Notas iniciais
OLÁ ESTOU SURPRESA QUE NÃO FOI TÃO FLOOP QUANTO EU ESPERAVA ASJNDAKSN Bem, gostaria de avisar que, primeiro: Os capítulos não serão tão curtos, só está assim pois é o começo da fanfic e eu ainda estou desenvolvendo-a mentalmente, sim? Provavelmente não será tão longa se eu conseguir controlar minha imaginação, pois eu já estou imaginando várias coisas asljndasknd A fanfic não será tão bobinha, terá comédia (OBÓVIO), mas não será sem uma estória, ok? ♥ Segundo, talvez eu demore para postar novos capítulos, talvez não demore. Tudo depende de quando eu me acostumarei e me adaptarei em escrever duas fanfics, já que ainda tem a minha principal de Harry Potter (Se quiser ir dar uma checada, rsrsrsrs). Era só isso mesmo, muito obrigada aos que comentaram no capítulo passado, foi isso que me fez escrever para essa fanfic e não para a outra aksjdnakjsn ♥ Espero que gostem do capítulo! E como eu disse, eles não serão curtos (e tão bobos) como esse, ok?

Senti um braço pesado passar por meu ombro e eu mandei um breve sorriso para o dono, Marcus bufou rolando os olhos um tanto irritado

— Sério, Daphne? Você não vai falar nem ao menos um “Boa tarde” para seu namorado? – Voltei meus olhos para os dele antes de olhar preguiçosamente ao redor, como se estivesse à procura de algo, e sorrir debochada para Marcus;

— Eu irei, assim que ele aparecer. – Ele estreitou os olhos para mim e tentou prender um sorriso, mas não conseguiu fazê-lo. Nunca conseguia.

— Você levou outro fora dela, Mark? – Jane perguntou, parando do meu outro lado e quase tropeçando em solo plano – Porque você não desiste logo?

— Porque ela negando deixa tudo mais interessante. – Ele deu seu sorriso matador a Jane e eu juro que a ouvi sugar o ar antes de disfarçar com uma tosse, mexi meus ombros para que ele retirasse seu braço pesado;

— Espaço pessoal, Joey Tribbiani*. Espaço pessoal. – Minha amiga riu abafada enquanto ele bufava, cruzando os braços como se estivesse magoado. Arqueei uma sobrancelha para aquilo – Você pegou o papel de alguém sensível e irritadiço, não foi?

Um sorriso brincalhão despontou em seus lábios bem desenhados, ele era estudante de artes cênicas. Malditos atores gostavam de quebrar corações.

— É o principal, queria contar no seu apartamento assustador comendo pizza, mas bem, nada escapa desses seus olhos águia, escapa?

Sorri convencida, tirando meus óculos para o limpar em meu casaco, esse idiota sabia como fazer elogios.

— Escapa se ela não colocar os óculos, você vai dar de cara numa placa, Daph. – Desviei a tempo, ouvindo meus amigos rirem com minha rapidez e calma – Você é um demônio, garota.

— Ah, você ainda não conheceu o demônio. – Murmurei mal-humorada novamente, colocando meus óculos e suspirando.

Segui meu caminho para a sala do professor Michaels, um velho que mais gostava de falar de seus famosos filhos, do que da história da Arte.

E não demorou para que ele o fizesse, fazendo muitos alunos – eu inclusa -, resmungarem e se curvarem sobre suas pernas. A pior parte era que as provas daquele maldito eram difíceis, mas ele mal falava do assunto e aquilo fazia com que eu me odiasse por não ter ficado dormindo, podendo ter apenas perguntado a algum dos alunos quais temas ele havia falado e ter estudado em casa, no conforto de minha cama e com um achocolatado de acompanhamento.

Tudo culpa do maldito demônio, me acordando cedo e me irritando. Se ele não me irritasse, eu não sairia cedo de casa...

— Isso, culpe o demônio. – Me sobressaltei ao ouvir sua voz ao meu lado, alguns colegas de turma me olharam indagadores antes de voltarem a fingir interesse pelo o que o professor dizia, algo sobre um dos filhos dele estar viajando pelo mundo como crítico de arte.

Olhei de esguelha para a direita, confirmando que ele estava sentado na cadeira ao lado, com os pés descalços apoiados na cadeira da frente.

— O que faz aqui? – Perguntei de dentes rangidos e com o lado da boca, tentando não parecer tão estranha quanto meus colegar de classe já achavam

— Estava entediado, a virgem que eu ia sacrificar não era mais tão virgem assim. – Brincou, fazendo-me rolar os olhos.

— Pensei que não conseguisse sair do apartamento.

