeno príncipe. A cada palavra, ele parecia mais encantado, seus olhos brilhando com curiosidade.

Jungkook, acostumado às perguntas constantes de Jimin, estranhou o silêncio repentino. Parou de ler e baixou o livro, apenas para encontrar o pequeno príncipe ao seu lado, agora adormecido. O rosto de Jimin era sereno, quase angelical, como se os sonhos o tivessem levado para dentro da história. Jungkook suspirou profundamente, o coração aquecido por aquela cena tão pura. Observou-o por alguns instantes, um sorriso apaixonado brincando em seus lábios, antes de fechar o livro e ajeitar a coberta sobre ele.

O celular de Jungkook vibrou, iluminando a tela com uma notificação. Era uma mensagem no WhatsApp, enviada por um amigo da delegacia.

“Olha que legal esse cara tocando violino”, era o que estava escrito no texto que acompanhava um vídeo. Intrigado, Jungkook deu play. O som delicado de “Twinkle Twinkle Little Star” encheu o ambiente, enquanto um rapaz, visivelmente habilidoso, tocava no violino.

De repente, Jimin concordou com um sobressalto. Seus olhos estavam arregalados, e antes que Jungkook pudesse dizer qualquer coisa, ele se levantou do sofá de forma abrupta. Cambaleando e quase tropeçando, correu em direção ao quarto, sem olhar para trás.

Jungkook ficou parado por um momento, confuso com aquela ação inesperada. Ele olhou para o celular, depois para a direção de Jimin, tentando entender o que havia acontecido.

— Jimin?

Jimin não respondeu. Jungkook ouviu ele abrindo a porta do guarda-roupa e chorando baixinho. Resolveu ir em direção ao quarto e se sentou na frente do guarda roupa.

— Jimin, o que houve? — Jungkook estava preocupado, mas tentou manter a calma.

Jimin não respondeu.

— Jimin, eu vou abrir o guarda-roupa pra ficar ai com você, está bem?

Como no primeiro dia no hospital, Jungkook abriu lentamente a porta do guarda-roupa e se sentou ao lado de Jimin.

— Você quer me contar o que te assustou desse jeito?

Jimin o abraçou, ainda chorando baixinho.

— Aquela música…

— A música que tocou no meu celular?

— Sim. O Jimin tem medo dessa música. Aquele homem sempre cantava ela pro Jimin antes de fazer coisas ruins… Kookie, não deixa ele pegar o Jimin, por favor.

— Não vou deixar — Jungkook o abraçou — Você está seguro agora, ele não vai mais te fazer mal.

…

Víctor tinha um negócio importantíssimo para fechar em Paris, e a data escolhida não poderia ser mais simbólica: Valentine’s Day, o dia em que casais apaixonados lotavam a cidade em busca de seu charme romântico.

Naturalmente, Taehyung foi designado para ir em seu lugar. Seria apenas uma viagem rápida de fim de semana. Ele só precisaria comparecer aos eventos, assinar alguns documentos e, em pouco tempo, estaria de volta para casa.

No entanto, havia um detalhe que tornava tudo mais complicado — ou talvez, mais interessante. Estar na cidade mais romântica do mundo, no dia mais romântico do ano, ao lado da pessoa que fazia seu coração disparar era um teste de fogo. Taehyung teria que manter seus sentimentos e emoções cuidadosamente sob controle, mesmo que tudo ao seu redor parecesse conspirar para o contrário.

Enquanto arrumava as malas, Yoongi lutava para conter a empolgação de viajar para Paris — e não apenas pela cidade, mas pela companhia. Estar ao lado do homem que lhe causava frio na barriga parecia ao mesmo tempo excitante e desafiador. Antes de partir, enviou um relatório detalhado para Namjoon, incluindo tudo sobre a viagem: onde ficariam, os lugares que visitariam, as pessoas com quem se encontrariam. Ele não deixou escapar nada.

Após um banho relaxante e um jantar com “Victor”, Yoongi recolheu-se ao seu quarto. Na cama, virou-se de um lado para o outro, incapaz de dormir. A ansiedade pela viagem, misturada aos pensamentos incessantes, o mantinha acordado. Sua mente criativa não parava de imaginar cenas românticas entre ele e “Victor”, cenários que iam além do que ousava admitir para si mesmo.

