The Devil Isabella
5 Capítulo 4
Notas iniciais
POV Edward Cullen
Segundos depois de deixar Bella descansando do seu aniversário traumático na segurança de seu quarto, me pus no caminho para casa, sem perceber, caminhei lentamente apreciando o bater do ar neutro em minha pele fria.
Ainda podia sentir o calor humano de Bella aquecendo minha pele, porém logo foi sumindo. Guardei as mãos no bolso, repreendendo-me por querer voltar para seus seus braços. E por ter me deixado ficar tão apegado.
Com consciência pesada, comecei a analisar minha situação e a o que ela empregava.
Como sempre, desde 50 anos atrás quando Alice e Jasper entraram para a família, eu tenho uma vida em minhas mãos. Mas ao contrário as outras vezes, esse problema eu não poderia resolver como todos os outros.
Morte não era a resposta. Não desta vez.
Em minha familia nós temos o costume de brincar com os humanos. Eu, como o único solteiro, era quem escolhia e seduzia nossa vitima.
Nós nos aproximávamos, as fazendo se sentir importante, contávamos nosso segredo e logo eu e a humana engatávamos um romance. Assim que nos cansávamos do jogo, dávamos um fim para a vitima da vez. Uma vez que ela já sabia nosso segredo, sua morte era certeira.
Em Forks, Bella foi a escolhida, mas ela era diferente, desde o começo contradizendo nossas regras. Ela descobriu o nosso segredo e se infiltrou em nossa família antes do esperado, e nos vemos apegados e dando nossa vida pela sua.
Bella nos pegou de jeito e nos enrolou em sua teia humana, e a verdade é que nenhum de nós sabíamos se isso era uma coisa boa ou ruim.
A coragem de Bella ao estar entre nós e ainda se sentir confortável nos surpreendeu, ela não sentia medo nem mesmo quando demonstrávamos nossas 'habilidades', seus sentimentos eram sempre surpresa e... segurança.
Fui tirado de minhas recordações pelo toque irritante de meu telefone, 'Carlisle' estava escrito na tela. Respirei fundo, e mesmo sem necessitar, parei a corrida.
– Carlisle? — Pergunto, impaciente por ser incomodado.
– Já passou da fronteira? — Estava em uma viagem de mudança, meu destino era uma cidade pequena também conhecida pelo seu lado sobrenatural Mystic Falls, iria comprar uma das propriedades, enquanto os outros continuavam com os Denali no Alaska. Nossa estadia costumava ser boa, porém Tânia, uma vampira com quem passo o tempo sempre que visitamos os visitamos, estava começando a pensar que nós tínhamos um relacionamento sério.
– Sim, mas ainda estou perto. É algo sério?
– É a Alice... Ela... travou.
– Travou? O que porra isso deveria significar, Carlisle? — Vocifero e me volto a correr na direção contrária.
– Eu não sei.
– Estou a caminho. — Termino a ligação e me concentro na corrida, duplico minha velocidade pondo força em meus pés, pulo as árvores e pedras, destruindo-as pelo caminho.
Quando finalmente chegou em casa, a situação é a mais estranha possível. Alice estava paralisada no meio do circulo formado por um grupo de vampiros desesperados, sua boca paralisada em um 'O' perfeito, seus olhos fixados em mim porém sem realmente me enxergar, neles alguns pingos de vermelho sangue estavam pintados, e haviam taças espalhadas nas mesas e uma em sua mão. Ao passar pela porta de vidro da casa os pensamentos de todos me acertam com força.
'Edward', eu escuto meu nome sendo repetido várias vezes em suas cabeças.
Sim, esse é o meu nome, eu já sei disso. Obrigada, ainda assim. Penso, irritado. De qualquer forma, ainda bem que eu sou o leitor de mentes da família.
Antes que eu pudesse falar algo, Carlisle começa a passar as informações.
