The End Is Coming
30 Capítulo 30 - The End is Coming *Season Finale*
Notas iniciais
E lá estava Carl, amarrado na cadeira. Ele ainda não havia acordado, mas, estava quase abrindo os olhos.
- Huum... – Ele gemeu.
- Ora, ora. Olha só quem acordou! – Era o Governador.
- Seu filho da... – Carl foi interrompido com a mão do homem em sua boca.
- Olhe Carl, como eu sou muito legal, tenho uma surpresinha para você. – O Governador sorria. – Marcus, mande-a entrar.
Carl ficou se perguntando quem. Logo, ele viu uma garota esbelta. Ela usava pequenas botas de couro pretas e um batom vermelho vibrante. Seu cabelo era castanho claro e estava preso em um rabo-de-cavalo no topo da cabeça. Usava um jeans preto rasgado com uma regata vermelha justa.
Mas, Carl reconheceu a garota. Ela era Mari.
Mas por que ela estava assim, e com o Governador?
- Mari! – Carl se remexeu na cadeira.
- O que é? – A garota torceu a boca.
- Sou eu, Carl. Eu e você namorávamos! Lembra? Dos encontros de Woodbury com a Prisão. Nós nos amávamos. – Carl se aquietou.
- O que? Eu NUNCA saí de Woodbury. O povo da Prisão é sujo e violento. Por isso que vamos te torturar. – Mari não era mais a mesma.
- Ela perdeu a memória, ela não se lembra de mais nada, daí, eu ajudei ela a recuperar. – O Governador sorriu para Carl.
- Você acreditou nesse monstro? – Carl gritava para Mari.
- Monstro é Rick Grimes, que quase matou Philip. Ele nem fez nada. – Mari passava a faca pelas mãos.
O Governador saiu da sala.
Mari chegou mais perto de Carl e começou a passar o facão pelo rosto do garoto. Ela arrumava o cabelo dele e o tocava nas bochechas.
- Pronto Mari, hora de brincar. – O Governador voltou com uma faca pequena.
- Ah... Queria tanto brincar com ele também. – Ela riu e saiu.
- Bem, vamos começar. – O Governador levantou a faquinha.
[...]
Melissa estava caminhando. Ela ouviu falar que a Prisão estava sem alguém. Bem feito. Ela ainda tinha raiva de Melanie por ter atirado em sua perna.
Ela deu de cara com Ethan.
[...]
POV – Mari
Eu não acho certo nem errado estar torturando o garoto.
Apenas, acho necessário. Até onde o Governador disse, eles mataram vários dos nossos.
Mas, eu namorando ele? Eu namoro Mark. De onde esse garoto tirou essa ideia?
Ficou louco. Certeza.
Eu estava esperando na porta. Ouvia o garoto xingar muito. O Governador ria na maior parte do tempo.
Eu apenas ria da desgraça alheia.
Após algumas horas, o Governador saiu.
- Fica tomando conta dele. – Ele falou sorrindo e foi embora.
Fechei o portão e fiquei do lado de fora.
Esperei um pouco e olhei por uma janelinha. O garoto estava desmaiado.
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Passou algum tempo e eu ainda estava de vigia.
Algo me agarrou de costas.
- Solta a faca. – Era o garoto.
Eu fiz o que ele mandou.
- Como você se soltou?
Ele não respondeu, apenas me deitou nos braços e me beijou. Eu comecei a me manifestar para sair dos braços dele, mas, depois, eu aceitei o beijo. Fazendo com que ele se aprofundasse mais. Alguma coisa pareceu passar pela minha cabeça. Não consegui pensar em tudo, mas, consegui ver que não foi um beijo. Eu já havia o beijado mais vezes. Essa não foi a primeira.
Foi uma sensação boa, à medida que o beijo seguia, eu me lembrava de mais coisas. Eu até vi algo que parecia ser eu dormindo com ele de conchinha. Mas que coisa esquisita!
Ele finalmente parou de beijar.
- Eu sei que você se lembrou. – Ele disse e foi correndo para o andar de cima.
Ele estava certo. Eu me sentei no chão devagarinho enquanto acariciava minha boca. Eu não sei o que esse garoto fez comigo, mas mexeu legal.
Havia um colar de cruz com rubis vermelhos no chão. Eu o peguei e senti algo estranho. Pelos meus olhos passaram cenas estranhas. Eu fugindo, batendo a cabeça, beijando o garoto, segurando uma criança, nadando, abraçando o garoto, cantando. Tudo foi muito estranho.
[...]
Mari havia voltado para a cidade, ela estava na sua casa. As sobreviventes amigas dela estavam na casa.
- Ah, mas o Brad é muito sexy. – Charlotte falava enquanto ajeitava seu cabelo.
- Nem me fale, e o Mark, ele sim é quente. – Letz estava prendendo seu cabelo rosa em um coque.
Mari estava com uma expressão estranha no rosto.
- Mari? Tudo bem? – Annie se aproximou dela.
- Eu traí o Mark.
- Pera, o que? – Charlotte se espantou.
- Como? – Letz soltou o cabelo.
- Eu estava vigiando o prisioneiro, e por um segundo, ele escapou da cadeira e me beijou. Ele disse que agente namorava.
- Ele devia estar drogado. – Annie disse sem se importar muito.
- Mas eu perdi a memória, esqueceram? Vai que ele disse coisas reais? Passaram coisas estranhas pela minha cabeça, tipo, beijos, abraços, noites de conchinha. Eu estou ficando louca?
- Sei lá. Acho ele pode estar falando a verdade. – Letz sorriu.
- Cala a boca Letz. A Mari está ficando louca. Ela tem namorado, nunca que ela namoraria um da prisão. – Charlotte deu um tapinha em Letz.
[...]
Mari estava andando pela cidade, ela deu de cara com Melissa.
- Bom dia. – A mulher disse para ela.
Mari não respondeu. Ela não era mais educada e fofa como antes. Agora ela era fria.
Alguém a agarrou por trás, estava com uma faca bem afiada apontando para a cintura dela.
- Você vem comigo. – Era Philip.
Mari foi andando normalmente. Ela não pediu socorro nem nada.
O Governador a levou para o subterrâneo. Mark estava lá e ele que a amarrou na cadeira.
- Você está fazendo isso mesmo com sua namorada? – Ela estava com raiva de Mark.
- Nunca te amei, só sigo minhas ordens.
Mari se virava na cadeira. Mas não tinha efeito.
- Soube que você que deixou o garoto escapar. – Philip apontava a faca para o pescoço delicado de Mari. – Agora, você terá um fim doloroso e lento.
Ele começou a aproximar cada vez mais a faca.
Logo, Mark foi golpeado por alguém.
- O que você faz aqui? – Philip se virou afastando a faca do pescoço da garota.
- Solte ela, senão, morre. – Era Carl, apontando a arma para o Governador.
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