Yoongi queria muito ir até ele, retomar as conversas que tanto gostava, assistir séries juntos ou simplesmente tocar violão ao seu lado. Sentia falta de cada detalhe da presença de “Victor”. Mas, desde aquele beijo, tudo parecia ter mudado. Ele notava a distância sutil, como se “Victor” estivesse evitando-o. Apesar de doloroso, Yoongi entendia. Talvez fosse o melhor. Afinal, se “Victor” continuasse sendo tão afetuoso e carinhoso, Yoongi sabia que cederia aos próprios sentimentos — e isso, ele temia mais do que qualquer outra coisa.

Na manhã seguinte, logo cedo, ambos estavam prontos para partir. Taehyung ajudou Yoongi a colocar as malas no carro. Não haviam levado muita coisa, afinal, seria apenas uma viagem de dois dias. Com um gesto educado, Yoongi abriu a porta do carro para que Taehyung entrasse, mostrando sua eficiência como motorista. Depois de uma última checagem para garantir que nada havia sido esquecido, ligou o carro e seguiram rumo ao aeroporto de Incheon.

Ao entrarem no avião, Yoongi não conseguia disfarçar o nervosismo. Viajar na primeira classe certamente não era o problema — o verdadeiro desafio era lidar com o fato de que logo estariam a onze mil metros de altura, em pleno cruzeiro aéreo. Sentado em sua poltrona, ele grudou as mãos nos apoios, tenso e inquieto.

Uma aeromoça se aproximou e ofereceu uma bebida, mas Yoongi recusou, acenando com a cabeça enquanto suas mãos permaneciam firmemente agarradas à poltrona. Taehyung, sentado ao seu lado, percebeu sua tensão. Sem dizer uma palavra, segurou a mão de Yoongi com firmeza, seu toque transmitindo uma tranquilidade inesperada. Aquele simples gesto fez o coração de Yoongi acelerar, mas, ao mesmo tempo, trouxe uma sensação de segurança que ele não sabia que precisava.

— Não precisa ter medo, é o transporte mais seguro, não vai acontecer nada, está bem?

Yoongi balançou a cabeça afirmativamente, ainda nervoso.

— Desculpe mas… — Taehyung sorriu para ele — Vou fazer algo que vai te deixar nervoso por outro motivo.

Yoongi olhou para Taehyung, confuso. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Taehyung inclinou-se levemente e deu-lhe um beijo na boca — um selinho rápido, mas suficiente para fazer o coração de Yoongi disparar, desta vez, por um motivo bem diferente do medo de altura.

Quando o avião começou a decolar, Yoongi instintivamente fechou os olhos, apertando com força a mão de Taehyung. A resposta veio em forma de uma risada suave. Taehyung olhou para ele com carinho, achando adorável o jeito fofo e assustado de Yoongi. Segurando firme sua mão, ele transmitia apoio, enquanto a tensão do momento era suavizada por uma conexão que agora parecia impossível de ignorar.

— Tá rindo do que? Senhor? — Yoongi acrescentou o “Senhor” para não parecer tão ríspido.

— Você, com medo de avião — Taehyung riu.

— Então Senhor, pelo menos não sou eu que tenho medo de insetos.

Taehyung fechou o cenho.

— Insetos são um perigo real.

— Claro que é, Senhor. Até porque cair de avião é mais seguro do que matar uma barata.

— Você sabe das coisas — Taehyung abriu metade da janela — Veja lá fora, Yoon. Que linda as nuvens.

Yoongi nem se deu conta de que já estavam tão alto no céu até olhar pela pequena janela redonda do avião. A visão das nuvens, parecendo um mar infinito sob seus pés, tirou-lhe o fôlego por um instante. Seus olhos brilharam, refletindo o encanto daquela paisagem.

Durante a viagem, Yoongi fez o que sabia fazer de melhor nas horas vagas: dormiu. E dormiu muito. Taehyung, observando-o com um sorriso afetuoso, ajeitou cuidadosamente um travesseiro em seu pescoço para que ficasse mais confortável. Em algum momento, Yoongi, ainda no meio de seu sono profundo, inclinou a cabeça e repousou-a no ombro de Taehyung. Sem hesitar, Taehyung cobriu-o com seu casaco, deixando suas mãos percorrerem os cabelos macios de Yoongi em carícias tranquilizadoras, garantindo que ele tivesse o sono mais aconchegante possível.

