The Dragon Tail
8 Missões... - Karov
Notas iniciais
Escolher uma missão não era o trabalho mais fácil do mundo. Ainda mais que era a primeira vez que Karov escolhia uma. E com um time que ele mal conhecia. Por ele, eles poderiam fazer algo mais difícil e desafiador. Por isso sugeriu a missão de pegarem um livro escondidos em uma biblioteca.
— Parece difícil. – disse Layla.
— Muito fácil. – disse Grace. – Isso qualquer baka sabe fazer.
Layla parecia assustada com aquilo. Karov também considerou a missão difícil. Não queria saber o que Grace considerava como a missão certa.
— Que tal essa: – sugeriu Layla. – Temos que pegar peixes voadores.
— É perfeita! – disse Grace. – Para o Okky. Que é um gato. E depois, você não quer provar esse peixe. De fato, pode jogar esse papel no lixo. Sugiro essa: derrotarmos esse monstro aqui de mais de 200 metros.
— Não! – disse Karov. – Não para a minha primeira missão.
- Esta com medo? – perguntou Grace zoando com ele.
— Não. – disse o garoto envergonhado. – Só acho que devíamos pegar algo mais fácil como primeira missão.
— Concordo com ele. – disse Layla. – Vamos pegar algo mais simples. Depois pensamos no monstro.
Grace fez uma cara de tedio, mas depois revirou os olhos.
— Tudo bem então. – disse ela. – Que tal essa aqui: Derrotarmos uma dark guilda?
— Esta doida? – perguntou Layla assustada.
— Gostei. – disse Karov, Layla olhou para ele querendo mata-lo. Mas o garoto aprendera a não mentir. E uma dark guilda poderia ser a missão perfeita. E se ele conseguisse... Seu pai ficaria tão orgulhoso. – Quanto eles pagam?
— 500 mil jewels. – disse Grace. – Mas não parece muito difícil, dizem aqui que essa dark guilda é de um nível mais baixo.
— Existe nível de dark guildas? – perguntou Karov curioso.
— É... Eles não são oficiais, mas as guildas que roubam bancos e não mandam outros fazerem isso no lugar delas não são as melhores. O cliente é o gerente do banco. Parece simples demais.
— Não. – disse Karov. – Será essa mesma!
— Vocês estão doidos?! – gritou Layla. – Uma dark guilda? Mas... Como você conhece tanto de dark guildas?
— Qual o problema? – perguntou Grace. – Não é poderosa o suficiente?
— Sou sim! – gritou ela. – Vamos! Vou provar a vocês!
— Ótimo! – disse Karov feliz. – Mas... Com quem eu falo?
— Sei lá. – disse Grace. – Vou me encontrar com o Okky. Ver se ele tem alguma ideia do porque da regra ridícula dos gatos. Nos vemos amanhã de manhã.
Então ela foi embora.
— Já vai tarde. – disse Layla. – Garota insuportável.
Karov deu um riso baixo.
— De um tempo, certo? – perguntou. – Vamos ser um time.
Ela não respondeu. Karov apenas tirou a missão do quadro e se encaminhou até a mãe, que passava por ali.
— Ei! – disse. Ela parou de andar e sorriu. – Com quem eu resolvo a missão?
— Uma missão?! Você? Mas querido... Você é muito novo para isso. Seu pai vai lhe deixar entrar na guilda daqui a alguns anos e...
- Mas eu já entrei. E tenho um time. Até marca já tenho. Sou um membro válido. E escolhemos a missão.
Wendy pegou o papel da mão dele. Karov sabia o que estava por vir. Ela arregalou os olhos.
— Você não vai a uma missão dessas. Porque não pega o dos peixes voadores?
— Mãe... Eu não sou um bebê.
— E eu não sou a mãe do Ash! Não vou te deixar viajar pelo mundo sozinho!
— Não estou sozinho. Layla e Grace estão no meu time.
... Ele não devia ter dito isso.
— Eu vou falar com seu pai.
— Mas você foi a uma missão quando era pequena também. E contra uma guilda bem mais forte que essa!
— Eu tinha 12 anos. Não 10. E, além disso, não fui sozinha. Vários magos muito poderosos estavam comigo. E eu era a única membra da minha guilda, você sabe disso.
— Mas mãe... Não é tão difícil. Por favor! Eu prometo voltar o mais rápido possível. Por favor! Por favor! Por favor!
— Aff... Tudo bem. Mas não quero você lutar contra pessoas fora do seu nível. Se perceber que não pode vencer, fuja direto para casa.
— Não vou fugir! Fugir é para bakas!
— Se for para continuar vivendo, então é bom você ser um baka. Se você tiver um arranhão se quer, você irá sair dessa guilda e voltar para ela só daqui a vinte anos.
— Certo.
— Ótimo. – ela passou as mãos pelo cabelo dele. – Agora vá. Vou falar com o cliente assim que conversar com seu pai sobre sua entrada na guilda.
— Tá bom. – disse o garoto nervoso saindo dali o mais rápido possível. Ele encontrou-se com Layla, ainda procurando uma nova missão. – Pronto. – ela se assustou ao ouvi-lo chegando. – Resolvido à missão. Vamos amanhã.
— Certo. – disse. – Ah! São tantas missões. Quero algo em que eu possa ser forte!
— Calma. – disse Karov. – Qual o seu poder?
A garota parecia estar suando cada vez mais.
