The Destiny Sucks! or not...
3 O que está acontecendo?
Notas iniciais
Finalmente o sinal da escola tocou, alertando que estava na hora de ir pra casa. Como todos os outros dias, os alunos ficam gritando e comemorando pela tão esperada hora de ir embora. Hoje eu não senti vontade de reclamar da aula, talvez seja porque a Emaline me distraiu com as suas piadas, e eu não reclamar da aula é tipo um milagre. O que está acontecendo?
— Kate! — Emaline gritou quando eu estava saindo da sala.
— Oi. Precisa de alguma coisa?
— Sim... Eu queria que a gente fosse juntas pra casa. Se você quiser, claro. — ela disse, e eu percebi que ela ficou um pouco tímida por pedir isso.
— Eu adoraria! Você vai pro mesmo lado que eu? — perguntei super animada.
— Não é óbvio? Eu estava logo atrás de você quando houve aquela queda. Lembra disso? — ela disse, contendo o riso.
— Não, acho que não lembro. Mas eu te faço companhia mesmo que eu não saiba sobre esse incidente. — eu ri e dei de ombros.
Eu estava conversando com alguém, e não era o meu pai, e isso quase nunca acontece. Digamos que eu sou a estranha da escola e não tenho muitos amigos pra socializar. E então novamente eu me pergunto: o que está acontecendo?
*Play na música*
Fomos caminhando devagar para poder conversar um pouco mais, e eu estava gostando de falar com ela. Conversamos sobre as aulas de hoje e sobre o quanto nossos professores são chatos. Rimos bastante falando mal da escola.
— Eu sei de uma coisa que é mais chata que os professores. — eu disse.
— Não tem coisa mais chata que professores. Mas ok, me diga, o que é? — ela perguntou mas acho que ela sabia qual seria a minha resposta.
— Você e suas piadas sem graça. — eu tive que conter o riso porque ela fez uma cara de triste muito engraçada.
— Mas então porque você ri de mim e das minhas piadas? — ela perguntou com uma cara desafiadora.
— Bem, porque, hã, eu... é que eu tenho dó de você fazer essas piadas e ninguém rir. É piedade, Emaline Addario. — droga Kate, poderia disfarçar ao invés de gaguejar. Eu sou uma zero à esquerda pra socializar mesmo. E eu gosto das piadas dela.
Ela riu e passou um dos seus braços no meu pescoço e disse:
— Ta bom, vou fingir que acredito. — ela sorriu pra mim.
Merda. Acho que eu estou sorrindo também.
Andamos mais um pouco em silêncio, e chegamos até a minha casa.
— Eu moro aqui. — parei em frente ao portão e apontei para a minha casa.
— Sério?? — ela perguntou meio desconfiada.
— Sim, qual o problema?
— É que eu moro naquela casa ali, Kate. — ela apontou pra casa ao lado.
Então quer dizer que ela é minha vizinha? E que eu não tenho um vizinho guitarrista mas sim uma vizinha guitarrista, e por sinal é muito bonita?? Não estou entendendo mais nada.
— Espera. Você é minha vizinha? Como é que eu nunca te vi antes?
— Kate, eu sou nova na cidade, eu não tenho amigos, então porque motivos eu sairia do meu quarto?
— Isso faz sentido. Mas eu queria perguntar uma coisa, agora que sei que você é minha vizinha.
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