The End Is Coming
22 Capítulo 22 - Alguém misterioso
Notas iniciais
Quero um pouco de suspense.
– Amor, as crianças estão dormindo.
– Finalmente um tempinho para nós!
– Venha aqui!
[...]
– Carl, acorda! Tá na hora de ir! – Carol agitava Carl lentamente.
– Huuum... – Carl gemia. – Estava sonhando tão bem.
– Posso saber com quem?
– Era com Mari. – Carl entristeceu novamente.
– Calma Carl, novas pessoas aparecerão em sua vida.
– Eu discordo.
[...]
Rick estava esperando Carl chegar para ajudar a abrir o portão.
Michonne estava voltando de sua “viagem” em busca de suprimentos.
Carl apareceu com o chapéu. Ele abriu o portão junto ao pai.
– Ei, garotão, a Michonne disse que tem uma sobrevivente da sua idade. – Rick sorriu para Carl.
– Ela não será que nem Mari.
Carl saiu.
Rick não conseguia falar com Carl sem ter “Mari” na conversa.
Michonne desceu do by safesaver\">carro com uma garota. Uma menina alta e loira. Cabelos longos.
A menina usava um short jeans azuis e uma blusa roxa.
– Olá. – Michonne sorriu. – Essa é a Kelly. Achei-a escondida em um supermercado.
– Oi. – A menina sorriu para Rick.
– Olá. Siga a Beth, ela te levará à cela do Carl. Você dormirá lá.
Kelly aceitou e seguiu Beth.
As duas estavam perto das escadas.
– Você vai adorar o Carl. – Beth sorriu para a jovem. – Mas, quando ele se esquecer de uma pessoa. Ele está meio neurótico ultimamente.
– Quem?
– Uma garota, era a namorada dele e Rick a matou.
– Nossa. – Kelly ficou assustada.
– Chegamos. – Beth deixou Kelly na cela.
Carl estava segurando uma foto. Era a foto de Mari. Aquela em que ela usava um vestido e seus cabelos estavam presos.
Ele estava quase chorando.
– Oi. – Kelly entrou na cela.
Carl não respondeu. Apenas continuou a olhar para a foto.
– Vou dormir na cama de cima ou de baixo? – Ela abaixou a foto das mãos de Carl.
Ele se irritou.
– Que diabos é você? – Ele pegou a foto que havia caído no chão.
– Sou a Kelly.
– Parabéns. – Ele voltou a fixar o olhar na foto.
[...]
POV – Kelly
Esse garoto era muito lindo. Ele tinha olhos perfeitamente azuis.
Ele seria meu! Eu consigo tudo que eu quero.
Me deitei na cama superior do beliche e olhei para baixo.
– Boa noite.
Ele não respondeu. O que tinha naquela foto que eu não tinha?
Me enchi um pouco.
– Ô mal-educado, sua mãe não ensinou a se comportar? – Dei um chute leve na canela dele.
– Minha mãe morreu. – Ele respondeu friamente.
– E o que tem nessa foto que eu não tenho? – Fiz uma expressão sarcástica.
– Uma garota linda e encantadora por dentro e por fora.
Eu voltei pra minha cama. Afe, esse garoto era um chato mesmo.
Mas como já disse. Ele vai ser meu.
[...]
Havia amanhecido e todos estavam comendo no refeitório.
Carl e Kelly não estavam lá.
– Você não vai tomar café? – Kelly apontou com a cabeça para Carl.
– Não.
Kelly desceu as escadas e deu de cara com Rick.
– Seu filho não quer comer!
– Ele não tem feito nada além de chorar e olhar para uma fotografia.
– Percebi isso.
[...]
POV – Lana
Eu estava em meu apartamento.
Tudo estava calmo, Ethan não havia me visitado para checar meu tornozelo.
Eu me levantei do sofá e fui ao andar de baixo. O andar de Melissa.
– Vou entrando...
Dei de cara com Ethan e Melissa se agarrando no sofá.
– Nossa.
– Minha nossa. – Melissa parou de beijar Ethan.
– Eu... Eu... – Saí correndo rápido.
Eu acho que estava me apaixonando por Ethan. Melissa também parecia estar.
[...]
Emma estava no refeitório ao lado de Rick.
– Nossa, escutei você roncar a noite inteira Daryl! – Rick estava brincando.
– Olha quem fala! – Daryl comia uma maçã de boca aberta.
– Pergunte à Emma. Eu ronco? – Rick se virou para ela.
– Eu não ouço. – Emma sorriu.
Logo, alguém estava descendo as escadas.
Era Carl.
– Pai... – Ele começou a falar com Rick. O refeitório inteiro ficou em silêncio. – Você ainda tem o corpo dela?
– Claro que não Carl. – Rick gritou. – Você está louco?
– Eu só queria ver ela novamente.
– Então feche os olhos e imagine.
Carl saiu correndo para o pátio.
Kelly foi atrás dele. Ela estava o seguindo.
Carl foi para a floresta. Ele ficou lá por um bom tempo.
Kelly desistiu e foi embora.
[...]
Passaram-se algumas horas e já estava escurecendo.
Carl continuava na floresta.
Kelly voltou para ver ele.
Ela ficou observando ele.
Logo, ele sorriu para as estrelas.
– Mari... Queria tanto que você estivesse aqui. Eu sinto muito sua falta. Muito mesmo.
Kelly se aproximou dele.
– Você realmente sente falta dela?
– Muito.
– Sinto por você.
De repente, Carl agarrou a garota e a beijou. Ele estava muito carente. Ele sentia que não era a mesma coisa que beijar Mari, mas ele precisava matar a carência. De qualquer forma.
Alguém apareceu entre as árvores.
– Carl?
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Essa é a Kelly!
Notas finais
Gostaram da Kelly?
Comentem!
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