Já com um plano em mente, Raiser foi andando para o lado oposto de onde teria matado a primeira besta, se lembrando do que Chester teria falado sobre a localização das mesmas.

Ficando em um local com bastante movimentação, retirou o apito do bolso, pegou um pouco de fôlego e o assoprou, sem sucesso. Como não apareceu ninguém suspeito, respirou fundo e foi se retirando do local, sendo surpreendido por alguém que puxava sua camiseta. Ao olhar para baixo viu que era apenas uma garotinha, com os olhos cheios de lágrimas.

– Moço, eu me perdi da minha mãe, por favor, me ajude a encontra-la? – Dizia a pequena, com a voz rouca de tanto chorar. O garoto de cabelo vermelho pensava em não ajudar, afinal estaria muito ocupado, porém ficou com pena.

– Tudo bem... Mostre-me o ultimo lugar em que você a viu. – Respondeu Raiser, sorrindo.

Logo a menina começou a correr, ainda puxando a camisa de Raiser, indo na direção de um beco um tanto isolado e quieto. Quebrando o silêncio, a pequena começou a rir e a se contorcer, acabando por rasgar a própria pele, revelando sua real forma... Uma vespa gigante.

– Foi você o moleque de cabelo de fogo que matou o Tyga?! Vai pagar por isso! Exclamou a Vespa.

– Sim, e você será a próxima! Disse Raiser

– É o que vamos ver!

E então, a espada de Raiser apareceu em suas mãos e ele a saca. Instantaneamente, como um flash, a marca do braço direito dele também aparece, estendendo até o peito.

– Pode vir! Gritou Raiser.

Então, a Vespa foi em sua direção. Ela era muito rápida e Raiser conseguiu defender a sua investida por sorte.

– Droga... É muito rápida. – Disse.

Parou de se movimentar e começou a observar os movimentos realmente muito rápidos da criatura, quase não dando para acompanha-los. Por ter se distraído, a besta começaria a lançar ferrões em Raiser, que foi forçado a desviar, sendo pego somente por um, e de raspão ainda.

Perdeu um pouco a velocidade, mas teve uma ideia. Posicionou-se e jogou a espada na direção da vespa, como se fosse um bumerangue, acertando em cheio todas as asas dela, fazendo-a cair.

– Isso! – Comemorou, estendendo a mão para cima e pegando a espada.

Aproximou-se da besta, que estava jogada no chão, se contorcendo e soltando grunhidos de dor.

– Seu maldito! Por que cortou minhas asas?! Maldito! Maldito! Maldito! Eu não vou morrer!

Assim que Raiser levantou a espada para dar–lhe o ultimo golpe foi surpreendido por um ultimo ferrão que ela teria soltado, pegando bem em seu braço esquerdo.

– Maldita... Disse Raiser.

– Você acha que está ficando forte? Você só tem sorte... Mesmo sendo um Naito você não consegue nem empunhar uma espada direito... Você não é nada parecido ao Lendário Naito, nenhum pouco... Comigo você deu sorte, mas os próximos... Talvez você fique sem um braço... Ou até sem a cabeça... Disse a Vespa, se retorcendo.

– Um Naito?

– Sim um Naito... Você é um Naito, moleque... Seu cabelo dá toda certeza disso... Mas tudo bem... Eu vou morrer agora, e outro mais forte virá e com certeza vai te matar.

– E se o próximo for forte que nem você pode ter certeza que ele vai morrer de uma maneira tão humilhante quanto a sua. Disse Raiser, que fincou a espada no peito da besta e girou matando-a.

A sua marca estendeu até o ferimento, para cura-lo. Vendo isso, indagou-se:

– Até onde essa marca vai crescer? Parece que ela cura qualquer ferimento que meu corpo tenha.

Embainhou a espada, o que fez a marca sumir, o que sobrou, foi a cicatriz do ferrão, mais uma para a coleção.

– Preciso ir para o apartamento. Mas antes... – Raiser tirou o óleo que Chester havia dado para queimar o cadáver da besta, para certificar-se que a mesma não voltaria à vida.

Queimou o cadáver e foi embora em direção ao apartamento.