As doze horas de voo passaram devagar. Yoongi acordava apenas para ir ao banheiro ou comer, voltando a adormecer logo em seguida. Já Taehyung, ao contrário, dormiu pouco. Passou boa parte do tempo lendo, assistindo algo no tablet, ou simplesmente admirando a beleza tranquila de Yoongi enquanto dormia.

Quando finalmente aterrissaram no aeroporto Charles de Gaulle, Yoongi espreguiçou-se como um gato, os olhos inchados de tanto dormir. Ele virou-se para Taehyung, que o observava com um sorriso discreto, como se guardasse consigo cada momento daquela longa viagem.

— Estamos em Paris! — Yoongi olhou em volta, perplexo.

— Sim. E é tão romântico — Taehyung sorriu e ganhou de Yoongi um soquinho leve no estômago.

— Quero ver a Torre Eiffel!

— E vamos, estamos hospedados bem em frente.

— Não brinca! Sério? — Yoongi arregalou os olhos e sorriu com empolgação, sentia que essa viagem seria incrível, mesmo sendo só uma viagem de negócios.

Passaram pelo controle de passaportes e pela alfândega sem grandes dificuldades, exceto por um detalhe: para Yoongi, as placas espalhadas pelo aeroporto pareciam um verdadeiro enigma, todas em francês ou inglês. Ele tentava decifrá-las, mas logo desistiu, sentindo-se completamente perdido. Quando a atendente falou com ele em inglês, ele congelou, sem saber como responder. A única palavra que conseguiu balbuciar foi um tímido "Sorry", acompanhado de um sorriso constrangido.

Taehyung, percebendo o embaraço de Yoongi, assumiu a situação com naturalidade. Com sua fluência impecável em inglês, ele resolveu todas as questões com a atendente de forma rápida e tranquila.

Yoongi, por sua vez, não conseguia tirar os olhos de Taehyung enquanto ele conversava com confiança. Havia algo quase hipnotizante em vê-lo falar outro idioma com tamanha facilidade. Ele o observava admirado, não apenas pela habilidade, mas também pela calma e segurança que Taehyung demonstrava em momentos como aquele.

— Prontinho, agora vamos pegar as malas. Um carro já aguarda para nos levar ao Hotel.

— Tae, você fala inglês muito bem.

— Morei anos no Texas, por isso.

— Você morou no Texas? — Nas informações que Namjoon havia passado não tinha nada sobre isso, ao que se sabe Kim Victor, sempre morou na Coréia.

Taehyung engasgou com a própria saliva.

— Não foi bem morar... Eu...é... Já viajei muito pra lá

— Hum, entendi — Yoongi ficou desconfiado a princípio, mas logo deixou isso de lado, achando ser algo irrelevante, tinha coisas mais divertidas para pensar.

O hotel onde ficariam hospedados localizava-se na elegante L’Avenue de Suffren, com vista privilegiada para os encantadores Jardins de Champs de Mars. De lá, era impossível ignorar a majestosa presença do edifício mais alto da cidade: a icônica Torre Eiffel, erguendo-se imponente com seus trezentos e vinte e quatro metros de altura.

Ao chegarem ao hotel, foram recebidos com um contratempo inesperado na recepção. Taehyung, que havia reservado dois quartos, foi informado pela atendente de que, devido a um erro, apenas um quarto havia sido registrado no sistema.

— Isso deve ser um engano —, disse Taehyung, mantendo a compostura enquanto explicava a situação em seu inglês fluente. A moça, embora educada, parecia incapaz de solucionar o problema imediatamente, deixando-o momentaneamente frustrado.

— Tae, o que está acontecendo? — Yoongi não entendia uma palavra do que eles discutiam. Taehyung explicou brevemente — Não tem problema, vamos ficar no mesmo quarto, eu posso dormir no sofá.

— Claro que eu não vou deixar você dormir no sofá. Se você não se importar de ficar no mesmo quarto que eu, podemos dividir a cama, o que acha?

— Por mim, ok.

A moça observou os dois, achando fofo como agiam um com o outro. Imaginou que talvez se tratasse de um casal que estivesse tentando fazer as pazes ou algo do tipo.

— Senhor, temos uma Suíte cinco estrelas, muito espaçosa, com uma bela vista para a Torre Eiffel, ótimo para o Senhor e o seu namorado.

Taehyung limpou a garganta e tentou evitar o sorriso bobo que insistia em querer tomar seus lábios.

