The Diferent Side of Us

6 Love doesn't make you blind. Love is the one thing is opens your eyes.


Notas iniciais
Espero que gostem ^^

Ridley narrando*

Meredith e eu estávamos no túnel.

Não sabia por que ela estava me levando para aquele lugar, sendo que na primeira vez, ela fez de tudo para não me deixar passar. Quando perguntei sobre isso, ela apenas deu de ombros e falou para parar de falar e andar depressa.

Comecei a perceber que as paredes não era mais daquela pedra estranha, mas sim de concreto, o que era assustador. Elas estavam me deixam com claustrofobia.

Meredith cantava baixinho, bom, era isso que parecia, mas no fundo, sabia que aquilo não era realmente uma música. Deveria ser algum Conjuro ou algo do tipo. Algo que deveria estar me protegendo ali.

Chegamos em uma parte do túnel que se abria para um corredor.

Meredith continuou e então chegamos a uma sala.

Era bem arrumada, iluminada, em uma estante haviam vários livros, e entre uma pilha de livros e móveis, havia uma pessoa.

Era uma mulher.

Loira, olhos verdes, e uma face bonita.

Ela sorriu quando nos viu.

– Meredith! Pensei que nunca mais voltaria! — falou a mulher.

– Ah, eu sempre volto, Susan. — Mary sorriu e foi até a mulher e elas se abraçaram.

Fiquei parada perto da entrada. Não conseguia acreditar como tinham livros ali. Parecia uma biblioteca.

– Vejo que ela não é Invocada ainda, Mary. Por que a trouxe aqui? — falou Susan.

Meredith me olhou e então tirou o medalhão de seu bolso e entregou para Susan.

Susan assobiou e depois me encarou.

– O medalhão dos Duchannes. Uau. Onde achou isso, Ridley?

– Em Greenbier.

– Faz muito sentindo. — observou ela.

– Pode me dizer o que ele significa? O por que de eu ver coisas quando toco nele?

– Ah, querida, é uma longa história. Sente-se.

Fomos até uma parte do local que tinha um sofá velho e nos sentamos.

– Bom, devo começar dizendo que esse medalhão é um presente de um menino para uma menina. Infelizmente, eles não puderam ficar juntos...

Meredith encostou no sofá e fechou os olhos.

– Comece a falar, por favor! — pedi.

– Ah, tudo bem. — Susan sorriu.

Eu me ajeitei no sofá e encarei-a.

– Jane Duchannes era uma Conjuradora muito importante. Era uma Natural. Ela teve a cara de pau de se apaixonar por um Mortal. — ela deu de ombros. — Harry Bieber.

Congelei por um momento quando ouvi o nome Bieber e as luzes piscaram, mas me controlei.

Susan me olhou, curiosa, mas depois se levantou e pegou dois livros. Ela me entregou um e ele se abriu em uma página falando de Jane Duchannes.

Ela se sentou novamente.

– Dizem que eles tiveram uma filha. Que ela morreu e que Jane foi baleada logo em seguida. É o que as pessoas dizem. — ela riu. — Acredito que Jane morreu por amor, mas tem um segundo lado dessa história. Um lado que ninguém sabe. Bom, sabem, mas preferem dizer que ela foi a vítima.

– Pare de falar besteiras, Susan. Não difame minha família, apenas conte para ela a história do medalhão. — falou, praticamente rosnando, Meredith.

Susan riu, mas depois parou e ficou séria por um minuto.

– A história de Jane é trágica, Ridley. Ela se apaixonou por um mortal, e ele também se apaixonou por ela. Eles tentaram ser um casal comum, mas não podiam ser, eles não podiam mesmo. Uma vez, eles estavam perto demais e... podemos dizer... hm... acho que você entendeu o que eles estavam prestes a fazer. — ela sorriu e eu assenti. — Enfim, uma descarga de energia passou tão forte por eles, que parou o coração de Harry. Jane ficou desesperada. Usou magia negra para traze-lo de volta a vida e com isso, sua alma foi levada para as Trevas, mas Jane estava grávida e com isso, um lado dela ainda tinha Luz. Jane sempre amou Harry, mas era difícil para ela, pois ela era das Trevas e Silas queria traze-la para o lado ruim. Ela lutou muito até morrer naquele dia e então, ninguém nunca soube o que realmente aconteceu com Harry ou se essa história é verdadeira, mas toda a família Duchannes, passou essa história por gerações.

