The Enchanted Imagination
9 A corrida do Dodô
Notas iniciais
Acordo e por incrível que pareça, penso estar em minha cama... Percebo que a blusa do Valete esta sob mim. E o cheiro dele esta nela.
Me sinto confortável...
Erro o pé,escorrego da arvore e caio de cara no chão.
– droga! — falo para mim mesma. — a parte legal de cair é que você deixou a blusa do bonitão lá, na arvore.
Percebo então, que a arvore em que dormi arrumou um jeito e fez com que as escadas em que subi, desaparecessem.
O sol acabou de nascer e eu estou sentada e perdida.
– esta perdida — isso não foi bem uma pergunta.
Olho para cima e vejo que um vulto esta mudando de galho em galho das arvores menores.
Patas começam a aparecer no chão... Estranho saber de quem são.
As arvores começam a mudar de cor também, variam entre o azul, amarelo e vermelho. Flechas de Madeira apontam em varias direções.
– posso te ajudar enquanto a isso Madison — diz uma voz.
Então, o Gato de Cheshire aparece em minha frente. Ele não parece feliz mesmo com o sorriso gigante a mostra. não fico surpresa por ele saber quem sou, afinal, ele é inteligente.
– pode me ajudar? — pergunto.
– acho que posso — ele responde, desaparecendo e aparecendo em cima de um galho. — podemos trocar informações,
– o que quer saber?
– primeiro você, querida — diz ele.
– queria saber como volto para casa e se você sabe onde esta Lilian, para eu poder ir atras dela. — falo.
Ele começa gargalhar e diz, com a expressão triste e o sorriso aberto:
– não tem saída minha querida (gargalhadas), agora as regras mudaram... Desista. Minha vez — sumiu e apareceu do meu lado — como consegue mentir para todos? Você não acha estar sendo egoísta demais? Sabe, eu sei como você pode fugir, se você quiser... Ou você pode se juntar a rainha...
– não posso... — disse eu
O Gato então fica com a expressão triste e se aproxima de mim.
– ela quebra tudo que acha ser errado, e concerta com agulhas e linhas Madison — falou ele — como ela fez comigo — e mostrou que, seu sorriso estava todo costurado.
– como... — digo, tocando-o.
Ve-lo assim é triste.
O Gato então é acertado por uma onda gigante de pó magico. Tinker então aparece voando e o ameaça.
– você não irá fazer a cabeça dela, seu traidor! — disse ela, se enfiando entre eu e ele. — Alice, ele é mão direta da Rainha!
– (gargalhadas) então você esta do lado deles Madison? — perguntou ele.
Não soube o que responder.
– vocês vão perder, e todo povo do pais das maravilhas vai ter seu final feliz — protestou Tinker — pois Cyrus vai...
– Cyrus, não vai fazer nada! — ficamos em silencio, e Tinker parou de tentar atacar — A Rainha pegou ele, e a profecia não ira ser cumprida — dizendo isso, ele some.
Vejo Tinker piscando, e a pego nas mãos.
Ela esta chorando.
– Tinker o que foi? — pergunto.
– estamos perdidos — ela disse.
– porque não fugimos dessa loucura toda?
– fazer o que? — perguntou ela.
– é... No meu mundo não teremos que se preocupar com mais ninguém Tinker, não precisaremos se esconder.
– e deixar todos que amamos aqui, sofrendo? — perguntou ela incrédula — quem é você e o que fez com a Alice que eu conhecia?! Como você consegue pensar em deixar Cyrus nas mãos da Rainha? Ele é seu verdadeiro amor e...
– não, Tinker — falei com calma — eu e o Cyrus não... Tem historias que não exigem final feliz.
– Alice! — interrompe ela — como pode falar isso? Cyrus te ama tanto... — começou a chorar e se afastou de mim — eu não consigo acreditar que você... Olha, eu acredito em amor verdadeiro pois o meu esta nas mãos da Rainha também! Quer saber, vá embora, não precisamos de você! — e saiu voando, me deixando aqui no chão, sozinha.
– espera! — Gritei — NÃO ERA ISSO QUE EU QUIZ DIZER!!
[...]
Droga, mas que droga.
Fui muito egoísta...
– como pude falar tudo aquilo... — não consego terminar a frase e começo a chorar.
Me arrependi... Se pudesse voltar...
Sento-me no chão e pego meu caderno e caneta de dentro do bolso, e começo a continuar a minha história.
" Como Cris era egoísta...só pensava nela e me deixou aqui..."
Fechei o caderno e o joguei ao chão. Não consigo parar de pensar no que fiz.
Vejo então que uma foto esta dentro do caderno.
Pego-a.
Oh! É uma foto minha com Lilian quando éramos pequenas no orfanato.
Se você me perguntasse o que é que eu quero fazer a resposta seria definitiva e simples. Quero salvar minha amiga, sair daqui e voltar para NY, terminar meu livro com a ajuda de Lilian e posta-lo. Mas, agora que me apeguei ao Valete, a Tinker e até a Dormidongo, não sei se responderia isso.
Viro a foto e vejo a seguinte frase:
"NUNCA ESCOLHA O CAMINHO MAIS FÁCIL, POIS ELE NÃO TE LEVARA A LUGAR NENHUM PS, LILIAN 2006"
Então, reconheço que todo esse tempo, a única coisa que fiz foi pensar em mim mesma... Sempre eu! Nunca perguntei para Lilian sobre o que ela queria escrever.
Peguei o caderno,rasguei todas as folhas que escrevi e as joguei fora...
Resolvo então, começar de novo.
"CAPITULO 1: COMO VIM PARAR NO PAIS DAS MARAVILHAS"
– certo Madison — falei eu para mim mesma — primeiro você tem que se desculpar com Tinker, fingir ser Alice e depois...
Parei de tagarelar e resolvo seguir um caminho diferente, tipo, qualquer direção.
Resolvo seguir para a direita.
[...]
Escuro, não vejo nada...
Tropeço em algo e Caio no chão, mais uma vez, para não perder o costume.
Um feixe de luz aparece e consigo ver que havia tropeçado em um pato pá. Ele sai correndo assustado.
– me desculpe — eu falo, correndo atras dele — venha aqui, deixe-me concertar...
Fico sem palavras.
– "Roda, vai rodando sem parar, pois rodando assim a nossa roupa vai secar" — cantarolava o Dodô. Quando me vê, para a música mas a roda não — venha Alice, entre na roda. Se seque!
– n... Não — eu digo mas, um tucano bem engraçado me pega pela mão e me puxa para dentro da roda.
Uma onda cai de 3 em 3 segundo. Não faz sentido nenhum as pessoas rodarem para se secar...
– ora Alice! Você esta molhada — diz ele, e eu acabo entrando na roda.
– "gira,gira,gira por aqui e por ali,tanta correria nesse mundo eu nunca"... Alice, você esta gostando da roda? — pergunta ele.
Afinal, quem é Alice?
Sou eu? Quem... Sou eu?
Só sei que preciso desesperadamente correr para secar.
Fale com o autor