The End Is Coming

51 Capítulo 51 - Puxado para trás


Notas iniciais
Oi gente, sei que eu to muito mal matando personagens... Desculpem, mas é isso que os autores fazem kkk

— Como assim? – Mary começou a soluçar.

Herschel a abraçou como resposta enquanto a menina se afogava com as lágrimas.

[...]

POV – Carl

Entrei em minha cela e dei de cara com Mari arrumando minhas coisas.

— O que tá fazendo? – Ela se assustou um pouco.

— Arrumando suas coisas para a viagem. – Ela seguiu dobrando as roupas e as colocando na mochila.

— Então você não liga de eu ir?

— Contanto que você volte vivo, não ligo. – Ela selou seus lábios nos meus rapidamente e voltou a arrumar as coisas. – Vamos logo, vocês saem amanhã cedinho.

Eu comecei a colher roupas e armas que estavam jogadas no chão. Eu parei por um segundo.

— Que foi? – Mari também parou.

— Prometa que vamos dormir juntos hoje.

— Nem precisa pedir.

[...]

Narrador

Carol e Joseph estavam arrumando as coisas.

— Obrigado por me ajudar. – Joseph sorriu para Carol.

Ela sorriu de volta como resposta e voltou o olhar para as roupas jogadas. Ela as dobrou delicadamente e as colocou em uma mochila.

— Vou pegar uns enlatados na cozinha... – Assim que ela disse, o homem lhe puxou para si e lhe deu um beijo rápido, porém, tocante. Assim que se separaram, Carol sorriu.

[...]

Steven estava ajeitando suas coisas. Beth entrou no local, mas ele não olhou para ela.

— Oh Steven... Eu quero que você fique! – Logo ele percebeu pelo tom, que a menina chorava.

— Beth, não chore, eu voltarei! – Ela a abraçou.

Suas lágrimas caíam pelos ombros de Steven. Ele se separou e sorriu para ela.

— Cuide bem do nosso pequeno. – Ele sorriu e a beijou.

[...]

Jake enfiava suas roupas violentamente na mochila. Molly entrou no local.

— Você vai mesmo?

— Sim...

— Posso te pedir uma coisa? – Ela coçou as costas meio desajeitada.

— Claro.

— Me dê a melhor noite de todas.

[...]

POV – Carl

Acordei com os braços entrelaçados em Mari. Era cedo e eu tinha que ir. A balancei de leve e logo ela acordou.

— Oi amor... – Ela falou meio rouca, mas com um sorriso.

— Tá na hora.

Ela fez uma expressão triste.

— Mas já? Nem deu pra aproveitar nosso tempinho... – Ela fez biquinho.

— Venha, temos alguns minutos. – A puxei para mim e lhe dei um abraço. Senti algo me molhar de leve. Suas lágrimas.

— Tá chorando? – Me separei do abraço.

— Carl... Eu não quero te perder.

— E não vai. Eu irei ficar bem!

Mari retirou seu colar do pescoço.

— Fique com isso. Para dar sorte.

Eu o peguei, ia tentar devolver a ela, mas ela logo me beijou, fazendo com que minhas palavras evaporassem.

[...]

Narrador

Rick deu um beijo em Emma e em Judith, ele estava quase saindo.

Logo, todos que iriam à viagem estavam lá. Ele entrou no carro e esperou que os outros entrassem também. Enfim, o carro estava com todos. Todos se despediam, muitos com lágrimas.

Assim que Rick ligou o carro, ele notou Emma chorar, mas mesmo assim ele seguiu dirigindo.

— Gente, vamos montar grupos pequenos. Joseph e Carl, eu e Steven, Jake e Glenn, ok?

Todos concordaram.

Carl retirou do bolso, o colar de Mari. Ele se lembrou das palavras dela: “Fique com isso. Para dar sorte”. Ele beijou o colar. “Eu espero” ele pensou. A viagem seguia e ele não tirava os olhos dos monumentos destruídos, era triste olhar aquelas cenas.

Steven torcia para sobreviver, ele estava com sua namorada grávida. Se ele morresse, Beth sofreria muito.

