The Enchanted Imagination
18 O limite do pais das maravilhas parte 2 de 2
Notas iniciais
[...]
Já que sou a única acordada, irei fazer algo de produtivo como, olhar as estrelas.
Will havia ido embora e eu acho que nunca mais vai voltar. Como ele disse, por ele, já teríamos ido embora.
A brisa esta calma e vejo pássaros em varias formas se banhando no lago logo a minha frente.
Penso na conversa que ouvi e o “ela” que Will citou e fico incomodada.
Ciúmes? Talvez. Não posso mentir para mim mesma. Eu sou ciumenta e não posso negar.
Talvez a pessoa que ele ama esteja por perto... Mas, quem seria?
Alice? A rainha?...
Estremeço...
Cruzo as mãos e prometo a mim mesma que depois do que ouvi não irei pensar em me apaixonar por ele.
Deus me livre! Ainda mais se ele já tiver dona.
– dona – bufo com a ideia de ele ter uma.
Uma brisa gelada bate. Um barulho de água batendo em pedras me enche de saudade de casa.
As estrelas se movem rapidamente em minha direção, e formam o nome Alice.
Oh! São vagalumes, tão fofo!
Pego meu caderninho do bolso do vestido e anoto tudo que eu vi hoje.
Não sei por que, mas desenhei o Will perfeitamente, e olha que nem sei desenhar. Em baixo do desenho, faço um coraçãozinho.
Quando olho para trás, vejo que Will esta me olhando. Parece que ele esta ali por muito tempo.
– há quanto tempo você esta aqui?
– tempo suficiente.
Então ele se senta bem perto de mim... Perto o suficiente para que eu sinta seu cheiro.
Hmm...
Ruborizo e ele ri.
Meu pensamento “dos meios” já esta me perguntando se antes de vir para cá, eu raspei tudo bem direitinho.
Droga! Meus pensamentos entram em conflito. O que eu devo fazer? Será isso mesmo? Afinal, estamos sozinhos, esta de noite e estamos sozinhos!
– o que é isso? – pergunta ele, reparando em meu caderninho. Maldição! Devia ter guardado.
Ele pega o caderno e levanta. Depois folheia e começa a ler um pouco.
Solta uma risada irônica.
Isso é demais. Meus textos nem estão ruins.
Levanto para tentar pegar o caderno de suas mãos, mas ele faz o favor de lembrar que eu sou baixinha, colocando o caderno mais para cima.
– isso não é engraçado – digo, pulando. – devolva! – oops, cheguei perto de mais.
O impacto do meu nariz com o dele nos faz parar.
Ruborizo ainda mais.
Afasto-me, mas ele me pega novamente.
Ele chega ainda mais perto.
Fecho os olhos.
Ah Valete seu lindo! Quero te beijar...
– queria que você tivesse com meu coração. Sabe, ser o seu Valete. Assim, me sentiria mais feliz – diz ele e logo depois, passa a língua em meus lábios.
– porque você me ignorou por três dias?
Queria ter coragem para dizer algo mais, mas ele vai logo dizendo:
– Cyrus esta apaixonado por você. Bom, ele acha que você é a Alice.
– oxe! Eu não estou apaixonada por ele, e é isso que importa! – protesto.
– shh – diz ele, tapando minha boca.
Ahh, saquei... faço que sim com a cabeça. Olho para o lado, onde Tinker e Dormidongo ainda estão dormindo... graças a Deus!
Não sei o que dizer e nem preciso, pois ele me beija.
Passo a mão em seu cabelo... hmm, tão macio.... poderia cheirar..
Uma de suas maos seguram meu cabelo, puxando de leve e a outra esta em minha cintura.
Ele encosta-me em uma arvore a enche de beijos meu pescoço.
Mordo os lábios e aperto sua blusa.
“você é virgem Anastacia Steele?”, pergunta a voz da razão com um tom de 50 tons. “sim,sou e você também Madison”
O que? Maldição!
– eu sou virgem – falo, me arrependendo logo depois.
– o que? – pergunta ele, sorrindo – não vamos... Quer dizer... Você, você quer? Porque eu posso e...
Tampo a cara e ele ri ainda mais.
– me desculpe... Ai meu deus! Eu sou tão desnecessária às vezes...
Ele encosta sua testa na minha, e assim ficamos por um tempo.
Depois, me abraça e obsevamos os vagalumes juntos.
– acho que te ignorei por conta do castelo – ele diz. – sinto que meu coração esta bem perto, e a dona dele também.
– você já se apaixonou? Digamos, quando você tinha um coração e...
– sim – ele fala me interrompendo – e a dor foi imensa... se me permite, não quero falar sobre...
– como era o nome dela?
– Madison eu...
– Como era o nome dela? – pergunto de novo, curiosa.
– o nome dela é B...
– Bianca? Brenda? Beatriz? Barbie?
– Branca de neve – termina ele.
O que? Como assim? Branca de neve?
Eu me apaixonei pelo príncipe da Branca de Neve? Ok, ok, acho que agora estou realmente impressionada.
– m-m-mas quando ela morde a maçã e o príncipe a acorda, eles tem seu final feliz.
– isso é o que todos do seu mundo acreditam – fala ele – a verdadeira historia não tem maçãs envenenadas, na verdade ela amava maçãs, e eu as vendia.
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