The End Of The World
2 Novo Lar
Notas iniciais
Pov. Liza
–Mesmo você sendo bonita, eu não vou hesitar em atirar se fizer alguma coisa, amorzinho.
Sério que ele me chamou de amorzinho? Eu hein.
–Está sozinha?
–Não, estou com meu irmão e minha irmãzinha.
Vi o Arthur chegando com a Jhulie ao seu lado.
–Nomes?
–Arthur, Elizabeth e Jhulie.
–Mathias. Querem vir pro nosso grupo?
–Sério?
Jhulie falou empolgada. Comecei a acariciar seus cabelos.
–Aham. Temos uma garotinha de oito anos lá, a Débora.
–Obaaa! Podemos ir Thur? Podemos ir Liza?
–É seguro?
–Totalmente, docinho.
–Não chame minha irmã de docinho, você não tem intimidade com ela.
–Ok cara, relaxa. Eai, vamos?
–Vamos.
Respondi e Arthur foi com a Jhulie pegar nossas mochilas e nossas armas. Botei a minha nas costas e peguei uma AK-47, coloquei uma pistola no cinto marrom que encontrei em uma das prateleiras e deixei uma faca ao lado da mesma. Vi o Arthur colocando uma faca e uma arma no short da Jhulie e falando algo pra ela. Corri até minha irmã e tirei ambas dela, colocando a pistola e a faca na minha mochila.
–Nada disso. Eu defendo minha irmãzinha!
Ela sorriu e Arthur botou uma Katana nas costas, segurando a outra sem a capa.
–Fique sempre atrás de mim Jhu.
–Ok.
Ela veio para meu lado e agarrou na minha bolsa. Começamos a andar e, já que não tinhamos carro, fomos a pé.
Depois de um tempo, Arthur estava com a Jhulie adormecida no cavalinho. Meus pés estavam doloridos e eu estava cansada de segurar minhas coisas. Logo a diante, vi uma casa com dois andares branca com uma piscina grande na frente e cercada. Entramos assim que um portão enorme improvisado se abriu. Duas garotas com aparência de dezoito e dezenove anos, junto com um garoto e uma garota pequena, que supostamente seria a Débora, vieram até nós.
–Oi, eu sou a Débora, e você?
–Jhulie.
–Meu nome é Fabiana e essa é minha prima, Mariana. Esse é o Felipe. O Bruno está lá dentro arrumando a mesa para jantarmos.
–Prazer, eu sou a Elizabeth, essa é minha irmãzinha Jhulie e meu irmão Arthur.
–Vamos ver a casa?
–Vamos.
Fomos até a porta de entrada, onde demos de cara com a sala. As paredes eram um tom de bege, haviam dois sofás de três lugares brancos e três sofás de um lugar brandos, um sofá estilo cama, uma mesinha de centro, prateleiras, duas cadeiras pretas e uma área de computador, além dos quadros nas paredes e a mesa de vidro de centro. Logo depois vinha a cozinha. As paredes eram brancas, o chão era bege e os móveis eram preto e branco. Mais pro fundo haviam dois banheiros, um deles completamente bege com marrom e o outro com as paredes em azulejo e os móveis brancos.
Apenas isso ocupava o primeiro andar.
Subimos para o segundo andar. Havia um corredor meio circular com várias portas. A primeira era um quarto infantil com as paredes brancas, duas camas de solteiro e decorações em rosa. A segunda porta era um quarto de casal bege com uma cama de casal, uma estante e uma TV, além da decoração de flores pretas na parede. A segunda porta era um quarto de casal bege com uma televisão enorme, uma cama de casla e uma vista para a rua super linda. A quarta porta era um quarto de casal com as paredes na cor marrom, uma cama de casal de centro e um lustre perfeito no teto. As últimas três portas, eram banheiros. O primeiro continha as paredes em azulejo e completamente marrom com bege. O segundo tinha as paredes nas cores marrom claro e branco, uma banheira de centro e os móveis em branco. O último, o mais símples, era completamente marrom.
Nos fundos havia uma casinha de cachorro que um humano cabia dentro, sério era uma mansão, e ao lado um playground colorido.
No primeiro quarto de casal estavam Fabiana e Mathias. No segundo, Mariana e Felipe. No último, estava apenas o Bruno. Eu e meu irmão dormiriamos no último e o Bruno dormiria em um colchão que descobrimos atrás de um dos armários. Jhulie dormiria no quarto infantil, na cama de cima, com Débora.
Começamos a nos arrumar nos quartos, já que tinhamos poucas coisas, e me sentei na ponta da cama. Fiquei olhando pra algumas coisas e logo meu irmão sentou ao meu lado, acariciando meus cabelos.
–Oque houve?
–Nada, só to pensando..
–Em que?
–No papai e na mamãe.
–Liza, olha pra mim.
Me virei pra ele e ele secou minha lágrima.
–O papai e a mamãe estão em um lugar melhor agora. Eles não estão vivendo nesse apocalipse zumbi com risco de vida a qualquer momento. Eu prometo que não vou deixar nada de ruim acontecer com você nem com a Jhulie ok?
–Ok.
Arthur me abraçou e eu deitei em seu colo. Ele ficou mexendo nos meus cabelos até que eu adormeci.
Fale com o autor