The Divergent Hunger Olimpo
54 Capítulo 54
Notas iniciais
POV Piper McLean
Coloquei um vestido casual, uma sandália e arrumei o meu cabelo para jantar fora com meus amigos (incluindo Jason). Bianca era a única das minhas colegas de quarto que já havia saído, então estávamos eu, minha irmã Silena, Hazel, Reyna e Clarisse no quarto do hotel.
– O que vocês vão fazer? — Eu perguntei para Silena e Clarisse, pois elas não iriam no passeio com a gente.
– Nós vamos em uma festa. Só vamos nos arrumar e logo depois já iremos sair — Respondeu Silena.
Confesso que não foi muito agradável saber que Clarisse ficaria no mesmo quarto que eu no hotel, pois pelo que eu sabia ela não gostava de mim.
– Você também vai na festa, Clarisse? — Perguntou Hazel, surpresa, pois ela sabia que Clarisse não gostava de festas — Se você não quiser ir na festa pode jantar com a gente.
– Eu não gosto de festas, mas já que estamos em outro país eu vou ir em uma. De repente eu gosto das festas daqui — Comentou Clarisse.
Todas as meninas começaram a conversar sobre outros assuntos e eu tomei a iniciativa de falar com Clarisse.
– Clarisse... — Eu comecei.
– Já sei o que você veio falar comigo — Disse Clarisse naquele tom de voz irritado — Você veio me perguntar se eu ainda tenho algo contra você, né?
– É... Bem, era exatamente isso — Eu concordei, sendo sincera.
– Na verdade eu não gostava de você porque eu sabia que você estava magoando o Jason, e ele é um cara muito legal para ser maltratado por uma patricinha como você — Falou Clarisse com toda a sinceridade.
– Então você gosta do Jason? — Eu perguntei, mesmo sabendo que eu poderia levar um soco na cara.
– Não do jeito como você está pensando. Se você quer saber, o Jason foi um dos primeiros garotos que tratou bem e ele é um cara muito bom, ao contrário de vários que eu conheci — Clarisse disse — Eu sei que vocês dois se gostam e eu também percebi que você mudou, então não vou ter mais nada contra você, é só você não magoar o Jason de novo. Caso você faça algum mal a ele aí você vai ter que se ver comigo e não vai ser legal — Disse Clarisse.
Apesar da ameaça eu consegui sorrir, pois na verdade Clarisse só queria o bem de Jason.
– Você tem razão, o Jason é um cara muito bom e se um dia ele me der uma segunda chance eu não vou magoá-lo de novo — Eu disse.
Então eu estendi a mão para Clarisse e ela a apertou, trocando um cumprimentando que significava as pazes.
. . .
– O que esses garotos foram buscar que está demorando tanto, hein? — Perguntou Reyna, impaciente.
Eu, Reyna, Annabeth, Hazel e Rachel estávamos sentadas em uma grande mesa em um bar perto da praia. Os garotos haviam saído para buscar a nossa comida já fazia um bom tempo e até o momento não haviam voltado.
– Do jeito que eles são devem estar pedindo alguma comida que não existe aqui no Brasil e eles acham que tem — Falou Hazel e nós rimos.
– Pois é, acho que a gente devia ter buscado a comida — Eu brinquei.
– E aí, minhas lindas — Falou Leo Valdez, chegando com os outros meninos.
– Que demora a de vocês — Annabeth reclamou.
– Vocês acham que é fácil trazer toda essa comida para cá? — Disse Leo.
Eles haviam trazido vários pratos de frutos do mar e mais alguns petiscos que pareciam muito bons.
– Nossa, está muito bom, vocês fizeram um ótimo pedido — Elogiou Rachel.
Enquanto eu comia fiquei observando os meus amigos e Jason, que estava sentado ao meu lado. Não sei como eu fui me afastar tanto deles depois da minha viagem para a Inglaterra. Felizmente eu me liguei que eu estava agindo de forma errada e voltei a ficar mais com meus amigos, pois era muito bom estar ali com eles.
– Sério, estou amando o Brasil — Comentou Hazel — Toda essa natureza e essas pessoas animadas.
Enquanto jantávamos ali no bar, várias musicas brasileiras tocavam, a maioria em ritmo de pagode, sertanejo e funk. Então, um garoto chegou na nossa mesa e falou:
– Ei, loirinha, não quer vir dançar aqui, não?
