The Dealer's Daughter. Once Upon a Time.
6 Capítulo 6. Season 1 Finale.
~ Storybrooke, Atualmente.
— Henry, está me ouvindo? — perguntou Emma desesperada ao entrar com o garoto no quarto do hospital — Vamos Henry, acorde, por favor! Você consegue!
— Posso...
— Eu não vou a lugar nenhum! — a loira cortou a enfermeira livrando-se de seus braços.
— A pupila dele está dilatada. — afirmou Dr. Whale, examinando o menino — O que foi? Ele caiu? Bateu a cabeça?
— Ele comeu isso — respondeu a mulher segurando um saco plástico com um pedaço de torta dentro — Deve estar envenenado.
— Via aérea desimpedida. — disse o médico após examinar a boca e garganta do garoto — Ele vomitou?
— Ele comeu isso e caiu duro! — rebateu irrirada — Veja se tem arsênico, água sanitária, soda ou seja lá o que for!
— Ele não tem sintomas indicando neurotoxinas. Então seja o que for, o culpado não é este.
— O que mais seria?
— Não sei. Estou tentando descobrir.
— Mas ele vai ficar bem né?
— Agora, precisamos estabilizá-lo porque ele esta nos deixando. Lembra-se de algo mais? Algum detalhe?
— Já disse tudo. Faça alguma coisa!
— Entendo sua frustração Srta. Swan, de verdade, mas preciso de dados para o tratamento. E até agora, não tem explicação, até parece... — o homem desistiu de falar ao ver que a mulher estava desesperada demais e distraída mexendo nas coisas que estavam dentro da mochila do garoto.
A loira ficou olhando as coisas jogadas em um das camas, procurando algo que poderia ter causado o acidente. Até que algo lhe chamou a atenção: o livro de Henry.
— Magia. — ela disse para si mesma, tentando entender alguma coisa.
Ela então pegou o livro, e quando o pegou, tudo se passou pela sua cabeça: seus pais, o guarda-roupa encantado, a maldição, e finalmente ela acreditou.
— Emma? Você está bem? Quer água ou algo assim? — interrogou Clear ao ver sua expressão ilegível.
— Cadê o meu filho?! — perguntou Regina ao entrar no quarto desesperademente.
— Você fez isto. — indagou Emma obscuramente, e disparou até a prefeita, puxando-a até o almoxarifado.
Era possível ouvir as duas discutindo, mas era impossível entender o que elas diziam.
— Que diabos aconteceu com ela? — perguntou Clear, confusa.
~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.
— Tom, precisamos conversar. — indagou Clear entrando no quarto do rapaz.
— Diga... o que foi? Tem algo errado? — perguntou Tom começando a preocupar-se.
— Lembra-se que nós fizemos um acordo? Logo que eu cheguei aqui? Então, está na hora de cumprirmos ele...
— V-você quer dizer que você...
— Eu vou resgatar minha mãe.
— N-não! Você não pode...
— Lembre-se que temos um acordo!
O menino ficou pensativo. Não podia deixá-la ir! Atirá-la no desconhecido. Ele não podia negar: ele a amava. E ele não poderia deixar ela se arriscar assim... pelo menos não sozinha.
— Não vou deixá-la ir!
— Tom eu não estou pedindo...
— Não sozinha.
— O-o quê?
— Se você vai fazer isso, vai fazer comigo.
— E-eu não posso te colocar em perigo...
— No nosso acordo não dizia nada sobre eu não poder ir com você...
— Tom, eu não posso te arriscar assim... não sei o que seria de mim se eu te perdesse... — disse Clear, pegando o rosto do garoto delicadamente — seus pais, seu irmão, eles precisam de você...
— Eu não sei o que seria de mim se eu te perdesse sem ao menos tentar te salvar... eu vou com você, e nós vamos resgatar sua mãe juntos. — indagou pegando a mão livre da menina.
Ela deu um meio sorriso tímido, se perdendo novamente nos olhos azuis dele. Aqueles olhos eram capazes de convencê-la a fazer qualquer coisa. Não conseguia pensar em outra coisa a fazer no momento a não ser beijá-lo, carinhosamente. Quando pararam, encostaram suas testa uma na outra e sorriram, aproveitando aquele momento.
