The Deceiver
2 Cidade Neutra
Notas iniciais
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Kalamanda desde a descoberta de suas riquezas foi uma vila neutra que era voltada a exploração de minérios, tanto por Noxus e Demacia, um acordo entre ambos afirmava que o vilarejo não pertencia a nenhuma das potencias — a não ser que o trato fosse descumprido por uma delas.
Era habitada por garimpeiros Noxianos e Demacianos, que dedicavam suas desamparadas vidas a trabalhar nas perigosas minas do vilarejo, havia também equipes de militares liderados por grandes figuras Demacianas e Noxianas, como Garen, Jarvan IV, Katarina e Talon.
Uma mulher andava — vestindo um manto cinzento encapuzado que cobria todo seu corpo — nas ruas agitadas de Kalamanda, ninguém conseguiria reconhece-la vestindo aquilo, logo ninguém a reconheceria de jeito algum. Enquanto cruzava alguns trabalhadores puxando carroças cheias de pedras e algumas vendedoras, em baixo de seu manto preparava o seu 'truque'.
A mulher entrou em um beco, porém no instante quem saiu de lá foi o Exemplo de Demacia, Jarvan IV, sem esboçar reação alguma.
O príncipe de Demacia dirigia-se em direção a uma taberna onde estava reunido com alguns soldados e seu grande guerreiro, Garen. Após se cumprimentarem todos sentaram em uma mesa dentro do estabelecimento. Com o passar de alguns minutos, uma mulher de cabelos vermelhos com uma grande cicatriz em seu olho acompanhada de um homem encapuzado entraram.
Todos no local já os conheciam. Katarina e Talon.
Passaram por todo o estabelecimento ignorando todos os olhares depreciativos demacianos e sentaram nos bancos de madeira no balcão. Garen enquanto tomava um longo gole de sua cerveja não tirava os olhos da Noxiana — e não tiraria se um de seus companheiros não tivesse lhe dado um tapa nas costas rindo de alguma piada.
Talon debruçado no balcão sem lançar seu olhar para Katarina comentou em seu tom seco: — Essas trocas de olhares entre vocês estão bem interessantes, não?
Katarina fingindo não estar irritada com a fala, se espreguiçou no banco, e disse enquanto virava seu corpo para olhar Garen que estava de costas para eles numa mesa perto. — Ele deve estar tentando me intimidar, como se eu tivesse medo de um demaciano. Mas mudando de assunto, por que você ainda serve a Noxus, Talon?
O homem virou seu rosto para olhar a Lâmina Sinistra e sem tirar os olhos dela tomou um gole de sua cerveja que recém tinha chegado. — Pode esclarecer mais o que quer dizer? — pediu Talon.
A mulher apoiou sua cabeça na sua mão e encarou Talon. — Quando meu pai trouxe você lá pra casa, você tinha me dito que ele era o único motivo de ter aceitado servir a Nouxs... Você sabe muito bem que ele desapareceu a mais de seis meses, mas não tem problema você continuar, Talon, é apenas... curioso.
Talon em um movimento rápido limpou sua boca com braço e baixou seu rosto para o balcão. — Eu preciso saber o que aconteceu com o seu pai, Katarina. Ando pensando em também entrar para a liga pra, quem sabe, conseguir mais informação concreta...
— Entendo... — murmurou Katarina antes de tomar um gole de sua bebida.
Havia várias pessoas no local, vários guardas bebendo e conversando sobre os mais variados assuntos, o clima não estava agradável para quem estava ali, os guardas — de ambos dos lados — começaram a se provocar. As provocações cessaram quando um dos soldados de Demacia se levantou e começou a xingar os princípios de Noxus das piores maneiras, todavia um guerreiro noxiano reagiu e assim começou um grande tumulto.
Muitas brigas haviam começado simultaneamente para conseguir separar, usavam seus copos como armas para atacar uns aos outros, alguns até acabavam quebrando mesas e cadeiras pelo seu impacto. Um noxiano jogou um demaciano pela janela, quebrando-a, enquanto em outra briga um demaciano usou a cadeira que estava sentado para atacar.
A briga só cessou no amanhecer.
Reunidos as autoriedades de Kalamanda estavam discutindo sobre o ocorrido na noite passada, perceberam que a decisão de quem a vila teria de pertencer tinha que ser tomada o mais rápido possível, ou a cidade iria acabar recepcionando uma guerra entre Demacia e Noxus.
Na mesma manhã Jarvan IV estava sentado em baixo de uma barraca cheia de suprimentos para os trabalhadores mineiros demacianos, quando um jovem garimpeiro passou pela barraca empurrando um carrinho de mão com várias pedras pesadas. Jarvan o chamou e o menino foi em direção ao príncipe com o seu nervosismo estampado em seu rosto. — Eu tenho uma missão para você... — disse Jarvan.
O menino assentiu e se ajoelhou perante o príncipe fazendo uma reverencia, Jarvan se inclinou para poder cochichar no ouvido do jovem.
— Temos um plano para que Kalamanda pertença a Demancia, você sabe o quanto a exploração dessa região seria essencial para Demacia se erguer vitoriosa contra Noxus, certo? — o menino assentia a cada palavra que o Exemplo de Demacia dizia — então, eu preciso que você ative as bombas noxianas que estão nessa parte da mina — explicou Jarvan entregando um mapa das minas onde havia uma área marcada em vermelho. Quando você ativar, irá causar um terremoto e provavelmente algum acidente irá ocorrer.
O jovem ficou em choque, não podendo acreditar no que o príncipe tivera acabado de o contar, ele negava com a cabeça e dizia a Jarvan que não iria fazer isso. O Exemplo de Demacia logo disse em um tom forte — Isso é uma ordem, você fará isso por Demacia! Ou por acaso você não quer que Demacia seja vitoriosa?! — o menino baixou a cabeça e pediu perdão pelo que tinha dito, Jarvan pigarreou e continuou — Iremos incriminar Noxus pelo acidente, então no momento que irão passar Kalamanda para nós eu quero que você conte ao Swain que isso foi um golpe de Demacia contra Noxus e que você recebeu a ordem de mim.
Novamente o menino assustou-se com o que o príncipe o ordenava, perguntou o porquê dele ter de contar todo o plano para Swain, aquilo na cabeça do jovem não tinha sentido nenhum. Jarvan o tranquilizou dizendo que poderiam retrucar dizendo que Noxus estava novamente tentado os passar um golpe.
— O resto é tudo comigo, não se preocupe. Por Demacia! — esbravejou Jarvan IV.
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