— Mas é claro que eu consigo, eu apenas fico por conta da companhia. – Estreitei os olhos para o professor, levantando meu dedo médio e fingindo coçar a bochecha direita, John riu alto e eu me encolhi, esperando que alguém virasse ou que o professor me expulsasse de sua aula. Ele detestava risadas, pois ele era um velho amargo. – E você vai se tornar ele em alguns anos, ou melhor, em alguns dias.

Arregalei os olhos e finalmente o olhei diretamente, repreendendo-me mentalmente e voltando os olhos para frente

— Você...

— Eu consigo escutar cada um de seus pensamentos. – Senti que ele sorria largo, o que aconteceria se por um acaso eu o fizesse beber água benta? Será que ele queima de dentro para fora e cala a boca? – Hm, não. Mas irá ser extremamente doloroso, isso eu posso lhe dizer.

— Então é claro, como meu filho está em Roma no momento, porque não falar um pouco sobre Michelangelo? – O professor falou em um tom irritantemente pomposo, aposto que o filho estava viajando para se livrar de ficar ouvindo os gritos irritantes e estridentes do pai.

— Sabe, eu conheci Michelangelo. – O demônio comentou como se apenas tivesse dito o que comeu ovos com bacon no café da manhã – Ele era um sujeito estranho. Mas Leo o superou, sabia que ele trepava com Mona Lisa? – Gargalhou alto, eu ainda tentava me recuperar ao descobrir que ele havia conhecido dois pintores e escultores fuderosos – Ele era amante dela, mas ela era chata e irritante. Mais que você, o que já diz muito.

— Deveria me sentir ofendida? – Perguntei em um murmúrio irritado, era injusto que ele havia conhecido tantos artistas!

— Hm, estou cumprindo meu papel como demônio e estou corrompendo-a. – Arqueei uma sobrancelha, ouvindo uma risada baixa e sem humor – Inveja. Sinto-a perfurando minha pele, claro que eu preferiria que se um dos pecados fosse voltado a mim, que ele fosse a lúxuria.

— Hm, trepar com um demônio e dar à luz ao anticristo? Não obrigada. – Uma nova série de gargalhadas tomou conta daquele ser estupido, dando-me vontade de rolar os olhos

— Acho que nunca a vi sorrir, Senhorita Daphne. – Comentou depois de alguns minutos de silêncio, gemi em desgosto, esperava que aquele momento tivesse se prolongado. – Eu já a vi de muitas formas, mas aparentemente, sorrindo não foi uma delas.

— O que quer dizer com “muitas formas”? – John riu mais uma vez e deu de ombros daquele jeito irritante que só ele conseguia

— Eu quero dizer muitas formas, você toma banho de porta aberta.

— Eu sabia que você estava olhando! Você fica desaparecendo com meu condicionador, não fica? – Exclamei irritada, recebendo olhares intrigados e curiosos, guardei minha vergonha em uma caixinha com cadeado no fundo do meu ser, tentando não gritar

— Não, quem faz isso é Jerry. Ele gosta de te ver irritada e com o cabelo ressecado. – Sorriu largo e eu fechei os olhos, respirando fundo e contando até dez.

— Quem. Caralhos. É. Jerry? – O seu sorriso continuou estampado

— Ele é tímido, e não é um demônio se é isso que está se perguntando. É uma alma penada, não faz nenhum mal, é apenas brincalhona. – Um arrepio subiu por minha espinha, bem, ainda eram seres sobrenaturais, mesmo que eu vivesse com um demônio. – Acredite, eu sou mais perigoso que ele. – O sorriso macabro voltou a estampar seu belo rosto, eu achava incrível como ele conseguia passar de brincalhão e estúpido a macabro e sombrio em milésimos de segundos.

Mas bem, ele era um demônio no final das contas.

— Vade retro, Satana.** – Resmunguei, ele rosnou e fechou os olhos, balançando a cabeça diversas vezes, como se para espantar algo de seu rosto.

— Favor, não repetir tais palavras, senhorita Daphne. – Prendi a gargalhada com seu comum tom educado.

— Quais? Vade Retro? – O som que saiu de sua garganta me fez arquear uma sobrancelha, era o mesmo que ele fez por repetidos dias nas primeiras semanas que eu me mudei para o apartamento, quando eu experimentei colocar crucifixos na parede para me livrar dele. Mas aparentemente, aquilo apenas o irritava e o deixava um pouco menos civilizado. – Por Deus, John. Está tudo bem com você?

Seus olhos estavam mais negros do que nunca e tinham uma ponta de terror, mal pude ver suas íris.

— Por favor, Daphne. – Pediu de dentes trincados, suspirei e soltei uma última flecha. Não devia tê-lo feito, pois aquilo era literalmente irritar um demônio.

— Jesus Cristo, está b-

PARE

Seu rugido ecoou pela sala e as lâmpadas em cima do professor explodiram, fazendo-me sugar o ar assustada enquanto alguns gritaram pelo susto, o professor incluso.

