~ Storybrooke, Atualmente.

— Henry, está me ouvindo? — perguntou Emma desesperada ao entrar com o garoto no quarto do hospital — Vamos Henry, acorde, por favor! Você consegue!

— Posso...

— Eu não vou a lugar nenhum! — a loira cortou a enfermeira livrando-se de seus braços.

— A pupila dele está dilatada. — afirmou Dr. Whale, examinando o menino — O que foi? Ele caiu? Bateu a cabeça?

— Ele comeu isso — respondeu a mulher segurando um saco plástico com um pedaço de torta dentro — Deve estar envenenado.

— Via aérea desimpedida. — disse o médico após examinar a boca e garganta do garoto — Ele vomitou?

— Ele comeu isso e caiu duro! — rebateu irrirada — Veja se tem arsênico, água sanitária, soda ou seja lá o que for!

— Ele não tem sintomas indicando neurotoxinas. Então seja o que for, o culpado não é este.

— O que mais seria?

— Não sei. Estou tentando descobrir.

— Mas ele vai ficar bem né?

— Agora, precisamos estabilizá-lo porque ele esta nos deixando. Lembra-se de algo mais? Algum detalhe?

— Já disse tudo. Faça alguma coisa!

— Entendo sua frustração Srta. Swan, de verdade, mas preciso de dados para o tratamento. E até agora, não tem explicação, até parece... — o homem desistiu de falar ao ver que a mulher estava desesperada demais e distraída mexendo nas coisas que estavam dentro da mochila do garoto.

A loira ficou olhando as coisas jogadas em um das camas, procurando algo que poderia ter causado o acidente. Até que algo lhe chamou a atenção: o livro de Henry.

— Magia. — ela disse para si mesma, tentando entender alguma coisa.

Ela então pegou o livro, e quando o pegou, tudo se passou pela sua cabeça: seus pais, o guarda-roupa encantado, a maldição, e finalmente ela acreditou.

— Emma? Você está bem? Quer água ou algo assim? — interrogou Clear ao ver sua expressão ilegível.

— Cadê o meu filho?! — perguntou Regina ao entrar no quarto desesperademente.

— Você fez isto. — indagou Emma obscuramente, e disparou até a prefeita, puxando-a até o almoxarifado.

Era possível ouvir as duas discutindo, mas era impossível entender o que elas diziam.

— Que diabos aconteceu com ela? — perguntou Clear, confusa.

~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.

— Tom, precisamos conversar. — indagou Clear entrando no quarto do rapaz.

— Diga... o que foi? Tem algo errado? — perguntou Tom começando a preocupar-se.

— Lembra-se que nós fizemos um acordo? Logo que eu cheguei aqui? Então, está na hora de cumprirmos ele...

— V-você quer dizer que você...

— Eu vou resgatar minha mãe.

— N-não! Você não pode...

— Lembre-se que temos um acordo!

O menino ficou pensativo. Não podia deixá-la ir! Atirá-la no desconhecido. Ele não podia negar: ele a amava. E ele não poderia deixar ela se arriscar assim... pelo menos não sozinha.

— Não vou deixá-la ir!

— Tom eu não estou pedindo...

— Não sozinha.

— O-o quê?

— Se você vai fazer isso, vai fazer comigo.

— E-eu não posso te colocar em perigo...

— No nosso acordo não dizia nada sobre eu não poder ir com você...

— Tom, eu não posso te arriscar assim... não sei o que seria de mim se eu te perdesse... — disse Clear, pegando o rosto do garoto delicadamente — seus pais, seu irmão, eles precisam de você...

— Eu não sei o que seria de mim se eu te perdesse sem ao menos tentar te salvar... eu vou com você, e nós vamos resgatar sua mãe juntos. — indagou pegando a mão livre da menina.

Ela deu um meio sorriso tímido, se perdendo novamente nos olhos azuis dele. Aqueles olhos eram capazes de convencê-la a fazer qualquer coisa. Não conseguia pensar em outra coisa a fazer no momento a não ser beijá-lo, carinhosamente. Quando pararam, encostaram suas testa uma na outra e sorriram, aproveitando aquele momento.

— Eu te amo. — as palavras escaparam dos lábios da adolescente, que automaticamente corou.

