The Desolation of Thranduil
7 O Beijo
Notas iniciais
Tauriel estava inquieta, não conseguia dormir de jeito nenhum, haviam muitas preocupações em sua mente, já passava da meia noite e ela ainda estava naquele empasse, pensou em várias coisas que poderia falar para o rei para que este pudesse deixá-la ir atrás de Kili, seu tempo já estava esgotando-se e ainda não tinha nenhuma ideia concreta, ainda mais com Thranduil agindo daquele jeito com ela, de certa forma ele gostou daquilo e queria que acontecesse com mais frequência, era bom quando ele não a tratava como uma qualquer, apreciava a atenção de seu rei para consigo mas é claro que a Elfa nunca ia deixar que ele soubesse disso. Desistindo de pegar no sono levantou da cama, e colocou apenas um robe preto por cima da camisola de cetim prata que ela usava, não colocou nada nos pés, gostava da sensação fria que o mármore do castelo causava em seus pés, aquilo a acalmava. Quando era mais nova fazia muito isso, andava pelos corredores do castelo até ficar com sono o bastante e voltava para o quarto, aquele lugar sempre a encantava desde pequena e ficava ainda melhor com os corredores vazios. Saindo de seu quarto a ruiva agradeceu por não ter nenhum guarda de patrulha por perto, andou sem rumo pelo castelo, um um certo rei pairava por sua mente até que Tauriel se encontrou na sala das estrelas, não lembrava de como tinha chego ali, quando a Elfa se perdia em pensamentos, ela literalmente"se perdia". Mas de qualquer forma ali era um bom lugar para se estar, aquela sala era uma das que ficava na parte mais alta do castelo para ter uma visão ampla das estrelas já que o castelo de Mirkwood era quase inteiro subterrâneo. Tauriel aproximou-se do parapeito feito de pedra da sala, passou algum tempo apreciando luz das estrelas, aquilo a acalmava e dava paz para a Elfa. Fechando os olhos a ruiva sentia a brisa fria em seu rosto, fazendo seus cabelos voarem com o vento. Tauriel sentiu alguém chegando por trás dela, ela sorriu já imaginando quem fosse, aquela pulseira pelo visto funcionava mesmo.
–Pelo que conheço de você, até que demorou para me encontrar.-Disse a Elfa zombeteira ainda com os olhos fechados.
–É mesmo?-Aquela voz não era de quem ela esperava, Tauriel abriu os olhos e virou-se rapidamente para ver o Elfo que acabará de chegar.
–Legolas...o que faz aqui?-A pedra da pulseira antes verde clara agora começou a tomar um tom de vermelho muito claro. Se enganara, ele não se importava com ela ou com o que ela estava sentindo só tinha dado aquela pulseira a ela para impedi-la de ir até Kili.
–Estava fazendo uma ronda e te vi aqui...parece que esperava outra pessoa.-O Elfo disse curioso andando até o lado dela e também se encosta no parapeito.
–Não, é claro que não.-Diz a Elfa com um pequeno sorriso no rosto e volta a olhar as estrelas, os dois ficaram observando as constelações por alguns minutos, a Elfa estava começando a ficar meio tensa assim como sua pedra mudava para cinza, Tauriel olhando para pulseira estava começando a odiar como aquela pulseira a entregava, mudou de cor mais uma vez, vermelho, a Elfa revirou os olhos.
–O que aconteceu entre você e meu pai hoje?-Legolas tirou a atenção da Elfa da pulseira.
–Como assim?
–Eu te conheço melhor do que ninguém Tauriel, você estava diferente quando voltou hoje. Aconteceu...hm...algo entre vocês?-Legolas falava sem jeito tentando escolher suas palavras.
–O que?! -Espantou-se a Elfa entendendo o que ele quis dizer.-Isso seria realmente ridículo, eu nunca iria querer me envolver com seu pai, ele é egoísta, tirano e muito chato.-Disse Tauriel irritada mas riu quando Legolas achou graça em suas palavras.-Sem querer ofender mas você sabe que é verdade- Ela disse disse ainda entre risos, ela gostava de conversar com Legolas eles tinham uma boa cumplicidade, afinal praticamente nasceram juntos.
–Eu sei, meu pai pode ser difícil ás vezes, me perdoe pelo que eu falei, é que tenho achado estranho o comportamento dele ultimamente acabei imaginando besteiras.-O príncipe tinha um sorriso pequeno que se transformou em seriedade.-Eu sei que você estava indo atrás do anão, isso não me agrada Tauriel.
