The Doctor and Rose are back
1 O Retorno
Notas iniciais
A Tardis agora estava vazia, assim como o coração do Doctor.
Rose Tyler estava presa no universo paralelo. Oh Rose, sua menina toda rosa e amarela.
Ele havia conhecido Martha Jones, mas ela também tinha ido embora e por bons motivos, afinal de contas ela estava certa ele nunca poderia ama-la como ele ama Rose. E havia até salvo uma noiva dos Racnoss
–Donna Noble, completamente maluca, Rose ia gostar de conhecer ela — Falou o Doctor sozinho na sala de controle.
Mas agora nada mais importava, ela está presa no universo paralelo sem chance de retorno e ele deveria seguir sozinho em sua velha cabine telefônica roubada.
Doctor resolveu pousar em Londres. – Lembrar-se de Rose o fez ter vontade de comer batatas fritas.
Mas ao sair da Tardis ele notou que havia algo diferente na cidade, não sabia o que era, mas estava diferente, por fim acabou ignorando seus instintos já que não havia nenhum perigo eminente e o Doctor precisa de uma folga de vez em quando, ele merecia isso depois de tudo que havia passado.
Caminhou até uma lanchonete se sentou no balcão e pediu uma porção de batatas fritas. Enquanto esperava ele ficou observando a cidade pelos vidros da porta quando de repente viu uma figura entrar pela porta que quase o fez cair da cadeira. Realmente teria caído se o cara que estava atrás dele não tivesse reflexos muito bons.
Mas o fato era que na sua frente estava uma figura tão assustada quanto ele.
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Em outro universo Rose Tyler acordava ao som de seu despertador.
Ela e Mickey agora trabalhavam para Torchwood junto com seu pai, era legal poder trabalhar com assuntos relacionados a aliens, mas não era nada comparado ao que o Doctor podia oferecer, todo tempo e espaço.
Bufando ela levantou da cama e foi tomar um banho e depois desceu para tomar café com sua família.
Agora ela, sua mãe e Mickey moravam na casa de Pete, ela pensou em retomar seu relacionamento com o Mickey, mas depois de ter confessado que amava o Doctor ela não podia fazer isso.
Chegando à cozinha Rose encontrou em cima da mesa uma fruteira e nela tinha um cacho de bananas. No mesmo instante ela se lembrou do Doctor, não tinha como não se lembrar, ele ama bananas.
De repente estava sorrindo sozinha e sonhando, lembrando-se do tempo em que estava com o Doctor.
–Rose. — Chamou Jackie tirando Rose de seus pensamentos.
–Bom dia mãe – disse Rose com uma voz desanimada, lembrar-se do Doctor ao mesmo tempo a deixava feliz pelos bons tempos, mas também a deixava triste por saber que ele nunca mais voltaria embora ainda alimentasse secretamente a esperança de seu retorno.
–Nossa que desanimo, eu seu que você sente falta dele, mas você tem que aceitar que ele se foi e...
– Mãe, por favor!
Fazia três meses que ela havia o visto pela ultima vez na Bad Wolf Bay (Baía do Lobo Mau) e cerca de seis meses que estava no Mundo de Pete, mas ainda não havia se acostumado com nova vida e nem com a ausência do Doctor e não queria falar no assunto, ela apenas seguia em frente.
–Ok – disse Jackie não vou mais falar no assunto.
Depois de uma pequena pausa Jackie recomeçou a falar.
–Eu só acho que você deveria ficar com o Mickey ou arrumar outro namorado pra esquecer esse alien que te largou aqui...
–Mãe chega!
Nesse momento Pete e Mickey chegaram à cozinha.
–Ei! Já estão brigando logo cedo.
As brigas entre Rose e sua mãe estavam ficando cada vez mais frequentes e o motivo quase sempre, senão sempre, era o Doctor.
–Não vai me dizer que o motivo é aquele Doctor outra vez — disse Pete.
–Já chega – Disse Rose agora bastante irritada e saiu batendo a porta.
Pete sem entender nada apenas disse:
–Falei alguma coisa demais?
Mickey saiu correndo atrás dela, mas ela havia pegado o carro de Pete e dirigido sabe lá deus pra onde.
Rose em lágrimas dirigiu por tanto tempo quem nem sabia mais onde estava. Parou o carro em uma rua em frente a uma lanchonete, ficou apenas observando o movimento por um tempo em quanto as lagrimas paravam de escorrer de seus olhos. Depois de um tempo quando já havia se acalmado e parado de chorar seu estomago começou a roncar então se lembrou de que havia saído de casa sem tomar café da manhã. De repente um cheiro de batata frita invadiu o carro, não era o café da manhã ideal, mas era o que tinha de mais próximo.
Ela saiu do carro e foi até a lanchonete, mas quando cruzou a porta ficou paralisada ao ver quem estava sentado a sua frente.
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Doctor não podia acreditar que Rose Tyler estava ali na sua frente. Ele começou a caminhar lentamente em direção a ela. Ela fez o mesmo, começou a caminhar lentamente até estarem muito próximos.