— Eu te amo. — as palavras escaparam dos lábios da adolescente, que automaticamente corou.
— Eu também te amo. Muito. — respondeu o rapaz, sorrindo ainda mais.
— Tom, a mamãe está... — o irmão mais novo de Tom, Zack, entrou no quarto interrompendo o momento — o que está havendo?
— Nós agimos á noite. — sussurrou a jovem rapidamente somente para seu companheiro ouvir.
— N-nada Zack, eu vou lá ver o que a mamãe quer. — rebateu Tom levantando-se rapidamente e saindo do cômodo.
Clear sorriu para a criança, que tinha mais ou menos 8 anos. Ele sorriu de volta e deixou o quarto.
A noite caiu e os dois se encontraram no quarto da garota.
— Vamos. — ela disse depois de arrumar tudo o que iriam usar.
Quando virou-se foi surpreendida por um beijo rápido de seu "namorado".
— Agora não é hora. — repreendeu.
Os dois caminharam até o castelo, que era assustadoramente enorme.
— E agora? Não faço nem ideia de como chegaremos até minha mãe! — choramingou Clear.
— Vamos andando. Uma hora nós vamos ter chegar em algum lugar. — respondeu o garoto de maneira um pouco sarcástica.
A menina ignorou e continuou analisando o castelo.
— Vamos ter que passar pelos guardas.
— Não será um problema.
O casal conseguiu derrotar os guardas e entrar no pátio do castelo, mas lá haviam muitos mais guardas, e eles ficaram encurralados.
— Hahaha, não me façam rir — disse uma voz feminina caminhando até os dois — Vocês acharam mesmo que poderiam passar por meus guardas sem magia? Por favor!
— M-majestade... — gaguejou Tom ao visualizar a figura da rainha.
— Era tudo o que eu queria... capturar a filha de Rumpelstiltskin. Obrigada por tornar tudo mais fácil amiguinha. — debochou a mulher se aproximando da garota.
De repente ela e seu parceiro desapareceram em uma fumaça roxa.
— Humm, Rumpelstiltskin — disse Regina revirando os olhos.
— O-onde estou? — perguntou Clear ao resurgir em outro lugar completamente diferente — S-será que é onde estou pensando...
— Clear! Filhinha... o que deu na sua cabecinha de enfrentar a rainha sem poder algum?! — interrogou o Senhor das Trevas, tentando parecer estar debochando, mas na verdade estava loucamente preocupado e feliz de ver sua filha viva.
— Papai... — disse ironicamente a adolescente — o que deu na sua cabecinha de me salvar? Achei que não se importasse comigo.
— Não podia deixar o fruto do Senhor das Trevas morrer desse jeito... ao menos não antes de dominar sua magia... afinal magia, é poder!
— Você está dizendo...
— Estou dizendo que vou ensiná-la a usar sua magia!
— M-me ensinar a usar minha magia?
~ Storybrooke, Atualmente.
— Onde vão? — perguntou Clear ao ver as mulheres saírem do almoxarifado.
— Na loja do Sr. Gold. Fique aqui e qualquer coisa nos ligue. — ordenou Emma.
Alguns minutos depois as duas mulheres retornaram ao hospital.
— Deixe-nos sozinhos — disse a loira ao entrar no quarto.
Clear assentiu e ela e Tom deixaram o lugar.
— Onde vocês vão? — perguntou Clear quando a mãe do garoto passou por ela poucos minutos depois.
— Vamos achar um jeito de salvar o Henry.
— Como?
— Encontrando a "poção do amor verdadeiro" ou algo assim. Agora eu preciso ir.
— Parece que a loira acreditou na loucura toda. Agora me responda: não era necessário somente ela acreditar para a "maldição" ser quebrada? E por que eu ainda não me lembro de nada? — questionou sarcasticamente a adolescente quando Emma deixou o hospital.
— Aparentement é necessário mais do que somente acreditar... — respondeu Tom.
— Vamos voltar para o quarto do garoto.