Todos imediatamente olharam para Annabeth (que estava comendo uma batata frita), pois ela era a única garota loira na mesa.
– Oi... Eu? — Falou ela, parecendo surpresa — Não, acho que não.
– Vai lá, Annabeth, o cara te chamou — Falou Percy, parecendo achar graça da situação.
– Você quer que eu vá dançar com ele? — Perguntou Annabeth, desconfiada.
– Na verdade eu quero que você vá dançar, mas comigo, é claro — Disse Percy, fazendo a gente é até o garoto brasileiro rir.
O garoto brasileiro puxou Percy e Annabeth e levaram os dois até o local onde todos estavam dançando.
– Vamos dançar também, Reyna, por favor — Falou Leo, parecendo uma criança.
– Eu não quero dançar — Disse Reyna bem grossa.
– Então a Hazel vai dançar comigo, vamos Hazel? — Perguntou Leo, estendendo a mão para Hazel.
Hazel olhou para Frank provavelmente para ver se não tinha problema em ela dançar com Leo. Frank deu um sorriso e concordou com a cabeça, deixando sua namorada ir dançar.
– Vamos, Leo — Disse Hazel, pegando a mão de Leo e indo para o local da dança também.
– Nico, que tal a gente ir lá colocar os pés no mar? Nunca frequentei a praia à noite — Rachel falou.
– Boa ideia — Nico disse.
Nico e Rachel saíram da mesa e foram em direção à beira da praia, deixando eu, Jason, Reyna e Frank sozinhos.
– Reyna, que tal a gente ir ali dar uma olhada no Leo e na Hazel? Deve estar acontecendo uma cena de comédia com eles dançando com os brasileiros — Frank disse.
– Tem razão, vamos lá — Reyna falou.
Antes de sair, os dois lançaram um sorrisinho em minha direção. Pronto, eu e Jason ficamos sozinhos.
– Acho que eles fizeram de propósito, principalmente o Frank e a Reyna — Jason falou, rindo.
– Também acho que eles queriam que nós ficássemos sozinhos — Eu confessei.
– Eu acho que a gente precisa desse momento sozinhos, para podermos conversar — Jason falou.
– É mesmo — Eu concordei e então resolvi fazer uma pergunta — Você a Zoe tiveram alguma coisa?
– Não, nós ficamos bem amigos, mas só isso — Respondeu Jason — E você e o Chris?
– Jura que você achou que nós dois tivemos alguma coisa? — Eu falei e Jason riu.
– É, na verdade eu sabia que vocês nunca tiveram nada mesmo — Falou ele.
– Você sabe que estou muito arrependida por ter voltado da Inglaterra tão diferente e te tratado daquele jeito, eu não sei o que deu em mim — Eu falei, totalmente arrependida do que eu havia feito — Se você nunca mais quiser ficar comigo eu vou entender, até porque eu fui muito...
Antes que eu pudesse terminar a minha frase, Jason me beijou.
– Você realmente achou que eu nunca mais iria querer ficar com você? — Falou Jason, imitando o meu jeito de falar.
Eu dei um sorriso, aquilo era a melhor coisa que eu podia ouvir no momento.
– Eu não estava mais conseguindo ficar longe de você, Piper — Falou Jason.
– Então você me desculpa? — Eu perguntei.
– Claro que eu te desculpo — Disse Jason e mais uma vez me beijou.
– Yes!!! — Gritou uma voz muito conhecida por mim. Leo Valdez.
Todos os nossos amigos haviam voltado para a mesa e começaram a gritar, a assobiar e a agitar todo mundo que estava em volta. Eles haviam ficado bem felizes com a nossa volta, mas ninguém estava mais feliz do que eu naquela hora.
POV Gale
Eu, Finnick, Cato, Luke e Beckendorf estávamos na frente do hotel esperando as garotas descerem para irmos à festa.
– Sério, garanto para vocês que a Thalia já deve estar pronta há uma hora, ela só está esperando as outras garotas se arrumarem — Falou Luke.
– A Clove também já deve estar pronta, mas como ela sempre espera a Annie se arrumar, ela sempre demora também a aparecer — Cato disse.
– Agora você bota a culpa na minha namorada, Cato? Belo amigo você é — Falou Finnick.
– Eu estou dizendo a verdade e você sabe muito bem disso — Cato disse.
