The Dragon Tail
13 Bônus – A sessão de Fotos de Laxus Freed Júnior
Notas iniciais
- De boa. – disse o garoto cansado. – Não acham que já andamos demais não?
— Calado! – gritou May a ele enquanto estavam em uma espécie de montanha. Essa era sua missão. Ir até a montanha daquela cidade e achar... A salamandra desaparecida da senhora Bullin. – Ou não acharemos o lagarto.
— É Salamandra. – corrigiu Laxus Freed Júnior.
— Tanto faz. – disse Cornelia com nojo. – Tudo é nojento. – A garota vinha com completo mau humor, parecendo cansada. Ela ainda queria sair da guilda e parecia desejar morrer com o fato de que eles estavam procurando algo verde.
- Da um tempo. – disse o garoto. – Nós não queríamos você no time também.
— Calados! – gritou May novamente e depois ela começou a dar pulos de alegria. — Olhem ali! Achei! Achei! ÊÊÊÊÊ! Ah, espera. Não, aquilo é uma vaca presa na lama. Pobrezinha...
— Você confundiu uma vaca com um lagarto? – perguntou Cornelia chocada sentando em algo que parecia uma pedra.
— Uma salamandra! – gritou o garoto.
— Tanto faz. – disse. – Lagarto, Salamandra, Borboleta, fada, tudo o mesmo lixo. Argh! Quero ir para casa! Para minha guilda!
— Nós já ouvimos! – disse May mais nervosa. – Mas não podemos ter tudo que queremos então bota um sorriso nessa cara e vamos achar a coisa verde!
— Já achei. – disse Cornelia apontando para o cabelo de Laxus Freed Júnior. (¬¬ como o nome é muito grande, vamos chama-lo de apenas LFJ.).
LFJ pareceu que iria dar um soco na cara dela.
— Acalmem-se. – disse May. – Não briguem! Sejam amiguinhos!
Tanto Cornelia quanto o garoto olharam para a menina como se vissem uma ótima oportunidade para ligar para um hospício.
— Ótimo. – disse a garota estranha de cabelo azul. – Muito bem. Agora... Já que estamos presos nesta montanha... Digam-me... Como dividiremos o pagamento?
Momento para pensar... Silêncio.
— Hã... Eu fico com 20 mil no mínimo. – disse Cornelia. – 20 mil para cada um. Acho que da certo.
— Vou precisar de 40 mil. – avisou May. – Vamos dizer que... Hã... Roupas são caras... E eu vi ontem uma camisa...
— Pode ser. – disse LFJ. – Mas eu fico com o que?
— O resto. – respondeu Cornelia.
— Sério? – perguntou o garoto com os olhos brilhando. – Deve ser muita coisa. Eu aceito!
— Legal! – disse May.
Cornelia ficou em silencio, como se achasse que o garoto é maluco. Mas então ele percebeu.
— Esperem aí um minuto, quanto custa uma missão para pegar uma salamandra?
— Normalmente são 30 mil. – disse May. – Mas a dona aqui é mais rica, então ela nos dará 60 mil.
— Ah, entendi. Beleza então... Espera! Então eu fico com nada!
Silêncio.
— Já era. – avisou a estranha de cabelo azul. – Você já aceitou.
— QUÊ?! MAS COMO IREI PAGAR AS CONTAS AGORA?! EU TENHO QUE SOBREVIVER!
— Isso que da não ter pais. – disse Cornelia. – Você acaba tendo contas para pagar.
— Isso não foi minha culpa! Eles que resolveram tirar uma soneca e não acordaram até hoje!
— Calados! – avisou May. – Acho que agora eu já vi o bicho. Reequipar!
E a garota de cabelo azul agora, de repente, estava com cabelos amarrados em uma Maria Chiquinha, com um picolé na mão e sua roupa parecia ser de uma menina de pré-escola.
— O que é isso? – perguntou Cornelia. – Você parece que tem cinco anos!
— Exatamente. – disse May lambendo o picolé. – A salamandra vai pensar que sou uma menina inocente e feliz e vai querer brincar comigo. Quando estivermos no meio da “ciranda-cirandinha” vocês dois vem e pega ela.
— Tem certeza que essa é filha da famosa Titânia? – perguntou a garota.
— Acho melhor fazermos um exame de DNA. – disse LFJ. – Ela provavelmente foi trocada na maternidade.
— Deixem disso! – disse ela. – Agora vamos! Hipi Hipi Hurra!
