The Dealer's Daughter. Once Upon a Time.
4 Capítulo 4.
~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.
— Bom trabalho, Caçador. Vejo que a conduziu perfeitamente até minhas mãos — indagou a rainha ao topar com Graham e Clear entrando em seu cofre.
— Eu sabia — disse a jovem encarando Regina — você quer me capturar, assim como fez com minha mãe. O que você quer? Minha magia? Como se a sua não fosse o suficiente...
— Quero que seu pai pense que você está morta — interrompeu a mulher — na cabeça dele, sua mãe morreu, mas com você a solta por aí ele vai acabar te achando. Já se você estiver presa, ele nunca vai te encontrar.
— Por que quer que ele pense isso? — perguntou a garota, confusa e inconformada.
— Quero vê-lo sofrer. — respondeu a morena.
— Eu fui contratada para tentar recuperar o coração deste homem. E é exatamente isso que farei. — disse paralisando a mulher com magia.
Ela caminhou até o paredão cheio de "gavetas" na quais se encontravam os corações.
— Qual será o seu? — perguntou para o homem.
— Não está escrito os nomes? — perguntou analisando-as com os olhos.
— Não! Mas talvez, sevocê se aproximar mais, pode senti-lo!
O Caçador se aproximou e começou a tentar se concentrar em sentir onde seu coração estaria. Quando estava no auge de sua concentração, a "gaveta" na qual se encontrava seu coração se abriu. Quando ia pegá-lo, ele desapareceu repentinamente em uma fumaça azul.
— Não tão rápido, Caçador. — disse Clear, segurando seu coração — Primeiro você solta minha mãe, depois eu lhe dou seu coração.
— Vamos até ela então.
— Parece que vocês não precisarão ir muito longe. — indagou Regina, surpreendendo-os pelo fato de poder se mover e segurando Belle, a mãe de Clear.
— M-mamãe?! — perguntou a garota com o fiozinho de voz que lhe restara.
A rainha então enfiou a mão no peito de Belle e arrancou seu coração.
— Se você não devolver o coração do seu querido amiguinho caçador agora, eu só preciso apertar o de sua mamãezinha até ele virar pó, e eu suponho que você saiba o que acontecerá. — ameaçou Regina, com um sorriso maléfico no rosto.
~ Storybrooke, Atualmente.
— Temos que vigiá-los. — afirmou Clear ao entrar no carro de Tom.
— Mas você já faltou todos esses dias à escola, não deveria faltar mais — respondeu o rapaz colocando a chave no contato — e o Dr. Whale já avisou na escola que você voltaria hoje. Não quer que todos descubram sua obsessão pelo xerife certo?
— Ok, você venceu. Vamos para a escola. Mas depois vamos segui-los por todo lado!
O garoto nem respondeu. Deu partida na picape e dirigiu até a escola calado, ouvindo sua "irmã" tagarelar sobre como as mulheres da cidadezinha davam em cima do Graham.
— Bom dia! — disse docemente Mary Margareth, como fazia todos os dias ao encontrá-los na escola.
— Bom dia — responderam os dois desanimados.
Algumas horas se passaram, e o sinal para ir embora tocou. Clear e Tom ficaram presos na sala de aula, pois os professores queriam conversar sobre o acidente.
Quando a conversa acabou, os jovens foram rapidamente até a porta da frente da escola.
— G-Graham?! — exclamou a garota surpresa, ao ver o xerife deixando a escola.
O homem saiu rapidamente, sem nem olhar para os lados. Montou na viatura da polícia e deu partida.
— Vamos segui-lo! — chamou a garota puxando seu companheiro até a picape.
Todos se dirigiram à casa da prefeita Mills.
— Oi, xerife. — disse Henry ao atender a porta — Minha mãe não está aqui.
— Vim ver você, Henry. — retrucou Graham — Será que pode me ajudar?
— Com o quê? — perguntou o menino confuso.
— É sobre seu livro. — respondeu o homem — Estou nele?
— O que?! — perguntou Clear, incrédula — Ele está mesmo acreditando nessa loucura do livro do Henry?!