Ambos ergueram suas mãos para se tocar, quando eles se tocaram foi como se um fio de eletricidade percorresse seus corpos.
Rose estava de volta, como ele ansiou toca- lá novamente.
Doctor estava de volta, ela fantasiou esse momento em sua mente por dias e dias.
– Doctor – ela sussurrou.
– Rose!
E se abraçaram, não podiam acreditar que aquele momento era real, a respiração de Rose estava ofegante e os dois corações do Doctor estavam acelerados.
Ah! Os dois corações, como Rose sentiu falta desse som.
Após esse momento de emoção do reencontro veio a dúvida de como ambos poderiam estar ali.
–Como veio parar aqui? Disseram em uníssono.
–Como assim como eu vim parar aqui? Não se lembra?
–Lembrar-se do que?
–Ora! Dos daleks, do universo paralelo, o Mundo de Pete eu ia ser sugada para o vazio, mas o Pete me salvou.
–Claro que eu me lembro disso, eu quero saber é como você conseguiu sair do Mundo de Pete.
–Doctor vocês está bem?
De repente eles perceberam que estavam atrapalhando a passagem e resolveram se sentar e logo depois as batatas fritas do Doctor chegaram.
Rose havia até se esquecido do seu estomago roncando, mas com as batatinhas na sua frente a fome voltou e ela começou a belisca-las até perceber uma coisa estranha.
–Doctor, você veio aqui para comer batatas fritas?
–Sim, timelords também tem fome.
–Mas você não gosta de batatas fritas.
–É que... É que... Eu me lembrei de você e deu vontade comer batatas fritas, é isso- disse rápido pensando que assim ia doer menos.
–Você sentiu a minha falta? – Disse Rose numa voz meio sussurrada.
–Claro, mas Rose eu preciso saber como você saiu do universo paralelo?
–Doctor, nós estamos no universo paralelo.
–Mas eu acabei de pousar a Tardis no centro de Londres e vim para esta lanchonete.
–Eu também parei o carro aqui em frente, mas não estamos no centro, estamos bem longe na verdade.
Rose venha, ele pegou na mão dela e saiu da lanchonete, ela já estava acostumada com isso, mas isso há assustou um pouco depois de todo esse tempo andar de mãos dadas com ele era estranho.
Chegando lá fora o Doctor viu que a rua não era a mesma pela qual ele havia passado.
–Mas como isso é possível? Essa lanchonete ficava no centro. Como eu pude atravessar as paredes do universo sem ao menos perceber – agora o Doctor disparou a falar- Embora eu tenha percebido que havia alguma coisa estranha na cidade, mas não dei importância porque não parecia haver nenhum perigo e...
–Doctor?- Rose sentiu muita falta dele, mas não aguentava quando ele começava a falar e não parava mais.
–Acho que deve ter alguma coisa haver com a lanchonete.
–Sim é exatamente igual a que eu entrei, tanto do lado de fora como de dentro, mas em uma rua diferente. Precisamos voltar para dentro da lanchonete.
Eles voltaram e o Doctor foi perguntar a uma garçonete se ela havia visto alguma coisa estranha.
–Só uma das clientes que vem todos os dias deixou de vir faz uma semana. Mas eu acho que ela está doente.
–Obrigado – agradeceu o Doctor e já ia saindo quando se lembrou de que devia pagar a batata frita.
–Aqui está – Doctor deu dez libras para a mulher. Rose não sabia onde ele havia arranjado dinheiro, mas se tratando do Doctor ela nunca sabia como e nem o porquê de muitas coisas.
Eles já iam saindo quando a garçonete o chamou:
–Ei! Por que está me dando esse dinheiro.
–Pelas batatas fritas que comemos.
–Que batatas?
–Ora! Nós comemos uma porção de batatas fritas agora mesmo.
–Mas vocês acabaram de entrar?
O Doctor achou estranho o comportamento da garçonete então resolveu ir lá fora e ver a rua, Rose e a garçonete o seguiram. Dessa vez ao sair da lanchonete ele viu o centro de Londres, a mesma rua pela qual ele havia passado.
Ele passou a mão pelo cabelo bagunçando o seu topete.
–Não pode ser?
Rose também ficou estupefata, como podia estar em uma rua diferente se apenas havia entrado na lanchonete.
A garçonete que assistia o espanto dos dois resolveu falar.
–O senhor vai querer as batatas fritas ou vai pegar seu dinheiro de volta?
–Fique com o dinheiro, como gorjeta. Rose temos que ir para a Tardis e descobrir o que está acontecendo.
Ela sorriu e pegou na mão dele que estava estendida, ele também sorriu e disse para ela:
–Allons-y Rose Tyler.
Como era bom ouvir isso de novo, como era bom estar com ele de novo.
O Doctor e Rose Tyler, de volta as aventuras pelo tempo e espaço, pelo menos até que algo os separe novamente. Apesar de estarem felizes essa preocupação rondava suas mentes, pois não sabiam como e nem porque estavam juntos novamente.
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