Chegamos em casa dez minutos depois. Comecei a observar o panfleto mais atentamente mas quase não havia o que se observar só havia o título ( Competição pelo Diamante de Cerla ) e data de estreia, que era amanhã.

Curiosa, fui falar com Alisha, minha melhor amiga que é também minha vizinha. Bati na porta e não demorou muito até que ela atendesse.

– Entra aí. — ela disse.

– Queria falar contigo.

– O que foi?

– O que você sabe sobre o Diamante de Cerla?

– Meu primeiro namorado, sabe né? Aquele que nunca tinha uma moeda no bolso?

– Aham. — falei enquanto me sentava no sofá.

– Ele foi e morreu lá, mas a família dele recebeu um monte de dinheiro.

– Então mesmo que a pessoa não ganhe... A família ainda recebe dinheiro?

– Pelo visto...

– Eu vou participar.

– Hilária você.

– To falando sério.

– A chance de você ganhar são mínimas, e as chances de você sair viva é são menores ainda. Ano passado umas cinquenta pessoas participaram.

– É minha única oportunidade garantida. Eu fui no médico hoje com a Clary, ela tem disfunção pulmonar, e segundo o médico mesmo que eu trabalhasse até eu não poder mais eu não teria dinheiro suficiente. Mesmo se eu não ganhar a Clary já vai ter dinheiro suficiente.

Ela desviou o olhar e ficou calada por um tempo. Depois do meu tratamento de silêncio acabar ela falou:

– Você vai realmente fazer isso?

– Sim.

– Então eu vou com você.

– Você não pode fazer isso, e mesmo se pudesse por que faria?

– Se eu for uma vai cuidar da outra, a gente da um jeito de você achar esse diamante primeiro que todo mundo e eu saio de lá cheia da grana, nunca mais vou ter que me preocupar em trabalhar e vou garantir um futuro pra mim e pra minha futura família. Nós duas ganhamos.

– Você acha que a gente consegue fazer isso?

– Não, mas você que veio com a ideia. — ela disse com um olhar destruidor.

– Então vamos fazer isso. Com quem você vai deixar a Clary?

– Com a sua mãe.

– Você se aproveita demais da minha família...

Voltei para minha casa e disse a Clary que ia passar um tempo viajando, ela teimou mas cedeu. A deixei na casa da mão de Alisha, me senti mal por mentir para ela dizendo que eu e Alisha estávamos indo para Londres de última hora, mas não teria como explicar o que iríamos fazer.

Fui dormir bem cedo, o dia seguinte seria longo, afinal, nós nem sabíamos para onde ir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.