Fiquei paralisada, ainda aceitando as palavras.

Aquela história era horrível!

– Essa é a história, mas conte o que realmente significa, por favor, Susan. — pediu Meredith.

– Você tem certeza?

– Ela precisa saber, Susan.

– Não acho que seja certo...

– Ela é minha neta! Ela tem que saber! Acho que é a hora certa e você vai falar, Susan.

– Eu...

– O que eu tenho que saber? — perguntei, irritada.

– Ah querida, você não quer descobrir.

– Conte a ela, Susan. Isso não é um pedido, é uma ordem.

– TUDO BEM! — gritou Susan.

Ela hesitou, mas depois se virou para mim com os olhos banhados em pena, o que estava me deixando irritada.

– A história real é que todas as outras vinte mulheres que nascerem na família Duchannes, irão para as Trevas.

Fiz uma conta mentalmente e me toquei que eu era a última.

– Isso está errado! Mitchie não é das Trevas!

– Isso é verdade, realmente. Algumas pessoas tem a bondade e podem se tornar da Luz no dia, Ridley. Você pode mudar seu destino. Todos podemos. — ela sorriu.

Continuei sem falar nada.

Olhei para os livros e vi uma alguma coisa falando dos Bieber, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, o livro se fechou e voltou para a estante.

Meredith estava falando baixo, o que me deixou raivosa. Tinha alguma coisa naquele livro que ela não queria que eu visse.

– O que tem naquele livro que não posso ver?

– Isso não é da sua conta, Ridley. É a família Bieber, não Duchannes.

– É a família do Justin!

Dali de dentro, conseguimos ouvir perfeitamente um trovão alto e um raio caindo, que fez balançar o lugar e fazer as luzes piscarem.

– Isso não é necessário, Ridley.

– O que você está escondendo? — gritei.

As luzes piscaram novamente e outros raios e trovões ecoaram. A chuva começou a cair.

Eu sabia que precisava me controlar, eu estava ficando cada vez mais forte, mas era o Justin... Mas, epa, por que estava tão descontrolada? Havia conhecido-o fazia alguns dias, mas a verdade era que aqueles olhos castanho-mel me chamavam. Tudo nele parecia ser uma armadilha, o que para mim, era irresistível.

– Eu preciso saber.

– Ridley. Você não pode saber, não agora! — gritou Meredith e então tudo ficou em silêncio.

– O que você fez?! — perguntei, desesperada.

– Tenho que acalmar você!

– Mary, eu te considero minha mãe... Por favor, o que você está escondendo?

– Rid, por favor, não faça isso ficar mais complicado. Não posso lhe contar. Não agora. Não é seguro.

– O que a senhora sabe que eu não sei?

– Rid, você sabe o necessário. Sabe que o amor por um mortal é uma tragédia.

– Está insinuando que estou apaixonada por Justin?

Ela fechou os olhos e tudo voltou.

– Estou dizendo que o amor nem sempre te trás benefícios.

– Não concordo com isso. Acredito que o amor não vai te fazer cair. O amor é a única coisa que faz você abrir os seus olhos. O amor pode salvar vidas. — interveio Susan.

– Não venha com suas histórias, Susan.

– Por que não conta a ela? Por que não conta que Justin é amaldiçoado?

– O QUÊ?! — gritei e olhei para o livro e ele veio voando para minhas mãos.

Virei-me e comecei a correr, ouvi Meredith me gritando, mas não me importei, eu precisava saber o que era aquilo, o por que de Susan ter falado que Justin estava amaldiçoado.

Eu precisava saber. Por mim. E principalmente, por ele.

Notas finais
Comentem, anjos! Obrigada *-*