–Kili precisa da minha ajuda ou do contrário vai acabar morrendo, você precisa me ajudar Legolas, precisa convencer seu pai a me deixar ir atrás de Kili e também não é só por ele, aqueles orcs planejam alguma coisa, sinto que algo terrível está por vir.
–E depois?-Legolas pergunta se aproximando de Elfa.
–Como assim?
–E depois quando e SE você conseguir salvá-lo? Você vai querer ficar com ele não vai?
–Isso não importa no momento mell...
–Não importa?!-O Elfo a interrompe e segura o braço esquerdo de Tauriel.-É claro que importa! Eu te ajudaria a salvar o anão e você ficaria com ele Tauriel, sendo que sou EU quem te quero, eu quem sempre estive ao seu lado, eu sempre te amei e irei amar para sempre. Você acha isso justo? Bem, mas eu não.-Tauriel estava perplexa com as palavras do príncipe, é claro que ela sempre soubera dos sentimentos dele por ela, mas nunca tinham falado assim tão abertamente um com o outro e muito menos uma declaração vinda da parte dele.
–Legolas...eu sei que me vê assim, mas nunca iremos poder nos envolver, você é um príncipe e eu uma simples Elfa da floresta, seu pai nunca iria permitir.-A ruiva falou tentando escapar de alguma forma sem magoar o Elfo.
–Meu pai não manda em mim e nem no meu coração.-Legolas acaricia as bochechas rosas de Tauriel, a olhava fascinado.
–Legolas eu estou tão confusa ultimamente...eu não o que se passa em minha mente ou no meu coração.-Tauriel apressou-se em terminar quando viu tristeza nos olhos azuis no príncipe.-Mas eu sei que te amo, mas não ainda da forma que você quer ou merece. Os olhos dele brilharam, ainda estava segurando o braço da Elfa, desliza o aperto até alcançar a mão dela e a coloca em seu próprio peito delicadamente.
–Sente isso?-O coração dele batia rapidamente.-É assim que eu me sinto quando você me olha desse jeito.-Disse ele sorrindo.
–Que jeito?-Tauriel inclina um pouco a cabeça para o lado dando um meio sorrido envergonhado.
–Esse.-Ele a olhava profundamente agora, contudo então ele percebe a pulseira no pulso esquerdo da mão dela que estava em seu peito.-Onde conseguiu isso?-Questionou ele quebrando o momento.
–Ah, isso? Seu pai colocou em mim hoje quando foi me buscar, ele disse que foi um presente, mas está mais para um tipo de prisão possessiva, sabe como funciona?-Ela falava enquanto tirava a mão do peito de Legolas e olhava para a própria pulseira.
–Sei.-O Elfo tinha o olhar distante e sombrio.-Ele mesmo a colocou para você?
–Sim.-Tauriel não quis dar mais detalhes de "como" tinha conseguido colocar a pulseira nela.
–Tem certeza?-Legolas por algum motivo já estava irritado com essa conversa.
–Sim, tenho certeza. Qual o problema Legolas?-Ela já estava ficando curiosa com as peguntas e a reação de Legolas.
–Nenhum.-Ele disse simplesmente com o olhar baixo. Tauriel percebeu a frustração do príncipe e aproximou-se ficando cara a cara com ele, seu amigo parecia estar tendo uma longa discussão interna consigo mesmo, quando ela aproximou-se ele voltou a realidade e encarou-a também. O Elfo acariciou o rosto da Elfa e essa devolveu um sorriso fraco, ele deslizou seus dedos até o queixo e sem avisar a puxou para um beijo. Não era um beijo romântico, apaixonado ou arrebatador, era um beijo puro, casto. Logo que sentiu os lábios do Elfo nos seus Tauriel afastou-se rapidamente sentindo a pulseira queimar em seu pulso, ficou surpresa pelo beijo repentino e pela dor que aquela pulseira causara, Legolas ainda estava com os olhos fechados tentando aproveitar o momento com que tanto sonhara.
–Você não podia ter feito isso, eu disse para você que estava confusa.-A Elfa falava irritada.
–Tauriel me desculpe eu agi sem pensar, por favor não fique brava comigo.-Legolas pedia aproximando novamente dela.
