Notas iniciais
Bem vindos a minha história! Sintam-se livres a comentar, sugerir ideias e criticas construtivas. Agora, inicia-se o arco das Dez Bestas Demoníacas.

“... Você tem olhos de uma pessoa determinada... Por isso vou deixá–lo viver... Tome essa cortesia... Isso lhe dará poder para vingar os seus entes queridos... Estarei esperando por você...”

– Ah! Foi só um sonho... Falou Raiser, depois de ter despertado ofegante e todo suado.

– Raiser? Você tá bem? Perguntou o Padre, do outro lado da porta.

– Ah, eu to sim! Não se preocupe!

– Ok então, então vem comer que o café já tá pronto e você tem que me ajudar na igreja hoje!

– Já tô indo!

Raiser (é como o Padre o chama) é um garoto de dezessete anos de idade, 1,75m de altura, cabelos vermelhos fogo meio que espetados e olhos castanhos, além de ter uma cicatriz esquisita no braço direito, que o Padre diz que talvez seja de nascença. Ele mora junto com um homem, que ele sempre chama de ”Velho”, mas não é nada mais que um simpático homem de uns quarenta anos de idade que todos o chamam de Padre. Dizem que ele é muito respeitado por certos trabalhos que já fez, mas Raiser duvida disso, pelas atitudes dele. Raiser mora com ele desde os quatro anos de idade, quando foi encontrado de baixo dos escombros de uma casa, depois do Julho de Sangue, que foi um incidente onde uma vila inteira foi assassinada por alguém misterioso, e ele é um dos sobreviventes, ou talvez o único.

Depois de se vestir, Raiser foi até a igreja aonde o Padre prega seus “ensinamentos”. Mesmo sendo criado por um padre, nunca acreditou em nenhuma religião, e o Padre foi compreensível a isso, dizendo que todos têm direito a seguir qualquer linha de pensamento que quiser.

Chegando à igreja, começou a arrumar as coisas para a missa, que aconteceria naquela mesma noite, arrumar a batina dele, a sua estola, além limpar a igreja por completo.

Naquela noite a igreja estava lotada de gente, pois era um dia tanto como especial: era o 13º aniversário do evento Julho de Sangue. Os rostos das pessoas estavam todos tristes, pois a maioria que estava lá perderam seus parentes, pois moravam naquela pacata vila, que abrigava muitos tipos de pessoas, e era alegre e tranquila.

Assim que a missa terminou, Raiser esperou que todos saíssem para que pudesse arrumar as coisas antes de dormir. Quando de repente ouviu um barulho vindo dos aposentos do Padre, o lugar onde que ele fica antes e depois de cada missa. Saiu correndo para ver o que era e quando chegou a seus aposentos, deparou–se com ele caído no chão, e correu para acudi–lo.

Viu que o Padre estava pálido, com muita febre e ofegante. Então falou:

– Velho! Velho! Precisamos ir ao hospital! Você está morrendo!

– Eu sei filho... Eu sei. Mas é um pouco tarde pra isso... Respondeu.

– Como tarde?! Precisamos levar você para o hospital rápido!

– Eu fui envenenado... E já estou morrendo. O hospital é longe, então creio que seja o fim da minha vida... Falou, com a voz trêmula – Mas tem algo que eu ainda tenho que falar pra você, meu filho... Completou.

– O que? Perguntou, e já dava para perceber que estava com lágrimas nos olhos.

– Meu filho de coração... Nunca fique sobre forte estresse... Se não machucará que estiverem em sua volta... Nunca se esqueça disso... E após dizer essas palavras, ele fechou os olhos para nunca mais abri–los.

– Velho...! Velho! Você não pode morrer! Velho!