The Devil Has A Name.
10 I really wanna make her mine.
Notas iniciais
Tudo bem. Mais uma vez estávamos transando. Agora em um motel de verdade. Eu estava perdendo a cabeça. Porque eu estava transando novamente com Charlotte? Isso era irresponsável e insensato de minha parte. Eu estava a investigando, ela era uma serial killer, e lá estava eu, tendo mais um orgasmo por ela. Pior ainda: eu estava traindo minha mulher. Eu sou o ser humano mais nojento de todo o planeta.
— Você quer? — Charlotte me ofereceu um cigarro, após acender depois de nossa transa. Isso iria me acalmar, então peguei de sua mão e dei uma tragada. — No que está pensando?
— Que eu sou um idiota por estar transando com você?! — ri, e ela me acompanhou. Sua risada era gostosa. Aquela risada que fica na sua mente, que você quer ouvir de novo e de novo.
— Bem, você realmente não sabe dos perigos que está correndo — disse ela, lasciva.
— Claro que sei — respondi. Sim, eu estava ciente do que poderia acontecer comigo. Poderia ser encontrado morto aqui mesmo, dentro deste motel, depois de pegar no sono. Eu estava numa roubada, mas não me importava nem um pouco. Eu só queria curtir. Nós não tínhamos uma conexão, porque, obviamente, não se tem uma conexão com uma serial killer, isso seria suicídio. Nós temos vontade um do outro. Era fisico e só físico. Dei um beijo nela, e ela subiu em mim novamente, e fizemos mais uma vez.
— Certo, agora chega — Charlotte sorriu, levantando-se e colocando sua blusa após nossa terceira transa da noite. — O que você quer fazer? — perguntou.
— Bem, pra falar a verdade... — ri.
— Não, sem essa, Nicholas — revirou os olhos. — Vamos para a balada, ou sei lá.
— Charlotte, eu quero te perguntar uma coisa — disse eu.
— Sim?
— Como é sua relação com seus pais? — ela congelou, e demorou alguns minutos para responder.
— Hum... — hesitou. — Porque quer saber isso agora? — olhou pra mim, franzindo o cenho.
— Não sei. Apenas curiosidade — dei de ombros.
— Bem... é uma relação normal — riu, nervosa. — Como de qualquer pai e filho.
— Quando você vai me apresentar para eles? — joguei verde, e ela gaguejou.
—C- como assim?!
— Qual é, Charlotte, estamos nessa há mais de um mês. E eu não sei nada sobre você! — ela assentiu. — Você poderia ser uma assassina e eu não sei. — ela começou a rir.
— Eu não sou uma assassina! — gritou ela, e eu arregalei os olhos.
— Tudo bem...
— Está dizendo que quer ser meu... namorado? — hesitou. — Eu te disse desde o começo que eu só queria sexo.
— Eu sei! Eu também, juro! Não precisamos rotular. — suspirei, derrotado. — Mas façamos o seguinte: você me apresenta sua família e eu te apresento a minha. Tenho uma irmã, e tenho certeza que vocês vão se dar bem.
— Você tem uma irmã? — sorriu, e eu lhe dei um selinho.
— Tenho — confirmei com a cabeça.
— Tudo bem então, vou pensar no seu caso, Nick.
Fale com o autor