–Legolas pare, eu vou para meu quarto, já está tarde, com licença.-A Elfa saiu rapidamente da sala sem dar chances de Legolas a impedi-la. Quando Tauriel volta ao seu quarto não conseguia acreditar que Legolas tinha chego tão longe, nunca pensou que ele a beijaria sem seu próprio consentimento, mas algo o tinha motivado para aquilo, depois que ele soube de pulseira algo mudou em seu olhar, aquela maldita pulseira por algum motivo a tinha queimado, a Elfa tinha certeza que Legolas sabia de algo e que ela também queria saber mas não agora, por hora ela deixaria as coisas assim, quietas. No momento seu problema maior era Kili ainda tinha que ir atrás dele e se Legolas não fosse ajudá-la a escapar dali então ela teria que se virar sozinha. A ruiva já tinha um plano, só precisava esperar mais algumas horas para pô-lo em prática, escreveu uma carta para Legolas e esperou até perto do amanhecer, com sorte o rei estaria dormindo perto daquele horário e não a veria sair pela ligação do anel e da pulseira. Ela já estava vestida a armada quando saiu do quarto fazendo silencio, avistou dois guardas fazendo ronda correu até eles e tentou fazer-se convincente.
–Ajudem!Chamem o príncipe Legolas vários orcs estão atacando a saída leste do castelo, perto da cozinha, rápido precisamos dele!-Tauriel falava com convicção. Os guardas a olharam espantados mas assentiram e correram na direção oposta de onde a Elfa tinha vindo. A ruiva esperou que eles dobrassem o corredor e também saiu correndo, dando a volta e pegando um outro caminho que também dava ao corredor do quarto do príncipe, mas na direção aposta de onde os guardas chegariam. Quando Tauriel chegou em seu destino apressou-se em se esconder atrás da parede que fazia esquina com o corredor do quarto do príncipe, ela pode ver os dois guardas com quem falara ofegantes , conversavam com outros dois guardas que guardavam o quarto do príncipe, um dos guardas bateu na porta do quarto e esperou, alguns segundos depois Legolas apareceu um pouco confuso com o que estava acontecendo ali, ela viu os guardas falando com Legolas, mas estava longe demais para ouvir o que diziam, o príncipe arregalou os olhos, entrou em seu quarto novamente e saiu segundos depois fazendo um gesto para que os quatro guardas o seguissem e saíram correndo pelos corredores do castelo, Tauriel esperou um pouco e foi até o quarto do príncipe. Entrou, fechou a porta atrás de si e olhou para o quarto, estava do jeito que lembrava, apesar de ser espaçoso era simples, a cama era maior que a sua, havia uma poltrona, escrivaninha, comoda, guarda roupa, lareira e um grande tapete branco de pele de urso mas o que mais se destacava no quarto de Legolas era sua varanda, ou melhor jardim privado, o jardim dava direito para a floresta, claro que tinha cercas ao redor para que nenhum animal entrasse no jardim, mas seria fácil para Tauriel passar, o príncipe queria aquele quarto especialmente por sua localização, na altura na floresta, como Legolas gostava de explorar a floresta ficava mais fácil se ele tivesse sua própria entrada e saída privativas, ela já tinha estado ali algumas vezes, mas nunca sem ele, era a fuga perfeita. Tauriel tirou a carta que tinha guardado em suas vestes, deixou-a na escrivaninha de Legolas e partiu para o jardim, atravessou-o chegando nas cercas, era bem altas para qualquer animal passar mas não eram parias para a agilidade de um Elfo. Pulou as cercas e correu perdendo-se na escuridão da floresta.
