The End Is Coming

53 Capítulo 53 - Que se dane ela


Notas iniciais
Oi gente, desculpem a demora. Provas... Sabem?
Mas aproveitando que voltei, tenho boas notícias!!
Tô grávida! Sqn...
A 2° temporada de TEC tá acabando, e a 4° de TWD tá chegando...
Eu só voltarei a postar TEC quando sair a 4° temporada. Lembrando que essa temporada de TEC vai acabar no capítulo 60, e ele tá comprometedor!
Beijoks e espero que gostem ;)

POV – Carl

Fazia quase uma semana que Mari não falava com ninguém. Ela não saía de sua cela e eu não podia entrar lá. Ela não queria conversa, carinho, amor... Só chorava, dia e noite.

Eu fui até o pátio sentei no chão. A grama macia parecia acariciar meu corpo.

— O que sua namorada tem? – Aquela garota que eu salvei há uns dias, Gabriela, se sentou ao meu lado.

— Perdeu o pai.

— Ah... Bem... Eu não sei como ela se sente.

Eu não queria conversar, mas algo me fazia ter vontade para mexer meu maxilar e falar com ela.

— Desculpe, nem perguntei seu nome.

— Na verdade, perguntou sim. Gabriela Potter.

Sorri forçado.

— Que inveja... – Ela suspirou mexendo no cabelo.

— Do que?

— Seus olhos. São muito azuis.

— Engraçado... Eu gosto mais de olhos verdes.

— Sério? Eu daria de tudo para ter olhos iguais aos seus.

E, de canto de olho, notei alguém atrás cambaleando e parou logo. Pensei que fosse um errante, até que virei meu rosto por completo. Era Mari, mas em uma versão de arrepiar. Seu rosto estava branco, olheiras marcantes, cabelo bagunçado. Ela se retirou assim que Gabriela também olhou, se dirigiu até a cozinha. Eu continuei observando até que ouvimos um barulho e avistamos alguém no chão. Saí correndo em direção dela. Peguei sua cintura, na área que a blusa não cobria, senti sua pele gélida e pálida.

[...]

POV – Mari

— Ela acordou! – Ouvi alguém gritar.

— Cala a boca!

— Vocês duas, deixem a coitada em paz.

— Quem são vocês? – Perguntei notando um tumulto atrás de mim.

— Tá vendo, besta? Acordou ela!

— Somos as suas melhores amigas! Lembra? Charlie, Letz, Annie, Mel e Duda. – Annie sorriu para mim.

Eu ainda estava estonteada.

— O que aconteceu comigo?

Elas se entreolharam.

— Olha Mari... Achamos que você está muito... Solitária. Chegamos há dois dias e você nem notou. – Charlie falou olhando fixamente para Annie e Letz.

— Mas o que aconteceu?

— Você desmaiou. – As meninas abriram espaço, mostrando Carl encostado na parede da cela.

As meninas se entreolharam e fizeram tchau com as mãos ao se retirar. Apenas Carl e eu ficamos.

— Por favor, Carl. Estou cansada. – Falei me virando na cama.

— Você sabe que eu vou ficar aqui.

— Pare, eu quero paz! – A partir daí, já havia se transformado em uma discussão com gritos.

— Eu sou seu namorado! – Ele gritou.

— Então, talvez eu não queira mais um namorado! – Gritei perdendo meu controle. Um dos piores erros que já cometi.

— Tá bom. – Ele saiu sem mais palavras. Hesitei em sair correndo atrás dele, mas não fui.

Eu queria um tempo sozinha, desconectada do mundo. Minha família inteira morta, eu não queria pensar em amor. Pensando bem... Carl podia me ajudar, mas e se aquela briga foi considerada um rompimento? Saí da minha cama em um pulo e fui correndo atrás dele. Mas com o que eu me deparei, foi pior do que a dor que eu senti ao pular da cama. Carl estava beijando aquela garota que me trouxe o colar.

Isso significa que acabou.

[...]

POV – Gabriela

Carl estava me beijando, ele me agarrou do nada. Eu não sabia o que ele queria, ele não namorava? Me separei dele.

— Carl! – Segurei seus braços. – Você tem namorada!

— Não tenho mais. Terminamos. – Ele falou me agarrando novamente.

Ah... Mas se bem que se ele não era mais comprometido, nós podíamos ficar juntos. Não é? E foi o que fizemos. Ele encostou seus lábios aos meus novamente. Do canto de meu olho, notei Mari, paralisada. Parecia ainda mais pálida que antes. Carl pareceu notá-la assim que me disse:

— Quer ser minha namorada?

No momento, fiquei com dó de Mari. A menina havia acabado de perder um membro da família e o namorado e estava presenciando essa cena. Mas Carl me abraçou tão forte que esqueci que havia um mundo ao meu redor.

Assenti com a cabeça e voltei a abraçá-lo.

[...]

Narrador

Matthew estava na cela que dividia com Carl. Ele fuçava sua mochila e logo achou sua revista de esportes que encontrou em uma antiga busca. Ele se ajeitou na cama superior e se deitou virado para o teto com a revista em seus olhos.

— Ei cara! – Carl falou entrando.

— Fala aí, pegador.

— Tô namorando outra agora.

— Quem? A gostosinha nova?

— Depende de quem for. – Carl riu.

[...]

POV – Melanie

Fui para o refeitório e encontrei Misake. Pra minha surpresa, ela beijava aquele cara caipira.

— Vão para a cela. Ninguém merece ver isso! – Ri deles.

— Falei? Era só questão de tempo até essa vadia chegar. – Misake falou levantando o punho em gesto de raiva. O que? Ela me xingou do que?

— Vadia é você. Falar é fácil, né? Quero ver ganhar uma briga.

Ela avançou em mim e puxou meu cabelo violentamente. Revidei com um tapa na bochecha dela. Ela chutou minha canela e eu dei um soco no braço dela.

— Vem perna de mosquito! Vem bater em mim! – Gritei ironicamente.

Ela pisou duro, mas quando ela ia avançar em mim, alguém a puxou pelo braço.

— Daryl, por que você não separou elas? – Rick gritou enquanto segurava Misake.

— Briga de mulher, cara... Deixa rolar!

E de repente, quando fui socar o rosto nojento dela, Michael me agarrou.

— Afe Michael, me solta! – Gritei. – Deixa essa força pra de noite.

Ele me pegou no colo e me levou até a cela. Eu ficava socando seu peito, mas ele não reagia. Chegamos à cela e ele me jogou na cama.

— Para de brigar! Que saco.

— Você adora quando eu brigo, vai!

— Eu adoro você, idiota!

— E eu te amo, babaca.

Ele me agarrou e me deitou na cama, me beijando.

[...]

A noite havia se passado com rapidez. Todos estavam acordando e indo ao refeitório tomar café da manhã. Carl apareceu de mãos dadas com Gabriela. Justo no único dia em que Mari decidiu sair da cela.

— Pessoal, temos uma notícia! – Carl falou chamando a atenção de todos.

Rick estranhou um pouco.

— Eu e a Gabi estamos namorando. – Ele falou sem tirar o sorriso do rosto.

Mari se levantou da mesa e saiu correndo para a escada. Carl não a olhou, ele simplesmente continuou a sorrir até sentar-se a uma mesa.

— Carl, você não precisava fazer isso com ela aqui. – Rick deu êxtase no “ela”. Ele se referia à Mari.

— Que se dane. Ela tem que aprender a viver com algumas coisas assim.

— Carl! Ela perdeu o pai! — Rick o olhou com desprezo. — Quem é você? E o que fez com meu filho?

Notas finais
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