Notas iniciais
EU SEI EU SEI EU SEI EU SEI EU SEI! DEMOREI PRA CARAMBA PRA POSTAR ESSE CAPÍTULO! EU SEI DISSO E PEÇO DESCULPAS! Minha criatividade desapareceu e eu tava (e continuo) em um momento complicado na escola. As desgraças dos meus professores passaram mil e um seminários, videos e trabalhos tudo ao mesmo tempo e essa semana que vai entrar, adivinha, semana de provas! E pra ajudar ainda mais, dei um mal jeito dos infernos no pescoço! Ok, vou parar de encher o saco ;) Enjoy it :D

A ambulância não demorou muito a chegar. O problema era: Tyler estava sendo levado para o mesmo hospital em que Evelyn estava internada.

Fui direto para casa. Eu precisava descansar. Precisava ter uma ótima noite de sono na minha cama e não em uma poltrona em um quarto de hospital. Meu corpo estava todo dolorido. Eu não era mais uma jovem de vinte e tantos anos, estava na casa dos quarenta quase chegando aos cinquenta.

E eu não tinha que me preocupar com nada, a polícia de Nova York tinha sido avisada do que estava acontecendo e estavam mandando homens para vigiar as ações de Tyler.

Cheguei a casa eram mais de três e meia da manhã. Tirei a roupa e entrei debaixo do chuveiro quente deixando todos os meus músculos relaxarem.

Vesti pijamas e deitei na minha cama. Não dormi. Simplesmente não consegui dormir. Minha cabeça ficava girando em torno dos assassinatos, da filha mais nova do Devon, do Tyler doente e meu coração ficava cada vez mais pesado pela morte do meu filho. Eu estava tentando ignorar o fato de ele estar morto, mas esse é o tipo de coisa que não dá pra ignorar; muito menos quando seu paciente tem traços faciais muito semelhantes ao do seu filho.

Levantei e fui até o quarto ao lado, o antigo quarto de Peter. Peguei um porta-retratos. Na foto estavam Peter e uma garota, uma amiga da escola. Ele exibia uma pulseira vermelha de borracha que tinha ganhado.

Sorri ao ver seu sorriso.

Voltei para o meu quarto com o objeto em mão e deixei-o na minha mesinha de cabeceira. Não demorou mais de dez minutos para que eu conseguisse pegar no sono.

Na manhã seguinte, fui cedo até o hospital.

Cumprimentei os dois policiais parados um em cada lado da porta do quarto de Tyler com um sorriso, e abri a porta entrando.

O rapaz continuava inconsciente, mas, segundo a enfermeira idosa, já tinha sido medicado e a febre estava controlada. O pulso direito estava algemado à cama. O semblante em seu rosto era mais tranquilo do que o da noite anterior.

Varri toda a sua figura com os olhos. As marcas de mordidas estavam quase imperceptíveis, mas outra coisa me chamou atenção. Em seu pulso esquerdo além da pulseira de contas pretas que ele usava sempre, tinha uma feita de borracha na cor vermelha. Muito parecida com a que meu filho tinha.

Foi como se uma voz na minha cabeça dissesse "Não é a pulseira do Peter. O que Tyler e Peter teriam em comum? Nada! Esqueça. Já está na hora do exame da Evelyn". Olhei em meu relógio de pulso e faltavam alguns minutos para o horário do exame.

Caminhei pelo corredor até a sala em que tínhamos combinado de nos encontrar. Devon me pediu para acompanhá-la. Eu era uma mulher mais velha, eu significava segurança para a garota.

Os policiais tinham um momento de intervalo. Um intervalo de trinta minutos. Tyler não faria nada. Estava sedado e algemado.

Evelyn caminhava tranquilamente pelos corredores indo ao meu encontro, mas seu caminhar foi interrompido ao passar em frente de um quarto com janela para o corredor branco.

Ela o viu. Estava tão indefeso. Dormindo. Calmo. Sozinho.

Entrou no quarto lentamente, não queria acabar acordando-o, e ficou-o observando. Nem parecia aquele que a tinha violentado. Puxou o travesseiro extra com cuidado para não acordá-lo.