— Meu namorado e eu já estamos ansiosos para conhecer as acomodações — Deu um sorrisinho para Yoongi, que mesmo sem entender uma palavra do que ele havia dito, retribuiu o sorriso.

Foram conduzidos até a suíte que iriam dividir, e, ao entrarem, ficaram impressionados com o luxo do ambiente. Era um espaço impecavelmente decorado, com um toque sofisticado e acolhedor. Longas janelas de vidro cercadas por cortinas brancas permitiam a entrada de luz natural durante o dia, enquanto à noite criavam um ambiente intimista. No centro do quarto, uma imensa cama de casal estava estrategicamente posicionada, coberta com lençóis de seda macios que pareciam convidar ao descanso.

Yoongi, porém, mal notou os detalhes da decoração. Assim que viu as janelas, correu até elas, movido pela curiosidade. Ao abrir as cortinas, foi surpreendido pela visão de tirar o fôlego: a Torre Eiffel, esplendorosamente iluminada, dominava a paisagem. Suas luzes douradas cintilavam no céu noturno de Paris, destacando cada detalhe da icônica estrutura de ferro.

Ele ficou parado ali por alguns instantes, em silêncio, absorvendo a beleza do momento. Seus olhos brilhavam, encantados, enquanto um sorriso genuíno se formava em seus lábios. Paris, com toda a sua magia, começava a deixá-lo sem palavras.

— Que lugar lindo!

— É verdade. É muito lindo — Disse Taehyung, olhando para Yoongi — É muito lindo mesmo.

...

Após um banho relaxante, Taehyung dedicou-se a preparar o ambiente para o jantar. Ele havia solicitado uma refeição típica francesa, perfeita para a ocasião. Enquanto Yoongi ainda estava no banho, Taehyung cuidava de cada detalhe. Arrumou a mesa com um toque romântico e requintado, utilizando velas e talheres de prata. O prato principal, um clássico Coq au Vin — frango cozido em vinho tinto —, estava cuidadosamente disposto, exalando um aroma delicioso. Para complementar, ele escolheu um excelente Cabernet Sauvignon, que repousava em um elegante decantador.

A luz suave do ambiente criava uma atmosfera acolhedora, como se o próprio cenário conspirasse para tornar o momento ainda mais especial.

Quando Yoongi finalmente saiu do banheiro, foi surpreendido pela visão encantadora: a mesa, impecavelmente arrumada, refletia o cuidado de Taehyung. Seus olhos, no entanto, desviaram para algo ainda mais hipnotizante — Taehyung, elegantemente vestido com uma camisa de seda preta que destacava sua presença. Por um momento, Yoongi ficou parado, absorvendo a cena, sentindo o coração acelerar de maneira incontrolável.

— Uau! Por que tudo isso? Alguma data especial? — Perguntou Yoongi.

— Estamos em Paris, temos que viver esse momento de acordo com o lugar. Veja isso — Taehyung abriu as cortinas, revelando a vista deslumbrante da Torre Eiffel iluminada, que agora servia de pano de fundo para o jantar. A mesa, estrategicamente posicionada junto às janelas de vidro, tornava o momento ainda mais mágico. O brilho suave das luzes da cidade se refletia nos olhos de ambos, criando um cenário digno de filme.

Com elegância, Taehyung puxou a cadeira para que Yoongi se sentasse, um gesto que fez o outro corar levemente antes de murmurar um tímido "obrigado". Em seguida, Taehyung ocupou seu lugar à frente de Yoongi, mantendo um leve sorriso nos lábios.

Durante o jantar, Taehyung o observava com olhos serenos, como se cada detalhe do rosto de Yoongi fosse digno de atenção. Enquanto isso, o vinho começava a fazer efeito, e Yoongi, que normalmente era reservado, estava agora sorridente demais, soltando algumas risadinhas involuntárias que faziam Taehyung rir discretamente.

O ambiente estava envolto por uma mistura de descontração e algo mais profundo, algo não dito, mas sentido a cada olhar e gesto trocado entre eles.

— Parei por aqui com o vinho, senão eu posso fazer algo que eu vá me arrepender depois.

— O pior é se arrepender por algo que você não fez.

Yoongi sorriu, mordendo os lábios.

— E o que eu iria me arrepender de não fazer? — Perguntou Yoongi.

