Notas iniciais
Shippers: #Outlaw Queen #Captain Swan

A aparição da rainha da neve deixou Regina e Emma não só surpresas, mas também preocupadas, até que ponto a Rainha estava ouvindo a conversa ?

Para a felicidade de Regina, Ingrid não estava muito preocupada com suas confissões ou preocupações, o que foi de muito alívio.

Mas alguma coisa dizia a Regina que o plano da Rainha da Neve era um pouco mais sombrio, só restava descobrir do que se tratava esse “plano”.

– Espero que tenha mantido as boas maneiras reais, disse Regina à Rainha.

– Ora, Oral Evil Queen, vejo que as coisas Boas estão lhe chamando muito a atenção nos últimos tempos, rebateu Ingrid.

– Não vejo porque negar retrucou Regina. Sabemos que a Realeza deve sempre manter a elegância Ingrid, ou em Arendelle isso não foi lhe ensinado?

– É claro que sim Majestade, disse a Rainha da Neve, mas isso não importa, você só está me distraindo. Aliás nem sei porque estou lhe dando ouvidos, você não é importante.

Regina ficou um tanto surpresa, era fato que estava tentando ganhar tempo, mas seu plano inicial não havia funcionado.

Regina olhou para Emma que estava parada ao canto da floresta, porém parecia atenta a qualquer movimento.

– O que você quer de mim? Perguntou Emma com firmeza.

– Ora doce menina, você é o motivo de eu vir a Storybrooke, precisamos reunir nossa família novamente.

– Família? Disse Emma sem entender.

Pareceu que Emma e Regina tiveram o mesmo pensamento, mas até onde Regina sabia, Emma, Ingrid, Elsa, não pertenciam nem ao mesmo reino quanto mais a mesma família, Não estava entendendo.

– Eu já reuni toda minha família, disse Emma, parecia, porém, que ainda havia dúvida em sua voz.

– Pobre criança, logo, logo saberá que nem sempre aqueles que dizem nos amar conseguem de fato demonstrar tal fidelidade, concluiu Ingrid com pesar.

Feito isso a Rainha da Neve deixou a floresta como a brisa do vento quando sopra os flocos de neve.

Aos poucos, cada vestígio de informação que Regina captava da Rainha faziam com que ficasse cada vez mais preocupada.

Com o sumiço de Ingrid, Regina e Emma viram-se sozinhas novamente e por mais estranho que isso pudesse parecer a presença uma da outra parecia confortar a ambas.

– Você não pareceu tão certa quando disse a Ingrid que havia reunido sua família Swan.

– Eu... sei, Emma disse desanimada, mas é que as vezes é complicado... Eu... Eu, estou feliz em ter encontrado meus pais, David, Mary Margaret, mas...

– Eles, não se parecem com seus pais, completou Regina.

Emma olhou para Regina com espanto, havia tempos que pensava em seus sentimentos em relação aos seus pais, mas tinha medo de expressar o que realmente sentia, mas Regina sabia exatamente, como? Era um mistério, mas era como se soubesse a muito tempo.

O silencio acabou ficando constrangedor para as duas, havia também o fato de Regina subir e descer os barrancos da floresta, que aos poucos deixara a conversa bem mais difícil, mesmo com um bom preparo físico Emma já estava exausta.

Um tanto antes do entardecer, Regina, então parou sob o que parecia ser uma ponte de gelo.

– Será que foi....

– Não, afirmou Regina com certeza. Ingrid usa magia das trevas, a ponte foi criada por alguém puro de coração.

– Elsa! Exclamou Emma.

– Não me diga! A não ser é claro, que você conheça mais alguém capaz de espirrar gelo com as mãos disse Regina impaciente. O fato de ter que explicar tudo, as vezes era insuportável.

– É seguro? Perguntou Emma?

– Srtª Swan, já disse que você precisa estudar mais, não está sentindo a magia em você?

– Magia? Em mim? Como assim? Emma perguntou sem entender.

Regina virou os olhos em sinal de impaciência, mas depois de tudo que Emma lhe disse, talvez, não fizesse mal, lhe ensinar algumas coisas.

Regina parou, olhou para Emma então disse:

– Emma, você primeiro tem que sentir a magia dentro de você, como se cada pedaço do seu corpo estivesse sendo eletrocutado, você precisa se concentrar, pensar no que você mais Odei....

Regina tentou disfarçar, mas não sabia muito como usar magia branca, nunca havia tentado, porem mesmo que a teoria fosse a mesma não saberia na prática.

Mais uma vez continuou:

– Emma, não posso te ajudar muito, a sua magia é diferente da minha, veja... eu aprendi com o Srº das Trevas, então...eu não...

– Você consegue! Eu acredito em você, disse Swan com sinceridade.

Regina parou por um instante, analisou a situação, o olhar sincero de Emma a encorajou a continuar.

– Bem.... Olhe para a frente, estique as mãos assim como estou fazendo, agora pense nas pessoas que são importantes para você...

Ao dizer essas palavras, Regina pensou em Henry, Roland, em Robin, lembrou de seu pai e dos conselhos bons que recebia dele. Aos poucos, sua magia vermelha foi se transformando num branco gélido até ficar quase totalmente transparente.

Emma seguiu logo depois, imitando-a como fora instruída.

Ao perceber que sua magia havia sofrido certa transformação, Regina parou surpresa. Sabia que isso podia até ser possível, mas nunca tivera certeza. Com esse vestígio de esperança um sentimento diferente invadiu seu corpo, não conseguiu identificar muito bem o que era, aquela sensação não fazia muito parte de sua vida, foram poucas as vezes que se sentiu daquela maneira, seria talvez felicidade? Não sabia, mas só em pensar que talvez tivesse salvação para si, deixara Regina com o coração mais leve, era como se todo o peso que levava consigo durante tanto tempo, estivesse por fim sendo retirado, e não podia negar, isso era algo bom.

– Conseguimos, disse Emma feliz.

– Você, conseguiu Swan, e não posso negar isso.

Ambas seguiram pela ponte, Regina agora estava preocupada com a Rainha, com Storybrooke e consequentemente com Henry e Robin. Se o plano de Ingrid desse certo, Regina seria a mais prejudicada de todo a cidade. Só em imaginar receber novamente o olhar de desprezo de Henry ou nunca mais ver o amor e a fé estampados em Robin, fazia com que Regina desejasse muito mais que a morte.

Quando chegaram próximas ao final da ponte Emma e Regina perceberam que o gelo começou a se despedaçar, ao olhar para baixo um calafrio tomou conta de todo seu corpo... Regina, sempre odiou altura.

Com muita sorte conseguiram pular a tempo, e como se nada fosse simples de mais, ainda tiveram que enfrentar um boneco monstro de neve, que certamente Ingrid havia criado para atrasá-las.

Quanto tempo levaram para derrotar o monstro Regina não soube dizer, embora quando conseguiram, um telefonema de Robin fizera com que seu mundo parasse a deixando quase em desespero.

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Notas finais
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