The End Is Coming

36 Capítulo 36 - Ele não me ama


Notas iniciais
Oi gente, saí agora de uma semana chata de provas, espero que vocês não me odeiem por estar postando agora!!
UM AVISO: Personagens novos vão aparecer ainda, agora queria falar à Mathe que preciso da ficha dele.
Queria dizer para Patinhas ; Hyuuga Hinata ; Gabriel Santos ; Lana Burke que se eles não comentarem, terei que tomar sérias atitudes contra os personagens.

— Mas eu e Carl nos amamos! – Mari soltou sua almofada.

— Talvez seja apenas uma ilusão. – Annie tocou as costas da amiga.

— Vocês estão no fim do mundo, pode se sentir afim de qualquer um! – Charlie se ajeitou no chão. – Apenas uma atração física.

— Você deveria perguntar se ele te ama. – Letz sorriu.

— É o que eu farei.

[...]

Molly estava na vigia com Jake.

— Venham jantar! – Carol gritou lá de baixo.

— Demorou. – Jake já estava descendo as escadas. – Eu já volto pra te cobrir.

Molly deu de ombros e voltou à posição com a arma.

Ela avistou algo pequeno correr em direção das grades. Ela não atirou nem nada, apenas desceu da torre.

Ela seguiu a pessoa que entrava por um buraco na cerca.

— Hum... – Ela limpou a garganta e logo percebeu quem era a pessoa. – Meu Deus... Você tá viva!

— Sim, eu estou, posso passar agora? – Era Mari.

— Aonde você vai?

— Ver meu namorado.

— Carl?

A menina assentiu com a cabeça.

— Ok, mas você terá que me seguir.

Molly puxava a menina pelo braço. Ela a levou até a cela de Carl sem ser vista.

— Agora tenho que voltar à vigia. – Molly saiu. – Se ouvir algo, se esconda.

A menina sentou na cama inferior do beliche. Logo ela viu o silenciador e algumas roupas jogadas pela cela.

Ela começou a dobrá-las, se sentindo a Sra. Grimes.

Mas logo ela ouviu uns passos se aproximando. Sem pensar duas vezes, Mari se escondeu embaixo da cama.

— Ué? Carl dobrando suas roupas? – Era Emma. – O que deu nesse garoto?

Mari conseguia ver os pés da mulher saindo da cela.

Mari foi tentar sair do local e bateu em uma caixa, a derrubando.

Outros passos se aproximaram novamente. Mari não tinha onde se esconder então se esgueirou no canto da cela.

Quem havia entrado na cela era Carl. Ele lambia as pontas dos dedos e Mari continuou paralisada.

— Nossa... – Carl avistou a caixa caída. Mari não havia notado que no interior da caixa havia fotografias e alguns papéis em branco.

Carl procurou ajeitar todo o material para coloca-lo de volta. Ele ainda não havia percebido Mari no cômodo.

Mari pulou nas costas dele. Ela só ria.

— Que susto menina! Na próxima vez você me mata.

— O que tem aí? – Mari saiu das costas de Carl e caiu no chão ao lado dele.

— Tralhas.

— Deixe-me ver! – Mari puxou um envelope das mãos dele.

Ela ficou maravilhada com o que havia visto. Eram fotos dos dois, de paisagens, animais, tinha até cartões postais.

— Meu Deus, Carl. Quando você tirou essas fotos?

— Não sei se você se lembra, mas teve uma vez que meu pai fez com que todos acreditassem que você estava morta. Com minha solidão, eu saía para tirar fotos com uma máquina instantânea que Glenn achou uma vez.

— Carl... São perfeitas!

— Valeu. Agora, o motivo de você estar aqui...

— Minhas amigas me falaram algumas coisas que me fizeram refletir. Você me ama?

— O que?

— O que nós temos é uma ilusão ou o que?

— Mari...

— Seja sincero. Desde pequena, eu sempre sonhava em ser uma princesa numa torre. – Mari interrompeu a fala com um sorriso. – E o meu príncipe chegava em um cavalo branco para me salvar e no fim sempre dizia as mesmas palavras: “Eu te amo”.

— Bem... Eu te amo!

— De verdade? Carl, já parou para pensar que estamos no fim do mundo? Talvez não seja amor.

— Eu... Não sei... – Carl abaixou a cabeça.

Mari limpou uma lágrima do rosto.

— Eu... Preciso ir.

A menina saiu do local sem mais palavras e foi embora sem se importar em ser vista.

Mary entrou na cela de Carl.

— Aquela era a...

— Sim, ela mesma.

— E o que ela fazia aqui?

— Ela veio perguntar se eu a amo.

— E você?

— Eu não sei. Ela me disse que queria ser como uma princesa na torre... Sendo salva por um príncipe... Acho que foi uma indireta. Ela acha que eu não a amo.

— Ela deve ser do tipo que gosta de surpresas.

— Mas como eu faço isso? Isso aqui é o fim do mundo!

— Bem... Você deveria conversar com ela, ou bolar algo original. – Mary sorriu e deixou o local.

[...]