Os dois esperaram Regina deixar o quarto.
— Você? — perguntou um homem quando os jovens entraram.
— E-eu o quê? — rabateu Clear, confusa.
— Clear, não é? Hahaha. Meu nome é Jefferson, e eu tenho alguém que você vai adorar ver quando a maldição for quebrada.
— O-o quê?
— Somente sigua-me.
O homem roubou uma roupa de enfermeiro, vestiu-se e caminhou até uma porta escrita "Sáida". Digitou uma senha e entrou pela porta, ordenando que eles esperassem do lado de fora.
— Entrem — disse depois de alguns instantes.
Os três andaram por um corredor estreito cheio de portas até pararem em uma.
— Venha comigo — disse Jefferson a uma mulher de cabelos castanhos bagunçados que estava dentro do quarto.
— Quem é você? — perguntou confusa — Por que está fazendo isto?
— Meu nome é Jefferson e preciso de sua ajuda para fazer algo que não consigo.
— O-o quê?! — perguntou Clear.
— Leve-a ao Sr. Gold e diga onde ela esteve e que Regina a prendeu. — instruiu o homem à garota.
— Peraí, o quê? — perguntou a moça que estava trancada.
— É muito importante. — afirmou o "Chapeleiro" — O Sr. Gold vai protege-lá. Mas diga que a Regina a prendeu. Ele saberá o que fazer.
Clear, Tom e a mulher desconhecida se dirigiram para a loja de Gold.
— Com licença Sr. Gold. — disse a adolescente ao entrar no estabelecimento.
— A loja já está fechada. — o homem fez uma pausa ao ver a garota e a mulher juntas.
— Mandaram-me dizer-lhe que a Regina me prendeu. — disse a desconhecida — Isso quer dizer alguma coisa?
— Você é de verdade. — indagou Gold apertando levemente o ombro da moça — Está viva. Ela fez isso com você?
— Falaram que você me protegeria.
— Sim! — exclamou o homem emocionado, abraçando-a fortemente — Sim, eu te protegerei!
— Desculpe. Eu te conheço?
— Não, mas vai me conhecer.
Os adolescentes e a moça estavam confusos.
— Venham comigo. — disse Gold caminhando para a porta.
Todos entraram no carro e o homem dirigiu até o bosque. Eles caminharam um pouco até chegarem em um poço.
De repente uma onda de luz passou por eles, fazendo todos se lembrarem.
— M-mãe? — perguntou Clear, com os olhos cheios de lágrimas.
— Clear... — respondeu a mulher, que agora se lembrava que era Belle, mãe de Clear, a amada de Rumpelstiltskin.
As duas se abraçaram fortemente.
— Espera aí. — disse Belle ao homem que já estava bem a frente dos três.
— Não, estamos quase lá.
— Rumpelstiltskin, espere. Eu lembro. Eu te amo. — disse a mulher abraçando-o.
— Sim... sim! E eu também te amo!
— Tom! — exclamou Clear.
— C-Clear... — murmurou o garoto, ainda organizando seus pensamentos.
A adolescente pulou em seus braços, beijando-lhe apaixonadamente.
— Hey, haverá tempo para isso. — afirmou Gold, dirigindo-se a Belle, mas querendo atingir a filha.
— Pai. — disse olhando para ele, perdendo um pouco do ânimo.
— Me desculpe... — disse emocionado.
— Vamos deixar as desculpas para depois. — retrucou a jovem de maneira seca.
— Haverá tempo para tudo. Em primeiro lugar, preciso fazer uma coisa.
— O que é isto?
— Esse é um lugar muito especial, Belle. Dizem que a água desse poço tem o poder de devolver aquilo que se perdeu. — explicou Rumpel, tirando um frasco de conteúdo roxo-brilhante e atirando-o no poço.
— Não estou entendendo. — rebateu Belle ao ver uma espessa fumaça roxa saindo do poço.
— Essa é uma terra sem magia, Belle.- explicou novamente o homem — Eu vou trazê-la. A magia está vindo.
— Por quê?
— Porque magia, é poder.
— M-magia? — perguntou Clear assustada.
Continua.
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