— Eu também te amo. Muito. — respondeu o rapaz, sorrindo ainda mais.

— Tom, a mamãe está... — o irmão mais novo de Tom, Zack, entrou no quarto interrompendo o momento — o que está havendo?

— Nós agimos á noite. — sussurrou a jovem rapidamente somente para seu companheiro ouvir.

— N-nada Zack, eu vou lá ver o que a mamãe quer. — rebateu Tom levantando-se rapidamente e saindo do cômodo.

Clear sorriu para a criança, que tinha mais ou menos 8 anos. Ele sorriu de volta e deixou o quarto.

A noite caiu e os dois se encontraram no quarto da garota.

— Vamos. — ela disse depois de arrumar tudo o que iriam usar.

Quando virou-se foi surpreendida por um beijo rápido de seu "namorado".

— Agora não é hora. — repreendeu.

Os dois caminharam até o castelo, que era assustadoramente enorme.

— E agora? Não faço nem ideia de como chegaremos até minha mãe! — choramingou Clear.

— Vamos andando. Uma hora nós vamos ter chegar em algum lugar. — respondeu o garoto de maneira um pouco sarcástica.

A menina ignorou e continuou analisando o castelo.

— Vamos ter que passar pelos guardas.

— Não será um problema.

O casal conseguiu derrotar os guardas e entrar no pátio do castelo, mas lá haviam muitos mais guardas, e eles ficaram encurralados.

— Hahaha, não me façam rir — disse uma voz feminina caminhando até os dois — Vocês acharam mesmo que poderiam passar por meus guardas sem magia? Por favor!

— M-majestade... — gaguejou Tom ao visualizar a figura da rainha.

— Era tudo o que eu queria... capturar a filha de Rumpelstiltskin. Obrigada por tornar tudo mais fácil amiguinha. — debochou a mulher se aproximando da garota.

De repente ela e seu parceiro desapareceram em uma fumaça roxa.

— Humm, Rumpelstiltskin — disse Regina revirando os olhos.

— O-onde estou? — perguntou Clear ao resurgir em outro lugar completamente diferente — S-será que é onde estou pensando...

— Clear! Filhinha... o que deu na sua cabecinha de enfrentar a rainha sem poder algum?! — interrogou o Senhor das Trevas, tentando parecer estar debochando, mas na verdade estava loucamente preocupado e feliz de ver sua filha viva.

— Papai... — disse ironicamente a adolescente — o que deu na sua cabecinha de me salvar? Achei que não se importasse comigo.

— Não podia deixar o fruto do Senhor das Trevas morrer desse jeito... ao menos não antes de dominar sua magia... afinal magia, é poder!

— Você está dizendo...

— Estou dizendo que vou ensiná-la a usar sua magia!

— M-me ensinar a usar minha magia?

~ Storybrooke, Atualmente.

— Onde vão? — perguntou Clear ao ver as mulheres saírem do almoxarifado.

— Na loja do Sr. Gold. Fique aqui e qualquer coisa nos ligue. — ordenou Emma.

Alguns minutos depois as duas mulheres retornaram ao hospital.

— Deixe-nos sozinhos — disse a loira ao entrar no quarto.

Clear assentiu e ela e Tom deixaram o lugar.

— Onde vocês vão? — perguntou Clear quando a mãe do garoto passou por ela poucos minutos depois.

— Vamos achar um jeito de salvar o Henry.

— Como?

— Encontrando a "poção do amor verdadeiro" ou algo assim. Agora eu preciso ir.

— Parece que a loira acreditou na loucura toda. Agora me responda: não era necessário somente ela acreditar para a "maldição" ser quebrada? E por que eu ainda não me lembro de nada? — questionou sarcasticamente a adolescente quando Emma deixou o hospital.

— Aparentement é necessário mais do que somente acreditar... — respondeu Tom.

— Vamos voltar para o quarto do garoto.

Os dois esperaram Regina deixar o quarto.

— Você? — perguntou um homem quando os jovens entraram.

— E-eu o quê? — rabateu Clear, confusa.

— Clear, não é? Hahaha. Meu nome é Jefferson, e eu tenho alguém que você vai adorar ver quando a maldição for quebrada.

— O-o quê?

— Somente sigua-me.

