The Destination
9 Dad...
Quando abro os olhos, todos me observam, meus pais foram apenas uma ilusão, eu achava que era isso que faltava pra que eu conseguisse me despedir deles, mas parece que isso só me fez sentir mais dor, mais saudade. Jeanine está com um olhar assustado. Ela pede para que um guarda me leve até outra sala, e antes de segui-lo, diz alguma coisa que não entendo. Para onde ela está me levando? Será que já não sou mais útil para ela? Será que o dia da minha morte chegou? Vou me juntar aos meus pais? Esperava que isso demorasse mais, mas talvez ela já saiba o que precisa. Caminhamos por 5 minutos até chegarmos a uma sala com computadores, há varias pessoas lá dentro, Jeanine dispensa todas exceto um. E eu o reconheço. Eu não acredito de verdade no que estou vendo. Estou confusa minhas vistas estão escuras, meu corpo todo treme, ouço meu coração bater tão forte que parece que vai sair pela boca, então eu desabo.
...
Acordo horas depois, com a mente embaralhada. Era meu pai, eu vi meu pai dentre os cientistas, mas ele não estava vestido como os outros, nem como eu costumava o ver, ele estava usando roupas da Audácia. Não é possível, não tem como isso ser verdade, meu pai esta morto, eu posso não ter visto com meus próprios olhos, mas vi soldados entrando lá armados, e ninguém mais saiu então. Eu não vi seu corpo, pode ser que seja verdade então, meu pai pode ter um caso com a Jeanine, e por isso ela não o deixou morrer. Ou ele pode estar sendo controlado pela Audácia, ele estava usando roupas iguais as deles, mas para que? Pra que meu pai seria útil pra eles? Meu pai havia assumido a liderança da Abnegação quando Marcus, pai de Tobias, foi preso, será que, por ser um líder ele vai ser útil? Será que ele sabia da informação que estava para ser revelada para todos, claro que ele sabia, como líder da Abnegação ele deveria estar ajudando no plano de revelar essa informação, mas não sei pra que Jeanine o manteria vivo. Não tenho certeza de mais nada, nem tenho certeza de que vi mesmo meu pai, pode ser que nem seja ele, que minha cabeça tenha criado uma ilusão depois de ver ele com o soro, talvez a saudade faça isso também. Não tenho certeza de nada, mas preciso descobrir se meu pai está vivo.
...
O tempo passa cada vez mais devagar, mesmo sem ter um relógio eu sei disso porque ainda não recebi minha janta, meu estomago ronca, não sei como consigo sentir fome com tudo isso acontecendo, eu nem deveria estar comendo. Mas eu acho que comer é a única coisa que tenho para fazer aqui que me distrai. Tento dormir um pouco, me sinto cansada, mas não consigo parar de pensar no que aconteceu naquela sala.
Quando estou quase fechando os olhos, ouço batidas na porta, me mantenho sentada, e a porta se abre, um homem entrega um prato de comida e um copo de água, guando me levando para pegar ouço o barulho de uma explosão. O som é alto, mas não tão alto para ser muito perto, o guarda corre, esquecendo a porta da minha cela aberta. Essa é minha chance, começo a correr em direção contraia a explosão, porque sei que todos estão indo para lá, solto meu cabelo tentando esconder minha face para que ninguém me reconheça, corro o mais rápido que consigo tentando seguir a luz do sol, estpu correndo muito rápido, quando viro o corredor, alguém não me vê, aquele empurrão é o suficiente para me jogar pra trás e me fazer cair sentada, eu olho para o homem, é Tobias.
– Tris! Te encontrei! Vim te buscar!
Eu o abraço com toda a força que consigo ter naquele momento, até que percebo que temos que correr, e o solto.
– Vamos, por aqui –Ele fala, apontando para um corredor vazio.
Passamos por vários guardas, mas eles nem se quer olham para nós, todos então indo em direção a explosão. Corremos por vários outros corredores, não sei como Tobias consegue saber o caminho para fora, mas eu vou seguindo-o o mais rápido que consigo, até que vejo o portão. Uma enorme onda de alivio, e felicidade vem. Tobias coloca a mão no meu ombro e fala:
– Agora não podemos chamar atenção, então vamos andar, não há nenhum segurança na porta, todos foram para o outro lado, mas deve haver câmeras, então jogue o cabelo pra frente assim –Ele coloca a mão no meu cabelo e o ajeita – e eu vou colocar essa touca.
Ele segura minha mão, aquilo faz com que eu me sinta mais segura, me sinto uma criança quando a mãe segura sua mão para atravessar a rua pela primeira vez, Tobias me transmite segurança. Finalmente passamos pelo portão, viramos a rua seguimos em silencio por alguns metros, entramos em uma rua menos movimentada, então eu paro, ele me olha e eu o olhaço de novo.
– Obrigado Tobias, obrigado!
– Tris, você me fez escapar, o mínimo que podia fazer por você era isso!
– Mas como você conseguiu fazer tudo isso? Foi você que causou a explosão para distrai-los?
– Tenho que confessar que tive a ajuda de Christina e Will, não sou tão herói assim. –Ele fala, rindo – Agora vamos, fiquei de encontra-los no edifício Hancock, espero que tenha dado tudo certo.
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