The Dursley Potter Family
2 Estação King's Cross
Notas iniciais
A manhã daquela Quarta Feira cinzenta, começava calmamente, muitos ainda dormiam, outros começavam a acordar. Devia beirar as sete da manhã, quando os galos começavam a cantarolar, anunciando a bela manhã que se iniciava. O bebê do lado de fora da casa dos Dursleys ainda dormia tranquilamente, ele tinha o dedo na boca e dormia feito um anjo, não havia como não se encantar por aquele bebê. Com uma de suas pequenas mãozinhas, segurava a carta, que Dumbledore havia deixado aos Dursley's.
Naquela manhã, qual não foi a surpresa da Sra. Dursley ao levar o lixo para fora e ver aquele lindo bebê, parado em sua porta. Pôs-se a ler a carta e sua primeira reação não foi das melhores. Surtou! Como assim, sua irmã aberração morrera e deixara o filho dela com ela? Como Lily teve coragem? Ela não era próxima da irmã, sempre a odiou pois a mesma era bruxa e tinha a atenção dos pais. Até parece que criaria um filho de Lily.
Como estava enganada...
Foi só observar o bebê a sua frente, com uma cara de anjo dormindo, embrulhado no cobertor, que seu coração amolecera. Afinal, qual o problema de criar aquele bebê? Ele parecia tão fofo e indefeso! Não conseguia dizer não. Decidiu enfrentar seu orgulho e pela primeira vez na vida aceitar a magia do mundo da irmã e agora do sobrinho. O difícil seria convencer o marido.
Após meia hora discutindo com a esposa, Valter Dursley tomara uma decisão. Amava Petunia, não queria brigar com a esposa. Se ela estava apegada a Harry e queria cria-lo, a única coisa que podia fazer era:
— Sim! Vamos criar o Harry, seja bem-vindo a família, Dursley, Harry Potter! — disse Valter Dursley sorrindo, pegando o bebê em seu colo, entrando com o bebê dentro de casa e fechando a porta em seguida.
Quem passasse pela rua não vira o que aconteceu a seguir, após Valter deixar Harry no sofá perto de Duda, que estava sentado na cadeirinha, as luzes começavam a se apagar e os dois meninos sorriam um para o outro. Os Dursleys estavam assustados, quando Duda disse sua primeira palavra:
— Gostar Harry brincar Harry — disse o pequenino sorrindo mostrando ainda não ter dente nenhum, fazendo os Dursley's sorrirem felizes.
— Seremos enfim uma família feliz — disse Petunia beijando o marido e se sentando ao lado do sobrinho e do filho.
***********************************************************************************************************************************************************************************
10 anos e Dois Meses Depois...
Londres, 1 de Setembro de 1990...
Mais de dez anos haviam se passado desde então... Os Dursley's criaram Harry com muito amor e carinho e o mesmo era como um filho para o casal. Os Dursley’s contaram a Harry toda sua historia e era impressionante a forma como os Dursley o tratavam. No inicio eram receosos, tinham medo de alguém descobrir a existência do menino, mas aos poucos, foram se apegando tanto a Harry, que aceitaram o mundo magico ao qual o mesmo pertencia. Nem parecia que Petunia Dursley tinha rancor da irmã. Havia se apegado tanto a Harry, que o considerava como seu filho e tanto ela como seu marido, achavam Harry a salvação da família. Para Duda, Harry se tornou como o irmão que nunca teve e sempre amara o primo, eram muito unidos. Harry sabia que os Dursley’s não eram sua família, mas os amava por demasiado. Graças aos Dursley tiveram uma família, graças a eles tiveram uma vida feliz e jamais poderia lhes agradecer o suficiente. Harry, Duda e Pedro, um amigo em comum dos dois, brincavam animadamente na rua, estavam felizes.
— Agora é a minha vez! – disse Harry animado começando a contar de olhos fechados e logo correndo atrás do primo. Era uma brincadeira trouxa, esconde-esconde, da qual Harry gostava muito.
Duda e Pedro se escondiam, enquanto Harry os procurava. Harry estava feliz, tinha uma ótima vida, o melhor primo do mundo, a quem era apegado, uma família maravilhosa. Claro que sentia falta dos pais, mas os Dursley’s supriam essa falta.
— MENINOS! Venham almoçar, daqui a pouco é 9h30 e temos que ir a Estação Kings Cross, já que eu e o Valter não sabemos aparatar, teremos que ir a pé mesmo – disse a Sra Dursley em um som alto. Quem a via há 10 anos atrás, jamais imaginava que ela um dia aceitaria o mundo magico de Harry e ter um filho e um sobrinho bruxos. Valter também demorara a se acostumar, mas acabara aceitando.
Enquanto Harry tinha apenas 10 anos, Duda já tinha 11 anos e iria finalmente para o seu primeiro ano na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Quando recebera a carta ficara tão feliz, iria para Hogwarts, a mesma escola que Harry um dia, iria. Só lamentou ter que ficar um ano longe do primo, queria ir no mesmo dia que Harry para Hogwarts.
Harry e Duda almoçaram rapidamente e logo os Dursleys levavam os meninos a Estação King’s Cross, Petunia sabia onde era, pois já tinha ido ali com a irmã, em outros tempos e outras situações. Petunia lembrava-se bem do quanto odiava Lily pela mesma ir a Hogwarts e ela não, não aceitava a magia da irmã e agora estava levando seu filho para seu primeiro ano em Hogwarts. Realmente, o mundo dá voltas “ pensara a mulher.
Logo, a família já chegava a Estação Kings Cross e Duda se despedia da família:
— Vou sentir a falta de vocês, vou sentir sua falta maninho – disse Duda abraçando Harry demoradamente.
— Tambem sentirei – disse Harry abraçando o irmão. Ele e Duda se chamavam de irmãos, pois se consideravam assim – Me escreva cartas! – pediu Harry ainda abraçado ao irmão. Era tão apegado a Duda, que não conseguia imaginar um ano sem o primo. Teve uma vez que Duda foi viajar com a mãe e Harry sentira tanto a sua falta, que chorou por dias e só parou de chorar, quando Duda voltou. Duda e Harry eram como unha e carne, não viviam separados.
— Escreverei, vou sentir tanto a sua falta – disse Duda com lagrimas nos olhos, mas atravessando a plataforma logo em seguida.
Para o moreno estava sendo difícil, nunca fora de fazer amigos, ou de se enturmar fácil. Tinha a Harry, mas com Harry era diferente. Se acostumara com a presença de Harry, cresceu tendo Harry como um irmão mais novo e o amava muito. Mas sem ser Harry e Pedro, não tinha amigos. Não sabia como fazer amigos e não sabia se enturmar com as pessoas, era tímido e desastrado e sempre gerava confusões por onde passasse. Ninguém costumava gostar dele. Ele apenas se acostumara com isso. Aprendera a viver a sombra de Harry, que era mais divertido e sociável do que ele. Mas agora iria para Hogwarts, teria que fazer amigos e ele não tinha a mínima ideia de como fazer isso.
Afastando tais pensamentos, entrou dentro do trem, a espera de um ano cheio de incertezas e catástrofes, pois onde ele passasse, ele causava uma. Logo, achou uma cabine vazia e se sentou ali. Alguns minutos depois, a porta se abriu e com ela apareciam duas pessoas, o que nenhuma das três pessoas ali presentes sabiam, é que suas vidas mudariam para todo o sempre, a partir do momento em que aquela porta fora aberta e eles se conheceram...
Fale com o autor