— Aparentemente, sim — respondeu Tom limpando as folhas dos arbustos que cercavam a casa da prefeita de sua roupa — agora vai me dizer que quer invadir a casa dela?
— Não, invadir não. Vamos esperar aqui.
Os dois viraram-se repentinamente ao ouvir o barulho de um carro se aproximando da casa.
— De quem é aquele carro? — sussurrou Clear apontando para um Fusca amarelo.
— É da Emma. Deve ter vindo ver o Henry. — respondeu Tom.
— Ou veio ver o Graham...
Alguns minutos se passaram e o xerife finalmente saiu da mansão.
— Oi. — disse a loira levantando-se do banco do carona e fechando a porta do carro — Soube que está tendo um dia difícil.
— Lá vai a loira dar o bote — murmurou Clear revirando os olhos.
— Quem disse? — perguntou o xerife, desconfiado.
— Praticamente todo mundo. — respondeu a mulher — Por que não vai para casa descansar?
— Estou bem.
— Não está não, Graham. Pediu ajuda a uma criança.
— Só ele faz sentido.
— O que está acontecendo? De verdade?
— Preciso achar meu coração, Emma.
— Está bem. Como vai fazer isso?
— Basta seguir o lobo.
— Que lobo?
— Dos meus sonhos. Ele vai ajudar a achá-lo.
— Desculpe. — disse Emma respirando fundo — Pensei que estivéssemos falando em metáforas aqui. Acha mesmo que não tem coração?
— É a única coisa que faz sentido. — respondeu o homem — Só isso explica o fato de não sentir nada.
— Escute, Graham, você tem coração. — disse a mulher fitando a cara de desaprovação do xerife, que balançou a cabeça negativamente — Posso provar.
Emma colocou a mão cautelosamente sobre o peito de Graham, procurando seu coração por baixo da jaqueta que ele usava.
— Olha lá que loira abusada, pode parar com essa ousadia aí! — esbravejou Clear ao ver a cena.
— Viu? Está batendo. É de verdade. — disse a loira sorrindo levemente.
O xerife negou com a cabeça. A mulher então pegou sua mão e colocou-a sobre o colete do uniforme.
— Sinta isso. É o seu coração.
— Não, é uma maldição — retrucou Graham livrando-se das mãos da mulher.
— Não pode acreditar que é verdade. — afirma a mulher, que se assusta quando visualiza um lobo que tem um olho vermelho como o sangue e outro preto como a noite.
— O que foi? — perguntou Graham ao olhar para trás.
O lobo dispara, em seguida o xerife dispara também, acompanhado de Emma.
— Onde é que eles estão indo?! — perguntou Clear, correndo até a rua.
— Estão seguindo um lobo? Pensei que não houvessem lobos em Storybrooke! — respondeu Tom, confuso e um pouco assustado.
— Vamos atrás deles e...
A adolescente foi interrompida pelo toque de seu celular.
— Ah, oi mãe — disse ao atender — mais tarde eu volto mãe, estou meio ocupada... está bem, estou indo.
— Ela quer que vamos para casa?
— Ela quer que eu vá para casa. Você não. Me deixe em casa e encontre aqueles dois e vigie-os... por favor.
— O que não faço por você.
Os jovens entraram na picape e foram para casa. Logo em seguida, Tom foi procurar o xerife e sua assistente, e os encontrou no cemitério.
"Estou com eles, aqui no cemitério"— disse Tom por SMS.
"Ok"— respondeu Clear — "Mais tarde eu te mando uma mensagem para você vir me buscar"
Algumas horas se passaram, e tudo que a mãe de Clear queria era que ela descansasse um pouco. De repente um SMS de Tom chega:
"Estou aqui em frente. Agora os dois foram para a delegacia"
A adolescente pegou seu moletom preto com listras cinzas e vestiu-o enquanto andava rapidamente até a porta da frente.
— Aonde a senhorita pensa que vai? — abordou-a Maggie Dobbey, sua "mãe".
— Vou dar uma volta com o Tom. — respondeu sorrindo da maneira mais sincera que conseguia.
— Tá legal, mas voltem logo!
— Claro!
— Rápido, vamos! — ordenou a garota ao entrar no carro — e me conte o que houve. Que capeta de zorba eles estavam fazendo num cemitério?