"Ela está assim desde que você saiu" Ele começa, abraçando Esme e me mostrando os acontecimentos. "Estavamos bebendo e tendo uma conversa com os Denali sobre nossa mudança quando ela teve uma visão. Pensamos que não era nada sério, até que Jasper, alarmado correu para socorre-la."
"Seus sentimentos eram muito turbulentos, começou com confusão para apreensão, e depois dor. Tentei lhe acalmar, enviei ondas fortes de calma, então ela simplesmente... parou. Travou, literalmente." Continuou Jasper, em sincronia com Carlisle. "Nada vinha dela, nenhum som, movimento, nem mesmo um sentimento."
– Ninguém pode não sentir, Edward. — Completou Jasper, em voz alta.
Jura, Senhor Óbvio?!
Acenei em concordância e me aproximei de sua companheira, a cada passo meu dado os vampiros em volta se afastavam. Apoiei minha mão no ombro de uma Alice paralisada e a chacoalhei lentamente, nenhuma resposta. Concentrei em sua mente, e estranhei o que vi. Ou não vi.
– Esta vazia. — Sussurrei, ainda surpreso.
– O que quer dizer com vazia, Edward? — Se pronunciou Eleazar, o líder do Clã Denali.
– Não consigo ver nada, apenas escuridão e... — Fui interrompido por um grito estridente de Alice, o grito quebrou os vidros presentes na sala e também nos andares de cima. Foi tão alto que se possível, certamente nos daria uma dor de cabeça. Porém, nenhum de nós pensou nisso, apenas estávamos contentes por Alice saído de sua paralisia.
– NÃO! — Ela continua dizendo, até que aparentemente a sua voz falha.
– O que está aconteceu Alice? — Pergunta Esme, com uma cara torcida em agonia. — Diga-nos!
– É Bella! — Diz, com um suspiro se senta no enorme sofá da sala, coberto de vidro. Minha preocupação se esvai consideravelmente, porém a curiosidade e a confusão continuam.
– Ela tentou se matar, não é? — Pergunta Rosálie, com casualidade.
– Sabia que isso ia acontecer. — Digo, sendo acompanho por Emmett e Jasper. Esme continua a olhar Alice inquisidoramente, enquanto Carlisle lhe acaricia os braços.
– Não, não tentou. — Passou a mãos nos curtos cabelos, e segundos depois eles voltaram ao mesmo lugar, como sempre. — Bella está...
– Bem? — Interrompe Tânia, com escarnio. — Então para quê todo esse escandalo? — Ela não gostava de Bella, os Denali sabiam dos nossos jogos, e eles também tinham os seus. Porém ao ficarem sabendo de Bella, eles desaprovaram. Tânia sendo a que mais se opôs.
Alice não respondeu, passou a ignorar Tânia depois de ouvi-la xingando Bella de maneira depravada, ela tinha realmente se apegado a humana.
– Eu não sei... Ela... sumiu. — Ela fala me olhando diretamente, seu olhar suplicante. — Eu não entendo Edward, veja.
Entrei na mente de Alice e esquecendo as outras, 'É a visão' Alice avisa, antes que sua mente volte ao negro e quase instantaneamente se transforme em uma enorme TV HD colorida.
De repente estavamos em um local escuro e sujo, porém fracamente reconhecível, uma porta foi aberta e por ela passou um homem de barriga rechonchuda. Ele anda pelo corredor se apoiando na parede e chutando as enumeras latas de cerveja, depois de ligar a luz faz seu caminho para a sala, ele tropeça em uma das cervejas e caí, se apoiando no sofá teima a levantar fazendo finalmente seu rosto visível. Era Charlie quem estava em nossa frente, um Charlie gordo e bêbado com a barba mal feita, em baixo de seus olhos grandes poços de sono se eram presentes, e uma pequena parte de seu bigode estava raspado sendo substituído com um corte feito por uma lâmina velha.
