The Desolation of Thranduil
9 A Cidade do Lago
Notas iniciais
Legolas e Tauriel chegam até o porto perto do por do sol, lá ficava instalada uma pequena base Élfica comandada pelo rei Thranduil, que era responsável por cuidar das embarcações do reino, assim como o transporte de mercadorias que vinham da Cidade do Lago e mais alguns outros vilarejos que não ficavam muito distante da Floresta Verde. O porto também faziam travessia de pessoas ou Elfos, de qualquer forma numa emergência era o modo mais rápido e fácil para chegar a Cidade ou a Floresta sem ter que dar a volta ao redor do lago. Tauriel avistou um rosto conhecido, era Elessar, um Elfo moreno de olhos azuis que na verdade era de Valfenda, mas acabou vindo para o reino de Thranduil alguns séculos atrás e acabou ficando, eram amigos, este sempre a ajudara a atravessar o lago quando ela queria sair um pouco debaixo dos olhos possessivos do rei. Quando a viu abriu um sorriso e foi em direção a ela.
–Tauriel, faz tempo que não te vejo por aqui, anda muito ocupada com anões no castelo?-Ele deu um abraço rápido o que arrancou um cara feia de Legolas.
–Então você soube não é?-A Elfa perguntou desanimada, parece que todos já sabiam de seu fracasso como Capitã da Guarda.
–Oh sim, todo o reino já sabe.-Ele respondeu simplesmente.-Meu príncipe.-Fez uma reverencia para Legolas, o cumprimentando.
–É por isso mesmo que estamos aqui, precisamos atravessar o lago, os anões fugiram para a cidade, assim como um grupo de orcs que os seguiam.-Ela falava.
–Entendo, muito bem. Sigam-me, há um barco pronto para partir, já ia sair para cidade comprar alguns suprimentos para o castelo, vocês podem ir junto.-Elessar sorriu e a Elfa agradeceu, os três Elfos subiram no barco e Elessar foi para o timão, enquanto Tauriel e Legolas ficaram encostados na borda esperando o barco partir. O barco não era tão veloz quanto as embarcações que o próprio rei usava, mas era melhor do que ir a pé.
–De onde conhece esse Elfo?.-Legolas sussurrou para Tauriel, olhando em direção a Elessar que estava ocupado demais navegando e barco para prestar atenção neles.
–Ele sempre me ajudou a atravessar o lago para alguns lugares...-O Elfo olhou para ela questionador.-...Ilegalmente.
–Quando diz ilegalmente você quer dizer sem o consentimento do rei.-Ela falava sorrindo, a ruiva assentiu.-Ele olha para você de um jeito estranho.-Os dois olharam para Elessar, ele nem sequer olhava para ela. A Elfa revirou os olhos.
–Não diga besteiras Legolas, você está começando a ficar paranoico vendo coisas onde não existem, primeiro seu pai e agora Elessar, me poupe.-Legolas ficou sério imediatamente quando Tauriel mencionou o rei. Ela percebeu.-Acha os anões irão conseguir matar o dragão?-Ela tentou mudar de assuntou.
–Não.-O príncipe falou friamente.-Se for preciso irei detê-los Tauriel, Samug não pode acordar.-Seus olhos possuíam uma frieza característica, agora ele lembrava muito de quem era filho.
–Você não pode fazer isso Legolas!-Disse exasperada, chamando atenção de Elessar agora também.-Eles vão conseguir, o rei mesmo iria permitir que eles fossem se concordassem com o acordo!
