Notas iniciais
Primeira fic de Naruto a ser publicada. Confesso que estou com medo das reacções :s

Se lerem, por favor façam uma autora feliz e deixem a vossa opinião, com criticas postivas ou negativas. É importante para mim ter uma ideia se esta história vale a pena ou não!

Chamo à atenção que é apenas um prólogo muito curto, não um capítulo, apesar de já dar uma pequena ideia da história.

See ya!



Prólogo





Tudo começou numa noite fria de inverno quando ela tinha
apenas seis anos. Estava a nevar e toda a cidade de Konoha se cobria com um
espesso manto branco, o que parecia torna-la ainda mais bonita.





O inverno era, desde sempre, a sua estação preferida.
Enquanto as outras crianças ficavam fechadas em casa ao pé das lareiras a
lamentar-se que estava muito frio depois de brincarem durante algum tempo com
neve, ela gostava de passar horas ao frio, a ver como toda a cidade ficava
incrivelmente bela coberta de branco, a fazer anjos no chão e a fazer guerras
com bolas de neve contra a sua irmã mais nova, Hanabi. No entanto, a principal
razão pela qual ela gostava de fazer tudo isso era porque a sua mãe lhe fazia
sempre companhia, sentada na borda da fonte gelada, a observa-las a brincar e
quando se cansavam, as duas raparigas corriam para os braços da mãe e esta
dizia que deviam ir todas para dentro porque já estavam com os lábios roxos.





Depois de a sua mãe falecer naquilo que todos diziam ser um
‘acidente’ na produção do seu novo filme, isto porque a sua mãe era uma actriz
muito famosa, ela e a irmã nunca mais quiseram sair para a neve. Mas agora, passados
seis meses da morte da mãe, ela queria voltar a ver a neve, decidiu. Talvez se
ela fosse para o jardim naquela altura do ano, se sentiria mais próxima da mãe
e recordaria os bons momentos passados com ela.





Com cuidado, desceu da grande cama e calçou as suas
pantufas. Abriu a porta do seu quarto, tendo o cuidado de não fazer qualquer
barulho, e saiu para o corredor. Apesar de a casa estar cheia dos seguranças do
seu pai, ela sabia que eles não a conseguiriam ver se caminha-se
silenciosamente pelas sombras. Desceu pelas escadas utilizadas pelos empregados
até à cozinha, onde havia uma porta fechada à chave que dava para o exterior.
Apenas algumas das pessoas de confiança do seu pai tinham acesso às chaves
daquela porta, mas mesmo assim ela estranhou não haver segurança. Sentiu-se
agradecida por ainda haver alguém suficientemente estúpido para ousar
desrespeitar as ordens explícitas do seu pai.





Puxou uma cadeira até ao segundo armário do lado esquerdo e
subiu, abrindo as portas para encontrar várias chávenas brancas perfeitamente
arrumadas em filas direitas. Encontrou uma pequena chave metálica presa com um
fio vermelho debaixo da terceira caneca da segunda fila, que provavelmente
havia sido ali colocada pelo mordomo, que não fazia ideia que ela sabia do
esconderijo e era um dos homens em quem o seu pai confiava. Levantou a cadeira
com dificuldade e voltou a pousa-la no seu devido lugar e dirigiu-se, em passos
pequenos e silenciosos, destrancar a porta.





Assim que saiu para o exterior viu o grande jardim outrora
verde coberto de branco e abriu um pequeno sorriso que não se atrevera a
mostrar desde a morte da sua querida e amada mãe. Sentia tanto a sua falta que
até a podia ver ali, sentada na borda da fonte, a sorrir-lhe. Caminhou até lá,
sentindo as suas pantufas cor-de-rosas, grandes e fofinhas, ficarem molhadas a
cada passo que dava. A água estava transformada em gelo, como sempre acontecia.
Sentou-se na borda e lembrou-se como costumava fazer aquilo com a mãe, que
olhava para ela e para a irmã como se elas fossem a coisa mais importante do
mundo. Sentia tanto a falta da mãe, pois na presença daquela mulher que ela
adorava, ela podia simplesmente ser a Hinata, uma rapariga tímida e
introvertida. O seu pai, por outro lado, queria que ela fosse forte pois um dia
iria herdar um grande património e ela tinha que estar à altura.