— A Regina apareceu lá para levar flores no mausoléu de sua família e os encontrou lá dentro, aí o Graham terminou com ela falando que não sentia nada e blá blá blá, mas ele trocou ela pela Emma, que jogou isso na cara dela, elas deram uns socos uma na outra e fim.
— Nossa. Parece que perdi muita coisa.
~ Floresta Encantada, Antes da Maldição.
Clear ficou pensativa por alguns instantes. Deveria salvar a sua mãe, que era a pessoa que mais amava no mundo, ou um Caçador, que conhecera na noite anterior, mas de certa maneira já sentia algum tipo de conexão.
Seus pensamentos foram interrompidos quando ouviu o som dos gritos de sua mãe, que berrava desesperadamente.
— Tic tac, queridinha. A vida de sua mãe ou a do Caçador? — perguntou apertando o coração de sua mãe.
— Me desculpe — sussurrou com a voz falha devido ao choro para o Caçador.
Entregou o coração para a rainha, que colocou o coração de Belle de volta em seu peito.
— Muito bem, garotinha. Agora é entre você e eu. — disse Regina encarando a jovem, que soluçava na presença de sua mãe — Levem-na! — ordenou a rainha entregando Belle aos guardas.
— Não! — gritou Clear ao observar os homens arrastando sua mãe para fora do cofre — De mim você não terá nada, "Majestade". — disse retomando a postura, agora com a voz áspera.
— Ah sério? — perguntou a rainha com deboche.
— Meu pai não era lá o melhor de todos. Mas ele me ensinou uma coisa: sempre ter um plano. — disse a garota tirando um frasco do bolso de dentro de sua capa azul marinha — Isso daqui é um feitiço, que se espalhará por todo o castelo, fazendo todos que estão aqui se esquecerem do que aconteceu aqui: de mim, da máscara, de tudo. Inclusive, não sei se você percebeu, mas eu já quebrei o encanto da máscara. Você não pode mais me vigiar.
Clear então jogou o frasco no chão, que se espalhou em mil pedacinhos, e dele saiu uma densa fumaça azul, que se espalhou por todo o castelo. Quando finalmente a fumaça sumiu, Regina perguntou:
— O que aconteceu? Por que estamos no cofre? Por que seguro um coração? Vamos, vamos sair daqui!
Enquanto isso, a filha de Belle já estava em seu quarto, na casa dos Dobbey, família que a acolheu quando sua mãe foi presa pela rainha. Ela tirou a máscara, olhou-a e milhões de pensamentos encheram-na a cabeça. Lágrimas então começaram a lhe escorrer no rosto, e seu peito encheu-se de ódio da rainha. Ela decidiu então que usaria sua magia para tentar vingar-se de Regina, e para isso, usaria a máscara. Seria a Garota Mascarada.
~ Storybrooke, Atualmente.
Tom parou o carro em frente à delegacia e os dois desceram e entraram sorrateiramente. Se posicionaram atrás da porta para ouvirem a conversa dos dois.
— Aparentemente ele está tratando do machucado na cara dela. — sussurrou o adolescente.
— Percebi.
— Que silêncio.
Clear abriu um pouco a porta, e viu os dois se beijando.
— Eu sabia que essa loira ia agarrar meu xerife...
— Graham? — perguntou Emma quando o homem se afastou dela.
— Eu lembro... eu lembro! — dizia Graham.
— Lembra do que? — perguntou
— Obrigado. — disse o xerife, segurando delicadamente o rosto de sua assistente.
Em seu cofre, no mausoléu, Regina pegou um coração e o apertou, até virar pó.
— Graham? Graham! Graham?! — gritava Emma ao ver o xerife caído no chão. Ela checou sua respiração e percebeu que ele estava morto — Vamos lá Graham!
— Graham?! — berrou Clear ao entrar correndo na sala — Graham, fale comigo, Graham!
As duas caíram no choro.
— V-você — disse a adolescente em meio ao choro — você fez isso! É culpa sua! Graças a você, ele está morto!
Emma olhou boquiaberta para a garota, que a culpava loucamente.
Continua.
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