Glenn pensava em como Maggie reagiria sem ele. Joseph pensava em Carol, Rick pensava em Emma e em Judith e Jake pensava em Molly.

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Finalmente, Rick parou o carro em um local. Uma espécie de cidadezinha. O carro estava bem à frente da estação de trem.

— Gente, ao anoitecer, venham para cá. – Rick ordenou. – Eu e Steven vamos para o shopping pegar roupas. Carl e Joseph, vocês vão ao supermercado. Jake e Glenn, vocês tem que ir para postos e lojas de automóveis. Precisamos de gasolina e veículos.

Todos concordaram e saíram.

[...]

POV – Glenn

Eu e Jake estávamos em um posto que achamos. Não havia muitos errantes por perto, mas matamos todos que encontramos.

— Ei, olha aquilo! – Jake apontou para uma caminhonete 4x4. Aquela caminhonete daria para colocar muitos suprimentos na traseira.

— E as chaves estão aqui. – Falei entrando no carro.

Jake foi buscar gasolina e logo escuto ele gritar. Fui correndo para o local e o encontrei lutando com um andarilho. Sem pensar, atirei nele.

— Venha Jake, o tiro vai atrair mais. – Falei montando na caminhonete, Jake também fez o mesmo.

[...]

POV – Steven

Eu e Rick estávamos no shopping. Achamos bastantes roupas e as colocamos em mochilas que também achamos. Rick foi para a sessão de roupas íntimas. Ele disse algo sobre as mulheres estarem precisando. Eu fui para a sessão de jeans e coloquei muitas calças na mochila, femininas e masculinas. Peguei de tudo que era tamanho.

Assim que acabei lá, ouvi Rick me chamar. Eu subi as escadas normalmente e havia uma janela imensa, aonde Rick olhava.

— Que foi? – Eu falei e ele apontou para baixo. Impressionante. Havia muitos errantes lá embaixo.

Agora estávamos presos no shopping. Sem saída.

— Como agente sai daqui? – Falei puxando meu cabelo para trás.

— Teremos que esperar eles saírem.

Foi aí que pensei em Beth. Ela surtaria se os outros chegassem sem mim.

[...]

POV – Carl

Entramos no supermercado. Joseph disse que iria para a sessão de enlatados. Eu fui às bebidas e colhi muitos sucos de caixinha e garrafas d’água. Tudo foi colocado em minha mochila. Achei alguns doces e os coloquei na mochila também.

Joseph gritou e eu saí correndo para ver o que tinha acontecido. Havia dois errantes lutando com ele, eu atirei bem na cabeça, mas sabia que o tiro atrairia mais deles.

— Venha! – Puxei meu sogro e fomos correndo para a saída. Mas infelizmente, havia muitos errantes lá, assim como eu havia imaginado.

Fechamos a porta principal e colocamos uma barra de ferro para segurá-la, mas por azar, o resto eram janelas de vidro, ou seja, eles podiam arrebentá-las.

Joseph e eu corremos para a sessão de frios. Lá era mais calmo, onde não havia barulho, pois era um cômodo fechado. Um errante tentou arrombar a porta. Ficamos desesperados, mas logo avistamos uma saída de ar.

— Carl, entre lá! – Ele falou puxando uma cadeira para subir lá.

— Mas e você? – Falei desesperado.

— Vá! Cuide da Mari por mim. – Ele falou já ajeitando um facão para se defender. A porta parecia cair.

Eu segui o que ele fez e puxei as grades da saída de ar e comecei a engatinhar lá.

— Sr. Pacheco, tem mais espaço aqui. Venha! – Falei oferecendo minha mão à ele.

Foi tarde. Um errante entrou e vários o seguiram. Eles puxaram Joseph enquanto eu estava lá paralisado.

— Seja fiel à Mari... Diga que eu... A amo! – Ele gritou enquanto era devorado.

Eu estava lá, na mesma tensão de quando minha mãe morreu. Um errante me notou lá, e eu saí com pressa do local. Um local estreito e quase sem ar, mas eu saí de qualquer jeito. A tubulação dava em um beco. E lá, alguém me puxou para trás.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Quem será esse alguém misterioso?