Woodbury

Juliana havia acordado. Ela estava em seu sofá e havia um revólver ao seu lado. Ela se assustou um pouco.

— O Governador está distribuindo a cada soldado. – Gaspar pegou a arma a analisando.

— Vai mesmo haver essa guerra? – Sofia apareceu.

— Querida... – Júuh se agachou. – Mamãe tem que ir para a batalha para continuar aqui! Você não quer continuar nessa vila?

A menina assentiu com a cabeça.

Juliana sorriu para Gaspar. A cena foi quebrada com um barulho no lado de fora.

Harry apareceu com Jenn.

— Pai, Jenn pode jantar conosco?

— O que foi aquele barulho? – Gaspar parecia desesperado.

— Foi um cara que atirou no próprio pé.

— Você está bem?

— Sai do meu pé! Farei 13 anos daqui a pouco tempo. Eu tenho que ter liberdade!

Harry saiu da casa irritado e bateu a porta da casa com força.

— Gaspar, Harry está crescendo. Ele quer independência. – Juliana abraçou Gaspar pelas costas.

— Eu não quero que ele cresça.

— Isso acontece com todos. Você ainda terá Sofia. – Júuh sorriu.

[...]

Letz estava sentada em um banquinho de sua casa. Seu cabelo rosa caía sobre o rosto. Ela mexia em suas unhas. A porta da casa se abriu e alguém foi direto à cozinha.

— Mari?

Letz se levantou e foi até a cozinha. E lá estava Mari com o rosto nos joelhos.

— O que foi? – Leticia se agachou ao lado da amiga. Por mais que gostasse de Letz, seu nome verdadeiro era Leticia.

— Vocês estavam certas. Carl não me ama.

— Como você sabe disso?

— Ele disse.

Mari se levantou meio manca e subiu até seu quarto.

Charlie chegou com alguns revólveres em uma caixa.

— O Governador mandou agente treinar a mira. Ele avisou que a arma de Mari será diferente dessas.

— Por falar em Mari, ela está com problemas.

— Vamos ver.

As duas subiram as escadas e puderam ouvir um choro baixo vindo do quarto da amiga. A porta estava trancada.

— Acho que ela precisa de um tempo sozinha! – Charlie sorriu para Letz e as duas desceram as escadas.

[...]

Prisão

Jake e Molly estavam no refeitório. Eles estavam abraçados.

Rick apareceu com Judith no colo.

— Ela chegou! – Michael gritou da torre.

Maggie pegou Judith no colo e Rick foi correndo abrir o portão.

— Quem chegou? – Jake olhou para a amada.

— A mensageira deles. – Molly o beijou de leve.

Misake entrou no local.

— Tá aí a magrinha. – Daryl riu um pouco e Misa corou.

— O que tem para nós? – Michonne apareceu atrás de Rick.

— Eles vão mesmo fazer a guerra, estão até distribuindo revólveres. – Misa não tirou olho do “caipira sexy”.

— E eles atacam quando? – Daryl falou trocando olhares com a garota.

— Eu não sei... Quando souber eu aviso! – Misa parou de olhar para Daryl.

— Agora já pode ir. – Glenn disse e mostrou o caminho da saída. Ele e Rick foram abrir o portão.

[...]

Woodbury

Lana estava com sua arma, ela não sabia usar, mas quis aprender.

Ela virou o revólver para frente e quase puxo o gatilho.

— Opa, assim vai perder um dedo! – Soap apareceu sorrateiro.

— Eu não sei mexer nisso...

Soap ajeitou a arma na mão da garota. Ele a ensinou a apontá-la.

— Ai. – Lana gemeu quando Soap deixou a pistola cair no pé da menina.

— Desculpa. – Soap sorriu.

Lana sorriu de volta pra ele.

[...]

Eduarda caminhava na rua, ela estava vivendo em um apartamento que Mari lhe dera. Ela estava cansada, mas não aguentava mais o tédio do local. Ela passou pela casa da amiga e entrou sem bater. Por falta de roupas, ela usava uma calça jeans rasgada e uma blusa justa preta com a estampa de uma maçã. Seu colar de prata com a imagem de Nossa Senhora estava em seu pescoço.

— Olá? – Disse Duda entrando na casa.

Não parecia haver alguém lá.

Duda deu de ombros e subiu as escadas. Ela podia ouvir alguns suspiros fortes e alguns soluços seguidos.

— Mari? – Ela bateu de leve na porta de onde vinham os soluços.

Mari estava de baixo do cobertor. Ela chorava muito.

— Ei, o que foi? – Duda descobriu a menina que estava agarrada em um travesseiro.

— Ca-Carl... Na-não me a-ama... – A menina não parava de soluçar. – E-ele disse isso na minha ca-cara...

— Calma... É claro que ele te ama, ele só precisa pensar um pouco. – Duda abraçou a menina. – Você deve estar com fome, desde quando você não come?

— O-ontem...

— Venha, vamos preparar algo.

Mesmo com 11 anos, Duda parecia mais madura que Mari.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem, isso é importante pra mim. Aceito críticas, afinal, é com os erros que se aprende.
Beijinhos da Máh