Resmungando ele se senta no sofá e liga sua tv, com uma garrafa de cerveja, que até então eu não havia percebido, na mão lentamente a levando em direção à sua boca. Ele a bebe enquanto assiste o jogo, e logo o fim do primeiro tempo chega e Charlie joga sua garrafa de cerveja recém acabada para trás, onde uma pilha de lixo se forma.
Eles procura na mesa de centro coberta por comida e bebida, uma nova cerveja, porém não encontra o que deseja. Ele tenta se levantar, mas está tonto de mais para isso, então toma fôlego e grita:
– Isabella! — Ele começa a tossir, e retorna a gritar: — Desça já, sua vagabunda! — Fico surpreso com o vocabulário, mais surpreso do que pensei que poderia ficar, tomando como base o que estou vendo aqui. Tenho noção da conversação que acontece na sala da casa Denali, mas quando pernas finas e translúcidas aparecem no meio da escada deixo de prestar atenção aos seus sons paralelos.
Uma garota magricela e de aparencia fragil entra na sala, ela trajava um vestido branco de tecido fino que ia até um pouco mais da metade de seus joelhos, ela anda cuidadosamente entre o lixo descalça, me pergunto como ela está aguentando o frio desta forma, mas também esqueço meus pensamentos quando o seu rosto entra em foco. As veias parecem saltar de seu rosto em contraste com a pele ainda mais branca e fina de Isabella, seus cabelos haviam crescidos e se tornado mais escuro, em baixo de seus olhos olheiras mais fundas eram vistas e não foi preciso pensar muito para descobrir quem dos dois dormia menos a noite, seus olhos estavam levemente abertos e não havia surpresa neles quando eles focaram o pai. Ela parou e com a postura reta, olhou para Charlie apenas esperando, ele a olhou de cima a baixo com raiva no olhar.
– O que está fazendo ai? Traga-me outra cerveja, precisamos conversar! — Ele grita e depois abana a mão e se vira para frente ignorando a garota que se pôs a andar lentamente, quis segui-la porém o foco da visão era Charlie, ele solta mais alguns palavrões sobre a filha, e então o jogo começa, ele esbraveja contra a tv e joga uma garrafa nela, o vidro quebra e caí.
A visão parece ter falhas, a imagem escurece, e a cor se esvai, vejo Charlie se levantar e se encaminhar para a cozinha, novamente a visão se fecha e depois de um minuto ela volta, cortando imagens.
Charlie olha para a filha que estava com o olhar perdido em algo dentro da geladeira, fortemente abastecida com bebidas alcoólicas. A visão corta, e de repente vejo Charlie puxar Bella pelos cabelos longos, ela arregala os olhos e morde o lábio, comprimindo um grito de dor. A imagem escure, mas não antes de ver Charlie bater no rosto de Bella. Solto um rosnado, e sei que alarmo minha família, aperto minhas mãos fortemente contendo um soco, sabendo que nada havia na minha frente para recebê-lo.
A imagem da visão volta, e Bella está agachada no chão recebendo tapas na cara de Charlie, sua cabeça bate repetidamente na parede e ela desmaia por alguns segundos, um filete de sangue escorre por seu nariz, e somente quando ela abre os olhos Charlie para com a violência. Quando eu pensei que ele ia se afastar e pedir desculpas, vejo que nenhum sinal de arrependimento é mostrado em seu rosto.
Ele agarra o braço de Bella e a ajuda a se levantar, a imagem some novamente e eu aproveito para descontar a raiva na parede da sala, os pensamentos de minha família são eloquentemente confusos e surpresos, eles me perguntam o que está acontecendo porém mando-os calar a boca quando a imagem volta, ainda destorcida.
Bella está apoiada no balcão da cozinha, ela chora em desespero enquanto Charlie se movimenta e agarra o fino pescoço com uma mão. O ponto de vista muda e vejo que o vestido branco foi rasgado, aos pés de Charlie descansa sua calça e eu demoro a entender o que está acontecendo.
