The Drama Of Piper

4 Por que os enjoos tinham que começar agora?


Notas iniciais
Oi gente. Primeiramente eu quero pedir desculpas pelos os erros de português. Eu não postei esse capítulo antes por dois motivos: Primeiro: bloqueio de criatividade. Segundo: a internet aqui em casa caiu. Mas, como eu sou boazinha, vou dar um "talvez spoiler". O último capítulo da fic vai ser narrado pelo Jason (porque ele merece) e vai ser baseado em uma música.

Desligo, sem vontade alguma de falar com ela. Tento voltar a dormir, não dá certo. Olho as horas em meu celular, 04:30 p.m. Dou um beijo de leve na testa de Jason e levanto, tentando não acordá-lo. Destranco a porta e vou embora caminhando para casa, que não era muito longe.

Penso bem antes de abrir a porta.

Minha mãe deve estar brava e deve ainda estar querendo arrancar meu rim. Mas eu preciso encarar ela.

Entro, não tem ninguém na sala, espero que não tenha ninguém em casa também, mas a porta não estava trancada. Provavelmente meus pais estavam no quarto.

Quando entro no meu, alguém entrou atrás de mim, me viro e me deparo com quem eu menos queria ver.

– O que você quer mãe? – pergunto – Será que eu ainda devo te chamar assim.

– A gente precisa conversar – ela responde fechando a porta.

– Se você for gritar prefiro que saia.

– E se você não me interromper eu não grito – sua voz está calma – o que foi aquilo?

– Eu que te pergunto isso. Aliás, por que você não aceita o fato de eu estar grávida?

– É difícil. Piper, tu sabe o que eu passei quando eu engravidei com a mesma idade que tu tem. Eu não queria que uma de minhas filhas passasse pelo mesmo.

– Mãe, tu já me contou essa história quinhentas vezes. Não precisa contar de novo.

Ela sorri e bota a mão na maçaneta, quando vai abrir, fecha novamente e a tranca. Quando minha mãe trancava a porta, dava merda, a não ser quando ela trancava a porta de próprio quarto e meu pai tava lá dentro, não dava merda, dava para ouvir às vezes gemidos que vinha de dentro (N/A: entendedores entenderão. Aquela carinha).

– Como assim foi um acidente?

– Mãe não começa.

– Não me diga que você tinha trocado os comprimidos.

– Sim, mas eu tinha esquecido.

– Aham, sei.

– O que você quer que eu faça agora? Aborto?

– Não seria uma má ideia.

Olho para ela durante um tempo, assustada com o que ela havia acabado de dizer.

– O que?

– Piper, olha, foi sem querer que eu disse isso...

– Sabe – começo a falar sentindo uma lágrima escorrer e uma sensação de enjoo – quando meu filho nascer, tu pode até estar viva, mas ele não vai ter avó materna.

Então a coisa que eu menos espero acontece.

Ela me dá um tapa na cara. E depois sai do quarto.

Corro para meu banheiro e vomito tanto, que acho que um dos meus órgãos foi junto. Dou a descarga e lavo a boca.

Me encosto na pia ainda chorando. Eu não havia acredito no que ela havia acabado de me dizer. Era impossível de acreditar que ela era minha mãe. Eu só queria que ela ficasse longe de mim, para sempre.

Aproveito que estou no banheiro e tomo um banho rápido. Saio e são 4:50 p.m. Coloco uma blusa e um short.

Droga, hoje é domingo.

Sinto minhas pálpebras pesarem, mesmo sendo cedo, estava quase dormindo em pé. Coloco meu pijama e vou dormir.

Os próximos três dias haviam sido praticamente iguais. Não falava com meus pais, quando era intervalo na faculdade eu ia ao banheiro e vomitava, via Jason todos os dias e ficava trancada no meu quarto.

Na quinta- feira, quando havia chegado em casa, quando estou fechando a porta, sinto alguém segurando meu braço.

Notas finais
Tá aí gente. Por favor não me matem pela demora