The Dragon's Legacy
1 O Legado do Dragão - Prólogo
No passado uma grande guerra sobreveio a este mundo, um ser maligno levantou-se espalhando trevas por sobre a terra e escravizou todas as raças com seu exército sombrio; esse ser era chamado de Skotádi, com sua magia negra os céus que um dia foram azuis se tornaram negros, os rios e mananciais do planeta secaram, a terra com o tempo se tornou árida e infrutífera, para que seus "servos" não morressem eles lançou sobre todos um encantamento, eles sentiriam dor, sentiriam fome, iriam chorar e desejar a morte, porém a morte não viria para eles, serviriam eternamente ao seu senhor. 150 anos se passaram, todos os povos choravam, desejavam a morte, foi quando entre os humanos uma crianças nasceu, assim como muitas outras que nasceram antes dela não teria algo a almejar no futuro, viveria uma vida de eterna servidão e sofrimento, porém o seu choro era alto e poderoso atravessando até mesmo as barreiras que dividiam os mundos despertando um ser de Poder Inimaginável. Após 3 dias de choro interminável Skotádi ordenou que a criança fosse levada até ele para que o mesmo a matasse com suas próprias mãos por te-lo incomodado, então suas criaturas das sombras foram até onde habitava o recém nascido para leva-lo ao seu mestre; foi quando uma grande fenda se abriu no céu e a luz do sol passou por aquela abertura, uma criatura de tamanho colossal passou por entre a fenda, ela se assemelhava como a mistura de um Dragão e uma Serpente, essa criatura cuspiu fogo incandescente de sua boca destruindo a horda inimiga, ele tomou para si a criança e retornou para o local onde antes repousava.
A menina cresceu e se tornou uma mulher, sobre os cuidados de seu protetor ela aprendeu a lutar, aprendeu a controlar sua emoções e impulsos, sua determinação e fúria cresceram de tão grande forma que se assemelhavam a um dragão, mestre em combate e nas artes mágicas sua hora havia chegado, ela observava os povos em sofrimento e as crianças a trabalhar, vestindo-se com a armadura e a espada forjada por seu mestre ela se jogou em direção a terra atravessando inúmeras dimensões até que chegou ao destino. Ao tocar o solo era possível sentir a terra tremer, com todo seu poder ela derrotou o exército inimigo e exilou Skotádi para o VAZIO, um espaço entre a sua dimensão de origem e a dimensão de seu mestre, ela quebrou o encantamento que acorrentava os povos, restaurou a terra destruída com sua magia. Criaram histórias sobre o feito, templos em homenagem ao seu libertador, os milênios se passaram, os povos se dividiram novamente e esse acontecimento ficou esquecido no tempo assim como os templos que logo se tornaram ruínas. Mas deixando o passado em seu devido lugar, contemos a história de um garoto que está prestes a iniciar sua jornada caminhando por entre as ruas largas da Cidade de Nêmesis, passando por entre Tavernas, Ferreiros e Tendas de comidas; ele observava as pessoas andando e conversando, algumas felizes e despreocupadas, quando uma criança de aproximadamente 9 anos esbarra nele caindo, junto com a crianças uma trouxa de comida e derramada nas ruas de paralelepípedo; um homem grande em estatura e peso aproximava-se correndo usando uma espécie de camisa marrom feito de algodão e sua calça era feita de couro do mesmo modo que suas botas. Ele agarra o garoto pela camisa e levanta a mão contra o mesmo, em um tom amedrontador ele diz:
Mercador: -Você vai aprender a não roubar mais!
A mão do mercador desce em direção ao rosto da criança porém, antes que fosse atingido o garoto segurava o braço do homem o impedindo de golpear a criança, o mercador furioso indaga:
Mercador: -Quem você acha que é para me interromper?
Garoto: -O que ele roubou?- Falou o garoto se referindo a criança.
Mercador: -E o que te interessa? Irá pagar pelo que ele roubou?
Garoto: -Irei! O que ele roubou?
O mercador soltava a camisa da criança que caia sentada, então levava uma de suas mão atrás da nuca a coçando enquanto mantinha sua outra mão na cintura.
Mercador: -Bem, como pode ver...- Olhava para o chão -...foram 3 pães e 2 maças, isso dá um total de 3 peças de prata.
O garoto então colocava uma das mãos no bolso e retirava a quantia determinada pagando o homem que logo se retirava dali. Então ele se vira e recolhe a comida entregando a criança, ele dava um pequeno sorriso e então dizia:
Garoto: -Me diga, para quem é essa comida?
A criança sem responder olhava para baixo deixando a pergunta pairar no ar sem respostas.
Garoto: -Tudo bem, vamos começar de novo, meu nome é Shiro.- Esticava a mão na direção do garoto para cumprimenta-lo -E você como se chama?
A criança então levantava seu olhos observando a pessoa que o cumprimentava, um garoto aparentando ter em média 18 anos, cabelos negros, olhos castanhos claro, com uma espada nas costas, usava uma bota de couro e uma calça e camisa comum como de um habitante; então a criança com um pouco de receio respondeu:
Criança: -Sou Dorimo. A comida é para mim.
Shiro: -Tudo bem, ela deve estar com fome!
Dorimo: -Ela quem?
Shiro: -Aquela ali não está com você?- Ele levanta a mão apontando para uma menina escondida por detrás de um barril, ao ver que foi descoberta a criança tentava sair de seus esconderijo mais tropeça caindo no chão; ela usava um vestido que aparentava ter sido rosa um dia, seus cabelos louros estavam bagunçados e sua pele branca agora se tomava uma coloração avermelhada envergonhada. Sorimo ao vê-la recolhe a comida e correr, os dois somem no meio da multidão.
Shiro logo retoma sua caminhada até que finalmente se encontrava nos grandes portões de Nêmesis, enchendo seus pulmões de ar ele então avança correndo em direção a sua jornada.
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