E os dois começaram segui-la já imaginando como acabaria o tal plano.
***
LFJ estava nervoso. O que queria mesmo era o dinheiro da missão e não acreditava que não havia recebido nada. Fora uma missão dolorida e perigosa. E o plano não dera certo. A salamandra mordeu May e a menina ficou chorando por três horas por causa disso.
— Ai! – disse ele assim que chegou ao quarto em que dormia na guilda. O garoto não achava o lugar tão ruim assim. Mas odiava pensar que não tinha dinheiro para pagar aquele mês. O menino precisava de dinheiro. Tinha que ter algum plano.
— Ei, véio! – gritou algo que fez LFJ cair de susto no chão. – Esta tudo bem? Porque você caiu?
— Para de me assustar criatura! – gritou com o primo, Johan. Atrás dele, seus bonequinhos pareciam discutir algo entre eles. – Por que está aqui? Não devia estar em alguma missão?
— Eu não! – ele disse. – Ir a uma missão, sozinho, é tão chato. Ser mago é chato. Quero ser jogador de basquete.
— O quê?! Como vai pagar comida então?!
- Eu arrumei um emprego. – disse como se fosse à coisa mais óbvia do mundo. – Eu e meus bebês vamos começar amanhã mesmo uma sessão de fotos como modelos. Então vou lá, e ainda ganharei 100 mil.
— 100 MIL?! SÉRIO?! Ei, você tem que arrumar algo assim para mim também.
— Você?! Em uma revista?! – E começou a rir. LFJ resolveu esperar Johan acabar.
3 horas depois...
O garoto continuava rir.
— Ei, JÁ DEU! PÓ PARAR! Então, vai arrumar algo para mim ou não?
-... Muito engraçado... Cara, isso não vai funcionar. Eu sou um jogador. Garotas gostam disso. Mas você... Só na próxima vida mesmo.
— Mas paga bem... Por favor... É só você falar com algum promotor lá e eles podem te pagar por isso. Por achar a nova celebridade!
— Você... Celebridade...
— Não comece a rir! Tenho mais coisas para fazer do que perder mais três horas com isso!
-... Tudo bem. – ele fala quase se matando para não rir. – Vejo o que posso fazer.
Então Johan liga o celular e fala com o diretor da revista. Quando ele desliga a ligação, LFJ já estava quase dormindo de tanto sono.
— Então? – perguntou.
— Ele disse que quer te ver primeiro. Mas que tem horário livre para você as sete amanhã.
— Estarei lá! – disse ele. – Agora, vou dormir. E amanhã ficarei rico e famoso!
— Rico... Famoso... Você... – e o garoto voltou a rir, dessa vez com os bonecos atrás dele rindo também, aumentando a risada em cinco vezes.
— Cala a boca. – disse LFJ quase dando um soco nele.
***
Dias depois, chegara finalmente o momento em que LFJ iria tirar as fotos... Seria de uma nova estilista de um país distante. O diretor dissera que o garoto tinha um talento impressionante para modelo. Como se fosse algo de família.
E depois da sessão, LFJ se sentia nas nuvens. Ganhou o dinheiro e além de pagar as contas, poderia comprar ingressos para um evento onde iria vir à atriz favorita do garoto: Anabelle Fonseca da Silva E Sousa, que daria uma entrevista para os amantes de novela.
Mas no final do desfile de fotos, uma garota de cabelos azuis e com um, sobretudo preto a escondendo foi até ele.
— May?! – ele perguntou assustado. – O que faz aqui?
A garota sorri maliciosamente.
— Eu sei o que você fez verão passado!
— Não sabe não. – disse ele. – A gente se conhece há apenas algumas semanas.
A garota revirou os olhos.
— O.K. Eu tirei fotos da sua sessão de fotos.
— O QUE?!
— Sim. – ameaçou ela. – E se não me pagar setenta por cento do dinheiro que você recebeu para minhas roupas, eu irei mostrar essa pequenas gravuras para todo mundo da guilda!
— Mas o evento da Anabelle Fonseca da Silva e Sousa...
— Vai ficar pros seus sonhos... Nené.
LFJ resmungou e entregou o dinheiro.
— Obrigada... – disse ela e sumiu.
Então ele percebeu.
— Mas as fotos vão ser mostradas para todo mundo do mesmo jeito, já que elas vão ser publicadas em uma revista... Argh! May! Volta aqui!
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