The End Is Coming
44 Capítulo 44 - Nova família
Notas iniciais
Os personagens que não aparecem muito são especialmente aqueles que não comentam muita coisa.
Beijos
Mari ainda estava andando com Carl apoiado sobre seu ombro. Ele andava com dificuldade assim como respirava.
— Essa... Não foi a primeira vez... – Ele respirou fundo.
— O que?
— Eu já fui... Baleado.
— Sério? Quando?
— Lembra do Hershel? Um cara... Me acertou... Bem aqui. – Carl levantou a blusa e mostrou sua cicatriz. Mari não parava de olhar para o novo tiro, o tiro dela. O sangue escorria direto para a calça do garoto.
Mari se sentia completamente culpada.
— Ah, Carl... Eu sinto muito! – Ela abaixou o olhar.
— Não sinta... – Ele tocou o rosto delicado dela.
Ela sorriu e o ajeitou em seus braços novamente.
Logo ele cai. Mari se agachou ao lado dele.
— Ah não... E agora?
Ela tirou sua camisa listrada ficando apenas com a regata. Estava frio, mas mesmo assim ela amarrou na cintura de Carl, contendo o sangue.
— Mari... Não...
— Shhhh... – Ela tocou com os dedos na boca dele. Logo ele se levantou e se encostou novamente em seu ombro e seguiram andando.
Algo atinge as costas de Mari. Kelly.
— Vadia... Tanto tempo tentando matar você... E você ainda sai com o cara. Quais são suas últimas palavras? – Kelly apontava sua arma para Mari. Carl estava imóvel.
— Kelly, abaixe a arma. – Mari fez um sinal de calma.
— Suas últimas palavras! – Kelly gritou.
Mari não falou nada, apenas se cobriu, aguardando a morte. Ela conseguiu ouvir um tiro e esperou até senti-lo.
Ela estranhou de não estar machucada. Será que havia morrido? Ela espiou e viu Kelly no chão. Havia um tiro no lugar de seu coração. Mari olhou para Carl, que estava com a arma apontada para frente. Ele havia matado Kelly.
— Vamos, errantes vão nos ouvir. – Carl puxou Mari rapidamente.
— Espere, ela é minha prima, não pode virar uma daquelas coisas.
Mari sacou seu rifle e acertou a cabeça da menina.
[...]
Issa e Hunter cuidavam das duas crianças que haviam achado. Logo, Mari e Carl apareceram, Carl parecia ferido. Atrás deles, havia um garotinho ruivo correndo. Era Dennie.
— Venha aqui! Vamos cuidar de você! – Issa gritou.
Sarah olhava timidamente para Chris. Ele sorria para ela e ela corava.
O ruivo corria sem parar. Logo se escutou um tiro, e o garoto estava no chão. Morto.
— Não! — Mari gritou. Ela acertou o soldado que havia o matado. Engraçado que era um cara de Woodbury.
Dennie havia sido acertado na cabeça. Não iria se transformar.
— Mari! – Carl veio mancando em seguida.
Ele a segurou pelas costas.
As mãos de Mari estavam sujas de sangue. Um garoto mais alto e ruivo chegou perto.
— Dennie... Ele... – O cara chutou o chão com força.
— Quem é você? – Carl se levantou com dificuldade.
— Eu era irmão dele.
[...]
Molly acordou em uma cela. Ela estava em uma cama.
— Finalmente! – Jake a olhava.
— O que aconteceu?
— Alguém te atingiu nas costas, mas você não foi a única.
— Quantos morreram?
— Dos nossos, apenas Kelly.
Molly sorriu um pouco. Ela não gostava nem um pouco de Kelly.
Hershel entrou na cela.
— Como está?
— Muito bem. – Molly sorriu para o velho.
[...]
Carl estava em sua cela. Ele acordou e notou que estava sem camisa. Havia uma faixa envolta do local onde havia sido baleado.
Ele se virou e viu alguém de rosto nos joelhos sentado em uma cadeira. Ele reconheceu pelos cabelos cor de mel.
— Há quanto tempo você está aqui?
— Desde que te colocaram ontem.
— Você parece cansada.
— Eu estou bem. – Logo Carl viu que o rosto dela estava vermelho.
— Você sabe que não precisa ficar aqui.
— É isso que os amigos fazem. – Ela sorriu.
Assim que Carl ouviu a palavra “amigos” seu coração se partiu em pedaços. Ele não queria ser amigo de Mari, queria muito mais.
— Amigos?
— Desculpe Carl, mas já aconteceu tanta coisa entre nós... Achei que poderíamos dar, um tempo.
Ele ficou decepcionado, mas assentiu com a cabeça e um sorriso forçado.
Ela chegou mais perto dele e o abraçou.
— Eu te amo, mas não daquele jeito. – Ela sorriu e o beijou na bochecha.
Carl sorriu, pelo menos ele ainda tinha ela, mas como amiga.
[...]
Emma estava com Rick no refeitório. Várias pessoas que sobraram da guerra estavam lá. Muitos de Woodbury.
Rick fazia uma lista das pessoas e mandava Glenn e Maggie guia-los até uma cela.
Melissa e Ethan estavam lá. Melissa havia se recuperado do tiro.
Todos estavam muito felizes por saírem das mãos do Governador, que estava sumido.
[...]
Mari estava em sua cela. As únicas coisas que ela havia trazido de Woodbury era algumas fotos, o chaveiro, algumas roupas e um livro velho.
Nesse momento, ela lia seu livro. Alguém entrou na cela. Era Clark, com aquele sorriso sardento e malicioso.
— Olá.
— Oi. – Mari fechou o livro.
— Eu gostei de você. Uma garota assim tão confiante, forte e esperta não se vê todo dia.
— Ahn... Obrigada. – Mari falou sem jeito.
Clark agarrou os ombros da menina. Ele segurava muito forte. Ela tentou se defender, mas não era tão forte. Mesmo ele tendo 16 anos, era bem mais forte.
Ele começou a movimentar a blusa da menina até finalmente tirá-la.
— Pare! – Ela gritou chutando a canela dele.
— Puta merda, sua vadia! Só por isso vou tirar sua virginidade. – Ele estava com as mãos no sutiã dela. A menina só chorava, mas ela não podia fazer nada. Era bem mais fraca que ele
— O que você está fazendo? – Era Carl que havia entrado na cela.
— Vaza daqui, otário. – Clark largou Mari e o empurrou.
Mari ficou paralisada, apenas observando.
Carl socou o rosto do garoto.
— Corre Mari! – Ele gritou e a menina saiu correndo da cela.
[...]
Beth estava numa mesa do refeitório.
Steven se aproximou dela.
— Olá.
Ela não respondeu, olhava fixamente para o chão.
— O que foi?
— Se eu te contar algo, você não me largará?
— Claro que não. O que foi?
— Eu... Tô grávida.
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