Taehyung se levantou e estendeu a mão para Yoongi, que a segurou, o olhando com um sorriso tímido.

— Veja essa vista deslumbrante — Taehyung o colocou de frente para a janela, o abraçando por trás.

— Sim, é muito lindo. Obrigado por ter me dado a oportunidade de conhecer esse lugar.

— Yoon — Taehyung sussurrou em seu ouvido — Com você ao meu lado, qualquer lugar do mundo é como esse. Você torna tudo bonito e especial. Você é a minha luz no meio da escuridão — Taehyung o virou para olhar em seus olhos — Eu estou apaixonado por você.

Yoongi arregalou os olhos, sentiu seu coração se alegrar e não era apenas efeito do vinho. Emocionou-se ao ouvir aquelas palavras.

— Tae... eu... eu também estou apaixonado por você. Por mais que eu tente esconder meus sentimentos, isso está se tornando cada dia mais forte. Mas existem tantas coisas que nos impedem de ficar juntos.

— Eu queria ter te conhecido de outra forma — Taehyung acariciou seus cabelos — Ahhh Yoon, como eu quero ficar com você… Min Yoongi, eu te amo.

Os olhos de Yoongi se encheram de lágrimas ao ouvir aquelas palavras.

— Tae... eu também te amo.

O clima romântico de Paris envolvia o ambiente como um véu invisível, e, embalados pela magia da cidade e pelo calor do momento, os dois se beijaram apaixonadamente.

Tomado pela intensidade do instante, Taehyung afastou delicadamente os pratos e taças da mesa, criando espaço. Com suavidade, ergueu Yoongi, colocando-o sentado sobre a mesa. Yoongi, entregue aos braços de Taehyung, deixou-se levar, enquanto os lábios de ambos se encontravam novamente em um beijo ainda mais profundo e cheio de desejo.

Alguns talheres caíram ao chão com o movimento, produzindo pequenos ruídos metálicos que se perderam no som de risadas suaves. Nada disso tinha importância. Naquele momento, tudo o que existia era o calor de seus corpos, a textura de seus lábios e a intensidade de um sentimento que, finalmente, se revelava.

Yoongi sentia um calor abrasador tomar conta de seu corpo, como se cada parte de si estivesse em chamas sob o toque e os beijos incessantes de Taehyung. Sem pensar muito, desabotoou sua camisa com pressa, livrando-se dela e jogando-a em algum canto do quarto. Taehyung, ao vê-lo, abriu um sorriso divertido e provocador antes de fazer o mesmo, retirando sua própria camisa.

Quando suas peles se tocaram, a sensação era eletrizante. Cada contato parecia acender novas faíscas entre eles. Ofegantes, respiravam de maneira descompassada, tentando recuperar o fôlego, mas a vontade de se beijarem superava qualquer necessidade de pausa.

Com um movimento firme e gentil, Taehyung pegou Yoongi no colo, conduzindo-o até a cama. Deitou-o com cuidado entre os lençóis macios, enquanto Yoongi o encarava com um olhar carregado de desejo. Taehyung aproximou-se, colocando a mão suavemente no rosto de Yoongi, seus olhos se encontrando em um instante de pura conexão. Sem palavras, o momento falava por si — um misto de paixão e entrega que os envolvia completamente.

— Yoon... eu te amo.

O clima estava bom, o quarto estava quente, os lençóis de seda bagunçados sobre a cama.

“O que estou fazendo? Eu sou o policial que deveria estar espionando esse homem, e não transando com ele” — Pensou Yoongi, empurrando Taehyung com delicadeza.

— Yoon, o que foi? Tem algo de errado? Você não quer fazer isso?

— Quero, quero muito. Mas eu não posso, não estou sendo sincero com você.

— Sobre o que? Sobre me amar? — A voz de Taehyung saiu engasgada.

Yoongi colocou a mão em seu rosto.

— Não, Tae. A única certeza que eu tenho, é que eu te amo. Mas eu não consigo me entregar a você de corpo de alma. Estou mentindo pra você e isso está me matando... eu... me desculpa Tae...

Taehyung se levantou e se sentou na cama, estava com o semblante triste.

— Eu te entendo, Yoon... Tem muitas coisas que eu queria te contar mas não posso. Queria tanto que as coisas fossem mais simples entre nós.

— Também queria isso, Tae. Mas você pode me prometer uma coisa?

