The End Is Coming
2 Capítulo 2 - Centro de refúgio
Notas iniciais
Boa leitura p/ vcs!
Nova York, 07h03min, Domingo
Gaspar Scarlet estava agora sentado no sofá do hotel, lendo o jornal.
Infecção ataca Nova York
Fez uma cara de confuso e fechou o jornal para tomar um gole de café.
- by safesaver\">Pai? – Falou Harry, seu filho de 12 anos. – A água acabou!
Harry era um menino esperto pra idade, usava uma blusa comum com estampa de uma árvore e seus cabelos cor de mel estavam bagunçados.
Gaspar levantou-se do sofá e tentou acender a luz, mas a energia havia acabado também, ele só não percebera isso antes porque estava de frente para a janela, onde batia o sol.
- Pelo visto, a energia também. – Disse ele num tom sólido.
- Pai, podemos falar um pouco? – Falou Harry, de um jeito carinhoso.
Gaspar fez um sinal para que o filho se sentasse no outro sofá. O tecido do sofá não era dos melhores, era azul, porém, desgastado e cheirava a naftalina.
- O que você quer falar? – Disse Gaspar, abrindo um sorriso.
- Sabe, por que estamos em Nova York?
- Bem, filho... – A frase foi interrompida com um acidente de by safesaver\">carro que ocorreu do lado de fora.
Gaspar e o filho aproximaram-se da janela de imensa, feita de apenas vidro. Pelo que parecia, havia um carro vermelho que estava em alta velocidade e bateu no carro branco, que não havia nem andado ainda.
Eles estão levantando? Como assim? Eles tinham morrido! – Falou uma voz que vinha de fora.
Harry foi para o quarto e Gaspar pegou a xícara de café novamente, e aproximou-se da janela, dando um gole no café.
Ele fez uma cara confusa. O que estava acontecendo? Os mortos estavam de volta a vida?
- Ahn, pai? – Gritou Harry – Melhor você ver isso!
Gaspar foi correndo até o quarto, onde havia uma pequena janela na qual Harry se inclinava.
- O que foi Harry?
- Está cheio de helicópteros policiais! – Disse Harry, ele parecia assustado.
Gaspar se lembrou da notícia que viu no jornal, voltou correndo para a sala e o pegou.
Infecção não identificada atinge Nova York, outras cidades por perto estão sendo atingidas. As forças aéreas estão a caminho do centro da cidade. Pessoas infectadas agem de maneira estranha, parecem morder outros seres, os infectando.
Não era possível, uma infecção? Gaspar não sabia do que se tratava.
Pegou a mão de Harry e foram até o térreo. O saguão do hotel estava um desastre. Tudo caído, e ninguém lá. Gaspar continuou correndo com Harry e viu que o manobrista estava com uma minivan. Entrou no banco do passageiro e empurrou o manobrista, que foi atacado por uma criatura. Ajeitou Harry no banco de trás e dirigiu até o centro da cidade.
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Nova York, 11h20min, Domingo
Isabelle Lancaster mora com sua tia, Jena, em um pequeno sobrado. Ela estava tomando café da manhã no balcão da cozinha.
- Bom dia – Disse Jena, vestindo um roupão branco até os joelhos, ela estava com o cabelo bagunçado em um coque no alto da cabeça, prendendo seus cabelos escuros. – Alguém não tem trabalho hoje?
- Bom dia – Disse Issa, ajeitando os pequenos fios de seu cabelo que caiam do rabo de cavalo. – E sim, eu tenho trabalho, mas hoje meu período é de noite.
- Então vamos poder aproveitar esse dia ensolarado? Que by safesaver\">beleza! – Disse Jena, mostrando algumas rugas na testa. Embora ela parecesse, não era tão jovem. Tinha 57 anos.
- Ai tia, acho que não estou muito disposta! Tenho trabalhado muito, e estou meio cansada...
- Ok querida, descanse então! – Disse Jena, com um sorriso se abrindo.
Isabelle acabou seu cereal e lavou sua tigela. Jena havia subido as escadas para tomar um banho. Mas fazia tempo, e Jena nunca demorava no banho.
- Tia? Você está bem? – Disse Belle, subindo as escadas.
Ela ouviu apenas um grito vindo do quarto de Jena. Achou um taco de baseball e o segurou firme.
Ela girou a maçaneta e viu sua tia, com a barriga aberta, e uma criatura engolindo seus órgãos.
Ela deu um gritinho, e a aberração se levantou e foi seguindo em direção dela. Com uma tacada na cabeça, a coisa morreu.
- T-tia? V-você tá bem? – Disse Issa, soluçando enquanto segurava a mão de Jena. Jena era como uma mãe para ela, não aguentaria perder sua mãe de novo.
Sua tia não respondeu. Mas Issa conseguiu sentir o último suspiro dela. Aquilo era triste de mais para ela. Ela não se importou de fazer nada, apenas fez uma mala e queria mudar de lá.
Ela já estava decidida, iria para Chicago. Então, pois uma calça jeans escura e uma blusa de mangas, cor verde claro. Colocou botas de couro e entrou em seu carro. Ela estava indo para o aeroporto, mas, todas as ruas estavam fechadas por viaturas.
Ela mudou de caminho. Um policial a parou.
- Está infectada?
- O que? – Disse ela confusa.
O homem colocou um aparelho na frente dos olhos de Isabelle e fez um sinal para ela.
- Siga em frente, estão refugiando pessoas no centro!
- Refugiando? Mas para que? – Disse ela preocupada.
- Da infecção! Ela está circulando rapidamente. Não deixe com que eles te mordam ou arranhem! Eles têm dentes potentes para te engolir rápido!
De repente, tudo fazia sentido. Era um infectado que matara sua tia. Agora fazia sentido o porquê daquela “coisa” estar engolindo cada órgão de Jena.
Issa não pensou duas vezes e seguiu o caminho para o centro da cidade.
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