The Dragon Tail
32 Bônus - Missão, Bolas e um bando de loucos
Notas iniciais
Aquele deveria ser um dia comum para qualquer pessoa da guilda... Havia sol, nuvens, ar, oxigênio... E Matt tinha praticamente certeza que morreria de tédio na primeira oportunidade.
— Ei, Simon. – ele falou.
— Cale-se Matt! Estamos no meio da missão! – gritou o ruivo.
Essa tal missão era um pouco mais difícil do que as outras que eles fizeram antes... Deveriam capturar um mago de uma dark guilda e entrega-lo ao conselho. Mas isso não mudava o fato daquilo ser chato.
— Matt! – brigou Rose com ele. – Fique calado só um pouco ok?
Os três estavam em cima de uma arvore observando o tal mago trocar alguma coisa com um estranho homem de preto.
— Calados. – fala Simon sussurrando. – Não podemos deixa-lo ver a gente, esse mago é de uma das dark guildas mais poderosas.
— Então qual o nome dela?
— De quem?
— Da dark guilda.
-... Esqueci. Mas não importa, a foto diz que é ele. Pegamos o cara e vamos embora.
— Simon? Tem algum problema? – perguntou Rose. – Parece que aconteceu alguma coisa com você desde que teve aquele à conversa com o mestre. Você parece triste.
— Nada de mais. Não há NADA errado com nossa guilda, nada mesmo.
Matt achava que havia algo de errado, mas sua missão não era perguntar. Observou o inimigo com cuidado. Pelas informações que tinham, ele se chamava Juliard, tinha 40 anos, e era um mago que já havia cometido crimes contra grandes bancos do país.
- Sabe como a Fairy Tail ficaria se resolvermos essa missão? Poderíamos voltar com a honra da guilda. – disse Simon. – Por isso fiquem calados e não estraguem tudo.
— Certo. – sussurraram os dois irmãos.
Cinco segundos depois...
— ATCHIN! – espirra Matt levando os três mais a arvore ao chão.
- MATT! – grita Rose com os olhos parecendo estarem vermelhos de repente.
— Desculpem. – ele disse. – Foi...
— Inimigos! – grita Juliard, com mais de vinte homens atrás deles apontando suas armas e punhos para os três.
— Droga. – disse Simon. – Parece que teremos que lutar.
— Não diga mais nada. – murmura o de cabelos castanhos. – Eu cuido deles.
— Não! – grita Rose.
E de repente, Matt não acreditava no que ouvia. Sua irmã, aquela que sempre pareceu odiá-lo de todo o seu coração, que sempre o chamara de gordo, pivete, idiota, sem potencial nenhum para a fama, homem... Agora o proteges e pede para que não lute.
- Não vou deixar você ganhar toda essa honra! Quem vai duelar e ganhar contra os magos da dark guilda famosa será Rose! Fama, aqui vou eu! – disse a garota com os olhos brilhando.
E lá se foi ela passando por cima de Matt, e pulando para os bandidos. Ele devia ter imaginado que ela só queria a fama de um personagem importante.
— Beast Soul! Fly Bull! – Rose gritou transformando o braço em um palito pequeno... Que deveria ser então como um braço de uma mosca.
Os inimigos começaram a rir.
-... Rose. O que é isso? – perguntou Matt. – Você não conseguiu nenhum animal mais forte não?
— Por que seu braço agora é igual ao de uma mosca? – Parecia que Simon não havia visto o poder dela antes.
— É por que, de acordo com a nossa magia, para você poder transformar seu braço em algum monstro, você precisa ter matado essa criatura primeiro. Tipo mate um boi, e seu braço poderá ficar igual ao de um dessa espécie.
- Isso eu sei. – disse Simon. – Você já me explicou isso... Mas por que...
— Por que a única coisa que eu já matei na vida foi uma mosca. — explicou ela. – Eu prefiro ficar no meu canto com as minhas flores, sabe?
— Isso vai ajudar na luta? – perguntou o ruivo.
— Nem um pouco.
— Então, eu vou. – diz Matt convencido que conseguiria vencer. – Já matei alguns monstros antes.
— Certo então. – disse Simon, mas quando eles avistaram o inimigo, ele não estava mais lá.
— Mas o que?! – gritou. – Cadê?
— Fugiram enquanto discutíamos.
— E agora? – perguntou Rose.
— Voltamos para a guilda. – respondeu o ruivo. – Missão falhou. Não podemos mais achar eles, não temos nenhum rastreador na equipe.
- Talvez Asuka possa...
— Sem chance. Outra guilda deve cuidar disso primeiro. Vamos voltar para casa.
Enquanto Matt seguia Simon, ele pode perceber Rose os seguindo lentamente, como se estivesse decepcionada.
— Ei. – ele falou. – Está tudo bem?
— Eu... Argh! Não! Quando chegarmos à guilda, irei começar a treinar! Não importa o que aconteça, não vou cometer outro erro novamente. Você vai ver um dia essa história ainda se chamará “Rose”!
— Se fosse assim, ninguém ia ler. – disse Matt. – Sua vida é chata Rose.
— A sua também! – ela gritou.
— Mas a sua é ainda mais!
— Se a minha é mais, a sua é o que?
— Menos!
— Parem de brigar! – gritou Simon. – Minha cabeça está doendo. Vocês falam de mais.
Então os dois se calaram até chegarem à guilda, fazendo uma viagem em completo silêncio.
Quando chegaram foram cada um foi para seu canto. Matt estava cansado de tudo aquilo, aquele lugar estranho. Para ele, até que era melhor ser figurante. Personagens principais tinham muita responsabilidade.
Foi quando uma bola passou voando acertando sua cabeça.
— Ei!
— Johan? – perguntou Matt observando o primo vir até ele para buscar a bola de basquete.
Aquela bola tinha uma história na vida de Matt. Ele, Johan, LFJ e Rose moravam juntos desde pequenos na casa da avó deles. Os quatro eram primos e então ele conhecia Johan desde há muito tempo. O garoto havia conseguido sua bola no mesmo dia que conseguiu seus “bonecos voantes”. Matt havia dado o nome a ela de Jiraya... Mas não havia nenhum significado especifico. Era só que às vezes parecia que aquela coisa tinha vida e batia na cabeça dele de proposito.
- Desculpa aí. – disse Johan. – Mas é que a sua cabeça é tão grande que parece um imã pra bola.
— Muito engraçado. Já pensou em ser comediante? – disse ironicamente.
— Não, serei jogador de basquete. E terei um monte de garotas gritando o meu nome. Espero que seu futuro namorado também saiba o seu nome, mas do jeito que é burro...
E depois, Johan fora arremessado para trás por Matt que o atirara direto na cesta da quadra de basquete.
— Ponto! – ele disse fazendo uma pose de “eu sou foda”.
— Ei, Matt. – chamou uma pessoa atrás dele. — Você viu a Layla e o Karov?
— Grace? – ele perguntou se virando. – Ah, não. Que eu saiba eles foram para a cidade de gatos lá...
— Cidade de gatos? – ela perguntou, parecia que havia acabado de voltar de algum lugar. – E onde está Okky?
— Foi com eles.
— Como assim foi com eles?! Em uma cidade de gatos?! Ele está louco?!
— Hã... Mas...
E de repente, a garota sumiu de vista, deixando apenas poeira para trás.
— Argh! – murmurou o garoto balançando os cabelos castanhos cheios de poeira. – Essa guilda é de loucos, viu? Um dia eu ainda vou embora daqui!
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