–O rei não está interessada na proteção do povo Tauriel, você viu como ele agiu com as aranhas, ele só está interessada no próprio bem estar, para ele não importa se Smaug irá acabar com a Cidade do Lago ou com várias outras, ele só queria as malditas gemas!-Legolas da um soco de raiva no barco, assustando Tauriel. Ambos tinham ficado tensos com essa conversa e por mais que não quisesse admitir talvez Legolas estivesse certo, Thranduil nunca se importará com a segurança dos anões quando propôs aquele acordo, tudo o que ele fazia era para beneficio próprio, ele não se importava com o próximo e aquilo fez o estomago de Tauriel embrulhar. Já era noite quando chegaram à cidade. Quando saem do barco os dois Elfos percebem uma movimentação nos telhados das casas, saem em disparada deixando Elessar para trás. Legolas vê alguns barris a frente perto de uma parede, pula sobre eles e em seguida escala o telhado para correr por cima das casas, Ttauriel continua correndo por terra já com seu arco em mãos atirando nos orcs que conseguia, seguiu-os na esperança destes a levarem até Kili, ela sabia que ele estava por perto. Legolas vê um anão, estava um pouco longe do telhado que o Elfo se encontrava, ele sendo atacado por um orc, o príncipe rapidamente atinge uma flecha no coração do orc e assovia para Tauriel e aponta em direção a área que estava o anão, provavelmente ou outros estariam por ali também. Tauriel corre até lá e no caminho vê uma casa com as portas e janelas abertas, com vários orcs em cima do telhado "achei!", a Elfa sobe as escadas até a porta da casa, quando tenta entrar um orc a puxa pelo braço e no mesmo instante ela o esfaqueia na garganta e o joga para baixo, caindo da pequena sacada da casa, com a espada em punhos a ruiva entra na casa. Era um caos, orcs atacando dois anões, um deles ela reconheceu sendo o anão loiro que acompanhava KIli, duas garotas estavam gritando escondidas em baixo da mesa para que o orc não pudesse pega-las, enquanto um garoto que parecia ser mais velho que as meninas atacava outro orc com uma vassoura. E então ela viu Kili, estava deitado num sofá em meio a batalha, mesmo sentido dor e com a perna enfaixada pelo que Tauriel pode perceber ele tentava defender-se das criaturas. A ruiva não pensou duas vezes, andou em direção a Kili enquanto cortava a cabeça de um orc e ao mesmo tempo cravava a espada no coração de outro e esquivava-se do ataque de outro orc, eram muitos. Legolas chega na casa pelo buraco que tinha no teto, este começa a matar os orcs junto com a Elfa, ela escutada o grito de Kili que tentava inutilmente soltar-se de um orc que o puxava pela perna, Tauriel lança no mesmo instante uma faca na cabeça do orc, o Elfo loiro matava dois orcs ao mesmo tempo e não percebeu quando um outro orc avançava pelas costas de Tauriel enquanto esta lutava contra outro, Kili viu que ela seria atingida, pegou uma faca que estava no chão e atingiu a garganta do orc, porém tinha sido um esforço muito grande para alguém nas condições do anão, ele caiu no chão gritando de dor junto com o orc que acabara de matar. Tauriel vai ao alcance de Kili para o socorrer. Legolas estava lutando na varanda da casa quando escuta um orc chamando todos para recurar, pelo que parecia era o mesmo orc que liderava o ataque da margem no rio. O príncipe entrou novamente na casa que agora estava com vários corpos de orcs espalhados ao redor.
–Você...matou todos.-Disse o menino um pouco assutado.
–Existem outros, Tauriel vamos.-Legolas falava enquanto andava para a porta dos fundos da casa, pronto para ir atrás dos orcs, a Elfa olhava para ele e para Kili, indecisa.
–Estamos perdendo ele.-Disse um anão de barba e cabelos cheios, parecia ser um dos mais velhos do grupo. Tauriel olhou apreensiva para ele, Legolas estava na porta olhando para ela e para Kili.
–Tauriel.-Legolas repetiu, olhou para ela uma última vez e saiu da casa. Tauriel estava entre seu dever e seu coração, ela sabia que precisava ajudar Kili mas não poderia deixar Legolas ir atrás dos orcs sozinho, era seu melhor amigo. Tauriel foi até a porta para seguir Legolas mas parou quando ouvir outro grito de agonia de Kili. Ela olha para fora e vê Legolas correndo atrás dos orcs, ainda conseguia enxergá-lo quando viu ele atirando uma flecha na cabeça do orc "Ele ficará bem.", a Elfa armou-se quando ouviu alguém subindo as escadas correndo, mas relaxou quando percebeu que era um outro anão, este carregava algumas flores, que a ruiva quando percebeu o que era arrancou das mãos do anão.
–Athelas.-Ela disse surpresa, talvez a sorte estivesse do lado dela e de Kili esta noite.
–Vai fazer o que?-Perguntou o anão para ela, confuso.
–Eu vou salvar o seu amigo.-Ela disse seriamente para o outro e entrou na casa rapidamente.- preciso de algo para colocar as as athelas picadas, coloquem ele em cima da mesa.-Uma das meninas pegou rapidamente uma panela de barro enquanto os outros três anões levantavam Kili e o colocavam em cima da mesa, Kili gritava constantemente. A Elfa ficava angustiada com cada grito que o anão soltava, ela picou toda a athelas, colocou na panela e foi até lado de Kili.-Segurem ele.-Ela segurou a perna de Kili e olhou a ferida, estava muito pior que do que ela imaginava, o desespero começou a tomar conta da Elfa, ela não tinha certeza se conseguiria salvar o anão. A ruiva amaçou as flores nas mãos e colocou na ferida enquanto ele gritava.–"Menno o nin na hon i eliad annen annin, hon leitho o ngurth."[“Que a benção que foi dada a mim, seja passada de mim a ele, que ele seja livrado da morte”.]-Tauriel repetia várias vezes o encantamento, até que Kili estava parecendo ficar mais calmo, parara de gritar e de se debater tanto, ele olhava para ela fixamente, aquele olhar causou algo que a Elfa não pode explicar, ela sentia paz enquanto olhava para ele por um momento ela sabia que iria salvá-lo, aquele olhar fez com que ela sentisse que poderia fazer tudo, ela iria curá-lo. Por um segundo tudo ficou em silêncio e Kili fechou os olhos, os outros em sua volta olhavam para ele assustados.
