Notas iniciais
Oiii gente, como estão vocês??? Agradeço por terem comentado: Não parem!! Aproveitem a leitura.

Ao abrir os olhos para minha nova vida todas as minhas expectativas foram frustradas.

Todo o poder que imaginei sentir, não chegava a 1% do que sentia em minhas veias, nunca me senti tão viva quanto naquele momento, nua em frente á paredes e caixotes sujos de sangues. Não apenas de meu sacrificio como também o de duas amigas que haviam adentrado o depósito para aproveitar a noite.

Me aproximei de uma das poças de sangues do chão, e me vi refletida no liquido rúbro. Abri meu sorriso sonhador e me surpreendi ao ver o quanto bonito e malicioso ele era, minha respiração travou e não senti nenhum desconforto com a falta de oxigênio, concluí então que ele não era necessário mais.

Todas as promessas foram cumpridas então, e minha alma se fez recompensada.

Me lembrei da noite passada, e da presença que senti, da mesma presença tomando meu corpo e de suas palavras.

Eu faço o fraco forte. Eu faço humilde o arrogante. Eu ergo o oprimido e dou poderes ao desprivilegiado. Eu sou a justiça temperada com compaixão.

Arrepiei-me com a lembrança e inconscientemente vi pelo reflexo a mim mesma sorrindo enquanto meus olhos se encontravam em com uma claridade desconhecida. Abri meus lábios em surpresa com a beleza do meu rosto e como meus olhos agora faziam um contraste sobrenatural com a palidez de minha pele.

Com avidez desci meus olhos por meu corpo encontrando uma escultura no lugar do corpo humano antes pertencido a mim.

A magreza devido a minha escassa alimentação ainda estava lá, porém ela era combinada com seios turbinados e uma cintura fina e com curvas, meu quadril havia crescido e se levantado consideravelmente, minhas coxas tinham se tornado mais torneadas e longas, as manchas causadas por Charlie e seu tratamento agressivo haviam sumido em minha pele perfeita e rosada, abaixo de meu umbigo e acima de minha pélvis haviam uma longa tatuagem que contornava toda minha cintura, era formada por cravos e rosas cheias que se encontravam e eram separadas apenas por um símbolo de três caveiras montadas em um triângulo, e em seu centro um grande olho preenchido por chamas de fogo.

Soltei finalmente a respiração ao ouvir novamente sua voz e sua imagem aparecer em minha mente.

Eu sou você, eu sou parte de você, estou dentro de você.

Uma bela mulher dançava ao redor de sombras, em seu rosto um grande sorriso orgulhoso. Suas presas estavam amostra assim como sua grande e fina língua como uma serpente, no meio da mesma um grande olho me observa e pisca assim que eu o reconheço. A imagem some e direciono meu olhar para meu braço direito, sinto uma extrema dor nele, me divirto com ela e a aceito, nele também encontro tattuagens, essas eram formadas por outros símbolos em um vendaval, elas entrelaçavam-se e iam até acima da mão. Do mesmo lado do corpo, e na perna haviam mais tattos, também de flores e cravos, estas eram coloridas e mais charmosas.

Minha reação ao observa-las não foi negativa, afinal cada uma delas combinava comigo e me deixaram ainda mais bonita. Levando em conta que cada um de meus novos amigos também tinham tatuagem em algum parte do corpo, relacionei ao fato com o que eles eram e o que eu acabara de me tornar. Era algo de espécie então. Acho que isso não poderia ficar melhor, pensei abrindo um sorriso diabólico que combinava seriamente com minha nova pessoa.

Comecei a despir o corpo de uma das mulheres sem pudor, e colocar suas roupas. Uma mini-saia de couro e uma blusa de alças finas roxa, calcei meu salto alto que ainda se mantinha inteiro, e pesquei o celular da que era companheira da loira, chequei a hora e haviam se passado dois dias que eu tinha 'desmaiado' para minha nova vida, muito mais do que havia imaginado.

Era 31 de janeiro, meia noite e eu não tinha nada para fazer. Decidi não ficar mais ali entre corpos de humanos imundos e comecei a me deslocar para fora do depósito por uma porta que haviam no final de um corredor escuro para humanos, porém perfeitamente claro para mim e minha espécie, eu imagino.

