The Dragon Tail
27 Barulhentos - Simon
Notas iniciais
Era uma noite tediosa... Simon podia sentir que ficaria o tempo todo na frente daquela parede, observando como tudo era chato. Ele queria uma missão. Mas Rose negara dizendo que tinha que ficar ali e blá,blá,blá... até topava ir sem ela, mas Matt disse que queria ficar para poder ir à nova padaria que abriria perto da guilda dali a alguns dias.
Ele não poderia ir sozinho... então teria que esperar mais alguns dias. Sua única esperança de sobrevivência era ficar observando a parede... não ajudava muito, mas precisava fazer alguma coisa.
— Ei, Simon. – ele ouviu Johan chegar. – Quer jogar basquete?
— Quero. – respondeu agradecido por ter algo para fazer. – Sabe se aquela missão do monstro de 200 metros...
— Ainda esta lá. – disse ele. – Mas muita gente está querendo pegar ela. Se fosse você ficaria esperto. Parece difícil.
— Com certeza, afinal é um monstro de...
— Não a missão. Difícil vai ser conseguir pega-la. Ouvi Cornélia falando que vai completa-la e LFJ outro dia mesmo falou que tem vontade de quando ficar mais forte e rico ele irá tentar, mas eu não vejo nenhuma graça nela.
— Você já chegou a fazer alguma missão por acaso?
— Não... nem preciso. Sou jogador de basquete e modelo, dá para sobreviver... de todo o modo, nunca quis ser mago mesmo.
— Nunca! – repetiram os bonecos.
— Hum... eu vou nessa missão amanhã então... darei um jeito de ir sozinho nela. – disse Simon com confiança. – E assim, talvez, quem sabe, o mestre perceba o quão bom eu sou que me transforme em classe-S.
— Belo plano... mas não me importo. Vamos jogar!
Parecia que seria como um dia normal, mas quando Simon ia em direção á quadra ele ouviu alguma coisa...
— Ouviu isso?! – perguntou. – Parece passos... embaixo... da guilda.
— Hã?! Passos? Enlouqueceu cara? Não tem quase ninguém aqui na guilda hoje. A maioria foi em alguma missão...
— Mas... é, não deve ser nada não... vamos lá!
***
Horas depois o ruivo resolveu finalmente voltar à guilda para poder dormir e ir à sua missão no dia seguinte. Johan resolveu ficar mais tempo na quadra para poder treinar mais... não importava realmente para Simon.
O garoto acreditava que como mais forte dali, poderia facilmente conseguir essa missão. E assim, para reservar ela de uma vez, pegou-a do quadro de recados. Mas quando ia embora, sentiu o bilhete brilhar na sua mão. Esfregou os olhos para ter certeza do que via e o papel voltou ao normal.
“Que estranho...” pensou. Será que realmente estava ficando louco? Havia pegado naquele papel outro dia e não havia nada de errado com ele. De fato... Era um papel meio sujo e de textura normal... Não parecia ser o tal monstro de 200 metros vestido de bilhete de missão.
Por via das duvidas, guardou o papel fundo no bolso. Quando se virou para ir embora, se deparou com Laxus ali, olhando para ele.
— Por que pegou esse papel? Quer enfrentar um monstro desses?
— Hã... sim. – respondeu sem medo.
— Sua equipe não está aqui...
— Eles não vão. Estou sozinho nessa. Parto amanhã. Tchauzinho vovô.
— Espera aí. – chamou o loiro, olhando-o fixamente. – Eu acho melhor você guardar esse bilhete aí na parede de novo... e amanhã você pega-lo, que tal?
Simon notou que parecia algo estranho nele. Nervorsismo? Aquilo era uma simples missão não era? Talvez aquele cara apenas não queria perder o melhor mago daquela guilda... ou algo assim.
— Por quê? – perguntou.
— É que Wendy não esta aqui agora... Você precisa avisar que está pegando essa missão.
— Estou pegando essa missão. – avisou.
O mestre revirou os olhos para ele.
- Tanto faz. – respondeu Simon e colocou o bilhete no lugar. – Volto amanhã e pego ele para a missão.
— O.k.- disse Laxus enquanto ele o ruivo ia embora, sem olhar para trás.
***
No dia seguinte, logo que amanheceu Simon já estava na frente do quadro de recados. Observou todos os que estavam lá na sua frente e procurou por sua missão de ontem.
Não estava lá.
Procurou mais uma vez... Será que outra pessoa havia levado?
— Ei, Wendy! – ele a chamou.
— Que foi querido? – ela perguntou. Parecia ocupada mexendo em alguns papeis.
— Quem pegou a missão do monstro de 200 metros que estava ali?
— Hã?
— A missão do monstro... Quem pegou?
— Do que está falando? Não havia nenhuma missão assim... Não colocamos missões tão perigosas naquele quadro... Você está bem?
Então o cérebro de Simon começou a funcionar uma vez na sua vida... a missão não existia? Que papel era aquele então? Por que estava ali?
— Não... É... Devo ter me enganado. Obrigado.
Então foi embora olhar de novo aquele quadro. Havia alguma coisa errada. Aqueles passos de antes...
Quando viu Johan passando por ali, totalmente tranquilo... O que irritava Simon, porque ele estava bravo.
— Ei! – chamou. – Não havia uma missão de um monstro de 200 metros ontem ali?
— Monstro? Do que está falando? A missão que você queria pegar não era a do peixe aquático?
— PEIXE?!
Voltou correndo ao quadro. E realmente, lá estava, no exato lugar onde havia colocado o monstro, a nova missão. E com um pagamento bem menor.
E foi naquele momento que Simon percebeu que havia algo muito estranho acontecendo ali.
— O que foi? – perguntou Johan. – Parece até que viu um fantasma...
— E acho que vi... – respondeu. – Tem alguém me impedindo de fazer a minha missão. – e então pegou a missão do peixe da parede. Nada aconteceu.
— Um peixe? Não acho essa missão muito fácil não?
— Se era tão fácil então porque todo mundo queria faze-la?
Ele fechou a boca. Parecia estar pensando realmente sem saber o que dizer.
— Hã...
— Eu vou lá falar com o mestre. – murmurou o ruivo, passando por todos da sua frente. – Deixar isso a limpo agora.
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