— Poder? Bem, por enquanto... Nenhum. Mas... Estou trabalhando nisso. Você verá, serei a maga mais poderosa do mundo! Vencerei de todos! Principalmente da Grace!
Karov não sabia o que dizer. Ele não podia dizer que também não tinha nenhum poder. Quer dizer... Ele treinara magia de raio com o pai às vezes e sabia fazer algumas poucas poções, mas não devia ser melhor que Layla. Ela pelo menos era otimista. E seu pai dissera que o otimismo era o principal para conseguir um poder mágico.
- Não se preocupe. – disse Layla para ele. – Não serei inútil. Tentarei lutar. Pensando bem, poderia ser uma grande chance para aumentar meu poder.
— Isso. – disse ele. Karov nem queria mencionar a chance de sua mãe convencer seu pai à expulsa-lo e, manda-lo direto para casa. – Vai dar tudo certo. Você vai conseguir seu poder, Grace irá acabar com todo mundo e eu irei provar para o meu pai que sou forte.
— Você realmente não sabe a sorte que tem. – disse ela. – Eu adoraria ter alguém dizendo que eu não deveria ir a uma missão.
— E você não sabe o que esta dizendo.
— Acredite, sei sim.
Karov pensou sobre isso. Todas aquelas pessoas na guilda não tinham pais. Alguns até perderam todos os parentes e tiveram que morar em orfanatos. O garoto tivera pai, mãe, mas sabia que eles perderam muita coisa naquele acidente. Karov jurava que se um dia encontrasse com aquele dragão... O dragão do mal... Ele o mataria por todas aquelas pessoas.
Quando notou que atrás de Layla havia um garoto se escondendo atrás de um pilar. Ao notar que Karov o olhava, o garoto se escondeu de novo.
— O que foi? – a garota perguntou para o loiro.
— Nada. – respondeu. – Vou ir para casa. Nos vemos amanhã.
— Tudo bem... Ei, você mora nesta cidade por quanto tempo?
— Minha vida toda.
— Ah, sabe de algum lugar que eu possa alugar?
— Algum problema com o quarto que te colocaram?
— É ótimo, mas é muito caro. Preciso de um lugar mais barato. Vou dormir aqui alguns dias, mas não posso pagar 70.000 jewels por mês. Imagino se tem algum 50.000 jewels por aí.
— 70.000?! Até que é barato. Minha mãe disse que antigamente costumavam pedir 100.000 jewels.
— Graças a Deus as coisas mudaram. De todo o modo, pode não parecer, mas vou precisar desse dinheiro.
— Posso perguntar para minha mãe depois. Nos vemos amanhã. Até.
— Até. – ela disse.
* * *
— Que demora! – reclamou Karov para Layla.
— Com certeza. – disse ela. Os dois esperavam na frente da guilda. Grace demorava de mais. – O estranho é que eu a vi saindo mais cedo hoje.
— Me pergunto quem foi o idiota a deixar vocês duas como colegas de quarto.
— Não éramos para ser. Mas por sermos do mesmo time, decidiram isso. Outro motivo para mudar de casa. Por falar nisso, descobriu um lugar mais barato?
— Não... O mínimo é 70.000 jewels mesmo.
— Droga! Agora é pegar missões que pagam mais.
— Olha a Grace aí.
A menina vinha correndo de algum lugar, segurando uma mochila nas costas. O estranho era que a mochila... Parecia estar lutando.
— Vamos? – ela perguntou. – Rápido!
— Calma. – disse Layla. O trem só sai daqui à meia hora.
— Mas eu não estava atrasada?
— Estava... E precisamos comprar as passagens ainda... – lembrou Karov.
— Então vamos rápido!
A mochila ainda lutava.
— Grace... – disse Karov. – O que é que tem aí na sua mochila?
— O básico. – disse ela. – Roupas, alimentos, dinheiro... Vamos agora?! Ah, cala a boca!
— Porque gritou com a sua mochila? – perguntou Layla.
— Hã...
— ESPEREM AÍ! – gritou o pai de Karov, chegando ali.
— Pai?! – perguntou ele. – O que houve?
— Abre essa mochila. – ele ordenou para Grace.
— Não. – ela disse.
— Grace... – ameaçou o mestre. – Sua mochila está lutando.
— Aff! Esta bom! – ela abriu a mochila. Okky saiu dali aliviado e feliz.
— Seu gato idiota. Não podia ficar calado?
— Você sabe que não gosto de ficar preso... – respondeu o gato.
— Mas assim você poderia ir com a gente. Prefere ficar aqui?
— Prefiro muito mais ficar aqui a ser o motivo de você sofrer alguma consequência. A culpa é toda minha, mestre. Eu fico.
Laxus revirou os olhos.
— Grace, a regra é bem clara. Gatos na guilda.
— Mas por quê? — perguntou ela estressada.
- Porque a regra é bem clara. E não tenho que ficar te respondendo. Apenas obedeça e pronto.
Depois o mestre passou a mão no cabelo de Karov, se despedindo dele e indo embora.
Karov e Layla olharam para Grace.
— Que foi? – ela perguntou. – Essa regra é ridícula. Talvez eu precise do meu gato na missão. E o que eu faço?
— Só vamos logo. – disse Karov. – Agora estamos completamente atrasados. Vamos ter que pegar o próximo trem.
— Não foi minha culpa. – disse Layla.
— Tanto faz. – disse ele e começou a andar, se distanciando da guilda. Sem ao menos olhar para trás.
Notas finais
o/ Então, gostaram? Não se esqueçam de comentar!
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