Taehyung se virou para olhar para ele.

— Sim, Yoon.

— Promete que nunca vai me odiar?

Taehyung o abraçou.

— Isso é impossível, eu nunca iria te odiar.

— Mesmo se eu estiver escondendo algo de você?

— Sim, mesmo assim. Se você está escondendo é porque deve ser muito importante, eu compreendo, Yoon.

— Obrigado, Tae.

Taehyung beijou sua cabeça.

— Só espero que um dia as coisas possam ser mais simples para nós.

...

No dia seguinte, ambos participaram dos compromissos agendados: eventos importantes, reuniões no escritório e um almoço com pessoas que aparentavam grande influência. Yoongi acompanhava Taehyung por toda parte, mas sentia-se deslocado, incapaz de compreender as conversas que aconteciam em inglês e francês ao seu redor. Ainda assim, fazia o possível para parecer engajado.

Ao fim do dia, o silêncio predominava enquanto Yoongi dirigia de volta ao hotel. O pensamento de retornar à Coreia na manhã seguinte o deixava inquieto. Ele começava a considerar seriamente conversar com Namjoon e pedir para ser afastado do caso. Seu envolvimento com "Victor" havia ultrapassado todas as fronteiras profissionais, e ele sabia que não estava mais no controle de seus próprios sentimentos.

No hotel, o clima entre os dois estava pesado. Yoongi permaneceu sentado no sofá, cabisbaixo, mexendo em seu celular, como se aquele pequeno dispositivo fosse sua única defesa contra a tensão no ar. Ele evitava ao máximo cruzar olhares com Taehyung, temendo que o outro percebesse sua vulnerabilidade.

Taehyung, por sua vez, observava-o em silêncio, notando a tristeza que transparecia em cada gesto. Decidido a mudar o ambiente, levantou-se e foi até a pequena adega. Pegou uma garrafa de vinho e duas taças, pensando que, talvez, pudesse encontrar uma forma de reconectar-se com Yoongi — ou pelo menos aliviar o peso do momento.

— Vamos beber? Pra fechar essa viagem com chave de ouro?

— Por que não, né? Pode ser.

Taehyung serviu o vinho nas taças com cuidado e entregou uma a Yoongi. No início, ambos bebericavam de maneira tímida, o silêncio ainda pairando no ar, embora menos pesado. Com o passar dos goles, no entanto, Yoongi começou a relaxar. Suas bochechas coraram, e um sorriso tímido finalmente surgiu em seu rosto.

Depois de algum tempo, o vinho já fazia efeito, e os dois estavam visivelmente mais alegres. Yoongi sentia-se leve, como se todo o peso do dia tivesse se dissipado. Ria de qualquer coisa que Taehyung dissesse, mesmo das coisas mais bobas, sua voz já embargada pelo álcool.

Taehyung, por sua vez, também havia abandonado toda a seriedade. Suas palavras começaram a perder o sentido, misturando frases desconexas com risadas descontroladas. Ele ria de maneira contagiante, como um completo idiota, e, antes que percebessem, estavam entregues a uma leveza que há muito não sentiam, compartilhando um momento simples e descompromissado que parecia ser só deles.

— Sabia que eu sou médico? — Disse Taehyung com uma risada engraçada.

Yoongi deu uma gargalhada.

— E eu sou policial.

— Você é policial? Você é fofo demais pra ser policial — As palavras de Taehyung saíam embaralhadas.

— É mas, eu tenho uma arma e um distintivo — Yoongi ria sem parar.

— E eu tenho um esteto e um jaleco branco. Mas você não era um assistente?

— Eu estou te espionando — Mais gargalhadas — E você não era CEO?

— Eu tô no lugar do meu irmão gêmeo, acredita nisso? Que merda né?

Yoongi riu mais ainda.

— Meu amigo, você tá fodido... Puts, você está muuuuuito fodido.

— Eu tô mesmo, porque você vai me prender.

— Vou mesmo, por falsidade ideológica. Já vou avisando que eu não sou um policial bonzinho — Yoongi deu mais alguns goles no seu vinho — Então quer dizer que você é médico. Imagina que louco seria uma consulta com você?

— Eu ia examinar todo seu corpo e ia te comer em cima da maca. Ssei que você também quer.

Yoongi sentiu um frio na barriga.

— Quem disse que eu quero?

— Seu olhar diz tudo.