Ao sair me deparei com um beco escuro, onde um homem belíssimo prensava uma loira peituda na parede, ele atacava sua boca ferozmente e ela lhe apertava entre suas pernas, me encostei em uma parede e me escondi em uma sombra apreciando o espetáculo.

– Damon... — Ela gemi baixinho, e para minha surpresa eu posso escutar perfeitamente.

Do lugar onde eu estava pude ver o olhar e o sorriso malicioso do lindo homem que se divertia com a frustração da jovem mulher com a separação de seus corpos, ele olha diretamente no seus olhos intensamente, e com uma voz persuasiva sussurra:

– Você não vai gritar; Ou sentir medo.

Sinto o poder ser lançado dele em ondas e no momento seguinte constato de que aquele homem não era apenas um humano, com minhas suposições sendo confirmadas ao ver seu rosto se transformar e veias aparecerem em volta de seus olhos e presas saltarem de sua boca, mas eram presas diferentes das que eu havia visto minutos antes; Aquelas eram presas de vampiro.

No momento em que cheguei a essa conclusão, senti-me ser puxadas por mãos grandes e fortes.

– Aí. — Disse um pouco alto, confrontando meu agressor, e sem querer chamando a atenção do vampirão que antes se alimentava da loiruda, ele nos olha rapidamente apertando os olhos para nos enxergar de longe; segundos depois desiste e volta ao seu lanchinho.

– Não sabia que seu lance era voyeurismo, bonequinha — Disse Duane, quando chegamos em outra parte do beco, mais limpa e clara. Obviamente tirando uma com minha pessoa.

– Cala a boca, D. — Disse Átala, se fazendo finalmente visível. Dei-lhe uma boa olhada e ela parecia muito mais bonita do que antes, porém não senti inveja. E ela não parecia também ao olhar para mim, de fato ela estava mais receptiva; Simpática até. — Nós temos assuntos mais importantes para tratar.

– É, cala sua boca 'D'. — Zombei de volta, mexendo com seu apelidinho, mascarando minha curiosidade e uma pontinha de tensão que comecei a sentir.

– É o seguinte Bella... espera, ainda posso te chamar assim não é? — Me perguntou, inquisidor. Franzi o cenho, em relação a questão. O que quer dizer?, me preparo para perguntar.

– Quando... passamos de humanos.. para demônios nossos "pais" nos dão outros nomes.. Aqueles que mais condizem com nossa nova forma e personalidade. — No momento em que Átala pronunciou as palavras, me lembrei da última frase que ouvi de minha nova.. mãe?;

– Você é agora Bella Devil, criança.

– OH. Sim, certo. Bella Devil, ela disse.

– Devil? — Pergunta Duane, com a sobrancelha ergida e talvez.. temeroso? Apenas concordo com a cabeça e um brilhante sorriso no rosto. Escuto uma bufada seguida por uma risada de Átala.

– Nem sei se quero descobrir o que isso significa, realmente.. — Sussura, antes de puxar uma grande lufada de ar fresco e continuar com uma voz mas alta. — Okay, então.. pequena Devil, o que temos para dizer é o seguinte: Nós deviamos cuidar de você e te ensinar todas as regras... ficarmos responsáveis por você e etc, mas é carnaval... e nós não damos a minima.

– Carnaval? — Pergunto, sem estar certa de saber o que diabos era aquilo.

(N/A: Gente.. não vamo zuar a coitada ok? Ela morava em Forks... Não esqueçamos esse detalhe!!)

– É, você sabe.. Festa, drogas e sexo.. etc. É quando o mundo humano resolve comemorar e adorar nossos papais. — Completa Duane, de volta a postura largado e divertido. — Não podemos deixar isso passar em branco, então nós vamos lá para ajuda-los e incendiamos ainda mais. É carnaval; é festa no escritório. — Ele termina risonho.

– 'É carnaval; é festa no escritório'? O quê?

– Escritório = inferno. Entendeu, pequena Devil? É quando nossas irmãos tomam férias de suas vidas humanas de fachadas e se juntam a nós para levar a perdição aos mortais.

