The Delta Squad

7 Larissa, a zueira.


Notas iniciais
tem um pouco do passado de todo mundo nesse cap. (YEY!) Escrevi o cap. de madrugada, não me culpe por erros (se bem que eu acho que eu finalmente acertei na parte do mas e mais)

Acordei na manhã seguinte com uma brisa gelada, fui o primeiro a acordar já que os outros estavam dentro das cabanas projetadas para não entrar nenhuma brisa...

– Esse negócio de iniciação – falei um pouco antes de levantar – Tá uma merda.

Observei os outros dormindo por um instante, Roger parecia tranquilo dormindo em sua cabana (que era maior que as outras por motivos óbvios), Larissa também estava dormindo tranquila, mas ela estava segurando a lança improvisada enquanto dormia. Agora que eu parei para pensar, a única arma corpo-a-corpo que eu vi Larissa usando foi aquela espada (ENORME), talvez ela seja boa com armas brancas de longo alcance, ou armas brancas em geral, eu vou prestar atenção a isso, depois eu olhei para Hannah dormindo, ela estava tranquila, mas ela estava tremendo, talvez fosse isso que a incomodasse sobre o Alaska (ou talvez qualquer lugar frio), ela não era tão boa em ambientes frios.

– Carai – Sussurrei para não a acordar –... Bem a culpa de ela estar aqui é minha então...

Tirei meu casaco em um ato de cavalheirismo e pus sobre ela, ela ainda tremia, mas de uma forma muito mais sutil.

É melhor eu sair daqui antes que alguém acorde.

Na sorte, ninguém acordou na hora, me ver saindo sem o casaco da cabana de Hannah seria um desastre. Eu sei que meu casaco com ela já é estranho, mas ali pelo menos eu posso explicar.

Tínhamos peixe para o resto do dia (eles tinham sido secos e colocados em um pote), eu não tinha o que fazer até que o pessoal acordar, então fiz minha cabana e fui dar uma volta por ai, ainda era muito cedo (5 da matina) e ainda estava escuro, usei minha mão como iluminação a andei um pouco.

Pensei em meus pais, que eu não vejo a um tempão, por causa dos meus poderes eu fugi de casa recentemente, naquela época eu machuquei meu pai sem querer com um choque, naquele dia eu vi medo nos olhos dos dois, no dia seguinte acordei em um laboratório (Tcharan! Uma pessoa traumatizada). Desde aquele dia, eu vivi por minha conta, pra falar a verdade, eu vivi “pela conta dos outros”, eu dei um curto-circuito em um caixa de banco, (eu já fui um Super-ladrão! ou super-vilão que não é do mau) a maquina cuspiu tanto dinheiro que eu consegui me sustentar até o delta squad me achar a 2 dias atrás. Eu sinto saudade do meu velho e da mamãe ainda...

Foram 5 minutos para mim, mas quando eu me dei conta, se passaram duas horas é já começava a amanhecer. Enquanto eu começava a voltar eu ouvi Larissa gritar, voltei correndo para o acampamento, só para encontrar uma Larissa Risonha , uma Hannah furiosa e um Roger confuso.

– O QUE FOI? – Assim que eu cheguei ao acampamento, freei repentinamente (eu dei uma leve derrapada na neve) com a mesma mão que iluminava para atacar, eu estava torcendo para que fosse o urso da noite passada, eu adoraria um pouco de vingança e carne de urso pela manhã¹.

– SEU CASACO ESTÁ NA MINHA CABANA! – Hannah apontou para a cabana enquanto mantinha o foco em mim. Ela parecia estar com muita raiva para ler minha mente.

– Eita! Parece que Hannah “esquentou” Amorim de noite! – Larissa falou enquanto ria sem parar.

– Não é isso sua retardada! Eu — – Tentei falar, mas fui impedido por uma tapa.

– IDIOTA! – Foi a única coisa que eu escutei depois do estalo da tapa (Sem contar de Larissa rindo ainda mais)

E assim que a senhora me agradece?! Eu fiquei muito puto depois disso, eu não estava gostando da ideia de ter ficado no frio para receber tapas da pessoa que deveria estar me agradecendo. Eu vi logo após Hannah preparando outra tapa, mas desta vez foi diferente. Mais uma vez eu segurei um tapa de Hannah.

– Eu dou para a senhora, que estava tremando de frio em sua cabana, para levar uma tapa?! Vai se fuder!! – Eu falei uma vez que eu havia soltado o braço de Hannah.

E eu pensando que seria fácil explicar. (Na verdade é mais fácil explicar o casaco do que eu saindo da cabana)

Obrigado e tudo mais, mas você não deveria ter feito isso... Era Hannah.

Eu não posso ser gentil com você? Quer que eu seja grosso então?

Não é isso seu idiota, é Larissa que não vai nos deixar em paz até nós sairmos daqui... Hannah (Falou/Pensou) me explicando.

Sério? Caralho que merda... Eu respondi uma vez que eu percebi que a merda já estava feita.

– Vocês estão trocando mensagens de amor mentalmente é? Que fofo! – Larissa falou rindo ainda mais depois que ela percebeu que Hannah estava usando seus poderes²

– Ainda faltam quantos dias? – Sussurrei para Hannah.

– 6. – Hannah falou no meio de um suspiro.

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Uma vez com tudo resolvido (eu já havia posto meu casaco, todos já comeram e se prepararam), já eram umas 8 horas da manhã.

–Já que isso é só um treinamento para o nosso querido amigo Amorim – Roger falou – E já sabemos que ele consegue construir cabanas perfeitas. Nós deveríamos ir embora...