–Não se preocupem, ele só adormeceu, irá ficar bem.-Todos respiravam aliviados, as duas meninas junto com o garoto começaram a arrumar a bagunça que estava na casa, enquanto os outros três anões, sentavam num canto conversando. Ela pode ouvir enquanto um deles falava das maravilhas da medicina Élfica, mas ela não prestara muito bem no resto na conversa, ela só conseguia velar o sono de Kili, com o semblante tranquilo nem parecia que ele tinha quase acabado de morrer. Ele era tão bonito "Para um anão...", ela sorria com o pensamento, olhava para sua pulseira, a pedra estava rosa como quando na noite que o rei tinha a levado de volta para o castelo, aquilo a deixou curiosa, ela sabia, parcialmente, o que estava sentindo por Kili agora, e não esperava que o que sentiu pelo rei naquela noite fosse igual. Um gemido de Kili a deixou alerta.
–O que...aconteceu?-Ele ainda estava com a voz fraca e com os olhos fechados.
–Eu salvei sua vida. Você me deve uma anão, ela dizia sorrindo para ele enquanto enfaixava a perna de Kili.
–Tauriel.-Ele disse sério, chamando a atenção da Elfa.
–Descanse.-Ela ainda sorria, mas parou quando Kili olhou para ela de um jeito diferente, quase que como inconformado.
–Você não pode ser ela, ela está muito longe...ela...está muito longe de mim. Ela anda sob a luz das estrelas em outro Mundo.-Kili dizia calmamente, porém, tinha a voz triste.-Foi só um sonho-A Elfa sentia-se triste agora, apesar de que claramente ela e Kili sentiam algo um pelo outro, isso parecia muito distante de aconecer.-Acha que ela poderia me amar?-Os dedos de Kili entrelaçaram-se delicadamente com os de Tauriel.
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Thranduil estava em seu quarto quando percebe que seu anel começara a ficar rosa, aquilo o atingiu profundamente, qualquer coisa que fosse que Tauriel estivesse sentindo com certeza não era por ele ou nem com ele, isso o magoara. Lembrou-se de como o amor pode machucar, ser fatal e entristecer, era por isso que dedicou-se tantos séculos para não ter que descobrir mais esse sentimento. E do que adiantara? De nada, o alvo de seu coração estava ali mesmo, tão próximo a ele, bem debaixo de seu nariz e mesmo assim ele tinha deixado, alimentado aquele sentimento. Seu coração era frio como gelo, mas Tauriel era fogo e só precisou de uma pequena faísca para que as chamas o consumissem, ele sentia-se preso por ela. O rei fechou os olhos imaginado a Elfa, seus cabelos de fogo o fascinavam, seus olhos brilhantes o encantavam e seu corpo..."Por Valar, por isso soa tão clichê.", ele tinha mais de três mil anos e agora sentia-se como um jovem patético que deixava-se ser atingindo por sentimentos tão mortais. Por mais que ele amasse a Elfa, ela ainda era apaixonada por outro e ele ainda não tinha descoberto se era por seu próprio filho ou pelo anão e mesmo que ela sentisse algo por ele nunca poderia dar certo, apesar de Tauriel ser bem cotada por todo o reino ela ainda não pertencia a realeza, não era de uma família importante, "Aliás, de nenhuma família" ele pensou com pesar. Como poderia viver assim? Perdera sua esposa, logo perderia Legolas também e por último Tauriel, ele sabia que nem sempre demostrava carinho ou amizade com outros, mas não era por isso que iria querer viver sua eternidade sozinho, ninguém deve viver uma vida sozinho, seja ela imortal ou não. O Rei decidiu ver o que estava acontecendo com Tauriel, a viu com o anão, salvando a vida dele com o encantamento que ele mesmo tinha ensinado a ela "cômico", viu a alegria estampada no rosto da Elfa quando ela percebeu que tinha salvo a vida do anão, o sorriso doce e sincero que ela deu a ele, a Elfa nunca tinha sorrido para o rei desse jeito. Novamente seu coração foi esmagado, já não bastava o beijo que ela tinha trocado com Legolas e agora esse momento com o anão, ela realmente queria acabar com ele, sentiu raiva, queria acabar com tudo que sentia, arrancar o coração do próprio peito ou nunca mais vez Tauriel em sua frente, fingir que ela nunca tivesse existido em sua vida. Viu quando a anão falava alguma coisa sobre luz das estrelas para ela, Thranduil revirou os olhos inconscientemente, vendo aquela cena o rei teve um pensamento em sua mente, talvez fosse a coisa mais estúpida que ele pudesse fazer na vida e provavelmente ele iria arrepender-se para o resto de sua eternidade, mas ele não poderia deixa-la escapar de seus braços sem nunca ter tentando, o Elfo sabia o que queria e com certeza ele iria contra todas as suas promessas já feitas um dia, magoaria seu filho, o que para ele era a pior parte, entretanto não conseguia mais aguentar aquele peso em seus ombros, aquele aperto em sua gargante sempre que pensava em Tauriel, ele a teria, por bem ou por mal. Concentrou-se num pensamento e deixou o anel próximo aos lábios
–Aerandir Tinúviel–Ele sussurrou com os olhos fechados.