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O rei ainda estava acordado pensando na aproximação que tivera com a Elfa hoje mais cedo, ele com certeza não estava pensando claramente quando achou os lábios rosados tão convidativos, como se pedissem parem serem beijados. Ele saiu da sacada e foii até a mesa de bebidas servindo-se de um pouco de vinho e sentando-se em uma das poltronas que ficavam em frente a lareira acessa. O rei não queria admitir mas Tauriel começou a causar certas sensações nele depois que soube que tanto Legolas como o anão estavam interessados nela e aquilo o incomodava. Thranduil olha para o anel em seu dedo, estava verde claro, "ela está feliz, onde será que poderia estar?" o rei não queria vigia-la vinte e quatro horas por dia, não era essa sua intenção quando deu a pulseira a jovem, mas não conseguia conter sua curiosidade em descobrir o motivo da felicidades dela, quando deu-se por si já estava vendo flashes de Tauriel, estrelas e seus cabelos esvoaçando, abriu os olhos, já sabia onde ela estava. O Elfo estava em uma luta interna consigo mesmo entre a vontade de ir até lá vê-la e sensatez de ficar em seu quarto, não queria dar mais motivos a Elfa, não queria que ela pensasse que ele se importava com ela tanto assim, ele já tinha ido longe demais com ela naquele dia. "Mas talvez só olhá-la sem que ela me veja não irá fazer mal.", a que ponto chegara? Um rei tendo que espionar, isso com certeza não estava a sua altura, riu de si mesmo pensando na besteira que iria fazer, mas o que importa ele era o rei mesmo. Deixou a taça de vinho na mesa e saiu de seu quarto, vagou pelos corredores do castelo até que a viu e parou, ela estava muito longe para perceber sua presença mas pode vê-la como em sua mente, tranquila e sozinha apreciando a luz das estrelas, da lua, quando estava prestes a recomeçar a andar até ela viu uma movimentação a poucos metros em sua frente, escondeu-se nas sombras, era Legolas. Por um momento prestava atenção na conversa dos dois Elfos a sua frente, mas já estava indo longe demais com isso, uma coisa era ir atrás de Tauriel e outra era ficar como um verme escondido pelos cantos espionando cada passo dela, ele não era assim, decidiu ir embora e deu as costas aos dois e foi quando ouviu uma voz irritada e alterada de Legolas que o deixou em alerta, o que estaria acontecendo? Olhou para seu anel e este começava a ficar vermelho, algo estava errado. Virou-se para os dois novamente e o que viu o deixou com um aperto do perto, sentia algo estranho na boca do estômago, Tauriel estava com uma das mãos no peito de Legolas, estavam muito perto até que Legolas pareceu se irritar mais uma vez e olhava para pulseira que o rei tinha dado a Elfa, Tauriel retirou a mão do peito dele e também olhava para a pulseira. "O que estaria de errado com a pulseira?" Legolas parecia não ter gostado do artefato, Thranduil pensava qual seria o motivo, até que lembrou-se de uma conversa que teve com Legolas a muitos séculos atrás, uma vez quando o príncipe ainda criança o flagrou olhando a pulseira, o pequeno Elfo tinha ficado muito interessado nela, o rei explicou que ela pertencia a sua mãe, porém quando ela veio a ser morta por orcs em Gundabad e pulseira abriu-se e nunca mais tinha se fechado desde então, o rei a guardara por muito tempo como recordação da amada esposa, deve ser por isso que Legolas estaria irritado com pulseira, não saber muitas coisas sobre sua mãe ainda afetavam muito o príncipe. Sentiu-se triste por pensar da falecida esposa, ele ainda sonhava com ela até um tempo atrás, lembrava de seu belo sorris entretanto, os sonhos desapareceram quando Tauriel começou a tomar sua mente. Logo algo mudou totalmente seus pensamentos, Thranduil viu quando Legolas aproximou-se e beijou a Elfa, seu anel instantaneamente queimou mas não se importou com a dor, o que sentia em seu coração era muito maior, queria sair logo dali, tinha sido uma péssima ideia desde o começo, foi até seu quarto meio atordoado pelo que tinha acabado de ver e pelo que estava sentindo, chegou ao quarto, andava de um lado para o outro lutando pela raiva e tristeza que estavam em sua mente. Pegou a taça de vinho ainda cheia da mesa e sentou-se na poltrona, olhava o fogo crepitar em silêncio, sentia sua garganta fechar, seu estômago contrair, como se tivesse um buraco bem no meio dele, "O que diabos é isso?" sentia-se frustrado, nem mais uma gota de vinho passava por sua garganta, lançou a taça no fogo com raiva. Estava com raiva dos dois, mesmo sabendo que ele não tinha o direito disso, apesar de ter proibido que se envolvessem não era para tanto, sentiu nojo de si mesmo por estar com raiva do próprio filho, não era culpa de Legolas, ele amava Tauriel. O rei preso em seus confusos pensamentos adormeceu num sono inquieto, cansado demais com tudo que acontecia ao seu redor. Não sabia quanto tempo tinha se passado quando acordou de súbito com a imagem de Tauriel entrando na floresta em sua mente, olhou ao redor e pelo que parecia tinha dormido por algumas horas julgando pelo fogo que agora estava apagado, mas de uma coisa ele sabia, ela tinha partido.
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Legolas chegou em seu quarto, tentando entender qual seria o motivo de Tauriel ter mentido sobre os orcs, talvez ela estivesse planejando algo ou somente o quis fazer de bobo pelo falo dele tê-la beijado, mas não tinha se arrependido ele queria expressar seu amor por ela de alguma forma, e depois de ver a antiga pulseira de sua mãe em Tauriel sentia como se ela estivesse escapando de seus braços, por um momento ficou com raiva de seu pai. Legolas estava cego quando não percebeu as intenções de seu pai antes, mas aquela era a prova, agora ele saiba e estaria disposto a tudo para lutar por Tauriel. O príncipe então leva a sua atenção para uma carta que estava em sua escrivaninha, vai até ela, abre a carta e começa a lê-la.