– Cala a boca Roger, você só que ir para a base para comer a Rose – Larissa falou para Roger, que sabia que Larissa iria esquecer este negocio sobre sexo uma vez que nós voltássemos para a base – Nossa! Tá todo mundo com fogo hoje, os outros dois já se comeram e esse aqui *aponta para Roger* já quer comer a namorada...

EU JURO QUE EU VOU ESTRANGULAR LARISSA Eu pensei assim que ela falou que eu e Hannah “nós comemos”, mas aparentemente eu não era a única voz em minha mente, eu ouvi a “voz” de Hannah basicamente sincronizada com a minha.

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Após 5 dias de puro estresse (Causado unicamente por Larissa), nós todos chegamos no dia final. Eu e Hannah estávamos contando os segundos e pedindo a deus que mandasse um urso para devorar Larissa, foram 5 dias de puras “piadinhas infames”(de acordo com Hannah), piadinhas como “Esta com frio Hannah? Pede para o Amorim te esquentar” toda vez que a palavra “Frio” saia da boca de Hannah, ou “Vai lá amorim, desce a lenha em Hannah” toda vez que a palavra “Fogueira” era mencionada, palavras como “Fogo” ou “Comer” estavam banidas no meu vocabulário, no vocabulário de Hannah e o de Roger também provavelmente. Pelo menos entre as piadinhas eu aprendi coisas importantes para sobrevivência, como a maneira correta de tratar a comida, que é deveras importante para a sua sobrevivência.

Estávamos quietos, era mais ou menos 13 horas, estávamos ao redor da fogueira, em silêncio, Larissa havia dado uma trégua (já que eu e Hannah paramos de nós falar a um dia, e mesmo assim ela ainda passou o dia anterior fazendo piadas como “Tiveram uma DR e se separaram?”)

Pensando bem, eu não sei por que esse treinamento foi obrigatório, nós temos superpoderes, logo animais selvagens e fogo são fáceis. A única coisa que eu fiz essa semana foi arranhar meu rosto (que deixou uma cicatriz quase inexistente na bochecha esquerda), aprender a fazer cabanas, passar uma noite fora da cabana, ser um cavalheiro (e depois ficar conhecido como transão) e tratar a comida...

– Que semana de cu... – Falei do nada, finalizando com um suspiro.

– Tá dizendo que rolou sexo anal? – Larissa começou.

– Larissa, vai se foder, vai... – Hannah falou também.

– Eu não, era vocês dois que se foderam – Larissa já começava a rir.

– Cara, na moral Larissa, Para. – Hannah olhou para Larissa, que FINALMENTE depois de 5 dias obedeceu.

AE CARALHO! ELA PAROU DE VERDADE! Eu paralisei na hora.

Não pareça animado, se não ela vai continuar. Eu ouvi Hannah (falar/pensar).

– Ei, nós nunca falamos dos nossos passados – Falei para os outros.

– Você deu a ideia, você começa – Ouvi Roger, depois desses 5 dias, foi a primeira coisa que ele ficou animado para conversar.

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Depois que eu expliquei a história dos meus pais e de como eu me sustentava, os outros contaram suas historias também, Roger tinha sido um lutador de liga amadora de MMA, quase foi para a liga profissional, mas a delta squad chegou primeiro, Larissa por ser ágil, também tinha uma tendência a esportes, ela teve um passado bastante semelhante a de Roger, mas era focada mais em esportes olímpicos, o passado de Hannah foi o que me deixou mais “preocupado”, por ela ter sido uma policial, para ser mais preciso, ela era a policial que ficava encarregada de interrogar os criminosos.

Uma vez que todos haviam terminado de contar sobre seu passado, o VTOL voou até nossa localização, embarcamos e voamos de volta para a base, eu devo admitir, que era bom estar no quentinho de novo, como sempre eu fui dormindo durante a viajem

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Mais uma vez eu encontrei uma Hannah furiosa ao acordar, e mais uma vez eu a ignorei e dei as costas, mas desta vez foi diferente, ela me prendeu com algemas e me obrigou a levantar. Eu não sei se foi culpa de Larissa ter falado a semana toda ou se eu tinha acabado de descobrir um lado completamente tarado, mas eu tive minhas duvidas sobre Hannah estar algemando um rapaz sem camisa encima de uma cama.

– Você está preso por furto – Hannah falou e me arrastou para o lado de fora do VTOL, onde ela me pôs em... UMA PRISÃO?

Que tipo de sonho é este? Ouvi uma voz familiar

ME. ACORDA. AGORA!

Tá bom, não grita! Ouvi a “voz” familiar choramingar de leve

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– Chegamos – Hannah estava do lado da cama. Dessa vez eu levantei da cama e pus uma camisa que Hannah havia me trazido.

– Os outros? – Perguntei.

– Já saíram. – Hannah respondeu.

– Larissa falou alguma coisa por você ter voltado? – tive que tirar esta duvida. Ela faria a diferença em minha relação com Hannah (Se sim, eu nunca mais iria poder falar com Hannah, se não, eu poderia falar com Hannah normalmente).

– Não. – Hannah falou com um sorriso no rosto.

– AEW! –Abracei Hannah de tanta alegria.

– Não Grite. – Senti uma dor forte no estomago que me fez soltar Hannah, pelo jeito ela havia me dado um soco.

– Desculpa... – Falei em meio a um gemido de dor.

– Seus resultados do teste dos poderes saíram. – Hannah me mostrou um envelope – Eu acho que você vai quer dar uma olhada...

– Porque eu iri- – Parei no meio da frase depois de ler o que estava escrito naquele papel.

Notas finais
Legenda: 1- Amorim estava puto a este nivel, sede de vingança é foda. 2- Para quem não entendeu como, leia o capitulo anterior "O trem da zoeira nunca para na estação dos limites" SCARLET, Larissa