Finnick ia rebater, mas então eu resolvi intervir:
– Por favor, não comecem a brigar, pois as discussões de vocês nunca levam a nada.
– O pior é que eu nem posso defender a minha namorada, pois eu sei que ela é uma das que mais demoram para se arrumar — Beckendorf disse, parecendo já estar acostumado com a demora de Silena.
– Hey, caras — Falou Chris Rodriguez chegando com Eric ali — Será que nós dois podemos acompanhar vocês na festa?
Eu realmente não ia com a cara de Chris Rodriguez, muito menos com a de Eric, por isso era óbvio que eu não queria que eles fossem com a gente na festa.
– Se vocês ficarem sempre longe da gente, tudo bem — Cato disse com toda aquela simpatia dele. Nessas horas era bom ter um cara sincero como ele por perto, pois ele traduziu o que todos nós queríamos dizer.
– Vocês são tão queridos, hein? — Debochou Eric.
– Nós temos motivos para tratarmos vocês assim — Eu falei.
– Ok, tudo bem, nós não vamos ficar coladinhos em vocês na festa — Chris Rodriguez — Aliás, seria uma grande perda de tempo.
Finalmente as garotas apareceram ali embaixo e Clarisse foi a primeira a falar:
– Esses caras vão junto com a gente?
– Infelizmente sim — Luke respondeu.
– Então vocês vão ter que me segurar para não dar um soco nesses dois — Disse Clarisse.
– Se precisar eu ajudo, Clarisse, com o maior prazer — Thalia falou.
– E eu também — Concordou Johanna e então eu percebi o quanto ela estava bonita.
– Eu também topo — Clove disse.
– Eu vou deixar este trabalho com vocês, pois não quero estragar minhas unhas com eles — Disse Annie.
– Nossa, vocês garotas conseguem ser piores que os garotos — Falou Chris, enquanto Eric só soltava um sorriso debochado.
– Vamos logo para a festa? — Falou Silena, parecendo bem desconfortável.
– Esperem aí, eu vou com vocês! — Disse Drew vindo em nossa direção — Vocês nunca iam me deixar sozinha aqui, né?
– Mas é claro que não — Thalia ironizou.
Então, como a festa era bem pertinho do hotel nós fomos caminhando mesmo.
. . .
Pegamos uma fila na entrada da festa, mas logo conseguimos entrar. Os brasileiros ficaram bem felizes em nos receber quando perceberam que não éramos dali.
O lugar era simplesmente enorme e tinham alguns lugares para nos sentarmos, incluindo as bancadas do bar. Pegamos algumas bebidas e algo para comer e nos sentamos em um dos lugares.
– Esta festa parece bem diferente das que a gente frequenta — Eu comentei.
– Pois é — Comentou Beckendorf — Olhem lá o Chris e o Eric, já estão falando com algumas garotas.
– Coitadas, nem sabem no que estão se metendo — Falou Johanna.
Depois de mais um bom tempo ali comendo, eu disse:
– Acho que chega de comer, né? Vamos logo dançar com esses brasileiros.
Todos os meus amigos se levantaram e foram comigo até a grande pista de dança. Muitas musicas internacionais tocavam, mas então várias musicas brasileiras começaram a tocar também depois de um tempo, fazendo todo mundo se animar com a batida. Na pista de dança, eu fui chegando perto de Johanna e falei para ela:
– Você está linda com essa roupa.
– Por favor não comece com cantadas baratas, é sua cara fazer isso — Disse Johanna — Aliás, porque você não vai encher a cabeça de outra garota? Vai falar com as brasileiras.
– Infelizmente nenhum delas se compara à você — Eu disse.
Johanna me olhou por um tempo parecendo ter sentido algo quando falei isso, mas logo depois ela voltou à posição de durona.
– Para com isso, Gale — Disse Johanna mais alto que a música.
– Por que você e o Will terminaram? — Eu perguntei, esperando ouvir uma certa resposta.
Johanna me olhou por mais algum tempo e então finalmente falou:
– Acho que você já sabe o porquê.
Então Johanna veio para mais perto de mim e me beijou, para minha surpresa.
POV Annie Cresta
– Silena, eu não acredito que esse garoto vai querer te incomodar agora — Eu disse.
Eu, Silena, Clarisse e Clove estávamos sentadas na bancada do bar e Silena havia acabado de nos contar que agora ela era o alvo de Chris Rodriguez. Eu sabia por experiência própria que aquele garoto era muito irritante.