"Legolas
Eu fui atrás de Kili novamente, dessa vez peço que me ajude e não deixe seu pai vir atrás de mim.
Desculpe estar indo embora sem avisar novamente, mas não posso deixar Kili morrer.
Sei que não entende e que se fosse por você me impediria de vir atrás dele, mas estou seguindo meu coração.
Ainda não estou pronta para decidir-me sobre nós, mas nesse momento salvar a vida de Kili está em primeiro lugar.
Mellon, espero que compreenda.
Tauriel."
Legolas ainda estava com a carta em mãos quando fixou seu olhar para seu jardim, o sol começava a nascer surgindo em meio as árvores, então era isso, ela o tinha enganado, para que ele ficasse longe da única saída que não estava sendo vigiada por guardas, deixou-se levar, a adrenalina de salvar Tauriel dos orcs tinha sido maior do que seu raciocínio, de fato o príncipe sempre agia seguindo seu coração. Agora por mais que não quisesse delatar a Elfa e nem pedir a ajuda de seu pai ele precisava informar ao rei das noticias e dessa vez ele não seria deixado para trás, não deixaria os dois sozinhos novamente e não cairia na conversa de seu rei. Dirigiu-se até o último andar, onde ficava os aposentos do Rei Élfico, chegando lá os guardas estavam firmes em seus postos os cumprimentou e bateu na porta, ouviu um "entre" alguns momentos depois. Legolas fechou a porta atrás de si e viu o rei olhando o nascer do sol em sua sacada, estava de costas para o príncipe, este adiantou-se e começou a falar.
–Tauriel foi atrás do anão, mais uma vez.
–Eu sei.-Disse Thranduil cordialmente.
–Então por que não evitou que ela fosse novamente?-Perguntou príncipe irritado.
–Quando soube ela já não estava mais em meu alcance.-Para o rei suas palavras tinham dois significados muito distintos.
–Isso não o impediu da último vez.-O mais jovem retrucou.
–Não cabe a mim trazê-la de volta.-Já tinha passado pela mente do rei ir atrás dela novamente, mas algo o impedia, ele não queria vê-la, não queria sentir aquilo que estava sentindo por ela, não queria que fosse verdade.
–Eu posso trazê-la de volta, ela deve estar indo para a Cidade do Lago, os anões com certeza irão passar por lá.
–Você tem dois dias.-Assim ele já estaria a caminho da Montanha Solitária e não precisaria vê-la quando ela voltasse ao castelo. E tanto Legolas quanto Tauriel estariam longe quando a profecia se cumprisse.
–Em dois dias? "A última lua de outono e o primeiro sol de inverno aparecem no céu juntos."–Legolas recitava.
–"E os sinos soaram felizes com a volta do Rei sobre a Montanha. Mas haverá pranto e tristeza, quando o lago brilhar, queimando."–O rei concluiu.-Sim Legolas, deve trazê-la antes do dia de Durin acabar, caso contrário temo que não haverá salvação para ninguém que estiver naquela cidade.
–Eu irei.-Legolas ia sair quando decidiu voltar-se ao pai ainda de costas.-Eu entendo agora por que não quis que eu me envolvesse com Tauriel.-O rei virou-se e olhou para o filho curioso.-Você também a quer.
–Não seja ridículo Legolas, já disse para parar de pensar bobagens com estas.-Disse Thranduil irritado.
–Eu viu a pulseira de minha mãe em Tauriel hoje.
–E? Não seja sentimental Legolas, você conhece muito bem a finalidade daquela pulseira, não é um presente e sim um castigo por Tauriel ser tão teimosa.-O príncipe deu um sorriso triste para o que pai falara.
–Quando eu era mais jovem Oropher contava-me muitas histórias, inclusive sobre essa pulseira e a ligação que tinha com seu anel.-Legolas falava com o olhar baixo e o pai o olhava como se quisesse uma explicação que fizesse sentido para essa conversa.-Você não sabe não é? "O fecho só se fundira quando seu coração a ela pertencer"–Legolas recitou.-É uma magia antiga, a pulseira não fecharia se você não a amasse.-As palavras de Legolas continham uma mágoa profunda, o príncipe saiu dos aposentos dos pai, deixando este ainda surpreso olhando para o próprio anel.
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