O homem roubou uma roupa de enfermeiro, vestiu-se e caminhou até uma porta escrita "Sáida". Digitou uma senha e entrou pela porta, ordenando que eles esperassem do lado de fora.

— Entrem — disse depois de alguns instantes.

Os três andaram por um corredor estreito cheio de portas até pararem em uma.

— Venha comigo — disse Jefferson a uma mulher de cabelos castanhos bagunçados que estava dentro do quarto.

— Quem é você? — perguntou confusa — Por que está fazendo isto?

— Meu nome é Jefferson e preciso de sua ajuda para fazer algo que não consigo.

— O-o quê?! — perguntou Clear.

— Leve-a ao Sr. Gold e diga onde ela esteve e que Regina a prendeu. — instruiu o homem à garota.

— Peraí, o quê? — perguntou a moça que estava trancada.

— É muito importante. — afirmou o "Chapeleiro" — O Sr. Gold vai protege-lá. Mas diga que a Regina a prendeu. Ele saberá o que fazer.

Clear, Tom e a mulher desconhecida se dirigiram para a loja de Gold.

— Com licença Sr. Gold. — disse a adolescente ao entrar no estabelecimento.

— A loja já está fechada. — o homem fez uma pausa ao ver a garota e a mulher juntas.

— Mandaram-me dizer-lhe que a Regina me prendeu. — disse a desconhecida — Isso quer dizer alguma coisa?

— Você é de verdade. — indagou Gold apertando levemente o ombro da moça — Está viva. Ela fez isso com você?

— Falaram que você me protegeria.

— Sim! — exclamou o homem emocionado, abraçando-a fortemente — Sim, eu te protegerei!

— Desculpe. Eu te conheço?

— Não, mas vai me conhecer.

Os adolescentes e a moça estavam confusos.

— Venham comigo. — disse Gold caminhando para a porta.

Todos entraram no carro e o homem dirigiu até o bosque. Eles caminharam um pouco até chegarem em um poço.

De repente uma onda de luz passou por eles, fazendo todos se lembrarem.

— M-mãe? — perguntou Clear, com os olhos cheios de lágrimas.

— Clear... — respondeu a mulher, que agora se lembrava que era Belle, mãe de Clear, a amada de Rumpelstiltskin.

As duas se abraçaram fortemente.

— Espera aí. — disse Belle ao homem que já estava bem a frente dos três.

— Não, estamos quase lá.

— Rumpelstiltskin, espere. Eu lembro. Eu te amo. — disse a mulher abraçando-o.

— Sim... sim! E eu também te amo!

— Tom! — exclamou Clear.

— C-Clear... — murmurou o garoto, ainda organizando seus pensamentos.

A adolescente pulou em seus braços, beijando-lhe apaixonadamente.

— Hey, haverá tempo para isso. — afirmou Gold, dirigindo-se a Belle, mas querendo atingir a filha.

— Pai. — disse olhando para ele, perdendo um pouco do ânimo.

— Me desculpe... — disse emocionado.

— Vamos deixar as desculpas para depois. — retrucou a jovem de maneira seca.

— Haverá tempo para tudo. Em primeiro lugar, preciso fazer uma coisa.

— O que é isto?

— Esse é um lugar muito especial, Belle. Dizem que a água desse poço tem o poder de devolver aquilo que se perdeu. — explicou Rumpel, tirando um frasco de conteúdo roxo-brilhante e atirando-o no poço.

— Não estou entendendo. — rebateu Belle ao ver uma espessa fumaça roxa saindo do poço.

— Essa é uma terra sem magia, Belle.- explicou novamente o homem — Eu vou trazê-la. A magia está vindo.

— Por quê?

— Porque magia, é poder.

M-magia? — perguntou Clear assustada.

Continua.

Notas finais
~> P.S.: Esse é o último episódio da primeira temporada. Obrigada por lerem até aqui! :) Gostaria de saber sinceramente o que vocês estão achando, o que está faltando, personagens que gostariam de ver, sugestões, se os capítulos estão muito grandes, críticas, elogios, etc. Lembrando que agora vou entrar na season 2, que vai ser muito importante, com a entrada do Hook e do Neal. Favoritem, recomendem e comentem, por favor. Obrigada! :)