Sentiu uma lágrima solitária a escorrer pela sua face e
muitas outras acabaram por seguir o seu percurso. Ela não podia chorar, porque
ela era uma Hyuuga e, segundo o seu pai, os Hyuugas não choram nem dão parte
fraca. Talvez fosse por isso que o seu pai não chorara a morte da sua mãe,
apesar de ela saber o quão aquela situação o afectara.





Observou novamente toda a paisagem antes de se virar para a
porta, mas estancou ao ver que não estava sozinha. Ao lado da porta que ela
tinha deixado aberta estava um rapaz, mais velho que ela, a fixa-la. Não era
nenhum dos homens do seu pai pois ela nunca o havia visto e vestia roupas
simples pretas, mas apesar de ser novo, passaria facilmente por um deles pelo
seu olhar gélido e frio. No entanto, apesar de ele estar armado, ela não se
sentiu ameaçada, soube de imediato que ele não lhe queria fazer mal. Depois de
alguns segundos, o estranho rapaz estendeu-lhe uma mão como um convite mudo
para ir com ele, e ela aceitou, depois de secar desajeitadamente as suas
lágrimas à manga do pijama branco com ursinhos.





Entraram na grande mansão de mãos dadas e ele guiou-a
habilmente pelos corredores até à porta do quarto do seu pai, a suite principal
da casa. Os seguranças à porta ficaram confusos se o deveriam deixar passar ou
não, já que ele estava com a filha do chefe, mas ele passou por eles como se
nem os tivesse visto, puxando-a delicadamente pela mão.





Bateu à porta com duas batidas frenéticas e controladas e
esperou uns segundos até Hyuuga Hiashi, o patriarca da família, vir abrir a
porta. Quando o fez, ele fixou o rapaz desconhecido à sua frente, o seu olhar a
tornar-se mais duro e perigoso à medida que reparava que ele carregava uma arma
na mão esquerda e segurava a mão da sua filha primogénita na outra. Ele ia dar
ordem aos seus seguranças para atacarem o seu visitante indesejado quando este
o surpreendeu, estendendo-lhe a arma.





- Talvez devesse melhorar a sua segurança e a da sua
família. – Informou, numa voz rouca e máscula que não era típica de qualquer
adolescente. Depois de o mais velho apanhar na arma, estendeu-lhe, educadamente
a mão da pequena rapariga que os observava em silêncio, sem perceber o que se
estava a passar.





Depois de dar um rápido abraço à filha e a puxar para dentro
do quarto, o homem observou o seu visitante de alto a baixo, chegando à
conclusão que tinha sido desafiado por um miúdo. Um miúdo muito mais promissor
que alguns dos meus melhores homens, deu-se conta com amargura. No entanto, ele
fora até ali e desafiara-o e ele não ia dizer que não a um desafio, ficara até
agradado com aquela coragem e perspicácia. Se ele era assim tão novo, iria
tornar-se um grande aliado quando crescesse.





- A partir de hoje, tu trabalhas para mim. – Decidiu por
fim, não dando espaço para contestações. Devolveu a arma ao seu dono e
assistiu-o a coloca-la nas calças de ganga. – Como te devo chamar, rapaz?





Quando viu o mais novo fechar os olhos, por apenas um
momento, pensou que aquele miúdo se ia arrepender e fugir a sete pés, mas só
percebeu o quão errado estava quando ele voltou a abrir os olhos. Aqueles olhos
que anteriormente era negros como o ónix, agora exibiam uma cor vermelho sangue
que não enganava a mais pura das almas e Hiashi não era parvo, sabia
perfeitamente o que aquilo significava.





- O meu nome é Uchiha Itachi.