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Tauriel sentia um peso por cima de seu corpo nu, o balanço era constante e ritmado. Sentia uma respiração quente e pesada em pescoço, a Elfa virou a cabeça para o lado para desse mais acesso a ele, o Elfo mordiscava sua orelha e descia dando beijos leves por todo o pescoço da ruiva. O ritmo em que ele a penetrava era forte e lento, fazendo com que ela gemesse em cada estocada que ele dava, Tauriel cravava suas unhas nas costas do Elfo, deslizava suas mãos em cada centímetro do corpo forte dele, forçou com as mãos o quadril dele para baixo, fazendo com que ele a penetrasse mais fundo, um gemido rouco saiu da garganta do Elfo. Ele passou a apertar os seios da Elfa, ao mesmo tempo que beijava sua clavícula alva iluminada apenas pelas luz no luar, ele desceu dando pequenos beijos em um dois seios dela, quando o chupou Tauriel deu um gemido mais alto que arrancou uma risada fraca do Elfo, a ruiva olha para baixo e encontra dois olhos azuis acinzentados a encarando com luxuria, ele tinha um sorriso malicioso nos lábios que ela retribuiu.
Tauriel afastou-se rapidamente do toque de Kili, o anão a olhava curioso, ela tinha um semblante totalmente perplexo, saiu apressadamente da casa, deixando um Kili triste para trás, chamando por ela. A Elfa correu entre as casas a procura de Legolas, esperava que ele estivesse bem. Tentava esquecer o que tinha acabado de ver em sua mente, aquilo não poderia ser real, em um momento estava com Kili e no outro na cama com, seu rei? Aquilo não tinha sido um sonho com certeza e esperava que não fosse uma visão também. O pior para a Elfa é que ela tinha gostado e estava culpando-se severamente por isso. Queria afastar seus pensamentos sobre o rei, estando ele vestido ou não, tinha que concentra-se em Legolas agora. Mal viu a Elfa quando sua pulseira era de um roxo escuro, andou mais um pouco e encontrou Legolas desorientado em uma esquina, ele se apoiava em uma parede, Tauriel correu até ele.
–Legolas o que aconteceu? Você está bem?-Ela ia em direção a ele, preocupada.
–Eu não preciso de sua ajuda, volte para seu anão.-Ela parecia magoado.
–Eu não tive escolha, ele estava morrendo e...isso é sangue em seu rosto?-Ela se aproximou mesmo com as esquivas do Elfo e colocou as mãos em seu rosto.-Como aconteceu?-Em seiscentos anos a Elfa nunca tinha visto o Elfo sangrar.
–Aconteceu três orcs, sendo um deles o líder no grupo e eu tendo que enfrentá-los sozinho, isso que aconteceu.-Legolas foi para longe dela e limpou o sangue.-Eles fugiram novamente, vou seguir o rastro e ver o consigo descobrir.
–Legolas, espere! Você não pode ir atrás deles sozinho, mesmo que eu vá com você é muito perigoso para nós dois.-Ele já ia abrir a boca para retrucar.-E sim!Eu iria com você mesmo que você me dissesse para não ir.-Ela disse irritada.
–Por que ainda finge que se preocupa comigo?-O príncipe perguntava acusador.
–Por que eu me preocupo!Você é meu melhor amigo.-Aquelas palavras doeram no coração do príncipe.
–E com certeza o último na sua lista de opções.-Ele falou baixinho olhando para baixo, mas não o bastante para Tauriel não ouvir.
–Lista? Como assim? Do que você está falando?-Ela olhava confusa e Legolas arrependeu-se de ter falado em voz alta. Mas um alto estrondo os interrompeu, um barulho de pedras sendo quebrados e então um rugir, alto e forte, porém distante foi ouvido, vinha da Montanha Solitária, os dois Elfos olharam-se assustados, era possível ver na calada na noite ver o brilho laranja que a montanha exalava, estava em chamas, um silêncio varreu a cidade e apenas uma coisa era certa agora, Smaug acordara.
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