John estava curvado e respirando entrecortado, eu pisquei uma vez e ele já não estava mais ali.

Anotado, não fazer mais algo do tipo.

***

— No meu apartamento? – Jane esganiçou, acenei com a cabeça e ela gargalhou alto antes de me olhar séria – Não.

— Porque não? – Minha amiga bufou e cruzou os braços, se encostando no murinho que havíamos marcado de nos encontrar para esperar Marcus.

— Meus colegas de apartamento são babacas, ficam achando qualquer coisa para me culparem ou para reclamarem. Se vocês forem lá eles vão me fazer pagar a parte deles por que eu trouxe visitas. – Suspirei, é, teríamos que enfrentar um demônio. – Mas porque você não quer que seja no seu? Sempre foi lá e é mais perto daqui.

— Hm... Nada em particular. – Será que eu teria que trazer uma oferenda? Será que ele aceita, no lugar de uma cabra, uma fatia de Pizza? A pergunta ficaria no ar.

— Olha só, já até me sinto famoso com minhas duas gostosas me esperando. – Olhamos para Mark debochadas, ele riu e nós começamos a caminhar até seu carro. Levaria, literalmente, alguns segundos para chegar do meu apartamento por conta do carro.

A pé levava seis ou sete minutos, duas músicas. Era como eu contava.

Marcus estacionou e eu respirei fundo, entrando no prédio e seguindo as escadas.

— Deviam colocar um elevador nessa droga. – Jane arfou ainda no terceiro lance de escadas, rolei os olhos, continuando a subir calmamente, tentando evitar o encontro com meu... “companheiro de apartamento”

— Ei, eu ouvi que explodiram lâmpadas na sala de Michaels? – Marcus me cutucou com seu cotovelo de modo brincalhão – Eu já disse para não ser tão satanista do lado de fora de seu apartamento.

— Bem, não é culpa minha que um demônio me persegue. – Eles gargalharam com meu resmungo, isso porque uma tarde, John havia propositalmente desenhado um pentagrama no teto de meu quarto e derrubado alguma coisa para chamar nossa atenção. Estávamos na sala, em nossas típicas conversas e fofocas sobre quem havia trepado com o professor de Marcus naquela temporada.

Claro que depois de algumas pesquisas, eu descobri que o pentagrama era um símbolo de proteção e equilíbrio.

Cada ponta era um dos quatro elementos, enquanto a última era o espírito. Era como uma forma de pedir proteção e equilíbrio ao espírito.

E foi mais um novo pentagrama que eu encontrei na sala quando abri a porta, Jane e Marcus simplesmente riram e se sentaram no sofá, como se não tivesse um símbolo místico cravado na parede

Coloquei as mãos na cintura e resmunguei para mim mesma, porém suspirei aliviada ao ver a quinta ponta virada para cima. Se ela estivesse de cabeça para baixo, bem, aí mesmo teríamos um problema.

Se o pentagrama estivesse invertido, seria o contrário de proteção, seria atração e louvar a Satã, Diabo, pata rachada, tanto faz.

— Espertinha. – Senti o soprar em meus cabelos e prendi um sorriso – Perdão pela sala, mas bem, eu já lhe avisei. Esse tipo de coisa me irrita.

— Vou me lembrar de não colocar uma cruz na parede, então.

— Daph, com quem está falando?! – Jane perguntou do sofá, eu estava na cozinha, pegando algumas latas de cerveja

— Com o meu demônio colega de apartamento! – O ouvi rir, sentado em cima da bancada que separava a cozinha da sala

— Ata, diga a ele para parar de deixar o ambiente frio, por favor. – Respondeu, como se pensasse que eu estivesse brincando.

— Você a ouviu. – John sorriu de lado e eu fui a sala com o demônio em meus calcanhares, não demorou muito para que a sala esquentasse um pouco.

Jane arregalou os olhos, trocando um olhar com Mark

— Devo me preocupar, ou chamar um padre?

— Hm... Não. Não vai funcionar, de qualquer maneira. – Abri minha cerveja e dei um gole, sorrindo para os meus dois amigos – Eu já tentei.

Notas finais
*Personagem da série Friends, sua profissão é a de ator, porém é mulherengo e cafajeste, por isso o apelido. **"Vade retro Satana" ("Afasta-te, Satanás") é uma fórmula medieval católica de exorcismo, composta em 1415 e encontrada numa abadia beneditina na Baviera, cuja origem é tradicionalmente associada a São Bento de Núrsia. E então? Gostaram? Espero que sim :3 Já disse, mas só para reforçar, OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS NÃO SERÃO TÃO CURTOS E BOBOS ♥ Podem usar minha outra fanfic como "guia" apenas para verem qual é média de palavras, se quiserem :3 (Sim, isso foi uma divulgação mixuruca aksjdnakdnsa)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.