The Death Of Me
2 Let the dice for those who play with perfection
Notas iniciais
Chris Rodriguez , que ela havia cuidado com tanto amor e dedicação e levado para o acampamento, estava, agora, morto.
Clarisse se sentia dormente. De repente ela sentiu a adrenalina voltar a seu corpo com uma força milhares de vezes maior. Ela necessitava libertar sua violência, sua fúria, seu poder. Depois de ter esfaqueado diversas vezes o drakon na cabeça, começou a rasgá-lo por partes. Enfiou a espada na garganta e deslizou presa à sua espada pela barriga da besta até chegar a metros do chão, esperando que o monstro se desintegrasse em pó dourado, o que não aconteceu.
Por conta do poder de Gaia, ao invés de "morrer", o monstro apenas regenerou sua pele e continuou a cuspir veneno, mas ele estava muito enganado se pensava que Clarisse La Rue iria desistir tão fácil.
Ela orou para a deusa que jamais pensou em conversar: Hécate, por incrível que pareça, também estava mentalmente sã, porquê, no final das contas, a magia é para todos em todos os mundos.
"Por favor, senhora, nos ajude a combatê-los. Não vamos nos render, mas necessitamos de ajuda", a semideusa tentava chamar a tenção da deusa.
"Não se aflija, a ajuda chegará na hora certa, mas ela terá preço. Esteja preparada", e assim a luta continuava.
Ela não conseguia se concentrar em mais nada a não ser matar aquela fera. O súbito egoísmo e desejo de vingança se apoderou dela e Clarisse investia de todas as formas contra o drakon, esfaqueando-o, chutando-o, arranhando-o, fazendo tudo o que podia.
Percy Jackson conseguiu ter forças para dominar água e grande parte dos monstros foram varridos para o mar. No caminho, por conta da força da água, alguns deles se chocavam e explodiam diversas vezes.
Foi nessa hora que a prece de La Rue foi atendida. O drakon permanecia firme e forte ali, como se tivesse voltado somente para enfrentá-la e matá-la. Todos absorveram alguma parte de magia que foi concentrada ali.
"Somente deuses e semideuses juntos conseguem derrotar titãs e monstros."
Enquanto o monstro avançava, após ter percebido que um deus havia emanado ajuda, Clarisse começava a levitar, de tão poderosa que havia se tornado. Uma espécie de luz e fumaça e esverdeada era visível ao seu redor. Do mesmo tom quando o oráculo era possuído pelo Espírito de Delfos.
Vários monstros começaram a cair em batalha, semideuses tinham mais garra para continuar lutando. Titãs se tornavam confusos e alvos fáceis.
Clarisse tinha em mãos uma nova lança que trazia consigo uma letra, um H maiúsculo na forma grega. A forma como ela se movia deixava o drakon atônito, ele não conseguia distinguir se eram hologramas dela ou se ela se movia com tamanha velocidade que criava faces de um movimento.
De tanto ela machucá-lo e feri-lo, suas forças começaram a decair, sua capacidade e expelir o jato de veneno alcançava cada vez menos longas distâncias. Seu cortes já não cicatrizavam com a mesma eficiência. Muitos berros esganiçados começaram a ecoar. Vários os outros monstros já estavam numa situação degradante. Os semideuses estavam vencendo, todos os monstros voltariam para o Tártaro, enfim.
O drakon, vendo que seu corpo começava a se esvair, depois de ter um corte do topo da cabeça até a base de sua coluna, esguichou seu último jato de veneno na direção da semideusa.
Clarisse, após fazer seu último ataque, caiu com um joelho no chão, enquanto o outro apoiava seu peso. "Obrigada, senhora. Muito obrigada.", ela agradeceu rapidamente, antes de se levantar. Mal sabia ela que esse seria seu último, literalmente.
"Não se aflija, a ajuda chegará na hora certa, mas ela terá preço. Esteja preparada". Era esse o preço que Clarisse pagaria. Sua vida seria o tal pagamento.
Quando Clarisse se virou, o veneno a atingiu em cheio no rosto e no colo. "Silena", ela pensou. Sua morte fora do mesmo jeito que a da amiga. Atingidas pelo mesmo drakon, mas uma morte digna.
Assim que foi atingida, a mesma fumaça e luz verde que irradiavam de seu corpo, evaporou. A coincidência foi tanta, que o local onde caiu foi próximo de onde Chris estava. Ela conseguiu se arrastar por alguns metros ainda, antes de realmente ter seu descanso. Segurou a mão do namorado. Estavam frias, e ela as enrolou nas suas "Pronto, agora estão quentes novo. Você está vivo em mim, Chris. Para onde quer que eu vá e onde quer que você esteja, saiba que eu te amo.", e dessa forma, Clarisse La Rue, filha de Ares, morreu, como mais uma heroína que lutou bravamente para salvar seu mundo, sua casa, seus amigos, sua família.
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