— Você não tinha o direito de fazer isso comigo. — Sussurrou com lágrimas nos olhos, e então posicionou o objeto inofensivo sobre o rosto do suspeito e segurou forçando contra o mesmo e sufocando-o. Evelyn era movida pela dor. Não sabia o que estava fazendo, só estava fazendo

Tyler se debatia em desespero. Seus gritos eram abafados, só era escutado grunhidos. Tentava soltar o pulso algemado a todo custo. Com a mão livre agarrou um dos braços da menina que chorava compulsivamente com tanta força que estava deixando-o vermelho.

Um médico entrou no cômodo com uma prancheta em mãos e soltou-a no chão quando viu a cena a sua frente. Agarrou a Evelyn por trás e a afastou da cama.

— Não! Não! Ele não tinha o direito! Ele merece morrer! Ele merece o inferno! Ele tem que pagar por tudo que fez! — Gritava e chorava descontrolada

Enfermeiros entraram e tiraram-na de lá dando-lhe um calmante enquanto o doutor via se o estado que o rapaz se encontrava. Estava assustado e ofegante.

Passaram exatos dois dias. Os exames constataram que Tyler não tinha abusado sexualmente de Evelyn e isso deixava tudo ainda mais confuso.

Foram feitos exames em Tyler para saber se ele tinha uma doença que causa duplo DNA, mas nada. Ele era saudável. Não tinha nenhum problema com seu corpo, com seu DNA. E isso perturbou Devon, deixando-o com mais ódio do suspeito.

Era um domingo frio mas o sol estava no céu.

Caminhei até o jardim da clínica e lá estava ele. O garoto de 24 anos estava sentado em uma mesinha com uma caneca de chá a sua frente, estava distraído mexendo na pulseira vermelha. Estava com uma roupa simples e confortável, um conjunto de moletom preto. Parecia ter acabado de acordar, tinha olheiras e estava despenteado.

— Tyler? — Chamei-o apoiando minha bolsa na mesa. Não disse uma palavra, aó me olhou. Estava vazio. Não um vazio ruim, um vazio maligno, era um vazio de tristeza, de cansaço. Não era nenhum dos dois Tylers que eu tinha conhecido — Tudo bem?

— Eu estou cansado. — Respondeu voltando a atenção para a pulseira

— Onde conseguiu essa pulseira?

— Eu ganhei.

— De quem? — Me olhou como quem diz 'você está fazendo muitas perguntas, não acha?' — Me desculpe, eu estou fazendo muitas perguntas. Eu deveria te dar um descanso, hoje é domingo.

— O que está fazendo aqui?

— Eu vim em missão de paz! Não quero falar sobre o caso, quero saber como você está. O que se passa na sua cabeça. Quero saber um pouco sobre você.

— Pra quê? Pra usar contra mim em um interrogatório? Não, obrigado, eu dispenso essa conversa!

— Não vou usar nada contra você. Está diferente dos outro dias. Mais calmo, mais, mais humano. — Pausei olhando ele parar de mexer na pulseira e dircionar o olhar para a caneca — Eu sei que o que você está passando não fácil.

— Você não sabe.

— Eu sei. Sei como é perder alguém que se ama. Eu perdi meu filho, não sei como, mas você sabe disso.

— Eu perdi muito mais do que uma pessoa. Eu perdi a minha vida.

— Eu estou aqui pra te ajudar. Nós podemos curar essa doença.

— Eu não estou doente.

— A primeira coisa a se fazer quando se está doente é negar que está doente. Aceite e tudo vai ficar bem. — Depois de vê-lo mordendo o canto da boca resolvi contar — Tem alguém que veio te ver.

— Quem?

— Joyce. Ela está lá dentro na sala de espera. Eu posso chamá-la? Ou melhor, por ue não entramos? Está ficando bem frio aqui fora. — Acentiu. A garota não parava de balançar as pernas, estava nervosa

Deixei os dois conversando a sós, mas fiquei a uma distância boa para poder escutar toda a conversa. Não tiveram um grande diálogo e eu fingi não ter vista o beijo que Joyce deu rapidamente em Tyler.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e espero merecer reviews ;D Beijos, até