The Dragon Tail
29 July - Karov
Notas iniciais
Antes daquele dia, Karov se considerava preparado para qualquer coisa que acontecesse. Mesmo sua magia ainda estando no nível... Hã... Zero, o garoto acreditava ser um mestre na arte de enrolação e sorte.
Pensou que aquilo seria como uma vez que apostou com seu pai em uma corrida de macacos perto da guilda quando tinha cinco anos e ganhou um pacote de doces como prêmio. Ou outra que conseguiu convencer Asuka a traficar chocolate para ele antes do almoço em troca de pegar umas missões classe-S para ela escondido.
— Então... Para onde vamos? – perguntou Layla apontando para os dois caminhos que se seguiam na frente. – O mapa só diz: vá em frente.
— Hum... Será que pegamos o caminho errado? – perguntou confuso. – Pelo amor de Deus, devia ser mais fácil chegar a Extalia... Tipo, que tal a gente esperar algum gato voador passar e seguir ele?
— Ou podíamos dividir os grupos. – sugeriu Okky. – Eu vou pela direita...
— Nem pensar. – murmurou Liny. – Dividir os grupos sempre da problema. – depois apontou para os humanos do time. – Ou vocês dois nos dizem para a gente para onde nós vamos... Ou... Ficaremos aqui e esperaremos um gato voador passar.
— Essa é a minha ideia. – fala Karov revoltado.
— É uma boa solução. – murmurou Layla. – Vamos esperar até que um gato branco de manchas azuis, feliz e voador passe cantando “Cai Cai balão” para nós enquanto dança a Macarena.
— Você estava sendo irônica? – pergunta Okky.
— Claro.
— Bem, tem um gato branco de mancha azul feliz e voador cantando "Cai Cai balão” enquanto dança a Macarena bem ali... Serve?
***
De repente, todos se esconderam atrás de um arbusto observando a pequena Exceed ali, que não havia nem notado a presença deles. Ela vestia como se fosse alguma espécie de nobre no mundo dos gatos. Mas estava totalmente sozinha naquele lugar.
— Hum... Layla vou te levar para jogar na loteria. – disse Karov. – Mas tente ironizar na hora de chutar o numero...
— Muito engraçado... Hum... E agora?
— Podíamos esperar para ver... – murmurou Okky. – Ou talvez pudéssemos simplesmente beber leite enquanto...
Liny rouba o leite dele e joga-o para trás, quebrando a caneca e deixando o gato com lágrimas nos olhos.
— Era a minha favorita...
— Como é que fica carregando essa coisa para onde você vai? Você nem tem uma mochila!
— Isso é o truque de todo personagem de desenho animado, aparecer com algo e de repente, sumir do nada, é a coisa mais básica que tem.
— Silêncio. – pediu Karov. – Se não, ela vai perceber a gente aqui.
A gatinha parecia feliz brincando com algumas borboletas que passavam por ali, mas ao mesmo tempo tinha uma cara triste, que o loiro já tinha visto antes... Em algum lugar.
— Me sinto culpada atrapalhando-a. – disse a loira de repente. – Vamos procurar outro gato e...
— Não me diga Layla, está com medo?
— Não estou com medo! Mas agora que estou pensando... Somos magos sem praticamente poder nenhum... Quero dizer, eu mal sei magia de fogo ainda e a única coisa forte que pareço possuir é aquela sereia rabugenta que não estou a fim de usar... Devíamos ter esperado a Grace voltar pra guilda e vir com ela. Esses gatos não vão querer ouvir a gente.
— São exceeds Layla. – disse Okky. – Não generais de um quartel militar. Vão nos ouvir. Se não, vamos embora.
- Mas... Eu quero um exceed para mim... – disse o loiro quase chorando. – Todo mundo tem um exceed... Isso é injusto...
— Todo mundo? Ou só a Layla e a Grace? – disse Liny revirando os olhos. – Se acalme garoto. De todo o modo, é bom esconder deles isso.
— Como assim?
— Você iria gostar que um dragão chegasse à guilda dizendo que só foi lá para ganhar um mago de estimação de presente do pai?
— Sinceramente... Sim. Ia ser muito legal ser Dragon Slayer.
Liny quase caiu para trás.
— Não era bem isso que eu queria dizer! Okky! Ajude-me aqui e... Ei! Cadê ele?!
Olharam para trás. O gato havia sumido de vista.
— Provavelmente foi atrás dos cacos da caneca quebrada. – disse Layla. – Daqui a pouco ele volta.
— O que ele esta fazendo perto da gata azul?! – perguntou Karov confuso, fazendo-os olhar para frente e ver Okky conversando animadamente com a gatinha.
- Ei, gente! – disse ele acenando, enquanto todos estavam de boca aberta. – Essa é a July!
- Prazer em conhecê-los! – gritou ela acenando e chegando mais perto.
— Hã... – murmurou Karov, sendo o primeiro a falar. – Você é...
— Ela é a princesa de Extalia. – explicou Okky. – Acaba de fugir para poder brincar com as borboletas.
— Não existem insetos como esses na minha cidade. – disse a gatinha dando um pequeno e adorável sorriso. – Então eu acabo fugindo de vez em quando. Mas o que vieram fazer em nossa cidade?
— Pegar um bicho de...
— Visitar! – disse Karov tapando a boca do gato preto. – Sempre quisemos conhecer Extalia e...
— Ó! Majestade! – gritou Liny ajoelhando aos seus pés. – Eu esperei falar com você durante toda a minha vida! É meu sonho conhecer sua cidade e as minhas origens! Finalmente, estou aqui, para ser sua serva!
— Hã... Obrigada. – disse a princesa sem jeito. – Tenho certeza que irão se divertir na cidade... Se quiserem, posso mostrar o caminho.
— Seria de grande ajuda. – disse Layla sorrindo. – O nosso mapa parece que deu algum problema.
— Mas não se preocupe. – afirmou Karov. – Não iremos dar problema nenhum a vocês, exceeds.
- Seria ótimo se não o fizessem. – respondeu July. – Há alguns anos atrás, nossa cidade ficava em outro planeta. Quando viemos a Terra, demoramos mais de 10 anos para volta-la ao que era antes. Eu tenho três anos desde que meu ovo abriu, mas minha avó disse que meu ovo já existe já faz algum tempo... – então ela sorriu. – Mas de todo o modo, foi ótimo conhecer você, Okky nee-chan!
Ele sorriu e acenou com a mão.
— Não foi nada. – disse como se tivesse feito algo de extrema importância para a vida dela. – Ah! Deixe-me apresentar meus colegas de guilda: Layla, Karov e Liny. E o cara escondido lá atrás em cima daquela árvore é o Rain!
O loiro se virou totalmente confuso ao ver o garoto da chuva despencar e cair no chão com força.
— Rain?! – gritou Layla parecendo de certa forma, preocupada. – O que faz aqui?
— Hã... Eu... Pensei que como seu time só tinha duas pessoas... Não haveria problema de eu vir também.
— Somos quatro. – murmurou Liny.
— Podia ter perguntado. – disse a loira. – Pode vir com a gente, não precisava nos seguir.
— é... Ah... Tá, obrigado.
— Por que está vermelho? – perguntou Karov.
- Cala a boca! Não estou vermelho! – disse ele mais vermelho ainda. – Aqui, não temos que ir para Extalia?
July deu um risinho.
— Claro, me sigam. – disse ela, e os outros apenas começaram a andar atrás dela, Karov rindo do mago da chuva enquanto ele tentava esconder o quanto envergonhado estava.
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