– Pois é, o Uriah e a Bianca me contaram, mas eu não quero falar nada para o Charles sobre isso — Silena disse.
– Entendo, isso vai ficar só entre nós — Eu disse.
– O Uriah disse que ia falar com o Tobias e com o Thresh para os dois manterem o Chris longe de mim — Falou Silena.
– Eu e a Annie até poderíamos conversar com o Cato e o Finnick, mas os dois não são um exemplo de inteligência, então sabe como é, uma hora eles iam abrir a boca — Clove disse e eu fui obrigada a concordar.
– Não se preocupe com o Chris Rodriguez, eu sozinha posso manter aquele babaca longe de você — Falou Clarisse.
– Obrigada, Clarisse — Agradeceu Silena.
– Gente, olhem lá — Falou Clove.
Nós olhamos para ver do que Clove estava falando e vimos Johanna e Gale se beijando.
– Tomara que eles voltem, os dois nasceram um para o outro — Falou Silena e eu concordei, torcendo para Gale e Johanna reatassem a namoro.
Luke e Thalia também estavam dançando bem juntinhos.
– Cadê os nossos namorados, hein? — Eu perguntei.
– O Charles acabou de me mandar uma mensagem dizendo que eles acharam uma sinuca e estão jogando com outros garotos — Silena falou, lendo a mensagem.
– Só eles mesmo para acharem uma sinuca no meio da festa — Disse Clove, revirando os olhos.
– Diz para o Beckendorf ficar de olho nos nossos loiros — Eu falei — Aqueles dois atraem confusão, é impressionante.
– Oi, garotas — Falou o cara do bar — Me mandaram entregar essas bebidas para vocês.
– Quem? — Eu perguntei.
– Desculpe, mas me pediram para não falar quem era — Falou o cara, e então foi atender outra pessoa.
– Quem será que mandou essas bebidas? A gente não vai beber isso, vai saber quem mandou — Silena disse.
– Ah, deve ser só uns caras tentando parecer legais para a gente — Clove falou, bem desencanada.
– Ah, ninguém merece esses garotos — Falou Clarisse revirando os olhos.
– Desculpe interromper novamente, meninas, mas agora me mandaram entregar isto à vocês — Falou o cara novamente.
Ele me entregou um bilhete e saiu novamente. Eu li para todas as meninas:
– Vocês são as meninas mais bonitas da festa, se quiserem nos conhecer é só ir até o bar no outro lado do salão.
– Eu não quero ir — Silena falou.
– Se a gente não for lá esses caras vão ficar nos enchendo — Clarisse disse — Eu vou ir e mandar eles ficarem na deles.
– Eu concordo com a Clarisse — Clove disse.
Todas então olharam para mim:
– Ok, eu vou ir também.
Silena revirou os olhos e então nos seguiu também. Atravessamos todo o salão, até chegamos até o bar e encontramos... Finnick, Cato e Beckendorf.
Silena riu, parecendo aliviada.
– Mas que brincadeirinha sem graça a de vocês — Disse ela, abraçando o namorado.
– Que brincadeirinha? A sinuca? — Perguntou Beckendorf, meio perdido.
– Vai me dizer que não foram vocês que... — Eu comecei.
– Que o quê, Annie? — Perguntou Finnick.
– Uns caras mandaram bebidas para a gente e nos mandaram vir até que para ver se nós gostaríamos de conhecê-los — Silena explicou.
– Ah, e vocês vieram? — Cato perguntou bravo.
– Claro, nós queríamos ver quem eram os caras, até para dizer para eles que somos comprometidas — Clove disse.
– Mas se não são vocês, quem são? — Eu perguntei.
– Não sei quem são, mas quando eu descobrir não vai ser muito legal — Falou Finnick.
– Finnick, não começa... — Eu falei.
Os garotos pareceram não gostar muito da brincadeira e ficaram procurando ao redor para ver se tinha algum grupo de garotos que pudesse ter nos enviado aquelas mensagens. Olhei ao redor também e vi Eric e Chris rindo em um canto, era óbvio que eles haviam feito aquilo e queriam causar alguma confusão. Decidi fazer todo mundo sair dali e não contar a ninguém (no momento) que Eric e Chris haviam aprontado para a gente, pois eu sabia que aquela armação era só a primeira.
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