Charlie estava estuprando Bella! Sua própria filha! 'Não aguento mais...' sussurra em mente Alice, e a visão se vai, meus olhos se focam e vejo que ela estava caída no sofá soluçando.
– Alice, por favor... Só.. Me mostre ok? — Eu imploro, segurando suas mãos e ignorando as perguntas impacientes de minha família e dos Denali. Ela acena e fecha os olhos novamente.
– Sua vadia! — Grita o raivoso homem, que ainda estapeava a face da filha. Ele ria e se divertia do sofrimento da fraca garota que fechava os olhos fortemente, ela solta os lábios e grita de dor. Quando o Charlie volta a lhe segurar o pescoço, ela sussurra:
– Edward... Por favor... — Sangue começou a escorrer pela perna de Bella, que ainda chorava, as pontas dos dedos de suas mãos estavam vermelhas, e pareciam sair sangue de lá também. — Me ajude. — Ela completa um pouco mais alto, esperando que eu ouvisse, minha consciência pesa e eu me culpo por isso.
– Eu tenho nojo de você Isabella! É isso que você merece! — Charlie grita, e a visão some. Quando ela volta, vejo Charlie jogado no chão, e Bella parada a sua frente. Charlie teima em orientar sua cabeça, ainda confuso pela bebida. Ele foca seu olhar em seu corpo e logo depois no da filha, esperei novamente pelo sentimento de arrependimento ou culpa, porém estes não vieram, apenas o nojo.
Rapidamente, Bella alcança uma das facas de cozinha e aponta firmemente para Charlie, que apenas lhe olha divertido e cético. Ela o agarra com força do chão e o leva a uma das cadeiras, joga-o lá e começa a devolver as tapas, Charlie pisca os olhos algumas vezes tonto e segura o braço de Bella com raiva. A visão se apaga novamente, diferente de como eu achava quando ela volta, quem está a gritar era Charlie, Bella havia esfaqueado Charlie que gritava de dor enquanto olhava espantado sua perna. A visão se apagou por mais um tempo e então quando ela voltou, vi Charlie se arrastar pelo corredor iluminado e olhar para trás constantemente assustado, Bella não podia ser vista além de sua sombra na parede. Ela carregava algo cortante de duas faces, eleva seus braços acima da cabeça pegando força e distância. A visão se apagava novamente, me deixando impaciente e quando volta tudo o que temos é sangue por todo o lado e um corpo triturado, novamente a imagem se apaga.
Um homem alto e forte entrava escondido por um capuz, Bella não está mais na sala, ele passa pelo corpo e sorri, chutando-o para escanteio. Ele caminha normalmente pela casa e quando vou ver seu rosto a visão se apaga, quando volta, tudo está em chamas.
'É isso..' Suspira Alice.
– O que quer dizer com 'É isso', Alice? — Pergunto meio confuso e furioso. — Onde está Bella? E quem é o homem? O que aconteceu...
– Ah! Então é isso que se trata, huh? — Fala Rosalie, batendo o pé no chão. — Bella arrumou um cara para passar o tempo, e você ficou com ciúmes, foi Ed? — Ela ri, e eu rosno para o que ela diz a seguir. — Sempre soube que aquela humana era uma vadia.
No segundo seguinte Rosalie é arremessada por uma Alice furiosa, Rose ultrapassa o que deveria ser as janelas de vidro e bate a cabeça em algumas árvores, derrubando-as. Rapidamente, Emmett segura sua companheira enquanto Jasper faz a mesma coisa. Elas rosnavam uma para a outra constantemente, antes de Jasper acalma-las.
– Bella foi estuprada. — Alice diz, depois que Esme muito insiste em saber. Todos ficam em choque, demora um tempo para processarem a informação. Cada pensamento indo em direções diferentes, porém no final eles se encontravam em um único alvo: Bella.
– Por seu pai. — Completo, me preparando para o que seria a maior cena de todas.
Fim do Capítulo.
The Devil Isabella.
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