O céu começa a ficar nublado e Raiser chega até o parque da cidade. Como é um local movimentado, a besta poderia estar disfarçada, então poderia ser qualquer um. Pegou o apito do bolso, e assoprou. Esperou um tempo e olhou em volta. Ninguém reagiu ao barulho do apito. Resolveu dar uma volta para procurar a besta, e enquanto olhava, reparou em uma mulher. Era uma mulher linda, de cabelos loiros compridos até a cintura, com o rosto mais belo que qualquer poderia ter, além de um olhar fatal. Raiser sentiu-se tão atraído pela bela moça, que foi até ela puxar assunto:

– Olá... Falou Raiser admirado com a beleza da jovem.

– Oi. Respondeu a jovem.

– Qual é o seu nome?

– É Júlia. E o seu.

– Raiser, prazer em conhecê-la!

– Raiser... – A jovem ficou pensativa. – Eu te achei uma gracinha, você gostaria de dar uma volta comigo? Completou.

– Mas é claro! Como não? Falou Raiser.

– Então vamos.

Começaram a caminhar, Raiser não tirava os olhos de Júlia, talvez estivesse enfeitiçado pela beleza da jovem.

– Você tem namorada, Raiser? Perguntou Júlia.

– Não, eu nunca namorei na minha vida, tão pouco beijei. Respondeu

Júlia olhou com cara de surpresa. – Como nunca beijou?

– Ué, não beijando, onde eu morava não existiam meninas que quisessem me beijar.

– É uma pena... Creio que terei que te ensinar. Falou Júlia

– Como assim?

– Assim – Júlia colocou os braços nos ombros de Raiser e dá um beijo.

O beijo durou uns instantes, até que Júlia parou. Raiser estava paralisado.

– Gostou do beijo, Raiser?

Raiser não disse nada, só voltou a beijá-la. Mas, enquanto beijava a moça, sentiu algo esquisito no seu corpo, como se já tivesse sentido aquilo antes. “Senti essa sensação enquanto lutava contra as outras bestas... Será que ela é uma besta? Só há um jeito de descobrir...”.

Raiser parou de beijá-la, e disse:

– Já pode parar de se esconder, Choke.

Júlia ficou surpresa. – Como sabia que eu era uma besta?

– Eu senti a mesma sensação de quando eu lutava com as outras bestas.

– Se é assim, não preciso mais desse disfarce... – Júlia então, se transformou em Choke, a besta demoníaca que Raiser deveria matar.

– Eu estava esperando por isso, então vamos nessa! Raiser estende a mão e aparece a espada, e a saca, fazendo a marca aparecer em seus braços, peito, costas e abdómen.

Raiser avançou, e tentou acertar o primeiro golpe com a espada.

– Tome isso...! Gritou

Não muito longe dali, estava Alice, correndo tentando encontrar Raiser, para que pudesse ajuda-lo. De tanto ficar andando em círculos, ouviu um estrondo.

– Deve ser ele. Pensou, e correu para a origem do estrondo.

Chegando lá, viu Raiser, caído no chão e Choke, a tal besta demoníaca estava de costas.

– Sua cobra maldita! Vai ver só, tome isso! Alice pulou, e preparou–se para dar o ataque.

– Scythe’s... – Quando ia dar o ataque, foi surpreendida pela cauda da besta, que acertou Alice em cheio.

Alice foi arremessada contra uma árvore, ficando inconsciente.

– Ora, ora, ora. Raiser tem uma namoradinha? Então ele mentiu para mim! Nunca namorou, mas que cabelo de fogo idiota! Bem... é o seu fim, vadiazinha.

Raiser recobrou a consciência e viu Alice desacordada. – Merda, por que ela tá aqui? Pensou. Olhou para a besta, que estava pronta para atacar a garota. – Merda, merda, merda, a Alice vai morrer desse jeito! Merda!

O desespero de Raiser fez a marca crescer até suas pernas, o que deu para se movimentar rapidamente.

Alice acordou, e viu a cobra avançar em sua direção. “Não dá tempo de me desviar!” Pensou. Só fechou os olhos e esperou pelo ataque. Quando de repente ouviu um barulho de impacto. E quando os abriu, Raiser havia bloqueado o ataque.

– Alice! Raiser olhou para o lado e a marca estava começando a cobrir o se rosto – Eu te falei para não me seguir! Eu não preciso da sua ajuda!

– Mas Raiser...

– Mas nada! Fuja daqui, rápido!

– Mas você...

– Mas nada! Já falei pra fugir daqui!

– Ok... Não morra!

– E eu tenho cara de quem vai morrer?! Eu não vou morrer!

Raiser dá um soco na mandíbula de Choke, fazendo a besta ir para trás. – Merda! Gritou a besta.

– Eu... – Raiser joga a espada, que acerta o peito da besta – Não... – Vai até aonde acertou a espada – Vou... – Segura a espada – Morrer!!! – A gira e faz a cobra partir em duas.

A besta morre, Alice volta para o local e vê Raiser com os olhos vermelhos e uma expressão de raiva, ofegante. Ele embainha a espada, e a mesma desaparece, junto com a marca.

– Raiser! Você tá bem? Perguntou Alice.

– Estou... Só estou cansado. Vamos embora... Mas antes... – Raiser tira o óleo do bolso e queima o cadáver da besta (mesmo partido em dois).

– Obrigado por me proteger hoje, se você não tivesse agido na hora certa, talvez eu pudesse ter morrido. Falou Alice.

– Eu te jurei te proteger, lembra? Não vou deixar ninguém te machucar, ninguém!

Alice sorriu. Viu que Raiser não se esqueceu da promessa que fez.

– Alice, eu tô com fome! Vamos comer alguma coisa?

– Vamos...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.