The Elements- A batalha final
2 O inicio dos acontecimentos
Notas iniciais
Aqueles vibrantes olhos azuis fitavam a neve no chão da forma mais distraída do que se possa imaginar. Maeva estava completamente absorta em pensamentos, enquanto sua mãe esbravejava com ela enquanto ainda por cima prestava atenção no transito, e a garota, claro não dava à mínima. Ela estava bem mais interessada em descobrir quantos flocos de neve deviam ter caído do céu para encher tanto os jardins e ruas da cidade. De fato contar flocos de neve sempre será mais emocionante que ouvir sermão da sua mãe enquanto vai para escola.
– Maeva você por algum acaso esta me ouvindo? – disse a mãe em um tom um pouco mais elevado enquanto cutucava a menina.
– Ah. Sim claro que estou. – respondeu ela olhando para sua mãe.
– Eu falo serio. Você não pode chegar às três da manhã em casa. Fiquei preocupada.
– Mãe! Eu tenho dezessete anos não doze. E se você ao menos deixasse eu me explicar. Ontem mal cheguei você já explodiu não me deixou te dizer que eu me atrasei por que estava ajudando Igor o garoto que eu cuido todos os sábados, ele me ligou desesperado, um amigo dele faleceu. Igor fugiu para o cemitério, ele ia se enterrar vivo. Fiquei uma hora e meia conversando com ele.
Quando a menina concluiu a mãe se calou por um instante.
– Podia ter ligado.
– Estava mais preocupada com o garoto de catorze anos que ia se matar!
– Maeva, desculpe-me querida, mas deis do ano passado sabe que me preocupo muito com você.
– Eu sei me cuidar. Vou descer aqui.
A mãe encostou e ela desceu batendo a porta em protesto.
Enquanto o carro prata civic dava a volta para ir em direção de outro lugar, na direção oposto estava o lugar que Maeva odiava. Escola.
Como em qualquer colégio americano havia alguns grupos na escola da menina:
– Populares: Patricinhas, lideres de torcida e jogadores de Futebol, incluindo os garotos que não jogam, mas são riquinhos mimados. E é claro os garotos da banda Crazy’s. Os populares se acham superiores, fazem bullying.
– Nerds: Os inteligentes demais puxam saco e nada contra serem inteligentes, mas são um pouco estranhos, afinal eles nem vida social tem tudo por causa dos estudos. E claro sofrem muito de zoação.
– Roqueiros e Punks góticos: gostam de bruxaria, ouvem musica pesada, e vivem de preto pela escola.
– Normais: são estudiosos, mas não Nerds, não são do tipo populares, apenas andam pela escola com seus amigos seguindo suas vidas.
– Desajustados: ou encrenqueiros vivem na diretoria. Mas não provocam ninguém, são na deles.
Era mais ou menos assim que Maeva caracterizava os alunos. Cada grupo tinha suas subdivisões, mas este era o básico. Na opinião dela ela fazia parte dos Normais desajustados, era quieta, tinha notas razoáveis, mas também as vezes causava muita encrenca, nunca fora de mexer com ninguém, mas infelizmente mexiam com ela.
Quando cruzou a porta e avistou Dave Srcalleth imediatamente desviou completamente do caminho, ela não estava nem um pouco afim de aturar o vocalista da Crazy’s naquela manhã.
Quem dera seu plano de escape tivesse funcionado.
– Olha quem esta aqui. A grande Carrie. – disse Dave com a sua voz enjoada de cretino metido a besta.
Ele e os amiguinhos já tinham chamado ela de várias coisas: Samara, Carrie, Anabelle, A Vaca louca. Tudo que você possa imaginar, mas o apelido que a provocava de verdade era: Abandonada.
– O que faz aqui Carrie. – zombou outra vez.
Quando ela olhou para ele não havia raiva em seus olhos, ela tinha aprendido a controlar, fazia um bom tempo que ela simplesmente entrava na brincadeira, e isso irritava muito ele.
– Ah, nada demais, só estou rindo da cara que você vai fazer, quando eu A Grande Carrie te matar. – retrucou zombeteira.
Ele revirou os olhos.
– Agora com licença tenho mais o que fazer. – ela falou tocando porta da sala de aula.
– E-espera. – falou Dave a segurando pelo pulso.
– Pois não.
– Sorria retardada. – E assim ele a empurrou contra a porta
Quando viu já era tarde. Ela tinha se distraído tanto provocando Dave que se esqueceu dos capangas dele, que enquanto o líder maquiavélico a distraia os capangas do mal preparavam a armadilha. A porta da sala de história era daquelas que você apenas empurra para abrir, quando Dave a empurrou ela caiu com tudo em direção a porta e um balde de tinta misturada a lama se despejou sobre ela.
Um dos capangas, Stiv Pyths, estava dentro da sala e filmou tudo, apontando a câmera para o líder que concluiu o vídeo dizendo:
– E este foi um dos melhores micos que a senhorita Abandonada já pagou. Tem algo dizer?
– Tenho.
Ela estava cansada de apenas se render e sair andando, se levantou e esfregou as mãos sujas na cara do garoto.
Que não gostou nem um pouco, ele pausou o vídeo e indicou para que Gabe fizesse Maeva se sentar. Gabe apertou ela tão forte que ela não teve escolha.
– Vou te mostrar um vídeo. Este vídeo é do nono ano vamos ver se lembra.
Ele colocou a fita dentro da maquina da sala e deu play.
Vídeo on:
– Pessoal, hoje como sabem é o dia do trabalho, os alunos trouxeram seus pais para que estes apresentassem suas profissões. Vou começar a chamar os pais: Digson, seu pai começa.
Um homem se dirigiu a frente da sala e explicou seu trabalho, e assim foi por dezesseis homens.
– Maeva.
– M-eu pai... Não sei... Ele sumiu quando tinha quatro anos professor.
– Ah.... Sinto muito querida.
O professor parecia meio nervoso, afinal ele não sabia e tinha convocado um pai que nunca poderia estar ali. E expor a menina daquela forma não pareceu bom.
O vídeo parou de mostrar os pais e de fundo os comentários maldosos de Dave e passou a mostrar a menina que chorava baixinho.
– Hey... Então é isso, seu pai te abandonou também quem ia querer tê-la como filha. – comentou Dave.
A menina o ignorou.
– Abandona, não me ignore.
Vídeo off.
Durante todo o vídeo Maeva tentara escapar, mas Gabe a segurava firme na carteira.
Lagrimas de raiva escorriam de seus olhos.
Ao som do sinal os meninos correram para fora, e ela esperou até o professor aparecer.
– Maeva? – ele perguntou horrorizado.
– Dave. – ela sussurrou.
– Vou mandá-lo agora mesmo para...
– Não. – ela o cortou. – Não tem necessidade, apenas vou ao banheiro me limpar.
O professor assentiu e ela saiu furiosa da sala.
A raiva a dominava por completo, conforme se arrastava pelos corredores. Lagrimas escorriam pelo seu rosto sujo.
Maeva sentiu as mãos esquentarem e viu algo muito estranho nelas.
Fogo!
Suas mãos estavam pegando fogo, mas o fogo não a machucava nem se quer incomodava.
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