— Parece que meu olhar anda me traindo, entregando minhas intenções.

Yoongi se levantou abruptamente ao se lembrar de algo. Quase caiu, mas Taehyung o segurou.

— Eu quero te mostrar uma coisa — Disse Yoongi entre alguns soluços.

— O que?

— Espera... Não sai daí.

Yoongi foi cambaleando até sua mala e pegou suas algemas.

— Olha isso — Mostrou as algemas para Taehyung — Eu disse que eu sou policial.

— O que você vai fazer com isso?

— Te prender.

— Você já me prendeu.

— Vou te prender de verdade — Yoongi algemou o pulso de Taehyung, que ria sem parar.

— Vai me prender aonde agora?

Yoongi prendeu seu próprio pulso do outro lado da algema.

— Pronto, agora você está preso a mim pra sempre, não vai mais a lugar nenhum sem mim.

— Pra sempre? Não é uma má ideia. Mas e a chave?

— Chave? Vem cá…

Yoongi o puxou, estavam presos um ao outro. Foram até o banheiro, Yoongi pegou as chaves da algema, jogou na privada e deu descarga. Os dois riram como idiotas vendo a chave ir embora.

— Agora a gente tá fodido juntos! – Disse Yoongi embriagado – Vem, eu quero beber mais vinho.

Sentaram na cama, bebendo o vinho que mais derramava no chão do que bebiam. Yoongi olhou para seu braço preso ao de Taehyung e riu.

— Temos uma cor diferente.

— Você é muito branquinho.

— E você tem cor de caramelo. Eu gosto de caramelos... será que você tem gosto de caramelo?

— Não sei, prove...

Yoongi lambeu o dorso da mão de Taehyung.

— Gostoso, tem gosto de caramelo mesmo — Yoongi deu risada.

— E será que você tem gosto doce de açúcar?

— Não sei também, experimente.

Yoongi ergueu o braço para ele experimentá-lo, mas Taehyung o jogou na cama e lambeu seu pescoço, fazendo Yoongi gemer baixinho.

— Doce e branco que nem açúcar.

— Coma à vontade, prometo não te dar diabetes.

...

No dia seguinte, Yoongi acordou de ressaca, sua cabeça latejava e seus olhos ardiam. Tentou mover o braço mas algo o prendia. Olhou meio sonolento embaixo das cobertas e gritou de susto ao ver Taehyung nu e algemado em seu braço.

Taehyung acordou assustado.

— O que foi, Yoon? Aconteceu alguma coisa?

— Você ainda pergunta? Olha isso — Yoongi levantou a mão algemada a ele — Estamos presos. O que aconteceu ontem a noite? Tae, o que a gente fez?

Yoongi tentou sentar-se na cama mas ao sentir uma dorzinha em certas partes do seu corpo, já havia entendido o que tinha acontecido. Porém, sua mente estava nublada e não conseguia se lembrar de muita coisa.

— Tae... você, v-você... você me... a gente fez... a gente fez aquilo?

Taehyung ainda tentava acordar.

— Não consigo me lembrar de muita coisa, mas a julgar pelo estado do meu corpo… acho que nós transamos... e pelo jeito... muito.

Yoongi fez uma cara de assustado.

— Você me fodeu sem dó, pelo jeito.

— Yoon, me desculpa, eu não lembro, eu te machuquei?

— Não, claro que não — Yoongi colocou a mão na cabeça, sentindo uma dor latejante.

— Yoon, foi a sua primeira vez? — Taehyung acariciou seus cabelos.

— Claro que não. Quem com vinte e três anos ainda não transou?

Taehyung riu sem graça, com seus vinte e cinco anos aquela tinha sido a sua primeira vez. Por isso, queria se lembrar de como foi.

— Tá, ok, a gente transou, aconteceu, estávamos bêbados. Mas agora temos um problema maior. Temos que procurar as chaves da algema.

— Por que estamos algemados? De onde surgiu essa algema? É sua?

Yoongi engoliu seco.

— Eu... tenho umas fantasias estranhas. Mas isso não vem ao caso agora, precisamos achar a chave.

Quando pensou em se levantar, lembrou que estava nu e puxou os lençóis para que Taehyung não o visse.

— Preciso por minha roupa.

Olhou em volta, o quarto estava revirado, estava uma zona, podia-se ver manchas esbranquiçadas em todos os móveis. Yoongi corou ao se dar conta do quanto haviam transado naquele quarto.