–Sei.. — Falo, nada convincente; Então resolvo mudar de assunto antes que eles desistam de seus planos e fiquem de minhas babás. — Onde estão os outros?

– Por ai... Onde você estava?

– No depósito... Onde mais estaria?!

– Todo esses dois dias?

– É, pelo visto eu só acordei agora... Não é algo normal? Não foi assim com minhas outras... irmãs? Ou sei la?

– Bem, digamos que sua mãe é bem seleta, demora um pouco para que ela aceite alguém como sua. E ainda é mais raro quando ela... escolhe alguém para isso, como com você.

(N/A: Como vocês lembram... Duane foi atrás da Bella, e não ao contrário.)

– Então, eu tô sozinha? Sem irmãs ou irmãos?

– É. — Disse Átala, de forma direta após acender um cigarro. — Nós temos que ir. — Avisa, depois de tragar metade do cigarro, joga-o no chão e agarra o braço de Duane.

– Mas, ei, olhe por esse lado: Ninguém nunca está sozinho no carnaval. — Termina D, me lançando um sorriso antes de desaparecer com a súcubo.

Com uma bufada irritada, volto para o outro lado do beco a procura do vampiro gostoso, mas apenas acho o corpo de seu alimento jogado no chão.

Cutuco o mesmo com a ponta de meu salto alto, e me agacho ao lado da garota, procuro por seu pulso e vejo que este esta quase falhando, passo a mão pela corrente de sangue que está formada em volta de sua jugular e que escorre para o decote, lembro da cena onde minha mãe bebe o sangue de meu sacrificio, e uma vontade enorme de fazer o mesmo me preenche.

Calmamente levanto a mulher, que acabará de acordar com meu toque, ainda tonta ela me olha e pisca se acostumando com a pouca claridade fornecida pelo poste alto da rua.

Com o olhar intenso aproximei meu rosto de onde o sangue ainda escorria, e um cheiro delicioso me abateu combinado com um outro cheiro metálico que eu reconheci ser o cheiro do sangue.

Estiquei minha lingua hesitante e toquei o pescoço calmamente, nenhuma resposta veio porém o sabor que se seguiu em minha boca foi incrível; E de algum modo eu soube que aquele era o gosto de sua alma.

Levei minha mão de encontro ao seu ombro procurando por apoio enquanto minha aproximava de seu pescoço ferido, me surpreendi quando presas saltaram de minha boca, mas não parei para pensar nisso apenas perfurei a macia pele com minhas afiadas presas, assim que o sangue invadiu minha boca pude sentir o gosto da vida em minha língua, intensifiquei o fluxo e ouvi levemente o gemido da loira, só que este não era de dor. Minha mordida, então, era prazerosa?

Me afastei do corpo da loira e a observei, quando fui lhe perguntar algo ela me olha intensa e piedosamente, volto ao que estava fazendo e me inebrio novamente com o gosto; Em minha boca a sensação de algo cremoso passar por meus dentes é deliciosa e eu freneticamente passo minha lingua por eles.

Me levanto quando vejo que a loira está morta e faço meu caminho pela rua, me pergunto rapidamente pelo vampiro idiota que havia deixado seu lanche para trás; inacabado. Mas, não sabia se o repreendia ou agradecia.

Ri alto pelo meus pensamentos, e chamo atenção de um grupo de jovens, sorrio e pisco para os garotos, mas não paro para conversar.

O que faria sozinha, era uma questão mais importante para resolver. Afinal, é carnaval; signifique o que significar.

Fim do capítulo.
The Devil Isabella.

Notas finais
E aí? O que acharam? Sei que não aconteceu muito coisa, porém esse capitulo foi importante! Agora vem as perguntas: Quem será esse vampirão ai em??? kkk Quero que descubram isso por si mesmas, já dei dicas demais! E quero que me digam: vocês querem alguns capitulos com a Bella aprontando ou querem que eu pule logo para o dia do reencontro e encontro dos Cullens e Salvatores com a Pequena Devil, como diz nossa ruivinha Átala?! Ah, e sobre isso.. o que acharam da mudança de comportamento da súccubo em? Comentem!! Quero saber tudo! Beijo :*