The Devil Has A Name.
3 Victim of fate.
Notas iniciais
Charlotte's POV.
Sempre me imaginei como um enorme quebra-cabeça difícil de ser montado. Um código que não pode ser desvendado. Uma incógnita sem resposta. Louca? Claro que não. Psicopata? Talvez. Afinal, psicopatas não sabem amar. E, enquanto eu estava retirando a camisa de minha próxima vítima em um motel meia boca no meio da estrada, isso me veio á mente. Talvez esse tenha sido meu destino desde sempre. Ser a garota sem coração. Não me entendo como serial killer. O nome disso é outra coisa. Vingadora. Vingadora em nome de todas as garotas e mulheres que tiveram o coração partido.
— Espere um minuto. — disse, após o beijo com Austin, não, Justin... eu não tenho certeza. Não tenho tempo para guardar o nome de cada vítima. Só tenho tempo para matar. — Vou pegar o vinho. — o mini-bar estava no outro quarto, junto com todo o suprimento que eu tinha. Coloquei minha luva. Estava decidindo com o quê matar hoje... talvez com uma overdose de cocaína. Peguei a agulha, e voltei para o cômodo. Austin, ou Justin, estava de costas, totalmente nu. Ele tinha um corpo muito bonito. Por um minuto, ponderei se não poderia me aproveitar da luxúria e depois matá-lo, mas preferi fazer tudo de uma vez. Apliquei a injeção em seu pescoço, e ele caiu á meus pés.
— Uma pena... — murmurei, encarando o corpo inerte do garoto. Garoto sim, deveria ter o quê, uns 27 anos? Faço isso á 3 meses. Mas não pego qualquer um para matar. Ele tem de ter um status. Médicos, engenheiros, políticos, advogados... esse garoto era filho de um grande advogado da cidade. Alguma coisa Munn. Sei disso porque leio os jornais. Peguei meu balde, fósforo, tirei minhas luvas e joguei no balde — balde esse que já queimou muitas provas contra mim no decorrer de minha “carreira” — um blazer vermelho que usei para não ser identificada, e aproveitei para trocar de roupas, joguei ela toda no balde e ateei fogo. O fogo é uma coisa interessante. Sou fascinada pelo fogo. Alguma coisa no seu poder de elemento que combate qualquer outro. Por um instante me comparei ao fogo que queimava aquelas provas. Eu era como o fogo. Indestrutível. Peguei a chave do carro do garoto — um Audi vermelho, que, depois, teria de trocar a cor, a chave, e tudo o mais...
Desci pelas escadas, por precaução, já que não tinha certeza se o elevador tinha câmera e se alguem me reconheceria mesmo sem o blazer e com outra roupa. Não tinha ninguém na recepção, então saí sorrateiramente pelo portão.
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