— Tae, fecha o olho, eu vou pegar minha calça.

— Acho que eu já vi tudo.

— Mesmo assim, agora eu tô sóbrio.

Yoongi ergueu a mão e puxou a calça jogada no chão, a colocou meio sem jeito com o seu pulso preso ao pulso de Taehyung.

— Sua vez.

Taehyung se levantou nu, sem cerimônia nenhuma e sem um pingo de vergonha.

— Tae!

— Que foi? Yoon, a gente transou, e pelo jeito não foi pouco, acho que já temos bastante intimidade.

— Que seja! Só se vista logo.

Taehyung se vestiu, cambaleando de vez em quando, sentia que mesmo sóbrio ainda estava sob o efeito do álcool.

— Agora vamos procurar a chave — Disse Yoongi.

Reviraram o quarto atrás da chave e nada, foram até o banheiro e Yoongi teve uma rápida lembrança do que tinha acontecido.

— Tae... — Disse sem graça — Tenho uma péssima notícia.

— Diga?

— Acho que eu dei descarga na chave.

— Você o que?

— Não briga comigo! Eu não lembro direito porque eu fiz isso.

— Yoon, calma, jamais iria brigar com você. Vamos pensar em algo. E a chave reserva?

— Estão em casa, em Seul, como vamos pegar o avião assim?

— Na verdade, temos que nos apressar, se não perdemos o voo. Mas primeiro, precisamos de um banho.

— Não! Nem pensar.

— Yoon, estamos com cheiro de quem transou a noite inteira.

— Deve ser porque a gente transou a noite inteira, né? Estamos presos um no outro, como vamos tomar banho? Eu fico com vergonha.

— Yoon, a gente já...

— Tá — Yoongi interrompeu — Eu já entendi, mas agora que o efeito do álcool passou eu estou com vergonha.

— Não precisa, vem, a gente toma banho bem rapidinho e eu prometo que eu não olho.

Tomar banho algemados um ao outro acabou sendo menos complicado do que imaginavam. O verdadeiro desafio veio depois, na hora de se vestir novamente. Mesmo assim, conseguiram se arrumar, arrumar as malas e limpar o quarto o melhor que puderam. Taehyung, sempre prático, colocou uma blusa de mangas longas para esconder as algemas, afinal, seria bastante estranho circular com elas à mostra.

No aeroporto, Taehyung assumiu a tarefa de explicar a situação para os seguranças, mencionando o pequeno "acidente" que havia ocorrido entre ele e o "namorado". Enquanto isso, Yoongi permanecia ao lado, agradecendo internamente por não entender nada da conversa em inglês. Os seguranças, entre risos contidos, analisaram a situação e, por fim, conseguiram abrir as algemas, ainda se divertindo com a cena inusitada.

Durante o voo de volta, que durou longas doze horas, Yoongi fez o que fazia de melhor: dormiu profundamente, como sempre. Taehyung, por outro lado, não conseguia evitar o sorriso bobo que surgia em seus lábios a cada lembrança da noite anterior. As imagens de risadas, toques e momentos íntimos voltavam à sua mente, fazendo seu coração disparar em segredo, enquanto observava Yoongi dormir tranquilamente ao seu lado.

...

Ao chegarem em casa, Yoongi seguiu diretamente para o seu quarto, decidido a desfazer as malas. Mas, assim que colocou a bagagem de lado, deixou-se cair na cama, exausto. Enquanto olhava para o teto, os momentos da noite passada com Taehyung começaram a se repetir em sua mente, como um filme. Ele não conseguiu evitar um sorriso bobo ao lembrar de cada detalhe, sentindo seu rosto aquecer.

No entanto, esse sorriso logo se desfez quando uma preocupação repentina atravessou seus pensamentos como um raio. Yoongi levantou-se de repente, o coração acelerado e uma expressão de puro desespero tomando conta de seu rosto.

— Será que... nós usamos camisinha? — murmurou para si mesmo, a voz tremendo, enquanto tentava buscar uma resposta entre as memórias embaralhadas da noite anterior.

Notas finais
Será que temos um baby TaeGi a caminho? Será? 🤔 O Vinho entrando e a verdade saindo... pois é, resumiu os TaeGi nesse capitulo rsrsrs. Será que eles vão lembrar depois?